{"id":5361,"date":"2020-11-17T16:08:13","date_gmt":"2020-11-17T19:08:13","guid":{"rendered":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/?p=5361"},"modified":"2020-11-17T16:08:13","modified_gmt":"2020-11-17T19:08:13","slug":"que-despertar-possivel-diante-do-instante-de-revelacao-do-real","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/que-despertar-possivel-diante-do-instante-de-revelacao-do-real\/","title":{"rendered":"Que despertar poss\u00edvel diante do instante de revela\u00e7\u00e3o do real?"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_5354\" aria-describedby=\"caption-attachment-5354\" style=\"width: 307px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-5354\" src=\"https:\/\/ebp.org.br\/new\/sp\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/005-1.jpg\" alt=\"Imagem: @Instagram: a_monster.calls\" width=\"307\" height=\"313\" srcset=\"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/005-1.jpg 307w, https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/005-1-294x300.jpg 294w\" sizes=\"auto, (max-width: 307px) 100vw, 307px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-5354\" class=\"wp-caption-text\">Imagem: @Instagram: a_monster.calls<\/figcaption><\/figure>\n<h6>Eliana Machado Figueiredo (EBP\/AMP)<\/h6>\n<p>Qual a dimens\u00e3o da verdade no real que pode ser trazido atrav\u00e9s do sonho? E quais as implica\u00e7\u00f5es disso no desejo de dormir x desejo de despertar?<\/p>\n<p>Em an\u00e1lise sabemos que a fala propicia tecer a hist\u00f3ria e se deparar com as not\u00edcias de um real que o sujeito traduz como se fosse uma verdade. Do real s\u00f3 temos not\u00edcias, nos dir\u00e1 Lacan. A verdade, surge como lapsos, ato falho, sonho, nas forma\u00e7\u00f5es do inconsciente, como surpresa.<\/p>\n<p>Encontro num filme a possibilidade de recorte que me faz pensar no instante de despertar presente entre o sono e o sonho, o dormir e o despertar e suas consequ\u00eancias cl\u00ednicas na pr\u00e1tica lacaniana.<\/p>\n<p>\u00c9 poss\u00edvel despertar? Lacan, em seu \u00faltimo ensino dir\u00e1 que n\u00e3o, radicalmente n\u00e3o, que dele, o sonho, \u201cn\u00e3o despertamos nunca\u201d.<\/p>\n<p>No filme traduzido em portugu\u00eas por \u201c7 minutos depois da meia noite\u201d, embora eu n\u00e3o tenha privilegiado essa tradu\u00e7\u00e3o, nos faz pensar se que h\u00e1 \u201cdepois\u201d. Se h\u00e1 um \u201cdepois\u201d \u00e9 porque h\u00e1 um antes. Aqui me fa\u00e7o acompanhar por Lacan em o <em>Momento de Concluir<\/em> (1977)<a href=\"#_edn1\" name=\"_ednref1\">[1]<\/a> quando nos diz \u201cA aus\u00eancia de tempo \u00e9 uma coisa que se sonha, \u00e9 o que se chama a eternidade. E esse sonho consiste em imaginar que se desperta\u201d, lembrando\u00a0 eternidade n\u00e3o como a infinitude do tempo, mas sua recusa que vislumbra que um despertar vir\u00e1, num instante do aparecimento do real. Entre o que fracassa e o que vacila, a eterniza\u00e7\u00e3o aponta para a falha ou para tentativa de eternizar o sentido. Escolho a tradu\u00e7\u00e3o de <em>A monster calls<\/em>, por \u201cO monstro chama\u201d, para aqui chamar a aten\u00e7\u00e3o para algo do inconsciente transferencial, quando estamos do lado do sentido, e do inconsciente real, do imposs\u00edvel de decifrar.<\/p>\n<p>Ram Mandil nos diz que a \u201cOutra forma de apresenta\u00e7\u00e3o do inconsciente real nos sonhos se d\u00e1 atrav\u00e9s da \u201cverdade mentirosa\u201d. Esta express\u00e3o produz uma inflex\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 perspectiva freudiana de uma converg\u00eancia entre o inconsciente e os efeitos de verdade. Nessa perspectiva, a interpreta\u00e7\u00e3o do sonho como via de acesso ao inconsciente permitiria liberar uma verdade enredada na trama cifrada dos sonhos.\u00a0 (&#8230;) Por outro lado, podemos considerar que uma interpreta\u00e7\u00e3o do sonho orientada pelo real visa \u00e0 redu\u00e7\u00e3o dos efeitos de fic\u00e7\u00e3o presentes no sonho e a perspectiva de se delimitar o imposs\u00edvel da representa\u00e7\u00e3o enredado em suas malhas, seja sob a forma do que resiste \u00e0 interpreta\u00e7\u00e3o, seja sob a forma de um trauma que se repete\u201d.<a href=\"#_edn2\" name=\"_ednref2\">[2]<\/a><\/p>\n<p>Connor O\u2019Malley, um garoto de 12 anos, mora com sua m\u00e3e que est\u00e1 com um c\u00e2ncer terminal. A m\u00e3e sempre tenta tranquiliz\u00e1-lo, dizendo que os rem\u00e9dios que toma dar\u00e3o certo, o que faz o garoto acreditar na cura e n\u00e3o na morte. Moram numa casa e um port\u00e3o separa a casa de um terreno onde tem a igreja, na extens\u00e3o o cemit\u00e9rio e um grande teicho, \u00e1rvore da vida e da morte.<\/p>\n<p><strong>O sonho:<\/strong><\/p>\n<p>O sonhador \u00e9 transportado, no sonho, a ver a cena atrav\u00e9s da sua janela. A igreja, antiga, suas paredes balan\u00e7am ao tremor do ch\u00e3o. O ch\u00e3o se abre numa rachadura e a igreja desmorona sobre o cemit\u00e9rio, enquanto o ch\u00e3o continua se abrindo. Ele v\u00ea a m\u00e3e ao lado da rachadura e em seguida se v\u00ea deitado no ch\u00e3o segurando a m\u00e3o de sua m\u00e3e que \u00e9 vista dentro do buraco. Ele grita: \u201cm\u00e3e!\u201d, \u201cm\u00e3e!\u201d, quando ent\u00e3o num \u00faltimo grito, \u201cm\u00e3e!!!\u201d, a m\u00e3o dela se solta da dele e ela cai no buraco. \u00c9 neste momento que o garoto desperta, num sobressalto.<\/p>\n<p>J.-A. Miller, em seu texto \u201cDespertar\u201d diz que \u201c&#8230; ofere\u00e7o de in\u00edcio este termo \u2013 o despertar \u2013 como um fio a seguir, tanto nos textos freudianos, quanto nos escritos e nos ditos de Lacan. Esse termo despertar \u00e9 um dos nomes do real como o imposs\u00edvel\u201d. <a href=\"#_edn3\" name=\"_ednref3\">[3]<\/a><\/p>\n<p><strong>O monstro<\/strong><\/p>\n<p>Numa dessas noites do pesadelo a \u00e1rvore irrompe o solo com suas ra\u00edzes, transformando-se no monstro-\u00e1rvore e caminha at\u00e9 a janela do quarto de O\u2019Malley. O monstro convoca o garoto e lhe diz:<\/p>\n<p>&#8211; \u201cEu vou te levar comigo Connor O\u2019Malley!<\/p>\n<p>&#8211; Por que n\u00e3o corre Connor O\u2019Malley?<\/p>\n<p>&#8211; Por que n\u00e3o corre para sua m\u00e3e?\u201d.<\/p>\n<p>O monstro convoca o garoto e pronuncia seu nome completo! O monstro chama! \u00c9 do sujeito do inconsciente de que se trata, afinal!<\/p>\n<p>O garoto diz:<\/p>\n<p>&#8211; \u201cDeixa ela em paz! N\u00e3o tenho medo de voc\u00ea!\u201d<\/p>\n<p>E aqui surge a pergunta do garoto ao monstro: <strong>\u201co que voc\u00ea quer?\u201d <\/strong><\/p>\n<p>O monstro lhe diz:<\/p>\n<p>&#8211; <strong>\u201cVisitarei voc\u00ea todas as noites, vou balan\u00e7ar as paredes<\/strong>, e vou te contar tr\u00eas hist\u00f3rias. E quando eu terminar, voc\u00ea vai contar a quarta hist\u00f3ria. <strong>A quarta ser\u00e1 a verdade. A verdade que voc\u00ea esconde. A verdade que sonha. Vai me contar seu pesadelo e essa ser\u00e1 a sua verdade!\u201d<\/strong>.<\/p>\n<p>No dia seguinte o monstro aparece da mesma forma e diz:<\/p>\n<p>&#8211; <strong>\u201cO que \u00e9 um sonho, Connor O\u2019Malley? E como dizer que tudo ao nosso redor n\u00e3o \u00e9 um sonho?\u201d.<\/strong><\/p>\n<p>Temos aqui o monstro, tal como o despertar, como um dos nomes do real como imposs\u00edvel.<\/p>\n<p>Freud vai apontar o sonho como fundamental para demonstrar o inconsciente, como sendo a via r\u00e9gia do inconsciente e capaz de revelar suas verdades. Podemos entender o sonho como tentativa de ciframento que d\u00e1 passagem do pulsional, imposs\u00edvel de ser simbolizado, ao inconsciente. Localizamos aqui a virada fundamental da obra de Freud ao estudar o despertar dos sonhos, dos sonhos traum\u00e1ticos, descobrindo o mais al\u00e9m do princ\u00edpio do prazer. A explora\u00e7\u00e3o freudiana nos leva a localizar no modo de trope\u00e7o o aparecimento do inconsciente: surpresa, achado \u00fanico que instaura a dimens\u00e3o da perda.<\/p>\n<p>No texto \u201cO umbigo do sonho \u00e9 um buraco. Resposta a Marcel Ritter\u201d, Lacan 1975<a href=\"#_edn4\" name=\"_ednref4\">[4]<\/a>, encontramos a tradu\u00e7\u00e3o de <em>Unerkannte<\/em> por n\u00e3o reconhecido. Esse n\u00e3o reconhecido no umbigo dos sonhos, como ponto onde ali n\u00e3o h\u00e1 sentido poss\u00edvel, nem algo a dizer ou escrever, ali algo n\u00e3o se subjetiva. Denota um inconsciente como algo que fica em espera, algo de \u201cn\u00e3o-nascido\u201d e \u00e9 no modo de trope\u00e7o que ele aparece.<\/p>\n<p>Carolina Koretzky em seu livro traz uma localiza\u00e7\u00e3o muito importante que pode nos orientar no pensamento de Freud e Lacan sobre os sonhos e o despertar. Ela nos diz que o despertar pode ser o resultado da desindentifica\u00e7\u00e3o. Que um ponto de despertar pode ser tocado pela apari\u00e7\u00e3o repentina do sujeito do Inconsciente. Que o despertar seria o mesmo que o encontro com o evento traum\u00e1tico<a href=\"#_edn5\" name=\"_ednref5\">[5]<\/a>.<\/p>\n<p>Se o instante do despertar \u00e9 s\u00f3 um instante para voltar a dormir, logo um despertar \u00e9 sempre parcial e estamos diante da satisfa\u00e7\u00e3o localizada por Freud na busca da homeostase do princ\u00edpio do prazer. Temos o despertar, uma breve ruptura, e a continuidade do sonho em seguida. No pesadelo o horror \u00e9 o ponto do despertar que nos faz continuar dormindo de maneiras diferentes.<\/p>\n<p>At\u00e9 os anos 60 Lacan defendia que despertamos para seguir dormindo na realidade, que o despertar s\u00f3 duraria um breve instante e teria estatuto de ruptura que comporta na sequ\u00eancia a descontinuidade do sonho, um despertar sempre parcial. Nesse sentido o princ\u00edpio do prazer e da realidade n\u00e3o s\u00e3o opostos e demonstram que a realidade externa e o princ\u00edpio do prazer s\u00e3o os mesmos quando se trata de prolongar o prazer. Para Lacan o fantasma \u00e9 o princ\u00edpio da realidade para todos e n\u00e3o estamos mais acordados e por isso passamos o tempo fantasiando, imaginando, pensando, produzindo sentido para nosso desejo.<\/p>\n<p>Lacan nos dir\u00e1, a partir dos anos 70, que do sonho, \u201cn\u00e3o despertamos nunca\u201d, subvers\u00e3o lacaniana radical! Dele, Lacan, recolhemos as seguintes formula\u00e7\u00f5es: \u201cn\u00f3s n\u00e3o despertamos nunca: os desejos mant\u00e9m os sonhos\u201d; O homem (&#8230;) nunca desperta\u201d. a ideia de um despertar \u00e9, no sentido estrito, impens\u00e1vel\u201d; em nenhum caso h\u00e1 despertar\u201d.<\/p>\n<p>Eric Laurent em \u201cO despertar do sonho ou o esp d\u2019um desp\u201d<a href=\"#_edn6\" name=\"_ednref6\">[6]<\/a>, nos diz que \u201co despertar para o qual Lacan nos convida, faz do sonho um instrumento do despertar. Isso quer dizer que ele permite articular, de uma nova maneira, o desejo e o que lhe \u00e9 incompat\u00edvel, o gozo. O sonho torna-se uma nova introdu\u00e7\u00e3o \u00e0 oposi\u00e7\u00e3o desejo-gozo. Nesse sentido, o gozo n\u00e3o \u00e9 a realiza\u00e7\u00e3o do desejo. Ele \u00e9 o que n\u00e3o pode ser articulado nos caminhos do desejo. (&#8230;) O despertar \u00e9 tudo que \u00e9 ultrapassagem, altera\u00e7\u00e3o&#8230; (&#8230;) O despertar absoluto \u00e9 a morte. O despertar absoluto da vida, nesse sentido, \u00e9 a morte\u201d.<\/p>\n<p>A 4\u00aa hist\u00f3ria, a verdade do garoto, revela que ele queria que a m\u00e3e morresse, \u00e9 ele quem solta a m\u00e3o dela, para que ela possa ir, e ao consentir com a perda, com a morte, ela poder\u00e1 viver nele. \u00c9 o que o monstro diz a ele ao final, no leito de morte da m\u00e3e. Ele ali se separa do objeto de amor, a m\u00e3e, para aceder a outro objeto de desejo, a outras experi\u00eancias, adentrando na puberdade.<\/p>\n<p>Aqui trago a quest\u00e3o do desejo de dormir e desejo de despertar, e o lugar do analista e do analisante. Podemos encontrar em Miller que \u201co significante Um acaba tendo a virtude de adormecer. Adormecer \u00e9 o feito prim\u00e1rio de todo discurso, e isso vale igualmente para o analista quando ele se abandona \u00e0 escuta de seu paciente, \u00e0 hipnose ao avesso\u201d<a href=\"#_edn7\" name=\"_ednref7\">[7]<\/a>, lembrando que \u00e9 o inconsciente que se encontra na base do desejo de dormir.<\/p>\n<p>Conclu\u00edmos que o despertar \u00e9 imposs\u00edvel, porque \u00e9 o pr\u00f3prio real, mas o encontro com o analista, em presen\u00e7a, pode propiciar ao sujeito ceder um pouco do desejo de dormir, para consentir enquanto <em>falasser<\/em>, com pequenos despertares. A n\u00e3o ser, prossegue Miller, \u201cuma tend\u00eancia que leva cada um dos parceiros do par anal\u00edtico a tirar conjuntamente uma soneca&#8230; e que a psican\u00e1lise comumente satisfaz o desejo de dormir de um sujeito irritado pelo real do sintoma\u201d<a href=\"#_edn8\" name=\"_ednref8\">[8]<\/a>.<\/p>\n<p>Fernanda Otoni em seu texto \u201cUm outro que segue o imposs\u00edvel de apreender\u201d<a href=\"#_edn9\" name=\"_ednref9\">[9]<\/a> nos diz da posi\u00e7\u00e3o do analista diante da escolha de atendimentos \u00e0 dist\u00e2ncia de alguns casos neste momento em que o isolamento se fez necess\u00e1rio diante da pandemia: \u201cO Um <em>sozinho<\/em> \u00e9 o que resta sempre. E \u00e9 assim, desde que, do Outro a m\u00e3o se solta, o olhar se perde, a linha larga o carretel. <em>L\u00e1 onde n\u00e3o h\u00e1 rela\u00e7\u00e3o, isso produz, um furo que troumatiza (Os n\u00e3o tolos erram, Lacan). <\/em>O v\u00e1cuo que a\u00ed aparece reenvia \u00e0 aus\u00eancia primeira. Eis a\u00ed o insuport\u00e1vel, o trauma que inaugura a experi\u00eancia do <em>falasser<\/em> e que corre em segredo, indiz\u00edvel, desde a inf\u00e2ncia: H\u00e1 Um, mas n\u00e3o h\u00e1 nada do Outro (Rumo a um significante novo, Lacan). A rotina do mundo e as tramas linguareiras, da fantasia ao del\u00edrio, velam esse real da inexist\u00eancia do Outro e desse <em>Um<\/em> que ex-siste em cada um. Ser\u00e1 preciso muitos anos de an\u00e1lise para que o <em>falasser<\/em> possa enfim dizer sim a esse irredut\u00edvel. O analista est\u00e1 ali como um Outro que segue esse <em>Um<\/em> que ressona e desliza sob rodinhas segundo a perspectiva do <em>sinthoma<\/em> de cada um\u201d, e vai propiciar ao <em>falasser<\/em> &#8220;saber a\u00ed fazer com o sintoma&#8221;.<\/p>\n<p>Podemos concluir com J-A. Miller, que o momento que pode advir um analista \u00e9 de aparecimento de algo aut\u00eantico que nasce do umbigo do sonho, sendo a sa\u00edda o <em>sinthoma<\/em> que \u00e9 ao mesmo tempo limite ao saber e ao modo de gozo repetitivo e que os passes mostram que o fim da an\u00e1lise permite reformular as condi\u00e7\u00f5es de um despertar fugaz na experi\u00eancia anal\u00edtica.<\/p>\n<hr \/>\n<h6><a href=\"#_ednref1\" name=\"_edn1\">[1]<\/a> LACAN, J. <em>O semin\u00e1rio, livro 25: Momento de concluir<\/em>. Li\u00e7\u00e3o de 15 de novembro de 1977. In\u00e9dito.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref2\" name=\"_edn2\">[2]<\/a> MANDIL, R. \u201cSonho e inconsciente real\u201d. In Revista Curinga n. 48, <em>Transitoriedade, o tempo e o sonho em an\u00e1lise. <\/em>EBP-MG, Belo Horizonte. Vol. 1, n. 0, p. 107.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref3\" name=\"_edn3\">[3]<\/a> MILLER, J-A. \u201cDespertar\u201d. In <em>Scilicet, O sonho, sua interpreta\u00e7\u00e3o e seu uso no tratamento lacaniano. <\/em>EBP, 2020, p. 15.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref4\" name=\"_edn4\">[4]<\/a> LACAN, J. \u201cO umbigo do sonho \u00e9 um buraco. Resposta a Marcel Ritter\u201d. 1975. In\u00e9dito.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref5\" name=\"_edn5\">[5]<\/a> KORETZKY, C. <em>Sue\u00f1os y despertares.<\/em> Buenos Aires: Grama, 2019, p. 170.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref6\" name=\"_edn6\">[6]<\/a> LAURENT, E. \u201cO despertar do sonho ou <em>o esp d\u2019um desp\u201d<\/em>. Publicado em janeiro, 2019. Ver em: <a href=\"https:\/\/congresoamp2020.com\/pt\/articulos.php?sec=el-tema&amp;sub=textos-de-orientacion&amp;file=el-tema\/textos-de-orientacion\/19-09-11_el-despertar-del-sueno-o-el-esp-de-un-sue.html\">https:\/\/congresoamp2020.com\/pt\/articulos.php?sec=el-tema&amp;sub=textos-de-orientacion&amp;file=el-tema\/textos-de-orientacion\/19-09-11_el-despertar-del-sueno-o-el-esp-de-un-sue.html<\/a><\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref7\" name=\"_edn7\">[7]<\/a> MILLER, J-A. \u201cDespertar\u201d. In<em> Scilicet, O sonho, sua interpreta\u00e7\u00e3o e seu uso no tratamento lacaniano. <\/em>EBP, 2020, p. 16.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref8\" name=\"_edn8\">[8]<\/a> Idem, p. 16.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref9\" name=\"_edn9\">[9]<\/a> OTONI, F. \u201cUm outro que segue o imposs\u00edvel de apreender\u201d. Texto fornecido pela autora e escrito em 03 de junho de 2020.<\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Eliana Machado Figueiredo (EBP\/AMP) Qual a dimens\u00e3o da verdade no real que pode ser trazido atrav\u00e9s do sonho? E quais as implica\u00e7\u00f5es disso no desejo de dormir x desejo de despertar? 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