{"id":5233,"date":"2020-10-20T11:06:43","date_gmt":"2020-10-20T14:06:43","guid":{"rendered":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/?p=5233"},"modified":"2020-10-20T11:06:43","modified_gmt":"2020-10-20T14:06:43","slug":"comentario-sobre-o-inconsciente-e-a-politica-2a-edicao-sao-paulo-escola-brasileira-de-psicanalise-primeira-conferencia-o-analista-e-o-politico-alcancar-em-seu-horizonte-a-subjetiv","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/comentario-sobre-o-inconsciente-e-a-politica-2a-edicao-sao-paulo-escola-brasileira-de-psicanalise-primeira-conferencia-o-analista-e-o-politico-alcancar-em-seu-horizonte-a-subjetiv\/","title":{"rendered":"Coment\u00e1rio sobre O inconsciente \u00e9 a pol\u00edtica.\u00a02\u00aa edi\u00e7\u00e3o. S\u00e3o Paulo: Escola Brasileira de Psican\u00e1lise.  Primeira confer\u00eancia. O analista e o pol\u00edtico: \u201cAlcan\u00e7ar em seu horizonte a subjetividade de sua \u00e9poca\u201d"},"content":{"rendered":"<h6>Luciana Ernanny Legey (Associada ao CLIN-A)<\/h6>\n<p>Um ano antes do Semin\u00e1rio \u201cO inconsciente \u00e9 a pol\u00edtica\u201d proferido por Marie- H\u00e9l\u00e8ne Brousse em S\u00e3o Paulo (2002), Jacques-Alain Miller teria subvertido a ordem se manifestando \u2013 ap\u00f3s anos de sil\u00eancio a outro p\u00fablico, que n\u00e3o a comunidade anal\u00edtica \u2013 atrav\u00e9s de suas Cartas \u00e0 opini\u00e3o esclarecida. Discutia-se internacionalmente que era o momento de defesa da psican\u00e1lise frente ao avan\u00e7o de psicoterapias e outros discursos relacionados \u00e0 sa\u00fade mental. O discurso anal\u00edtico deveria se tornar conhecido.<\/p>\n<p>Na primeira de tr\u00eas confer\u00eancias desse Semin\u00e1rio, Brousse se prop\u00f5e a discutir o analista e, como ela mesma frisa, n\u00e3o a psican\u00e1lise e o pol\u00edtico. Ela o faz primeiramente revendo a no\u00e7\u00e3o de neutralidade anal\u00edtica. Quem \u00e9 esse sujeito que se coloca no lugar de desvanecimento frente a pontos de horror que a psican\u00e1lise de Freud reconhece como analis\u00e1veis? \u201cO analista n\u00e3o \u00e9 neutro da mesma maneira como n\u00f3s entendemos a Su\u00ed\u00e7a como um pa\u00eds neutro. Trata-se de uma neutralidade muito mais complicada. Trata-se de uma neutralidade pol\u00edtica?\u201d<\/p>\n<p>Ela responde essa pergunta nos ensinando que o discurso \u00e9 o la\u00e7o social que implica sempre um freio sobre o gozo, como um dique. Eis a\u00ed ent\u00e3o o pol\u00edtico: mesmo que n\u00e3o haja nada mais \u00edntimo do que fazer an\u00e1lise, \u00e9 nela que se pode tratar de modificar, ordenar, limitar a posi\u00e7\u00e3o de um sujeito a partir do lugar que ele vem a ocupar no discurso do mestre.<\/p>\n<p>Neutralidade anal\u00edtica, segundo Brousse, poderia ser inclusive uma defini\u00e7\u00e3o da rejei\u00e7\u00e3o \u00e0 contratransfer\u00eancia. Afinal, foi o que Lacan frisou, ao longo de seu ensino, sobre o discurso anal\u00edtico como sendo uma experi\u00eancia \u00e9tica, onde a pr\u00e1tica do analista o compromete em seu pr\u00f3prio ser.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Luciana Ernanny Legey (Associada ao CLIN-A) Um ano antes do Semin\u00e1rio \u201cO inconsciente \u00e9 a pol\u00edtica\u201d proferido por Marie- H\u00e9l\u00e8ne Brousse em S\u00e3o Paulo (2002), Jacques-Alain Miller teria subvertido a ordem se manifestando \u2013 ap\u00f3s anos de sil\u00eancio a outro p\u00fablico, que n\u00e3o a comunidade anal\u00edtica \u2013 atrav\u00e9s de suas Cartas \u00e0 opini\u00e3o esclarecida. 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