{"id":4800,"date":"2020-09-23T18:05:09","date_gmt":"2020-09-23T21:05:09","guid":{"rendered":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/?p=4800"},"modified":"2020-09-23T18:05:09","modified_gmt":"2020-09-23T21:05:09","slug":"editorial-boletim-fora-da-serie-03","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/editorial-boletim-fora-da-serie-03\/","title":{"rendered":"Editorial Boletim Fora da S\u00e9rie #03"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-4375 size-full aligncenter\" src=\"https:\/\/ebp.org.br\/new\/sp\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/banner_jornada_2020-1.jpg\" alt=\"\" width=\"1024\" height=\"258\" srcset=\"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/banner_jornada_2020-1.jpg 1024w, https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/banner_jornada_2020-1-300x76.jpg 300w, https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/banner_jornada_2020-1-768x194.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/p>\n<figure id=\"attachment_4764\" aria-describedby=\"caption-attachment-4764\" style=\"width: 358px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-4764\" src=\"https:\/\/ebp.org.br\/new\/sp\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/001-2.png\" alt=\"Imagem: Instagram @the.irving.penn.foundation\" width=\"358\" height=\"254\" srcset=\"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/001-2.png 358w, https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/001-2-300x213.png 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 358px) 100vw, 358px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-4764\" class=\"wp-caption-text\">Imagem: Instagram @the.irving.penn.foundation<\/figcaption><\/figure>\n<h6>Camila Popadiuk<\/h6>\n<p>Esse terceiro n\u00famero do Boletim Fora da S\u00e9rie traz novos aportes e horizontes sobre a tem\u00e1tica das Subvers\u00f5es, no plural, tal como o t\u00edtulo de nossas Jornadas nos indica. Os quatro textos na rubrica <strong>Sub-vers\u00f5es<\/strong><em>,<\/em> destacam, cada um deles, um ponto essencial para demonstrar o que h\u00e1 de subversivo no discurso da psican\u00e1lise.<\/p>\n<p>Oscar Reymundo salienta que o car\u00e1ter subversivo da psican\u00e1lise sempre esteve presente desde Freud, uma vez que a \u201cvida instintual dos mam\u00edferos\u201d deslocou-se em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 entrada do humano no mundo da linguagem. Por conseguinte, o \u201cindiz\u00edvel do sexo e o furo da inexist\u00eancia da rela\u00e7\u00e3o sexual\u201d inauguraram, no campo da sexualidade, uma rela\u00e7\u00e3o singular do sujeito com sua posi\u00e7\u00e3o sexuada. Ele ressalta a import\u00e2ncia de nos servirmos da \u00e9tica, da cl\u00ednica e dos avan\u00e7os conceituais da psican\u00e1lise para entrarmos no debate atual sobre as quest\u00f5es de g\u00eanero, uma vez que \u201cum setor da milit\u00e2ncia acad\u00eamica do g\u00eanero\u201d ataca a psican\u00e1lise de forma violenta.<\/p>\n<p>Gabriela Camaly apresenta \u201cum breve panorama da explos\u00e3o feminista\u201d e as quest\u00f5es pol\u00edticas que est\u00e3o em jogo nos debates sobre g\u00eanero, identidades sexuais, diversidade, normatividade, despatriarcaliza\u00e7\u00e3o, dentre tantos outros significantes mestres que marcam o contempor\u00e2neo. Ela precisa que \u201co impasse da feminilidade\u201d, bem como \u201co mal entendido sexual\u201d n\u00e3o podem ser solucionados por estes discursos, pois eles est\u00e3o inscritos na l\u00f3gica f\u00e1lica. J\u00e1 o feminino, \u201c&#8230; [ele] opera certa subvers\u00e3o da ordem simb\u00f3lica que tem que fazer as contas com o real da sexualidade\u201d.<\/p>\n<p>\u00c9 sob o prisma da verdade e do saber em psican\u00e1lise que Maria Bernadette Soares de Sant\u00b4Ana Pitteri elucida o aspecto subversivo do discurso anal\u00edtico. Ela situa a ignor\u00e2ncia como o ponto que marca a diferen\u00e7a entre os discursos do mestre e da psican\u00e1lise, afirmando que a \u201cIgnor\u00e2ncia, \u00fanica paix\u00e3o que cabe ao analista na condu\u00e7\u00e3o da experi\u00eancia, \u00e9 uma posi\u00e7\u00e3o diametralmente oposta ao discurso do mestre, avessa a este&#8230;\u201d.<\/p>\n<p>A partir das quest\u00f5es e impasses suscitados pelos usos da internet e das tecnologias no dispositivo anal\u00edtico, Cl\u00e1udia Regina Reis reestabelece \u201ca imagem de si\u201d e \u201co uso do div\u00e3\u201d como dois pontos importantes da \u00e9tica e da pol\u00edtica da psican\u00e1lise. Segundo ela, perde-se alguma coisa \u201cquando os corpos n\u00e3o est\u00e3o presentes na sess\u00e3o anal\u00edtica [&#8230;]. Temos escutado, no entanto, que t\u00eam sua utilidade, que s\u00e3o uma forma de fazer acontecer algo, em lugar de uma paralisa\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>Al\u00e9m dessas valiosas contribui\u00e7\u00f5es, voc\u00eas poder\u00e3o se debru\u00e7ar sobre as <strong>Pontua\u00e7\u00f5es <\/strong>da Subvers\u00e3o realizadas pelos colegas Raquel Degenszajn, Gustavo Menezes, Jovita Lima e Ros\u00e2ngela Turim, que ocorreram no dia 2 de setembro e, a partir das quais Eliane Costa Dias promoveu um minucioso debate. Textos densos, cuja leitura p\u00f3s escuta \u00e9 muito bem-vinda, pois permite ter um melhor alcance do percurso que cada um dos autores realizou para colocar \u00e0 trabalho um ponto espec\u00edfico do texto de Lacan \u201cSubvers\u00e3o do sujeito e dial\u00e9tica do desejo no inconsciente freudiano\u201d.<\/p>\n<p>Em <strong>Inven\u00e7\u00e3o &lt;&gt; Subvers\u00e3o<\/strong> somos convidados por Janaina de Paula Costa Ver\u00edssimo e Atan\u00e1sio Mykonios a entrar no terreno das artes e da cria\u00e7\u00e3o. Atrav\u00e9s do mon\u00f3logo de Mateus Nachtergaele, \u201cO processo do <em>conscerto<\/em> do desejo\u201d (2015) e de sua nova nomea\u00e7\u00e3o, \u201cDesconcerto\u201d (2020), Jana\u00edna de Paula Costa Ver\u00edssimo traz \u00e0 cena tratamentos dado \u00e0s perdas e aos lutos, n\u00e3o sem fazer um paralelo com a situa\u00e7\u00e3o que nos assola: \u201cEm um momento t\u00e3o delicado como o atual, em que o luto atravessa os dias, e o somat\u00f3rio das mortes beira n\u00fameros, at\u00e9 ent\u00e3o, inimagin\u00e1veis, avan\u00e7ar na companhia subversiva e sens\u00edvel dos artistas pode ser mais do que bem-vindo, \u00e9 vital\u201d.<\/p>\n<p>Atan\u00e1sio Mykonios estabelece uma diferen\u00e7a entre a reprodu\u00e7\u00e3o e a cria\u00e7\u00e3o diante do que ele chama de \u201ca verdade de todas as coisas\u201d. Enquanto a primeira repousa sobre a repeti\u00e7\u00e3o dos prazeres da vida, a segunda \u201c&#8230; inverte algo, pode abrir um buraco naquilo que aparentemente \u00e9 vivido e significado como normal\u201d, e, justamente onde ele situa o aspecto subversivo do \u201cfazer-criar\u201d.<\/p>\n<p>Fernanda Otoni Brisset (EBP\/AMP), juntamente com a autoriza\u00e7\u00e3o da revista <em>La Libertad de pluma<\/em>, disponibilizou, gentilmente, seu texto <em>O povo e a peste<\/em> para public\u00e1-lo na rubrica <strong>Fora da S\u00e9rie <\/strong>de nosso Boletim. Texto que traz a marca de um Brasil que sofre a crise pol\u00edtico-sanit\u00e1ria, escancarando as fragilidades e desigualdades sociais e onde o \u201cdiscurso da banaliza\u00e7\u00e3o da morte\u201d se faz presentes em diversas facetas. Fernanda Otoni restitui um saber \u00e0s pessoas em situa\u00e7\u00e3o de vulnerabilidade e marginalidade, apostando que ele \u00e9 a b\u00fassola para \u201ca emerg\u00eancia do la\u00e7o social\u201d. E segue: \u201cComo transmitir aos governantes a pol\u00edtica desse saber fazer que, h\u00e1 s\u00e9culos, com seu gingado num corpo de poucas palavras, extrai alguma alegria do infinito de sua falta a ser?\u201d<\/p>\n<p>A Comiss\u00e3o de Refer\u00eancias Bibliogr\u00e1ficas, atrav\u00e9s de um trabalho de pesquisa minucioso e fino sobre o tema das Jornadas, nos alimenta com novas refer\u00eancias bibliogr\u00e1ficas que, certamente, contribuir\u00e3o com as investiga\u00e7\u00f5es e os aprofundamentos acerca das subvers\u00f5es. Os marcadores de textos, realizados por colegas de S\u00e3o Paulo, trazem novos breves coment\u00e1rios de refer\u00eancias bibliogr\u00e1ficas do Boletim precedente e que tamb\u00e9m nos servem de inspira\u00e7\u00e3o para nos lan\u00e7armos ao trabalho de escrita. As orienta\u00e7\u00f5es para o envio de trabalhos, bem como as Vers\u00f5es do Tema est\u00e3o comtempladas nesse Boletim, lembrando que a data limite para submeter um trabalho \u00e0s mesas simult\u00e2neas \u00e9 o dia<strong> 25 de outubro de 2020<\/strong>.<\/p>\n<p>O programa das Jornadas, as informa\u00e7\u00f5es para a forma\u00e7\u00e3o de cart\u00e9is rel\u00e2mpagos e para a realiza\u00e7\u00e3o da <strong>inscri\u00e7\u00e3o \u00fanica<\/strong> (caso voc\u00ea ainda n\u00e3o tenha feito o pagamento no valor de R150, 00) tamb\u00e9m se encontram dispon\u00edveis nesse n\u00famero.<\/p>\n<p>Boa leitura, bom trabalho e boas Jornadas!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Camila Popadiuk Esse terceiro n\u00famero do Boletim Fora da S\u00e9rie traz novos aportes e horizontes sobre a tem\u00e1tica das Subvers\u00f5es, no plural, tal como o t\u00edtulo de nossas Jornadas nos indica. 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