{"id":5339,"date":"2020-11-17T15:33:14","date_gmt":"2020-11-17T18:33:14","guid":{"rendered":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/?p=5339"},"modified":"2020-11-17T15:33:14","modified_gmt":"2020-11-17T18:33:14","slug":"comentario-sobre-mulheres-e-discursos-rio-de-janeiro-contra-capa-colecao-opcao-lacaniana","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/comentario-sobre-mulheres-e-discursos-rio-de-janeiro-contra-capa-colecao-opcao-lacaniana\/","title":{"rendered":"Coment\u00e1rio sobre \u201cMulheres e discursos\u201d. Rio de Janeiro, Contra Capa. (Cole\u00e7\u00e3o Op\u00e7\u00e3o Lacaniana).\u00a0"},"content":{"rendered":"<p><strong>Uma po\u00e9tica do falo \u00e0 mulher que n\u00e3o existe<\/strong><\/p>\n<h6>Heloisa Silva Teixeira (Associada ao CLIN-a)<\/h6>\n<p>Brousse se refere ao falo como \u201copera-dor\u201d de uma perda que d\u00e1 suporte ao sujeito quando este \u00e9 uma mulher. Haveria a presen\u00e7a de uma \u201cdor\u201d, indiz\u00edvel, no lugar de um vazio, uma inexist\u00eancia, litoral de aus\u00eancia em que se pode escrever algo. Uma escrita feminina, litor\u00e2nea e liter\u00e1ria, uma a uma, ou Uma-sozinha, \u00e0s escondidas.<\/p>\n<p>Uma perda que sup\u00f5e um vazio de algo al\u00ed desde antes a ser reencontrado depois e que faz apelo a um significante que o constitui em si mesmo e o causa.<\/p>\n<p>Seria o gozo Outro que estaria escondido e at\u00e9 impedido nas mulheres? Ou a mulher, ela mesma, que como objeto se esconde. Que desperte o subversivo que nos concerne a fim de fazer-se ver e fazer algo com o ilimitado do gozo como tal!<\/p>\n<p>Como o falo se encontra com o mist\u00e9rio do corpo feminino?<\/p>\n<p>Por uma po\u00e9tica, tomamos o falo como literalmente Outro, com fun\u00e7\u00e3o de escabelo para uma escrita onde o corpo feminino vai se fazendo como pe\u00e7as soltas,\u00a0 retalhos que v\u00e3o se alinhavando, texto-tecitura que enla\u00e7a o corpo do Outro.<\/p>\n<p>Efeito feminizante de um \u201cj\u00e1 sabido\u201d, sempre sintom\u00e1tico e mutante. Letras de amor como o que cai de um dizer que faz litoral, como o mais vivo de um saber novo para que algo ande.<\/p>\n<p><em>Que vazio \u00e9 este que se esconde ao meu lado?<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Som de fundo, eco eloquente<\/em><\/p>\n<p><em>Qual berrante emana e derrama<\/em><\/p>\n<p><em>Espinho insano em mim se encerra<\/em><\/p>\n<p><em>Como lava quente toca a carne quieta<\/em><\/p>\n<p><em>O que estaria atr\u00e1s, como causa?<\/em><\/p>\n<p><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p><em>Insisto de vez nestes percal\u00e7os<\/em><\/p>\n<p><em>Segurando firme na m\u00e3o do desejo<\/em><\/p>\n<p><em>Saio de dentro do oco, deixo pegadas<\/em><\/p>\n<p><em>Peda\u00e7os de letras escondidas no por\u00e3o<\/em><\/p>\n<p><em>E ent\u00e3o, poesia, te encontro ao me fazer mulher<\/em><\/p>\n<p><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p><em>Das letras guardadas, perdidas estavam<\/em><\/p>\n<p><em>Amassadas e esquecidas, no fundo rasgado<\/em><\/p>\n<p><em>Entorpecidas de sentidos e ideais<\/em><\/p>\n<p><em>Emaranhadas em tecidos, amorda\u00e7adas<\/em><\/p>\n<p><em>Letra indiz\u00edvel, tornar-se-a litoral<\/em><\/p>\n<p><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p><em>Esguia, l\u00e2nguida e sorrindo<\/em><\/p>\n<p><em>Eu, mulher, olho a som-bra que me desenha<\/em><\/p>\n<p><em>Som barrado que ecoa por entre as letras<\/em><\/p>\n<p><em>Subverto cada sentido que me amor-da\u00e7a<\/em><\/p>\n<p><em>Escondo o que n\u00e3o existe, a mulher desalinhada<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma po\u00e9tica do falo \u00e0 mulher que n\u00e3o existe Heloisa Silva Teixeira (Associada ao CLIN-a) Brousse se refere ao falo como \u201copera-dor\u201d de uma perda que d\u00e1 suporte ao sujeito quando este \u00e9 uma mulher. 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