{"id":4788,"date":"2020-09-23T18:05:09","date_gmt":"2020-09-23T21:05:09","guid":{"rendered":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/?p=4788"},"modified":"2020-09-23T18:05:09","modified_gmt":"2020-09-23T21:05:09","slug":"o-falo-o-gozo-rebelde-e-o-significante","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/o-falo-o-gozo-rebelde-e-o-significante\/","title":{"rendered":"O falo, o gozo rebelde e o significante"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-4375 size-full aligncenter\" src=\"https:\/\/ebp.org.br\/new\/sp\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/banner_jornada_2020-1.jpg\" alt=\"\" width=\"1024\" height=\"258\" srcset=\"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/banner_jornada_2020-1.jpg 1024w, https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/banner_jornada_2020-1-300x76.jpg 300w, https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/banner_jornada_2020-1-768x194.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<figure id=\"attachment_4768\" aria-describedby=\"caption-attachment-4768\" style=\"width: 292px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-4768\" src=\"https:\/\/ebp.org.br\/new\/sp\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/006-2.png\" alt=\"Imagem: Instagram @arthunter.me\" width=\"292\" height=\"359\" srcset=\"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/006-2.png 292w, https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/006-2-244x300.png 244w\" sizes=\"auto, (max-width: 292px) 100vw, 292px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-4768\" class=\"wp-caption-text\">Imagem: Instagram @arthunter.me<\/figcaption><\/figure>\n<h6>Raquel Diaz Degenszajn (Associada ao CLIN-a)<\/h6>\n<p style=\"padding-left: 80px;\"><em>Mas j\u00e1 que se h\u00e1 de escrever,<br \/>\n<\/em><em>que ao menos n\u00e3o se esmaguem com as palavras, as entrelinhas <\/em><\/p>\n<h6 style=\"padding-left: 80px;\"><em>Clarice Lispector<\/em><\/h6>\n<p>\u201c\u00c9 a simples indica\u00e7\u00e3o do gozo em sua infinitude que comporta a marca de sua proibi\u00e7\u00e3o e, para constituir essa marca, implica um sacrif\u00edcio: o que cabe num \u00fanico ato, com a escolha de seu s\u00edmbolo, o falo.<\/p>\n<p>Essa escolha \u00e9 permitida porque o falo, ou seja, a imagem do p\u00eanis, \u00e9 negativizado em seu lugar de imagem especular. \u00c9 isso que predestina o falo a dar corpo ao gozo, na dial\u00e9tica do desejo.<\/p>\n<p>\u00c9 preciso, portanto, distinguir do princ\u00edpio do sacrif\u00edcio, que \u00e9 simb\u00f3lico, a fun\u00e7\u00e3o imagin\u00e1ria que se sacrifica a ele, mas que vela ao mesmo tempo que lhe d\u00e1 seu instrumento.<\/p>\n[&#8230;] A passagem do (-phi min\u00fasculo) da imagem f\u00e1lica de um lado ao outro da equa\u00e7\u00e3o do imagin\u00e1rio e do simb\u00f3lico positiva-o, de qualquer modo, ainda que ele venha preencher uma falta. Por mais que seja suporte do (-1), ali ele se transforma em (Phi mai\u00fasculo), o falo simb\u00f3lico imposs\u00edvel de negativizar, significante do gozo\u201d<sup>1<\/sup>.<\/p>\n<p>O grafo do desejo, introduzido por Lacan no Semin\u00e1rio 5<sup>2<\/sup> \u00e9 retomado em \u201cSubvers\u00e3o do sujeito\u201d com algumas diferen\u00e7as importantes. Interessa-me destacar uma pontua\u00e7\u00e3o sobre o falo e o deslocamento conceitual que podemos acompanhar sobre o gozo no ensino de Lacan, orientada pela mudan\u00e7a de paradigma entre esses dois trabalhos, elaborada por Miller<sup>3<\/sup>.<\/p>\n<p>\u00c9 bastante conhecido o conjunto de textos em que Freud<sup>4<\/sup> desenvolve a proposi\u00e7\u00e3o sobre a preval\u00eancia \u00fanica do s\u00edmbolo f\u00e1lico colocado em jogo como elemento central sobre o qual se produz a diferen\u00e7a entre os sexos e onde examina como se produz essa inscri\u00e7\u00e3o no inconsciente tanto para meninos como para meninas. Os tempos do \u00c9dipo, trabalhado por Lacan em detalhes nos Semin\u00e1rios 4<sup>5<\/sup> e 5 nos conduzem \u00e0 formaliza\u00e7\u00e3o do conceito de falo em suas vertentes imagin\u00e1ria e simb\u00f3lica.<\/p>\n<p>Apoiado pelas consequ\u00eancias da elabora\u00e7\u00e3o freudiana, Lacan prop\u00f5e que a crian\u00e7a ao nascer pode vir a representar aquilo que falta \u00e0 m\u00e3e enquanto um equivalente f\u00e1lico, nomeando como falo imagin\u00e1rio aquilo que se pode representar. Lembremos que todos os modos de representa\u00e7\u00e3o de algo desej\u00e1vel, imaginariz\u00e1vel, vai ficar situado no plano da significa\u00e7\u00e3o f\u00e1lica.<\/p>\n<p>Lacan esclarece a passagem do falo imagin\u00e1rio para o falo simb\u00f3lico, atrav\u00e9s do recurso ao termo hegeliano <em>Aufhebung<\/em>, que significa anula\u00e7\u00e3o e tamb\u00e9m, \u201celevar a uma pot\u00eancia, a uma situa\u00e7\u00e3o superior [&#8230;] Na verdade, quando anulamos qualquer outra coisa, seja ela imagin\u00e1ria ou real, por isso mesmo a elevamos ao grau, \u00e0 qualifica\u00e7\u00e3o de significante.\u201d<sup>6<\/sup><\/p>\n<p>Este ponto \u00e9 fundamental para sublinhar que essa barra se produz em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 imagem: ali onde a imagem \u00e9 barrada, ocorre a eleva\u00e7\u00e3o ao estatuto significante e vale dizer que para Lacan essa anula\u00e7\u00e3o implica uma mutila\u00e7\u00e3o, ou seja, a perda \u00a0por completo da dimens\u00e3o do falo como p\u00eanis, como filho etc.<\/p>\n<p>Falo como significante designa uma falta, ligada \u00e0 dimens\u00e3o do desejo e que portanto, n\u00e3o pode ser nomeado.\u00a0 Podemos remet\u00ea-lo, tamb\u00e9m, ao que aparece sob a fun\u00e7\u00e3o do v\u00e9u, esse elemento que est\u00e1 por tr\u00e1s, sempre em jogo no que n\u00e3o se mostra que \u00e9 uma falta. Notamos nos ritos de inicia\u00e7\u00e3o em diferentes culturas este elemento de ver o que est\u00e1 atr\u00e1s do v\u00e9u, o Dem\u00f4nio do Pudor<sup>7<\/sup> referido por Lacan como uma alus\u00e3o sobre aquilo que designa o que n\u00e3o se pode mostrar nos conduzindo, portanto, \u00e0 dimens\u00e3o do significante da falta.<\/p>\n<p>\u201cO falo \u00e9 aqui esclarecido por sua fun\u00e7\u00e3o<strong>.<\/strong> Na doutrina freudiana, o falo n\u00e3o \u00e9 uma fantasia, caso se deva entender por isso um efeito imagin\u00e1rio. Tampouco \u00e9, como tal, um objeto (parcial, interno, bom, mau etc), na medida em que esse termo tende a prezar a realidade implicada numa rela\u00e7\u00e3o. E \u00e9 menos ainda o \u00f3rg\u00e3o, p\u00eanis ou clit\u00f3ris, que ele simboliza. E n\u00e3o foi sem raz\u00e3o que Freud extraiu-lhe a refer\u00eancia do simulacro\u00a0 que ele era para os antigos.<\/p>\n<p>Pois o falo \u00e9 um significante, um significante cuja fun\u00e7\u00e3o, na economia intra-subjetiva da an\u00e1lise, levanta, quem sabe, o v\u00e9u daquela que ela mantinha envolta em mist\u00e9rios. Pois ele \u00e9 o significante destinado a designar, em seu conjunto, os efeitos de significado, na medida em que o significante os condiciona por sua presen\u00e7a de significante.\u201d<sup>8<\/sup><\/p>\n<p>Finalmente, podemos depreender que nesta defini\u00e7\u00e3o, o falo \u2013 enquanto\u00a0 significante \u2013 toca cada elemento com um car\u00e1ter de desejo, erotizando, dando um brilho f\u00e1lico a cada um desses elementos que produzem no imagin\u00e1rio o desejo, constituindo a signific\u00e2ncia f\u00e1lica \u2013 designando em seu conjunto, os efeitos de significado \u2013 \u00a0pois desliza metonimicamente.<\/p>\n<p>Entretanto, em \u201cSubvers\u00e3o\u201d encontramos algo radical: o falo situado como significante do gozo. Miller aponta uma reviravolta no ensino de Lacan a partir do Semin\u00e1rio 7<sup>9<\/sup>, ao trazer <em>das Ding<\/em> de Freud como uma esp\u00e9cie de <em>Witz<\/em>, pois n\u00e3o se trata de um termo simb\u00f3lico.<\/p>\n<p>\u201c[&#8230;] <em>das Ding<\/em> [&#8230;] quer dizer que a satisfa\u00e7\u00e3o, a verdadeira, a pulsional, n\u00e3o se encontra nem no imagin\u00e1rio, nem no simb\u00f3lico, que ela est\u00e1 fora do que \u00e9 simbolizado, que ela \u00e9 da ordem do real. Isso significa que (&#8230;) toda essa montagem do grande grafo de Lacan que se d\u00e1 em dois n\u00edveis \u00e9, de fato, constru\u00edda contra o gozo real, para conter o gozo real. (&#8230;) visa-se a uma zona exterior a essa montagem que, de algum modo, a determina.\u201d<sup>10<\/sup><\/p>\n<p>O falo aqui fica traduzido como significante do gozo, como s\u00edmbolo de <em>das Ding<\/em> mas como um lugar vazio, nomeado como gozo imposs\u00edvel e valorizado fora do sistema. Lacan formula um gozo massivo, de car\u00e1ter absoluto e correlativo \u00e0 Coisa freudiana: objeto imposs\u00edvel de alcan\u00e7ar, n\u00e3o existe acesso ao gozo a n\u00e3o ser por um for\u00e7amento, por transgress\u00e3o. Neste paradigma h\u00e1 uma profunda disjun\u00e7\u00e3o entre o significante e o gozo. O princ\u00edpio do prazer aparece como uma barreira natural ao gozo e temos uma oposi\u00e7\u00e3o entre a homeostase do prazer e os excessos constitutivos do gozo. Importante notar que aqui o gozo fica localizado do lado da Coisa, enquanto o desejo est\u00e1 do lado do Outro.<\/p>\n<p>O deslocamento, importante de enfatizar, \u00e9 que no grafo apresentado no Semin\u00e1rio 5 h\u00e1 uma preval\u00eancia do simb\u00f3lico, enquanto que em \u201cSubvers\u00e3o\u201d, o sujeito, como ponto de partida, o Ideal do eu, como ponto de chegada e o Outro passam a ser reais. \u00c9 do Outro que surge \u201ca \u201cins\u00edgnia\u201d como significante Uno, o S<sub>1<\/sub> com o qual o sujeito se identifica primordialmente. E isto traduz o que se chama a opera\u00e7\u00e3o de aliena\u00e7\u00e3o. Encontramos assim, uma transforma\u00e7\u00e3o do simb\u00f3lico em real.\u201d<sup>11<\/sup><\/p>\n<p>Somente no Semin\u00e1rio 11<sup>12<\/sup>, aliena\u00e7\u00e3o e separa\u00e7\u00e3o ser\u00e3o concebidas enquanto opera\u00e7\u00f5es l\u00f3gicas e a significantiza\u00e7\u00e3o vai ocorrer por outros meios, o gozo n\u00e3o aparece como irredut\u00edvel ao simb\u00f3lico, mas distinguido como tal e inscrito no funcionamento do sistema.<\/p>\n<p>Teremos uma sobreposi\u00e7\u00e3o da estrutura do sujeito \u00e0 estrutura do gozo, pois onde havia o sujeito vazio, aparece o objeto perdido. H\u00e1 tamb\u00e9m uma passagem fundamental em torno da no\u00e7\u00e3o do inconsciente que \u00e9 recentralizado a partir da descontinuidade, como uma borda que se abre e fecha, criando, portanto, uma comunidade de estrutura entre inconsciente e funcionamento da puls\u00e3o e da satisfa\u00e7\u00e3o, ao contornar o objeto e marcar uma borda no corpo. Na opera\u00e7\u00e3o de separa\u00e7\u00e3o, o sujeito \u00e9 substitu\u00eddo pelo corpo vivo, pelo corpo sexuado.<\/p>\n<p>Podemos localizar, neste momento, como o gozo \u00e9 distribu\u00eddo, fragmentado sob a figura do objeto <em>a<\/em>, uma inst\u00e2ncia mais manej\u00e1vel do que a Coisa. O procedimento de Lacan consiste em realizar uma elementariza\u00e7\u00e3o da Coisa: como elemento e como elemento m\u00faltiplo.<\/p>\n<p>Este \u00e9 o ponto de virada que me interessa destacar: a formula\u00e7\u00e3o do objeto pequeno <em>a<\/em> refere-se \u00e0 tentativa de significantizar o gozo, na medida em que \u201cLacan abandona a no\u00e7\u00e3o de significante do gozo. A pr\u00f3pria natureza do gozo lhe parece rebelde para ser conservada sob o termo de significante. No lugar do significante do gozo qualificado como seu s\u00edmbolo grande phi, Lacan introduz o pequeno <em>a<\/em>.\u201d<sup>13<\/sup><\/p>\n<p>Conv\u00e9m esclarecer, com Miller, que a inven\u00e7\u00e3o de Lacan \u2013 o objeto <em>a<\/em> \u2013 n\u00e3o responde \u00e0 lei de representar o sujeito para outra coisa, ele tem outra estrutura, mas se apresenta como um elemento de gozo, portanto substancial. \u201cEsta caracter\u00edstica elementar do objeto pequeno <em>a<\/em> encarna sua inscri\u00e7\u00e3o na ordem simb\u00f3lica\u201d<sup>14<\/sup><\/p>\n<p>Podemos pensar que em \u201cSubvers\u00e3o\u201d, ocorre uma \u00faltima tentativa de Lacan para formular o estatuto do gozo em termos simb\u00f3licos ao distinguir grande phi como significante e menos phi como significa\u00e7\u00e3o. Lacan tenta recuperar, via significante do gozo, como s\u00edmbolo de <em>das Ding<\/em> \u2013 significante absolutizado \u2013 o que fica fora da simboliza\u00e7\u00e3o. \u201cEssa e a tentativa mais extrema para introduzir o gozo no sistema significante\u201d<sup>15<\/sup>.<\/p>\n<p>Em \u201cSubvers\u00e3o\u201d, \u201cao mesmo tempo que o gozo \u00e9 interdito, ele pode ser dito nas entrelinhas\u201d<sup>16<\/sup>, por\u00e9m algo se subverte, a meton\u00edmia do gozo aponta que este n\u00e3o se veicula somente pelo sujeito barrado, sujeito que falta: onde havia sujeito articulado ao significante condicionado a dial\u00e9tica do desejo, vai advir o gozo como objeto perdido e o corpo afetado por lal\u00edngua, no segundo ensino de Lacan.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<hr \/>\n<h6><sup>1<\/sup> Lacan, J. \u201cSubvers\u00e3o do sujeito e dial\u00e9tica do desejo no inconsciente\u201d In: <em>Escritos, <\/em>Rio de Janeiro: Zahar, 1998, p. 836-838.<\/h6>\n<h6><sup>2<\/sup>Lacan, J. O semin\u00e1rio, livro 5: as forma\u00e7\u00f5es do inconsciente. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 1999.<\/h6>\n<h6><sup>3<\/sup> Miller, J.A. Os seis paradigmas do gozo In: Op\u00e7\u00e3o Lacaniana online nova s\u00e9rie. Ano 3, n\u00ba 7, mar\u00e7o\/2012. Dispon\u00edvel em 24.08.2020: <a href=\"http:\/\/opcaolacaniana.com.br\/pdf\/numero_7\/Os_seis_paradigmas_do_gozo.pdf\">http:\/\/opcaolacaniana.com.br\/pdf\/numero_7\/Os_seis_paradigmas_do_gozo.pdf<\/a><\/h6>\n<h6>\u00a0<sup>4 <\/sup>Freud, S. \u201cOrganiza\u00e7\u00e3o genital infantil\u201d (1923), \u201cAlgumas consequ\u00eancias ps\u00edquicas da distin\u00e7\u00e3o anat\u00f4mica entre os sexos\u201d (1925), \u201cSobre a sexualidade feminina\u201d (1933) e \u201cA feminilidade\u201d (1933). In: <em>Amor, sexualidade, feminilidade<\/em>. Belo Horizonte: Aut\u00eantica Editora, 2019. (Obras Incompletas de Sigmund Freud; 7).<\/h6>\n<h6><sup>5<\/sup> Lacan, J. <em>O semin\u00e1rio, livro 4: a rela\u00e7\u00e3o de objeto<\/em>. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 1995.<\/h6>\n<h6><sup>6<\/sup> Lacan, J. <em>O Semin\u00e1rio, livro 5: as forma\u00e7\u00f5es do inconsciente<\/em>. Op. cit., p.356.<\/h6>\n<h6>7 Idem, ibidem, p. 396.<\/h6>\n<h6><sup>8<\/sup> Lacan, J. \u201cA significa\u00e7\u00e3o do falo\u201d In: Escritos, Rio de Janeiro: Zahar, 1998, p. 696-697.<\/h6>\n<h6><sup>9<\/sup> Lacan, J. <em>O semin\u00e1rio, livro 7: a \u00e9tica da psican\u00e1lise<\/em>. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor. 1988.<\/h6>\n<h6><sup>10<\/sup> Miller, J.A. Op. cit., p. 11<\/h6>\n<h6><sup>11<\/sup> Tendlarz, S.E. <em>R.S.I.: El falo<\/em> (Cuadernos del ICdeBA n\u00ba3, edici\u00f3n digital). Instituto Cl\u00ednico de Buenos Aires, 2000 (tradu\u00e7\u00e3o da autora), p. 63.<\/h6>\n<h6><sup>12<\/sup> Lacan, J. <em>O Semin\u00e1rio, livro 11: os quatro conceitos fundamentais da psican\u00e1lise<\/em>, 2\u00aa ed. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 1985.<\/h6>\n<h6><sup>13<\/sup> Miller, J.A. Op. cit, p.22.<\/h6>\n<h6><sup>14<\/sup> Idem, ibidem, p. 22.<\/h6>\n<h6><sup>15<\/sup> Idem, ibidem, p. 29.<\/h6>\n<h6><sup>16<\/sup> Idem, ibidem, p. 29.<strong>\u00a0<\/strong><\/h6>\n<h6><\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; Raquel Diaz Degenszajn (Associada ao CLIN-a) Mas j\u00e1 que se h\u00e1 de escrever, que ao menos n\u00e3o se esmaguem com as palavras, as entrelinhas Clarice Lispector \u201c\u00c9 a simples indica\u00e7\u00e3o do gozo em sua infinitude que comporta a marca de sua proibi\u00e7\u00e3o e, para constituir essa marca, implica um sacrif\u00edcio: o que cabe num&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[],"post_series":[],"class_list":["post-4788","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-boletim-fora-da-serie","entry","no-media"],"aioseo_notices":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4788","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4788"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4788\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4788"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4788"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4788"},{"taxonomy":"post_series","embeddable":true,"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-json\/wp\/v2\/post_series?post=4788"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}