{"id":5341,"date":"2020-11-17T15:33:54","date_gmt":"2020-11-17T18:33:54","guid":{"rendered":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/?p=5341"},"modified":"2020-11-17T15:33:54","modified_gmt":"2020-11-17T18:33:54","slug":"comentario-sobre-intuicoes-milanesas-ii-in-opcao-lacaniana-online-nova-serie-ano-2-no-6-novembro-2011-p-1-21","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/comentario-sobre-intuicoes-milanesas-ii-in-opcao-lacaniana-online-nova-serie-ano-2-no-6-novembro-2011-p-1-21\/","title":{"rendered":"Coment\u00e1rio sobre \u201cIntui\u00e7\u00f5es Milanesas II\u201d. In\u00a0Op\u00e7\u00e3o Lacaniana online nova s\u00e9rie. Ano 2, n\u00ba 6, novembro 2011, p.1-21"},"content":{"rendered":"<h6>Gabriela Ponte Rodrigues (Associada ao CLIN-a)<\/h6>\n<blockquote><p>\u201cAo lado do corpo anat\u00f4mico, seria poss\u00edvel colocar em quest\u00e3o o corpo vivo, distingui-lo dele. Sobre o corpo vivo, na medida em que ele fala e que a palavra condiciona seu gozo, talvez fosse poss\u00edvel dizer que ele faz o destino. Mas nessa passagem do seu Semin\u00e1rio, Lacan realiza um deslocamento de \u201ca anatomia \u00e9 o destino\u201d para o \u201cinconsciente \u00e9 a pol\u00edtica\u201d. E o explica: \u201co que liga os homens entre eles, o que os op\u00f5e, deve ser motivado pela l\u00f3gica que tentamos articular\u201d \u2013 e naquele tempo, se tratava da l\u00f3gica da fantasia. \u201cO inconsciente \u00e9 a pol\u00edtica\u201d prov\u00e9m do que liga e op\u00f5e \u201cos homens\u201d \u2013 entre aspas \u2013 entre eles, ou seja, o inconsciente prov\u00e9m do la\u00e7o social.\u201d (p.4-5)<\/p><\/blockquote>\n<p>A import\u00e2ncia do registro do la\u00e7o social para o falante est\u00e1 na necessidade de interpreta\u00e7\u00f5es sobre o sobre o acontecimento de corpo, que localiza a pol\u00edtica como a marca da l\u00edngua que recorta a carne do corpo vivo, se servindo dos orif\u00edcios corporais recheados pelos objetos eleitos atrav\u00e9s da fixa\u00e7\u00e3o, enquanto grampo da palavra ao corpo. S\u00e3o estes peda\u00e7os de corpos que se desprendem do corpo e ganham algum tipo de contorno no la\u00e7o social.<\/p>\n<p>Retomando a fantasia, \u00e9 nesta cena que est\u00e1 colocada a uni\u00e3o do acontecimento de corpo e da pol\u00edtica como forma de tentativa de ordena\u00e7\u00e3o da experi\u00eancia gozoza, que daria acesso a ilus\u00e3o de uma no\u00e7\u00e3o de unifica\u00e7\u00e3o corporal.<\/p>\n<p>Para concluir, um corpo vivo que fala, goza e faz o destino; e recorre ao discurso do outro no la\u00e7o como supl\u00eancia ao insuport\u00e1vel da rela\u00e7\u00e3o que n\u00e3o h\u00e1, encontrada nos recortes da experi\u00eancia pulsional. O efeito do circuito pulsional, ganha sentido e limite atrav\u00e9s desta palavra advinda do discurso do outro. (Guardado, 2003)\u00b9 Seria o amor o \u00fanico capaz de fazer com que o falante na civiliza\u00e7\u00e3o possa sair de si mesmo e das amarras das coordenadas significantes para construir uma supl\u00eancia atrav\u00e9s do la\u00e7o social que diga sobre a particularidade de seu gozo?<\/p>\n<hr \/>\n<h6>\u00b9GUARDADO, C. R. (2003) in \u201cO inconsciente \u00e9 a pol\u00edtica\u201d BROUSSE, M. H. 2003 12pg<\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Gabriela Ponte Rodrigues (Associada ao CLIN-a) \u201cAo lado do corpo anat\u00f4mico, seria poss\u00edvel colocar em quest\u00e3o o corpo vivo, distingui-lo dele. Sobre o corpo vivo, na medida em que ele fala e que a palavra condiciona seu gozo, talvez fosse poss\u00edvel dizer que ele faz o destino. 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