{"id":5346,"date":"2020-11-17T15:35:42","date_gmt":"2020-11-17T18:35:42","guid":{"rendered":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/?p=5346"},"modified":"2020-11-17T15:35:42","modified_gmt":"2020-11-17T18:35:42","slug":"comentario-sobre-o-seminario-livro-17-o-avesso-da-psicanalise-rio-de-janeiro-jorge-zahar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/comentario-sobre-o-seminario-livro-17-o-avesso-da-psicanalise-rio-de-janeiro-jorge-zahar\/","title":{"rendered":"Coment\u00e1rio sobre O Semin\u00e1rio, livro 17: o avesso da psican\u00e1lise. Rio de Janeiro: Jorge Zahar."},"content":{"rendered":"<h6>Aula I \u2013 Produ\u00e7\u00e3o dos quatro discursos \u201cH\u00e1 uma rela\u00e7\u00e3o primitiva entre o saber e o gozo, e \u00e9 ali que vem se inserir o que surge no momento em que aparece o aparato do que concerne ao significante. \u00c9 desde ent\u00e3o conceb\u00edvel que, desse surgimento do significante, releiamos sua fun\u00e7\u00e3o.\u201d (p.16)<\/h6>\n<p><strong>H\u00e1 saber absoluto? Sobre a fun\u00e7\u00e3o do significante e a sua rela\u00e7\u00e3o com o gozo.<\/strong><\/p>\n<h6>Ant\u00f4nio Alberto Peixoto de Almeida (Associado ao CLIN-a)<\/h6>\n<p>O gozo, em Lacan<a href=\"#_edn1\" name=\"_ednref1\">[1]<\/a>\u00a0 , \u00e9, antes de tudo, sexual \u2013 o que tem diversas incid\u00eancias na vida do sujeito. Dentre as muitas exposi\u00e7\u00f5es, o autor elabora a teoria dos discursos tendo este elemento como mote principal. Ela gira em torno de quatros elementos fundamentais: $, a, S1 e S2.<\/p>\n<p>A cadeia do saber \u00e9 formulada, na referida teoria, pelo eixo significante (S1 -&gt; S2). Trata-se, assim, de uma opera\u00e7\u00e3o que, atrav\u00e9s da castra\u00e7\u00e3o, imp\u00f5e limites ao gozo. Lacan desenvolve isso principalmente nos semin\u00e1rios seguintes, a partir das diferencia\u00e7\u00f5es que ele prop\u00f5e entre o gozo f\u00e1lico (falado, castrado) e o gozo feminino (mudo, \u00e0 deriva).<\/p>\n<p>Em outro ponto, Millot<a href=\"#_edn2\" name=\"_ednref2\"><sup>[2]<\/sup><\/a> evoca uma fala de Lacan, de que o \u201csonho de despertar\u201d seria \u201cse afogar\u201d em um \u201csaber absoluto\u201d. O imposs\u00edvel dessa opera\u00e7\u00e3o reside justamente na maneira como o saber se constitui, ou seja, como algo furado \u2013 o que nesse caso, se contrap\u00f5e \u00e0 pr\u00f3pria dire\u00e7\u00e3o da morte. Eis uma quest\u00e3o contempor\u00e2nea, onde h\u00e1 tantos que querem impor os \u201cabsolutos\u201d e desfazer o car\u00e1ter aberto que existe em torno do la\u00e7o social.<\/p>\n<hr \/>\n<h6><a href=\"#_ednref1\" name=\"_edn1\">[1]<\/a> Lacan, J. (1969-1970) O semin\u00e1rio livro 17: o avesso da psican\u00e1lise. Rio de Janeiro, Zahar, 1992.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref2\" name=\"_edn2\">[2]<\/a> Millot, C. A Vida com Lacan. Rio de Janeiro, Zahar, 2017.<\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Aula I \u2013 Produ\u00e7\u00e3o dos quatro discursos \u201cH\u00e1 uma rela\u00e7\u00e3o primitiva entre o saber e o gozo, e \u00e9 ali que vem se inserir o que surge no momento em que aparece o aparato do que concerne ao significante. \u00c9 desde ent\u00e3o conceb\u00edvel que, desse surgimento do significante, releiamos sua fun\u00e7\u00e3o.\u201d (p.16) H\u00e1 saber absoluto?&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[],"post_series":[],"class_list":["post-5346","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-boletim-fora-da-serie","entry","no-media"],"aioseo_notices":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5346","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5346"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5346\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5346"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5346"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5346"},{"taxonomy":"post_series","embeddable":true,"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-json\/wp\/v2\/post_series?post=5346"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}