{"id":5363,"date":"2020-11-17T16:11:58","date_gmt":"2020-11-17T19:11:58","guid":{"rendered":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/?p=5363"},"modified":"2020-11-17T16:11:58","modified_gmt":"2020-11-17T19:11:58","slug":"a-subversao-comica1","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/a-subversao-comica1\/","title":{"rendered":"A Subvers\u00e3o C\u00f4mica<sup>[1]<\/sup>"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_5353\" aria-describedby=\"caption-attachment-5353\" style=\"width: 448px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-5353\" src=\"https:\/\/ebp.org.br\/new\/sp\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/004-1.jpg\" alt=\"Imagem: @Instagram joker_.coringa\" width=\"448\" height=\"411\" srcset=\"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/004-1.jpg 448w, https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/004-1-300x275.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 448px) 100vw, 448px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-5353\" class=\"wp-caption-text\">Imagem: @Instagram joker_.coringa<\/figcaption><\/figure>\n<h6>Veridiana Marucio (EBP\/AMP)<\/h6>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: right;\"><em>\u00abridendo castigat mores\u00bb<a href=\"#_edn2\" name=\"_ednref2\"><strong>[2]<\/strong><\/a><\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>Introdu\u00e7\u00e3o <\/strong><\/p>\n<p>Nessa breve contribui\u00e7\u00e3o sobre o tema das Jornadas fora da s\u00e9rie da EBP-Se\u00e7\u00e3o SP que tem como t\u00edtulo &#8211; <em>Subvers\u00f5es,<\/em> partirei da constata\u00e7\u00e3o de que, na vida humana, nossa rela\u00e7\u00e3o com o riso se estabelece desde muito cedo, e de que, se tudo vai bem, na maioria das vezes essa rela\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m \u00e9 boa. Mais adiante, as coisas podem se complicar um pouco pois rapidamente o riso poder\u00e1 ser associado, por exemplo, ao personagem maldoso do desenho animado: quanto mais cruel e maquiav\u00e9lico, mais o maldoso ri, e ri forte!<\/p>\n<p>Podemos notar que o espectro do riso pode ser bem vasto! Em uma r\u00e1pida pesquisa no Google encontramos as defini\u00e7\u00f5es: zombador, assustador, sarc\u00e1stico, sat\u00edrico, afetivo, pol\u00edtico, transgressor, provocativo, questionador; ruptura, estranhamento, exagero, liberdade, transcend\u00eancia, etc. Ele pode inclusive demonstrar sentimentos diametralmente opostos, estando muito presente em nosso cotidiano e podendo desempenhar diversas fun\u00e7\u00f5es, representa\u00e7\u00f5es e inclusive maneiras de exercer determinadas influ\u00eancias nas rela\u00e7\u00f5es sociais. O riso \u00e9, segundo Boudelaire, profunda e essencialmente humano.<\/p>\n<p>Muitos fil\u00f3sofos, desde os pr\u00e9-socr\u00e1ticos a Nietzsche, passando por Bergson, Descartes, Kant ou Schopenhauer dedicaram-se a pensar o humor, fiel e discreto companheiro do riso. Dentre suas diferentes facetas, tomarei aqui, por ser o tema que nos interessa, a sua vertente subversiva. Trata-se de uma hip\u00f3tese amplamente retratada pelas m\u00faltiplas formas de produ\u00e7\u00e3o cultural, como a literatura, o teatro e o cinema, desde Arist\u00f3fanes, Moli\u00e8re, Chaplin e para citar alguns representantes atuais e nacionais, Marcelo Adnet, Greg\u00f3rio Duvivier e Porta dos fundos.<\/p>\n<p>O estudo sobre o riso \u00e9 imenso e n\u00e3o pretendo apresentar nessa reflex\u00e3o, as in\u00fameras pesquisas das diferentes \u00e1reas do conhecimento que j\u00e1 se dedicaram a esse tema, mas tentar trazer para nossa discuss\u00e3o nesta Jornada, o fato de que h\u00e1 algo no riso que vai muito al\u00e9m de uma simples gargalhada ou de uma divers\u00e3o, e que ele exerce, dentre outras, uma fun\u00e7\u00e3o subversiva: h\u00e1 algo no riso que se manifesta contra as opress\u00f5es, as normas, as identifica\u00e7\u00f5es, as institui\u00e7\u00f5es e o poder.<\/p>\n<p>Resta-nos definir de que forma o riso \u00e9 subversivo e nos perguntarmos se a psican\u00e1lise tem algo a dizer sobre isso, j\u00e1 que \u00e9 dessa mesma maneira que Miller<a href=\"#_edn3\" name=\"_ednref3\">[3]<\/a> a define, dizendo que a psican\u00e1lise n\u00e3o \u00e9 revolucion\u00e1ria, mas subversiva.<\/p>\n<p><strong>R\u00e1pido contexto hist\u00f3rico <\/strong><\/p>\n<p>Uma sociedade sem risos subversivos \u00e9 uma sociedade que est\u00e1 amputada de um importante contra-poder<a href=\"#_edn4\" name=\"_ednref4\">[4]<\/a>. O humor, a com\u00e9dia, a farsa, as caricaturas, as charges, que n\u00e3o entrarei aqui em suas diferen\u00e7as conceituais, sempre foram considerados armas eficazes contra os opressores, pois questionam as autoridades, exp\u00f5em seus excessos e deslocam as convic\u00e7\u00f5es mais fortes de uma sociedade. Ao brincarem com o sentido das situa\u00e7\u00f5es, invertendo seus valores, levando uma ideia ao absurdo extremo, produzindo racioc\u00ednios falsos ou esvaziando as palavras de seu significado produzem o riso como consequ\u00eancia, subvertendo, n\u00e3o somente o mundo pol\u00edtico, mas tamb\u00e9m a nossa maneira de pensar e de viver.<\/p>\n<p>A hist\u00f3ria revela que, desde a Antiguidade, em todas as sociedades, o humor e o riso subversivo ocupam o espa\u00e7o p\u00fablico e incidem sobre os costumes, a pol\u00edtica e a religi\u00e3o. Nos grandes rituais populares, por exemplo, como os <em>saturnais<\/em>, os <em>charivaris<\/em> e o carnaval ou festa dos loucos, o povo tinha a oportunidade, por um breve momento, de derrubar as hierarquias estabelecidas e de <em>zombar<\/em> delas<a href=\"#_edn5\" name=\"_ednref5\"><sup>[5]<\/sup><\/a>.<\/p>\n<p>Mais adiante, na Idade M\u00e9dia, com as institui\u00e7\u00f5es mon\u00e1sticas, come\u00e7am a aparecer regras muito restritas quanto ao riso evidenciando seu poder subversivo e, portanto, aparece a necessidade de control\u00e1-lo. Esse per\u00edodo foi muito bem retratado pelo cineasta Umberto Eco, em <em>O nome da rosa.<\/em> O personagem que representa o obscurantismo era um feroz inimigo do riso e chega a cometer crimes e assassinatos contra a possibilidade de rir de coisas sagradas. Umberto Eco o faz dizer em um certo momento: <em>o riso mata o medo, e sem o medo n\u00e3o tem f\u00e9, pois sem o medo do diabo, n\u00e3o h\u00e1 mais a necessidade de Deus. Se pud\u00e9ssemos rir de Deus, o mundo cairia no caos. <\/em>Com o advento da modernidade, o humor e o riso tornaram-se mais populares, mas apesar da sedimenta\u00e7\u00e3o das democracias, alguns poderes continuam a olhar desconfiadamente para aqueles que observam o mundo com os filtros do humor<a href=\"#_edn6\" name=\"_ednref6\">[6]<\/a>.<\/p>\n<p>O riso indica que alguma perturba\u00e7\u00e3o na ordem das coisas se deu. No caso do riso subversivo, ele parece ser uma consequ\u00eancia de que aquilo que estava fora, exclu\u00eddo da ordem social, \u00e9 trazido ao centro da cena. Esse efeito de encontro com a estranheza, com o infamiliar, para alguns produz o riso, enquanto que para outros, desperta a agressividade e mobiliza o \u00f3dio.<\/p>\n<p>Como exemplo tr\u00e1gico e atual deste efeito duplo, temos o atentado de 2015 em Paris ao jornal sat\u00edrico Charlie Hebdo. A agressividade e o \u00f3dio dirigidos a esse jornal sat\u00edrico parecem partir do mesmo pensamento retratado por Umberto Eco, qual seja, de que as charges e o humor produzido por eles trariam o caos, subverteriam a ordem dominante causando a desordem, e sobretudo, que eles acabariam com o medo, o que tamb\u00e9m vimos acontecer no Brasil com o ataque ao Porta dos Fundos. Ora, sabemos que o poder, quando ele \u00e9 absoluto e totalit\u00e1rio, funda-se justamente sobre o medo. Com suas charges, os humoristas de Charlie Hebdo mostravam que n\u00e3o tinham medo<a href=\"#_edn7\" name=\"_ednref7\"><sup>[7]<\/sup><\/a>.<\/p>\n<p>\u201cO humor n\u00e3o \u00e9 resignado, mas rebelde\u201d, nos diz Freud em 1927 em seu artigo intitulado <em>O Humor<\/em>. Para ele, s\u00e3o os humoristas que captam a fragilidade do homem, seus conflitos e seu sofrimento, revelando suas contradi\u00e7\u00f5es e incongru\u00eancias. O que \u00e9 surpreendente e novo neste texto, publicado vinte anos depois de <em>O chiste e suas rela\u00e7\u00f5es com o Inconsciente<\/em>, \u00e9 o humor enquanto face n\u00e3o tir\u00e2nica do Supereu, servindo de amparo ao sujeito, na vertente de herdeiro do complexo de \u00c9dipo.<\/p>\n<p><strong>O riso como la\u00e7o social <\/strong><\/p>\n<p>Se o humor e o riso subversivo existem e resistem em todas as latitudes e atrav\u00e9s da hist\u00f3ria \u00e9 tamb\u00e9m porque constituem uma forma de la\u00e7o social. Aqueles que riem do mesmo <em>Witz<\/em> selam um tipo de pertencimento que indica que eles est\u00e3o do mesmo lado. Como diz Lacan<a href=\"#_edn8\" name=\"_ednref8\">[8]<\/a> n\u00e3o \u00e9 condi\u00e7\u00e3o comum do humano viver de modo solit\u00e1rio. <em>Mesmo sozinho, ele continua a falar<\/em>. Portanto, para que haja um <em>Witz <\/em>\u00e9 preciso que haja um discurso, isto que vem a fixar-se na linguagem para que o la\u00e7o social funcione.<\/p>\n<p>Freud definiu o chiste como a mais social de todas as forma\u00e7\u00f5es do inconsciente<a href=\"#_edn9\" name=\"_ednref9\">[9]<\/a>.\u00a0 A primeira barreira para um estrangeiro que queira integrar uma comunidade lingu\u00edstica ou cultural diferente da sua \u00e9 a dificuldade de compreender sua maneira de fazer humor. Dizemos normalmente que sonhar em l\u00edngua estrangeira ou entender as piadas em outra l\u00edngua s\u00e3o term\u00f4metros importantes para sabermos se progredimos ou n\u00e3o no dom\u00ednio de uma l\u00edngua estrangeira. Os tradutores sabem bem o desafio que \u00e9 traduzir um chiste de uma l\u00edngua a outra!<\/p>\n<p>Al\u00e9m da fun\u00e7\u00e3o social e da rela\u00e7\u00e3o com o inconsciente, Freud<a href=\"#_edn10\" name=\"_ednref10\">[10]<\/a> tamb\u00e9m considerou que o chiste tem uma fun\u00e7\u00e3o libertadora e isso gra\u00e7as a seu poder econ\u00f4mico sobre a puls\u00e3o e a suas a\u00e7\u00f5es de deslocamento e condensa\u00e7\u00e3o do significante, ou seja, o chiste faz mover algo naquele que o produz e tamb\u00e9m em quem o escuta, e essa din\u00e2mica produz um ganho de prazer.<\/p>\n<p>Baseando-se na sua ent\u00e3o recente teoria da sexualidade, Freud<a href=\"#_edn11\" name=\"_ednref11\">[11]<\/a> retomou a tese de que a experi\u00eancia sexual implicaria num prazer preliminar e num prazer final; o prazer preliminar promoveria o incremento das intensidades das puls\u00f5es sexuais para se desdobrar finalmente no orgasmo. Para ele, o chiste est\u00e1 para o prazer preliminar assim como o riso est\u00e1 para o orgasmo, implicando a materialidade da puls\u00e3o. Pouco antes de sua morte tra\u00e7a uma evidente equival\u00eancia entre a crise de riso e a rea\u00e7\u00e3o do orgasmo. Para ele, tanto o riso como a sexualidade tornam o sujeito ingovern\u00e1vel<a href=\"#_edn12\" name=\"_ednref12\">[12]<\/a>. A partir do momento no qual, diz ele, h\u00e1 sempre algo que falta \u00e0 plena descarga e \u00e0 satisfa\u00e7\u00e3o, o riso exprimiria a pe\u00e7a que lhe falta \u2013 um achado que traz ao mesmo tempo prazer e desinibi\u00e7\u00e3o. Esse movimento de descarga promoveria uma ultrapassagem, uma desconex\u00e3o, ali onde s\u00f3 h\u00e1 o corpo e o interdito \u00e9 provisoriamente suspenso.<\/p>\n<p>Para concluir, como arma de resist\u00eancia, como la\u00e7o ou descarga, o riso \u00e9 subversivo, assim como a psican\u00e1lise; n\u00e3o aos moldes de uma revolu\u00e7\u00e3o propriamente dita, mas, como o t\u00edtulo desta jornada prop\u00f5e, promovendo pequenas subvers\u00f5es ao apontar para aquilo que no ser falante \u00e9 incontrol\u00e1vel, ou seja, seu modo de gozo. H\u00e1 sempre algo que escapa \u00e0 raz\u00e3o, ao ideal, ao enquadre, e que ambos exp\u00f5em como o estranho, o infamiliar, o escondido, o negado e o exclu\u00eddo.<\/p>\n<p>Finalizo com uma passagem retirada do texto de Virginia Woolf, O valor do Riso, no qual ela aborda o riso como um desnudamento da \u201cvida\u201d: <em>\u201cTodas as excresc\u00eancias horrendas que invadiram nossa vida moderna, as pompas e conven\u00e7\u00f5es e solenidades ma\u00e7antes, nada temem tanto quanto o brilho de um riso que, como o rel\u00e2mpago, as faz tremer e deixa os ossos expostos\u201d<a href=\"#_edn13\" name=\"_ednref13\"><strong>[13]<\/strong><\/a>. <\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h6>Revis\u00e3o \u2013 Flavia Seidinger<\/h6>\n<hr \/>\n<h6><a href=\"#_ednref1\" name=\"_edn1\">[1]<\/a> O t\u00edtulo desse trabalho foi extra\u00eddo do document\u00e1rio de Arnaud Contreras e Assia Khalid com o mesmo nome, segundo eles: \u201cComediantes, fil\u00f3sofos, arquitetos, urbanistas procuram \u201crepolitizar\u201d a Fran\u00e7a atrav\u00e9s do riso e da reflex\u00e3o a partir de shows, exposi\u00e7\u00f5es, palestras e debates. Eles defendem a ideia da educa\u00e7\u00e3o popular porta a porta\u201d. Fonte &#8211; https:\/\/www.franceculture.fr\/emissions\/sur-les-docks-14-15\/la-subversion-comique.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref2\" name=\"_edn2\">[2]<\/a> in Ciberd\u00favidas da L\u00edngua Portuguesa, https:\/\/ciberduvidas.iscte-iul.pt\/consultorio\/perguntas\/a-expressao-latina-ridendo-castigat-mores&#8211;corrige-os-costumes-sorrindo\/29257 [acessado em 21-10-2020]<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref3\" name=\"_edn3\">[3]<\/a> Miller, J.A. Anguille en Politique, in <a href=\"https:\/\/ebpsp.wordpress.com\/anguille-en-politique-jacques-alain-miller\/\">https:\/\/ebpsp.wordpress.com\/anguille-en-politique-jacques-alain-miller\/<\/a> Acessado em 24\/10\/2020. O texto \u00e9 transcri\u00e7\u00e3o da confer\u00eancia \u201cAnguille en politique\u201d, proferida na r\u00e1dio France-Culture em 2005.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref4\" name=\"_edn4\">[4]<\/a> Laystary, E. in <a href=\"https:\/\/www.madmoizelle.com\/pourquoi-le-rire-nest-il-plus-subverstif-89644\">https:\/\/www.madmoizelle.com\/pourquoi-le-rire-nest-il-plus-subverstif-89644<\/a>. Acessado em 30\/10\/2020.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref5\" name=\"_edn5\">[5]<\/a> Bakhtin, M. A Cultura Popular na Idade Me\u0301dia e no Renascimento: o contexto de Franc\u0327ois Rabelais. Brasi\u0301lia: ed. da UnB, 1996.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref6\" name=\"_edn6\">[6]<\/a> Nuno, J. Humor na Sociedade Contempora\u0302nea <em>in<\/em> &#8211; https:\/\/ubibliorum.ubi.pt\/bitstream\/10400.6\/3974\/1\/TD_Nuno_Jer\u00f3nimo.pdf.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref7\" name=\"_edn7\">[7]<\/a> Crosali, C. \u00c9loge du rire, in http:\/\/www.radiolacan.com\/fr\/topic\/457#.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref8\" name=\"_edn8\">[8]<\/a> Lacan, J.\u00a0Confer\u00eancia na Universidade Cat\u00f3lica de Louvain, pronunciada em 1972, In Op\u00e7\u00e3o Lacaniana 78, Revista Internacional de Psican\u00e1lise, fevereiro de 2018.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref9\" name=\"_edn9\">[9]<\/a> Freud, S. (1905) Os chistes e sua rela\u00e7\u00e3o com o inconsciente. In Edi\u00e7\u00e3o Standard brasileira das obras psicol\u00f3gicas completas. Vol VIII Rio de Janeiro: Imago, 1980.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref10\" name=\"_edn10\">[10]<\/a> <em>Idem Ibidem.<\/em><\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref11\" name=\"_edn11\">[11]<\/a> Freud, S. (1905) Tr\u00eas ensaios sobre a teoria da sexualidade. Edi\u00e7\u00e3o Standard Brasileira das obras completas, vol. VII. Rio de Janeiro: Imago, 1976.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref12\" name=\"_edn12\">[12]<\/a> Rosali, C. \u00c9loge du rire, in http:\/\/www.radiolacan.com\/fr\/topic\/457#.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref13\" name=\"_edn13\">[13]<\/a> Woolf V., Rire ou ne pas rire, \u00ab La valeur du rire \u00bb, Paris, E\u0301d. de la Diffe\u0301rence, 2014, p. 178-179.<\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Veridiana Marucio (EBP\/AMP) \u00abridendo castigat mores\u00bb[2] Introdu\u00e7\u00e3o Nessa breve contribui\u00e7\u00e3o sobre o tema das Jornadas fora da s\u00e9rie da EBP-Se\u00e7\u00e3o SP que tem como t\u00edtulo &#8211; Subvers\u00f5es, partirei da constata\u00e7\u00e3o de que, na vida humana, nossa rela\u00e7\u00e3o com o riso se estabelece desde muito cedo, e de que, se tudo vai bem, na maioria das&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[],"post_series":[],"class_list":["post-5363","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-boletim-fora-da-serie","entry","no-media"],"aioseo_notices":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5363","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5363"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5363\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5363"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5363"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5363"},{"taxonomy":"post_series","embeddable":true,"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-json\/wp\/v2\/post_series?post=5363"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}