{"id":5260,"date":"2020-10-20T11:39:05","date_gmt":"2020-10-20T14:39:05","guid":{"rendered":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/?p=5260"},"modified":"2020-10-20T11:39:05","modified_gmt":"2020-10-20T14:39:05","slug":"subversoes-do-feminino","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/subversoes-do-feminino\/","title":{"rendered":"Subvers\u00f5es do feminino"},"content":{"rendered":"<h6>M\u00f4nica Camargo (EBP\/AMP)<\/h6>\n<figure id=\"attachment_5247\" aria-describedby=\"caption-attachment-5247\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-5247\" src=\"https:\/\/ebp.org.br\/new\/sp\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/003-2-300x189.png\" alt=\"Imagem: Instagram@arthunter.me\" width=\"300\" height=\"189\" srcset=\"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/003-2-300x189.png 300w, https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/003-2.png 397w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-5247\" class=\"wp-caption-text\">Imagem: Instagram@arthunter.me<\/figcaption><\/figure>\n<p><em>O feminino e as subvers\u00f5es<\/em> \u00e9 um dos eixos desta jornada da EBP-SP, que numa primeira aprecia\u00e7\u00e3o soa enigm\u00e1tico: subvers\u00e3o \u00e9 um termo que remete diretamente ao texto de Lacan dos <em>Escritos<\/em>, de 1960, uma refer\u00eancia fundamental que est\u00e1 sendo amplamente trabalhada nesta jornada<a href=\"#_edn1\" name=\"_ednref1\">[1]<\/a>.<\/p>\n<p>J\u00e1 o feminino remete ao \u00faltimo ensino de Lacan, momento em que a cl\u00ednica passa a ser pensada a partir do n\u00f3 borromeano, suas supl\u00eancias e arranjos, constituindo a cl\u00ednica do<em> falasser<\/em>, o qual tem um corpo parasitado pela linguagem, marcado pelo acaso que engendra uma singularidade. Uma tor\u00e7\u00e3o se faz necess\u00e1ria para articula\u00e7\u00e3o desses diferentes momentos.<\/p>\n<p>Logo depois o que se vislumbra \u00e9 que essa tor\u00e7\u00e3o aparece delineada j\u00e1 no tema da jornada: <em>Subvers\u00f5es<\/em>, evocando uma pluraliza\u00e7\u00e3o, ou seja, novos arranjos, inven\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>O pr\u00f3prio formato da jornada remete a algo que saiu da s\u00e9rie, formato que promove uma esp\u00e9cie de <em>work in progress<\/em>, pois a mesma acontece num espa\u00e7o alargado de tempo, durante alguns meses, mesmo j\u00e1 tendo sido posta em marcha ainda contar\u00e1 com a elabora\u00e7\u00e3o de textos e boletins, que ao mesmo tempo, se valem do trabalho j\u00e1 iniciado.<\/p>\n<p>Desta forma, remeto essa quest\u00e3o \u00e0s resson\u00e2ncias da apresenta\u00e7\u00e3o de Sergio Laia nesta jornada, que teve como t\u00edtulo: <em>No mar de nomes pr\u00f3prios, o vazio borbulhante, <\/em>em especial \u00e0s elabora\u00e7\u00f5es feitas em torno do significante que falta no Outro.<\/p>\n<p><strong>Subvers\u00f5es<\/strong><\/p>\n<p>A subvers\u00e3o apontada por Lacan est\u00e1 em quest\u00e3o na psican\u00e1lise desde seu in\u00edcio, quando Freud traz a quest\u00e3o do inconsciente, deslocando o eu do centro da psique, evidenciando o sujeito do inconsciente e sua irremedi\u00e1vel divis\u00e3o. O inconsciente freudiano, estruturado como uma linguagem, constitu\u00eddo com os significantes do campo do Outro, tesouro dos significantes, \u00e9 onde o regime do gozo f\u00e1lico vai constituir um sentido cifrado, uma met\u00e1fora. Disso resulta que o sintoma freudiano comunica, se vale da l\u00f3gica significante para engendrar uma fic\u00e7\u00e3o apoiada no \u00c9dipo, uma outra cena. O sintoma hist\u00e9rico \u00e9 paradigm\u00e1tico do inconsciente transferencial, ele fala, guarda um sentido.<\/p>\n<p>Lacan primeiramente se debru\u00e7a sobre o inconsciente estruturado como uma linguagem, do sintoma met\u00e1fora, para mais \u00e0 frente fazer uma escans\u00e3o no seu ensino, tendo o real como perspectiva. Isso se d\u00e1 paulatinamente. Destaco um momento do semin\u00e1rio 19 em que ele chega a uma afirma\u00e7\u00e3o, ap\u00f3s longo desenvolvimento: h\u00e1 o Um (y\u2019a d\u2019l\u2019Un)<a href=\"#_edn2\" name=\"_ednref2\">[2]<\/a>, cujo desdobramento traz como consequ\u00eancia que o Outro perde sua primazia. Onde havia a preval\u00eancia do simb\u00f3lico, do discurso do Outro, h\u00e1 um deslocamento em dire\u00e7\u00e3o ao real, a um gozo mudo.<\/p>\n<p>Bernardino Horne localiza a\u00ed a subvers\u00e3o de Lacan, pois isso quer dizer que o discurso do Outro \u00e9 fundamental, mas nesse momento se evidencia que o que \u00e9 constitutivo \u00e9 o Um<a href=\"#_edn3\" name=\"_ednref3\">[3]<\/a>. O gozo do Um \u00e9 a raiz do sintoma.<\/p>\n<p>H\u00e1 Um, Um sozinho, dimens\u00e3o do gozo na sua face de real, que antecede o sintoma sentido. Laurent faz um desenvolvimento sobre o sintoma evidenciando estas suas vertentes, de sentido e do gozo mudo: o sintoma que fala possibilitou sua abordagem por Freud, atrav\u00e9s das hist\u00e9ricas, mas este n\u00e3o \u00e9 o sintoma por excel\u00eancia. \u00c9 preciso abordar tamb\u00e9m o sintoma que se escreve em sil\u00eancio. \u201cH\u00e1 restos sintom\u00e1ticos em que se desvela a <em>forma l\u00f3gica fundamental do sintoma <\/em>como o que se escreve sobre o corpo e n\u00e3o fala [&#8230;] Essa estrutura desvelada no fim da experi\u00eancia deve ser considerada primeira\u201d<a href=\"#_edn4\" name=\"_ednref4\">[4]<\/a>.<\/p>\n<p>O aspecto constituinte e antecedente do Um aparece em outra passagem: \u201cMais aqu\u00e9m do sintoma hist\u00e9rico, como falam os corpos? <em>Falar lal\u00edngua do corpo <\/em>\u00e9 procurar saber, com Lacan, como o sintoma do <em>Um-sozinho (Um-tout-seul)<\/em>, que n\u00e3o fala, p\u00f4de passar ao estatuto de sintoma articulado ao Outro, articulado ao Dois.\u201d<a href=\"#_edn5\" name=\"_ednref5\">[5]<\/a><\/p>\n<p>Disso resulta que a interpreta\u00e7\u00e3o que incide nos efeitos de sentido n\u00e3o desvanece todo o sintoma, permanecem restos sintom\u00e1ticos, parte do gozo imperme\u00e1vel ao sentido. Freud j\u00e1 havia detectado esses restos.<\/p>\n<p><strong>Feminino: regime do gozo como tal<\/strong><\/p>\n<p>O feminino aqui n\u00e3o se refere a uma quest\u00e3o de g\u00eanero. Sob a \u00f3tica do gozo e da l\u00f3gica que o rege, n\u00e3o \u00e9 oposto nem complementar ao masculino, gozo f\u00e1lico no caso. Quando tomamos a oposi\u00e7\u00e3o masculino-feminino estamos no regime da diferen\u00e7a significante, do bin\u00e1rio, do zero e do um, da presen\u00e7a e da aus\u00eancia. Essa \u00e9 a l\u00f3gica da significa\u00e7\u00e3o f\u00e1lica, situada no \u00e2mbito dos universais, da categoriza\u00e7\u00e3o, da quantifica\u00e7\u00e3o, da reciprocidade.<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o ao feminino encontramos o regime de um gozo indiz\u00edvel, opaco, mais afeito ao imposs\u00edvel e ao infinito, portanto n\u00e3o abord\u00e1vel pela decifra\u00e7\u00e3o, sendo justamente a parte que escapa ao falo, \u00e0 lei e ao semblante. Aqui, entre zero e um, h\u00e1 infinitas possibilidades. Estamos no campo da singularidade. N\u00e3o h\u00e1 universal, n\u00e3o h\u00e1 conjunto poss\u00edvel.<\/p>\n<p>Segundo Miller, o gozo feminino abriu as portas para o \u00faltimo ensino de Lacan, que depois o generalizou para todo ser falante, fazendo dele o regime do gozo como tal. At\u00e9 ent\u00e3o o gozo era considerado a partir do seu lado articulado ao falo, a partir do gozo f\u00e1lico. \u201cAssim, o que abre seu \u00faltimo ensino \u00e9 o gozo feminino concebido como o princ\u00edpio do gozo como tal.\u201d E continua: \u201co que quer dizer o gozo como tal? Quer dizer alguma coisa inteiramente precisa: o gozo como tal \u00e9 n\u00e3o edipiano, \u00e9 o gozo concebido como subtra\u00eddo, de fora da maquinaria do \u00c9dipo. \u00c9 o gozo reduzido a acontecimento de corpo\u201d<a href=\"#_edn6\" name=\"_ednref6\">[6]<\/a>.<\/p>\n<p>Desafios cl\u00ednicos se colocam a partir disso.<\/p>\n<p>Por um lado, o tratamento desse resto de gozo que n\u00e3o responde \u00e0s muta\u00e7\u00f5es de sentido. Em rela\u00e7\u00e3o a isso, Miller coloca que no final da an\u00e1lise \u00e9 poss\u00edvel cingir certo n\u00famero de pontos de imposs\u00edvel<a href=\"#_edn7\" name=\"_ednref7\">[7]<\/a>. Cabe ao <em>falasser<\/em> inventar um saber fazer a\u00ed com o resto sintom\u00e1tico mudo, faceta do gozo ainda mais desconhecida, que engendra uma extimidade, um efeito de real sem lei. Estamos no campo da inven\u00e7\u00e3o, da po\u00e9tica, cujo paradigma \u00e9 o <em>sinthoma<\/em>, um enodamento dos tr\u00eas registros: real, simb\u00f3lico e imagin\u00e1rio.<\/p>\n<p>Por outro lado, h\u00e1 o desafio em rela\u00e7\u00e3o aos sintomas que n\u00e3o se articulam ao sentido, n\u00e3o se comunicam.<\/p>\n<p><strong>Singularidade e la\u00e7o social<\/strong><\/p>\n<p>A quest\u00e3o do gozo do Um sozinho \u00e9 pertinente quando abordamos o la\u00e7o social.<\/p>\n<p>Aqui estamos numa fronteira delicada, na qual temos nos detido ultimamente, no que diz respeito ao la\u00e7o social. Este n\u00e3o \u00e9 natural para o <em>falasser<\/em>, corpo parasitado pela linguagem que o inscreve no sintoma que inclui o Outro, articulando-o nos discursos. Temos debatido bastante como a contemporaneidade vem se constituindo a partir de um decl\u00ednio do sentido, diminuindo as narrativas e favorecendo sintomas que n\u00e3o falam, que contam primordialmente com o gozo solit\u00e1rio nos seus arranjos sintom\u00e1ticos e seus aspectos cl\u00ednicos. O discurso da ci\u00eancia e do capitalismo prevalentes nos tempos atuais provocam muta\u00e7\u00f5es no la\u00e7o social, propiciando as rela\u00e7\u00f5es em rede, concomitantes a um apagamento da hierarquia, a um saber que tende a se universalizar, ao mais de gozar aparecendo como mercadorias a se consumir. O objeto se torna hiperpresente e ao mesmo tempo imposs\u00edvel de localizar<a href=\"#_edn8\" name=\"_ednref8\">[8]<\/a>.<\/p>\n<p>A abordagem desta parcela do gozo \u00e9 um desafio sempre renovado para a psican\u00e1lise. Uma an\u00e1lise visa alcan\u00e7ar o singular de cada um, o qual pode promover um estofo de satisfa\u00e7\u00e3o e permitir prescindir do excesso de gozo tra\u00e7ado ou n\u00e3o nas vias do \u00c9dipo, propiciando novos arranjos sintom\u00e1thicos, de satisfa\u00e7\u00e3o e de la\u00e7o com o Outro.<\/p>\n<p>Trago aqui uma passagem de Gil Caroz que articula, nesses impasses, a import\u00e2ncia do feminino: \u201c\u00c0 acelera\u00e7\u00e3o infinita \u00e9 preciso responder por uma l\u00f3gica do infinito. O mestre teria tudo a ganhar se se inspirasse na l\u00f3gica feminina, que tem afinidades com o significante da falta no Outro e com o objeto, para al\u00e9m do falo.[&#8230;] Mas \u00e9, sobretudo, a rela\u00e7\u00e3o de uma mulher com o significante da falta no Outro, com o furo no simb\u00f3lico, que lhe permite tratar o \u2018sem medida\u2019 do objeto\u201d. Ali onde a l\u00f3gica f\u00e1lica daria um basta, poderia trazer outras consequ\u00eancias, inclusive viol\u00eancia, \u201cao contr\u00e1rio, o furo no simb\u00f3lico, o significante da falta no Outro remete preferencialmente \u00e0 fala. \u00c9 porque um significante falta que devemos discutir.\u201d<\/p>\n<p>Perante a agita\u00e7\u00e3o sem fim do objeto, a l\u00f3gica feminina convida-nos ao infinito da fala, preferencialmente ao ponto de pausa, que \u00e9 a passagem ao ato<a href=\"#_edn9\" name=\"_ednref9\">[9]<\/a>.<\/p>\n<p><strong>Sub-vers\u00f5es<\/strong><\/p>\n<p>O feminino, por sua caracter\u00edstica de indiz\u00edvel, tem um car\u00e1ter enigm\u00e1tico e, poder\u00edamos dizer potencialmente subversivo, pois enquanto n\u00e3o articulado \u00e0 norma, pode trazer solu\u00e7\u00f5es contingentes e inesperadas, a partir de um essencial subjacente, mesmo nos casos em que a norma f\u00e1lica n\u00e3o est\u00e1 t\u00e3o bem articulada.<\/p>\n<p>Vale tamb\u00e9m lembrar que a l\u00f3gica do feminino \u00e9 condizente com a posi\u00e7\u00e3o do analista.<\/p>\n<p>No cerne da psican\u00e1lise, o feminino. Este, afeito a sub-vers\u00f5es.<\/p>\n<hr \/>\n<h6><a href=\"#_ednref1\" name=\"_edn1\">[1]<\/a> Lacan, J. \u201cSubvers\u00e3o do sujeito e dial\u00e9tica do desejo no inconsciente freudiano\u201d.\u00a0<em>Escritos,\u00a0<\/em>Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 1998, p. 807-842.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref2\" name=\"_edn2\">[2]<\/a> Lacan, J.\u00a0<em>O semin\u00e1rio, Livro 19: \u2026Ou pior<\/em>, Zahar, Rio de Janeiro, 2012, p.121.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref3\" name=\"_edn3\">[3]<\/a> Horne, B. A subvers\u00e3o do Um. Boletim Fora de s\u00e9rie #02.\u00a0 Setembro de 2020. Dispon\u00edvel em <a href=\"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/boletim-fora-da-serie-02\">https:\/\/ebp.org.br\/sp\/boletim-fora-da-serie-02<\/a><\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref4\" name=\"_edn4\">[4]<\/a> Laurent, E. <em>O avesso da biopol\u00edtica<\/em>. Rio de Janeiro: Contra Capa. 2016, pg 46.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref5\" name=\"_edn5\">[5]<\/a> Idem, ibid. pg 45.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref6\" name=\"_edn6\">[6]<\/a> Miller, J.-A.\u00a0<em>Orienta\u00e7\u00e3o Lacaniana III, 13<\/em>. \u201cL\u2019Un tout seul\u201d. Aula de 02\/03\/2011.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref7\" name=\"_edn7\"><em><strong>[7]<\/strong><\/em><\/a><em> Idem, ibid<\/em>.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref8\" name=\"_edn8\">[8]<\/a> Caroz, G. Hipermodernidade. In: <em>A ordem simb\u00f3lica no s\u00e9culo XXI<\/em>. Belo Horizonte: Scriptum. 2011, pg 177.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref9\" name=\"_edn9\">[9]<\/a> Caroz, G. ibid. pg 178.<\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>M\u00f4nica Camargo (EBP\/AMP) O feminino e as subvers\u00f5es \u00e9 um dos eixos desta jornada da EBP-SP, que numa primeira aprecia\u00e7\u00e3o soa enigm\u00e1tico: subvers\u00e3o \u00e9 um termo que remete diretamente ao texto de Lacan dos Escritos, de 1960, uma refer\u00eancia fundamental que est\u00e1 sendo amplamente trabalhada nesta jornada[1]. 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