{"id":4786,"date":"2020-09-23T18:05:09","date_gmt":"2020-09-23T21:05:09","guid":{"rendered":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/?p=4786"},"modified":"2020-09-23T18:05:09","modified_gmt":"2020-09-23T21:05:09","slug":"subversoes-do-pai","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/subversoes-do-pai\/","title":{"rendered":"Subvers\u00f5es do Pai"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-4375 size-full aligncenter\" src=\"https:\/\/ebp.org.br\/new\/sp\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/banner_jornada_2020-1.jpg\" alt=\"\" width=\"1024\" height=\"258\" srcset=\"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/banner_jornada_2020-1.jpg 1024w, https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/banner_jornada_2020-1-300x76.jpg 300w, https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/banner_jornada_2020-1-768x194.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<figure id=\"attachment_4769\" aria-describedby=\"caption-attachment-4769\" style=\"width: 347px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-4769\" src=\"https:\/\/ebp.org.br\/new\/sp\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/007-2.png\" alt=\"Imagem: Instagram @drawlogia\" width=\"347\" height=\"357\" srcset=\"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/007-2.png 347w, https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/007-2-292x300.png 292w\" sizes=\"auto, (max-width: 347px) 100vw, 347px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-4769\" class=\"wp-caption-text\">Imagem: Instagram @drawlogia<\/figcaption><\/figure>\n<h6>Gustavo Menezes (EBP\/AMP)<\/h6>\n<p>Em <em>Subvers\u00e3o do sujeito<\/em>, Lacan afirma que a castra\u00e7\u00e3o \u00e9 \u201ca mola mestra da pr\u00f3pria subvers\u00e3o\u201d<a href=\"#_edn1\" name=\"_ednref1\">[1]<\/a>, o que a articula \u00e0 fun\u00e7\u00e3o da causa do desejo, uma vez que \u201ctanto a subvers\u00e3o do sujeito quanto a dial\u00e9tica do desejo abarcam a fun\u00e7\u00e3o do objeto\u201d<a href=\"#_edn2\" name=\"_ednref2\">[2]<\/a>. Ao recorrer \u00e0 l\u00f3gica da pervers\u00e3o, veremos em que perspectiva Sade \u00e9 \u201co passo inaugural de uma subvers\u00e3o\u201d<a href=\"#_edn3\" name=\"_ednref3\">[3]<\/a> da qual Lacan tenta definir.<\/p>\n<p><strong><em>Normatiza\u00e7\u00e3o do desejo<\/em><\/strong><\/p>\n<p>Interrogando o mito freudiano, Lacan parte da quest\u00e3o de onde se ordena a fun\u00e7\u00e3o do objeto do desejo. O Pai morto, estando no princ\u00edpio da Lei, faz da interdi\u00e7\u00e3o do incesto a lei fundamental. A\u00ed se encontra o desejo essencial. Uma vez que h\u00e1 uma falta na estrutura, n\u00e3o h\u00e1 Outro do Outro<a href=\"#_edn4\" name=\"_ednref4\">[4]<\/a>, o Pai vem em seu lugar como representante da Lei refrear o capricho materno. Se desejo e Lei s\u00e3o a mesma coisa, \u00e9 por possu\u00edrem seu objeto em comum. Uma vez proibido esse objeto, a pr\u00f3pria lei imp\u00f5e desej\u00e1-lo, tornando-se o desejo, desejo do Outro. H\u00e1 aqui uma simetria: por um lado a Lei far\u00e1 a media\u00e7\u00e3o do desejo, o normatiza e \u201co situa como desejo\u201d<a href=\"#_edn5\" name=\"_ednref5\">[5]<\/a>. Inversamente, esse desejo aparece como aut\u00f4nomo da pr\u00f3pria Lei, uma vez que a Lei dele se origina.<\/p>\n<p>Por tr\u00e1s da met\u00e1fora paterna, \u201cesconde-se a meton\u00edmia da castra\u00e7\u00e3o\u201d<a href=\"#_edn6\" name=\"_ednref6\">[6]<\/a> e se \u201ccria a falta pela qual se institui o desejo\u201d<a href=\"#_edn7\" name=\"_ednref7\">[7]<\/a> submetido \u00e0 Lei, uma vez que, enquanto incid\u00eancia negativa, o complexo de castra\u00e7\u00e3o introduz o objeto falo (-\u03c6). Estando o desejo \u201cagarrado \u00e0 proibi\u00e7\u00e3o\u201d<a href=\"#_edn8\" name=\"_ednref8\">[8]<\/a>, o neur\u00f3tico deseja \u201csegundo a lei\u201d<a href=\"#_edn9\" name=\"_ednref9\">[9]<\/a>, estando o objeto desejado no campo do Outro. O desejo \u00e9 uma defesa<a href=\"#_edn10\" name=\"_ednref10\">[10]<\/a> na medida que o gozo que se encontra do lado do Outro \u00e9 proibido ao ser falante. Assim, a castra\u00e7\u00e3o faz com que \u201co gozo seja recusado, para que possa ser atingido na escala invertida da Lei do desejo\u201d<a href=\"#_edn11\" name=\"_ednref11\">[11]<\/a>. Mesmo recusado pela Lei, o gozo flui pela pr\u00f3pria fala, este \u00e9 \u201cimposs\u00edvel de negativizar\u201d<a href=\"#_edn12\" name=\"_ednref12\">[12]<\/a>. Ao ser vetorizado pelo Pai, h\u00e1 uma Lei <em>no<\/em> desejo, ou seja, Lei <em>e<\/em> desejo<a href=\"#_edn13\" name=\"_ednref13\">[13]<\/a> convergem. A verdadeira fun\u00e7\u00e3o do Pai \u00e9 \u201cunir (e n\u00e3o opor) um desejo \u00e0 Lei\u201d<a href=\"#_edn14\" name=\"_ednref14\">[14]<\/a>.<\/p>\n<p>O desejo \u00e9 regulado pela fantasia, essa \u00e9 seu <em>estojo<\/em><a href=\"#_edn15\" name=\"_ednref15\">[15]<\/a> que \u201cfaz crer que o objeto do desejo \u00e9 um objeto visado\u201d<a href=\"#_edn16\" name=\"_ednref16\">[16]<\/a>, agalm\u00e1tico, e que escapa ao sujeito, uma vez que, inserido na meton\u00edmia da fala, est\u00e1 sempre alhures. \u201cM\u00e1quina para transformar gozo em prazer\u201d<a href=\"#_edn17\" name=\"_ednref17\">[17]<\/a>, a fantasia est\u00e1 no ponto de articula\u00e7\u00e3o entre desejo e gozo, \u00e9 o que \u201ctorna o prazer apropriado ao desejo\u201d<a href=\"#_edn18\" name=\"_ednref18\">[18]<\/a>.<\/p>\n<p>Ao longo dos anos 1960, Lacan construir\u00e1 uma nova rela\u00e7\u00e3o do significante com o gozo a partir do objeto <em>a<\/em>. A fun\u00e7\u00e3o do objeto enquanto causa se refere \u00e0 lacuna que separa desejo e gozo. Dessa maneira, Lacan ir\u00e1 extrair o \u201cobjeto causa do desejo do engodo da fantasia\u201d<a href=\"#_edn19\" name=\"_ednref19\">[19]<\/a>. Enquanto causa do desejo, o objeto <em>a<\/em> \u00e9 aquele em torno do que gira a puls\u00e3o e \u201cfica na posi\u00e7\u00e3o de funcionar como lugar de captura de gozo\u201d<a href=\"#_edn20\" name=\"_ednref20\">[20]<\/a>.<\/p>\n<p><strong><em>Subvers\u00e3o libertina<\/em><\/strong><\/p>\n<p>Desde Freud, o desejo do qual tratamos \u00e9 proveniente das rela\u00e7\u00f5es paradoxais por si mesmas. Com a pervers\u00e3o, por \u201cacentuar a fun\u00e7\u00e3o do desejo no homem\u201d<a href=\"#_edn21\" name=\"_ednref21\">[21]<\/a>, Lacan ir\u00e1 interrogar \u201ca fecundidade da psican\u00e1lise\u201d<a href=\"#_edn22\" name=\"_ednref22\">[22]<\/a>. Na fantasia perversa (<em>a<\/em>\u25ca$), o que \u00e9 visado no desejo \u00e9 a divis\u00e3o subjetiva no n\u00edvel do objeto. O sujeito ali determina a si mesmo como objeto, ele se resume a um <em>a<\/em>, <em>fetiche negro<\/em><a href=\"#_edn23\" name=\"_ednref23\">[23]<\/a>. O fetiche \u00e9 \u201ccondi\u00e7\u00e3o para que o sujeito sustente seu desejo\u201d<a href=\"#_edn24\" name=\"_ednref24\">[24]<\/a>, ou seja, o fetiche n\u00e3o \u00e9 propriamente o objeto visado, inten\u00e7\u00e3o do desejo, mas \u00e9 necess\u00e1ria sua presen\u00e7a para que o desejo seja causado.<\/p>\n<p>Diferente do neur\u00f3tico que n\u00e3o quer \u201csacrificar sua castra\u00e7\u00e3o ao gozo do Outro\u201d<a href=\"#_edn25\" name=\"_ednref25\">[25]<\/a>, o perverso, em sua fantasia, \u201cfaz-se instrumento do gozo do Outro\u201d<a href=\"#_edn26\" name=\"_ednref26\">[26]<\/a>. Na pervers\u00e3o haveria uma tentativa de preencher a falta que \u201ctorna o Outro inconsistente\u201d<a href=\"#_edn27\" name=\"_ednref27\">[27]<\/a>, e que o perverso acredita ser incompleto, ao restituir \u201co predom\u00ednio, no lugar privilegiado do gozo, do objeto <em>a <\/em>da fantasia, que ele coloca no lugar do \u023a\u201d<a href=\"#_edn28\" name=\"_ednref28\">[28]<\/a>. Ao se identificar ele mesmo com o objeto pulsional, o perverso cr\u00ea no Outro livre da castra\u00e7\u00e3o e tenta \u201cevitar a hi\u00e2ncia radical, na ordem do significante, representada pela castra\u00e7\u00e3o\u201d<a href=\"#_edn29\" name=\"_ednref29\">[29]<\/a>. Ao depositar no Outro um <em>suposto-gozar<\/em>, o perverso \u201cest\u00e1 do lado do fato que o Outro existe\u201d<a href=\"#_edn30\" name=\"_ednref30\">[30]<\/a> sem barra. Tentativa de garantir a conjun\u00e7\u00e3o do corpo e do gozo sem perda, se desmente o feminino como n\u00e3o-todo.<\/p>\n<p>\u201cUtopia do desejo\u201d<a href=\"#_edn31\" name=\"_ednref31\">[31]<\/a> sustentada pela fantasia, n\u00e3o h\u00e1 acesso ao gozo do Outro, a \u201cm\u00e3e continua proibida\u201d<a href=\"#_edn32\" name=\"_ednref32\">[32]<\/a>. Mas mesmo ali, \u201caquilo que aparece externamente como uma satisfa\u00e7\u00e3o irrefreada \u00e9 uma defesa, bem como o exerc\u00edcio de uma lei, na medida em que esta refreia, suspende, det\u00e9m o sujeito no caminho do gozo\u201d<a href=\"#_edn33\" name=\"_ednref33\">[33]<\/a>. Seu desejo enquanto <em>vontade de gozo<\/em><a href=\"#_edn34\" name=\"_ednref34\">[34]<\/a> fracassa, se depara com seu limite \u201cno exerc\u00edcio mesmo do desejo\u201d<a href=\"#_edn35\" name=\"_ednref35\">[35]<\/a>.<\/p>\n<p>Portanto, com a l\u00f3gica perversa, o que Lacan subverte \u00e9 o lugar do Pai e a rela\u00e7\u00e3o deste com o objeto do desejo<a href=\"#_edn36\" name=\"_ednref36\">[36]<\/a>. A causa do desejo n\u00e3o \u00e9 a interdi\u00e7\u00e3o, n\u00e3o \u00e9 a lei do pai ed\u00edpico. \u00c9 o objeto <em>a<\/em>. H\u00e1 ali uma disjun\u00e7\u00e3o: de um lado, o objeto interditado e visado pelo desejo, do outro, o objeto causa do desejo. Na pervers\u00e3o \u201co desejo se d\u00e1 como aquilo que serve de lei, ou seja, como uma subvers\u00e3o da lei\u201d<a href=\"#_edn37\" name=\"_ednref37\">[37]<\/a>.<\/p>\n<p>Em Freud h\u00e1 \u201cum singular equil\u00edbrio da Lei e do desejo\u201d<a href=\"#_edn38\" name=\"_ednref38\">[38]<\/a>. A pervers\u00e3o \u201crepresenta o ato de p\u00f4r contra a parede a apreens\u00e3o ao p\u00e9 da letra da fun\u00e7\u00e3o do Pai\u201d<a href=\"#_edn39\" name=\"_ednref39\">[39]<\/a>. Segundo Laurent, na pervers\u00e3o h\u00e1 um acesso direto \u00e0 satisfa\u00e7\u00e3o pulsional, sem \u201cpassar explicitamente pela castra\u00e7\u00e3o e seu agente paterno\u201d<a href=\"#_edn40\" name=\"_ednref40\">[40]<\/a>. Diferente do neur\u00f3tico, o perverso n\u00e3o se at\u00e9m \u00e0s barreiras do objeto, ele \u201cse aperfei\u00e7oa nisso\u201d<a href=\"#_edn41\" name=\"_ednref41\">[41]<\/a>, o que nos abre para os modos de gozo.<\/p>\n<p><strong><em>Cl\u00ednica das vers\u00f5es<\/em><\/strong><\/p>\n<p>J\u00e1 em <em>Subvers\u00e3o do sujeito<\/em>, Lacan indicava que o \u00c9dipo \u201cn\u00e3o pode manter-se indefinidamente em cartaz\u201d<a href=\"#_edn42\" name=\"_ednref42\">[42]<\/a>. Assim, abre-se uma l\u00f3gica do tratamento para al\u00e9m do Pai e do objeto visado no desejo. Lacan acentuar\u00e1 mais o objeto de gozo e dar\u00e1 um passo em dire\u00e7\u00e3o aos Nomes-do-Pai, rebaixando a fun\u00e7\u00e3o do NP \u00fanico at\u00e9 \u201cfazer dele nada mais que um Sinthoma\u201d<a href=\"#_edn43\" name=\"_ednref43\">[43]<\/a>.<\/p>\n<p>Miller ressalta que ao abordar o \u00c9dipo pela met\u00e1fora paterna, a quest\u00e3o que se coloca s\u00e3o os significantes, sobretudo da tradi\u00e7\u00e3o, que v\u00eam batizar o gozo de cada um. Por\u00e9m, o Pai, enquanto operador da simboliza\u00e7\u00e3o, \u201cse choca contra o objeto pequeno <em>a<\/em>\u201d<a href=\"#_edn44\" name=\"_ednref44\">[44]<\/a>, justamente por este \u00faltimo n\u00e3o ser nome\u00e1vel, irredut\u00edvel \u00e0 simboliza\u00e7\u00e3o: \u201co objeto <em>a <\/em>vale como o fracasso do Nome-do-Pai\u201d<a href=\"#_edn45\" name=\"_ednref45\">[45]<\/a>.<\/p>\n<p>Do Pai morto \u00e0 \u201cvers\u00e3o em dire\u00e7\u00e3o ao pai\u201d<a href=\"#_edn46\" name=\"_ednref46\">[46]<\/a>, no \u00faltimo ensino de Lacan o pai \u00e9 aquele que transmite a causa de desejo em sua particularidade. Na <em>p\u00e8re-version<\/em>, conserva-se algo da met\u00e1fora paterna ao mesmo tempo que h\u00e1 uma inscri\u00e7\u00e3o singular de gozo que foge \u00e0 universaliza\u00e7\u00e3o. A pervers\u00e3o caminha lado a lado com a variedade, generaliza a opera\u00e7\u00e3o da met\u00e1fora paterna acentuando \u201co car\u00e1ter muito pouco t\u00edpico da norma masculina\u201d<a href=\"#_edn47\" name=\"_ednref47\">[47]<\/a>. Por isso, para Lacan, na pervers\u00e3o h\u00e1 \u201cuma subvers\u00e3o da conduta apoiada num saber-fazer\u201d<a href=\"#_edn48\" name=\"_ednref48\">[48]<\/a> gozar. Mesmo que desoriente, o desejo nos serve como b\u00fassola e, por muito tempo, ele apontava para o Pai. \u00c9dipo \u00e9 a forma normalizada do desejo, mas existem outras solu\u00e7\u00f5es <em>patog\u00eanicas<\/em>.<\/p>\n<p><strong><em>Subvers\u00f5es<\/em><\/strong><\/p>\n<p>A era do Pai \u201csegundo a tradi\u00e7\u00e3o\u201d<a href=\"#_edn49\" name=\"_ednref49\">[49]<\/a> ficou para tr\u00e1s. O discurso da ci\u00eancia e do capitalismo prevalecem e remodelam a estrutura. Se \u201co gozo se ordena e pode se estabelecer como rebuscado e perverso\u201d<a href=\"#_edn50\" name=\"_ednref50\">[50]<\/a>, Lacan aponta para o uso que disso se faz no mercado dos modos de gozar. Estamos, como aponta Laurent, na \u201cdemocratiza\u00e7\u00e3o das pr\u00e1ticas perversas na civiliza\u00e7\u00e3o\u201d<a href=\"#_edn51\" name=\"_ednref51\">[51]<\/a>.<\/p>\n<p>Na era da pornografia<a href=\"#_edn52\" name=\"_ednref52\">[52]<\/a>, h\u00e1 uma reivindica\u00e7\u00e3o de liberdade. Se a liberdade de desejar \u201cresulta ela querer tamb\u00e9m que a lei seja livre\u201d<a href=\"#_edn53\" name=\"_ednref53\">[53]<\/a>, reconhecer sua m\u00e1xima levaria ao \u201cego\u00edsmo da felicidade\u201d<a href=\"#_edn54\" name=\"_ednref54\">[54]<\/a>, pois \u201ch\u00e1 uma moralidade\u201d<a href=\"#_edn55\" name=\"_ednref55\">[55]<\/a>. Cr\u00edtica a toda norma, dela se desdobra \u201cuma norma que se coloca como uma esp\u00e9cie de utilitarismo do gozo, que se une ao utilitarismo da civiliza\u00e7\u00e3o da ci\u00eancia\u201d<a href=\"#_edn56\" name=\"_ednref56\">[56]<\/a>.<\/p>\n<p>Por outro lado, vemos uma conjun\u00e7\u00e3o de fundamentalistas (e at\u00e9 psicanalistas) em prol do Nome-do-Pai frente aos avan\u00e7os da ci\u00eancia. Se Lacan sublinha o car\u00e1ter de <em>protesto<\/em> que a pervers\u00e3o traz, \u00e9 no sentido que essa se coloca contra tudo \u201co que o sujeito sofre no n\u00edvel da identifica\u00e7\u00e3o\u201d<a href=\"#_edn57\" name=\"_ednref57\">[57]<\/a>. \u201cA pervers\u00e3o, entendida em sua forma mais geral como o que, no ser humano, resiste a toda normaliza\u00e7\u00e3o\u201d<a href=\"#_edn58\" name=\"_ednref58\">[58]<\/a>.<\/p>\n<p>Esse <em>valor contestat\u00f3rio da pervers\u00e3o<\/em> nos coloca uma quest\u00e3o quanto \u00e0 nossa \u00e9tica e frente as normas sociais. O desejo do analista \u00e9 a subvers\u00e3o pr\u00f3pria da Psican\u00e1lise \u201cna medida em que este aponta um al\u00e9m do bem-estar\u201d<a href=\"#_edn59\" name=\"_ednref59\">[59]<\/a> e demonstra que, se h\u00e1 gozos no plural, como sublinha Laurent, a subvers\u00e3o lacaniana n\u00e3o parte de \u201cuma abertura do campo de um direito ao gozo, mas do fato que a psican\u00e1lise tem a ver com o gozo como imperativo\u201d<a href=\"#_edn60\" name=\"_ednref60\">[60]<\/a>. N\u00e3o h\u00e1 gozo \u00faltimo que apague definitivamente a ang\u00fastia: goze como puder, \u201cmas como est\u00e1 na civiliza\u00e7\u00e3o da ci\u00eancia, \u00e9 necess\u00e1rio que goze mais, \u00e9 necess\u00e1rio que seja respons\u00e1vel de sua maximiza\u00e7\u00e3o\u201d<a href=\"#_edn61\" name=\"_ednref61\">[61]<\/a>. Para cada <em>falasser<\/em>, devemos perguntar se se trata de sua pervers\u00e3o particular ou se trata de uma pervers\u00e3o permitida no \u201cempuxo da \u00e9poca do gozo\u201d<a href=\"#_edn62\" name=\"_ednref62\">[62]<\/a>. N\u00e3o perder de vista nosso \u201cdiamante de subvers\u00e3o\u201d<a href=\"#_edn63\" name=\"_ednref63\">[63]<\/a>.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<hr \/>\n<h6><a href=\"#_ednref1\" name=\"_edn1\">[1]<\/a> Lacan, J. \u201cSubvers\u00e3o do sujeito e dial\u00e9tica do desejo no inconsciente freudiano\u201d. In: <strong>Escritos<\/strong>. RJ: Zahar, 1998, p.835.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref2\" name=\"_edn2\">[2]<\/a> Lacan, J. <strong>O Semin\u00e1rio, livro 10: a ang\u00fastia<\/strong>. RJ: Zahar, 2005, p.53.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref3\" name=\"_edn3\">[3]<\/a> Lacan, J. \u201cKant com Sade\u201d. In: <strong>Escritos<\/strong>. RJ: Zahar, 1998, p.776.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref4\" name=\"_edn4\">[4]<\/a> Lacan, J. \u201cSubvers\u00e3o do sujeito e dial\u00e9tica do desejo no inconsciente freudiano\u201d. In: <strong>Escritos<\/strong>, cit., p.833.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref5\" name=\"_edn5\">[5]<\/a> Lacan, J. <strong>O Semin\u00e1rio, livro 10: a ang\u00fastia<\/strong>, cit., p.166.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref6\" name=\"_edn6\">[6]<\/a> Lacan, J. <strong>O semin\u00e1rio, livro 6: o desejo e sua interpreta\u00e7\u00e3o<\/strong>. RJ: Zahar, 2016, p.490.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref7\" name=\"_edn7\">[7]<\/a> Lacan, J. \u201cDo \u2018Trieb\u2019 de Freud e do desejo do psicanalista\u201d. In: <strong>Escritos<\/strong>. RJ: Zahar, 1998, p.866.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref8\" name=\"_edn8\">[8]<\/a> Idem.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref9\" name=\"_edn9\">[9]<\/a> Lacan, J. <strong>O Semin\u00e1rio, livro 10: a ang\u00fastia<\/strong>, cit., p.167.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref10\" name=\"_edn10\">[10]<\/a> Lacan, J. \u201cSubvers\u00e3o do sujeito e dial\u00e9tica do desejo no inconsciente freudiano\u201d. In: <strong>Escritos<\/strong>, cit., p.839.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref11\" name=\"_edn11\">[11]<\/a> Idem, p.841.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref12\" name=\"_edn12\">[12]<\/a> Idem, p.838.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref13\" name=\"_edn13\">[13]<\/a> Laia, S. \u201cA pegada masculina do gozo na escala invertida da lei do desejo\u201d. In: <strong>Op\u00e7\u00e3o lacaniana 65<\/strong>, abril 2013, pp.83-87.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref14\" name=\"_edn14\">[14]<\/a> Lacan, J. \u201cSubvers\u00e3o do sujeito e dial\u00e9tica do desejo no inconsciente freudiano\u201d. In: <strong>Escritos<\/strong>, cit., p.839.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref15\" name=\"_edn15\">[15]<\/a> Idem, p.831.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref16\" name=\"_edn16\">[16]<\/a> Solano-Su\u00e1rez, E. \u201cO objeto causa do desejo e o Pai\u201d. In: <strong>Op\u00e7\u00e3o lacaniana online n.4<\/strong>, 2007, p.3.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref17\" name=\"_edn17\">[17]<\/a> Miller, J-A. <strong>Percurso de Lacan: uma introdu\u00e7\u00e3o<\/strong>. RJ: Zahar, 1988, p.140.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref18\" name=\"_edn18\">[18]<\/a> Lacan, J. \u201cKant com Sade\u201d. In: <strong>Escritos<\/strong>, cit., p.785.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref19\" name=\"_edn19\">[19]<\/a> Solano-Su\u00e1rez, E. \u201cO objeto causa do desejo e o Pai\u201d, cit., p.3.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref20\" name=\"_edn20\">[20]<\/a> Lacan, J. <strong>O Semin\u00e1rio, livro 16: de um Outro ao outro<\/strong>. RJ: Zahar, 2008, p.241.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref21\" name=\"_edn21\">[21]<\/a> Lacan, J. \u201cSubvers\u00e3o do sujeito e dial\u00e9tica do desejo no inconsciente freudiano\u201d. In: <strong>Escritos<\/strong>, cit., p.838.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref22\" name=\"_edn22\">[22]<\/a> Lacan, J. <strong>O semin\u00e1rio, livro 23: o Sinthoma<\/strong>. RJ: Zahar, 2007, p. 149.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref23\" name=\"_edn23\">[23]<\/a> Lacan, J. \u201cKant com Sade\u201d. In: <strong>Escritos<\/strong>, cit., p.784.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref24\" name=\"_edn24\">[24]<\/a> Solano-Su\u00e1rez, E. \u201cO objeto causa do desejo e o Pai\u201d, cit., p.4.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref25\" name=\"_edn25\">[25]<\/a> Lacan, J. \u201cSubvers\u00e3o do sujeito e dial\u00e9tica do desejo no inconsciente freudiano\u201d. In: <strong>Escritos<\/strong>, cit., p.841.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref26\" name=\"_edn26\">[26]<\/a> Idem, p.838.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref27\" name=\"_edn27\">[27]<\/a> Idem, p.834.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref28\" name=\"_edn28\">[28]<\/a> Idem, p.838.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref29\" name=\"_edn29\">[29]<\/a> Lacan, J. <strong>O Semin\u00e1rio, livro 16: de um Outro ao outro<\/strong>, cit., p.283.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref30\" name=\"_edn30\">[30]<\/a> Idem, p.245.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref31\" name=\"_edn31\">[31]<\/a> Lacan, J. \u201cKant com Sade\u201d. In: <strong>Escritos<\/strong>, cit., p.786.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref32\" name=\"_edn32\">[32]<\/a> Idem, p.802.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref33\" name=\"_edn33\">[33]<\/a> Lacan, J. <strong>O Semin\u00e1rio, livro 10: a ang\u00fastia<\/strong>, cit., p.166.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref34\" name=\"_edn34\">[34]<\/a> Lacan, J. \u201cKant com Sade\u201d. In: <strong>Escritos<\/strong>, cit., p.784.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref35\" name=\"_edn35\">[35]<\/a> Lacan, J. <strong>O Semin\u00e1rio, livro 10: a ang\u00fastia<\/strong>, cit., p.166.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref36\" name=\"_edn36\">[36]<\/a> Solano-Su\u00e1rez, E. \u201cO objeto causa do desejo e o Pai\u201d, cit., p.7.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref37\" name=\"_edn37\">[37]<\/a> Lacan, J. <strong>O Semin\u00e1rio, livro 10: a ang\u00fastia<\/strong>, cit., p.166.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref38\" name=\"_edn38\">[38]<\/a> Lacan, J. <strong>Nomes-do-Pai<\/strong>. RJ: Zahar, 2005, p.75.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref39\" name=\"_edn39\">[39]<\/a> Idem.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref40\" name=\"_edn40\">[40]<\/a> Laurent, E. <strong>O avesso da biopol\u00edtica: uma escrita para o gozo<\/strong>. RJ: Contra Capa, 2016, p.111.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref41\" name=\"_edn41\">[41]<\/a> Solano-Su\u00e1rez, E. \u201cO objeto causa do desejo e o Pai\u201d, cit., p.8.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref42\" name=\"_edn42\">[42]<\/a> Lacan, J. \u201cSubvers\u00e3o do sujeito e dial\u00e9tica do desejo no inconsciente freudiano\u201d. In: <strong>Escritos<\/strong>, cit., p.827.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref43\" name=\"_edn43\">[43]<\/a> Miller, J-A. \u201cO real no s\u00e9culo XXI\u201d. In: <strong>Scilicet: um real para o s\u00e9culo XXI<\/strong>. BH: Scriptum, 2014, p.21.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref44\" name=\"_edn44\">[44]<\/a> Miller, J-A. \u201cIntrodu\u00e7\u00e3o \u00e0 leitura do Semin\u00e1rio da <em>Ang\u00fastia<\/em> de Jacques Lacan\u201d. In: <strong>Op\u00e7\u00e3o lacaniana 43<\/strong>, maio 2005, p.67.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref45\" name=\"_edn45\">[45]<\/a> Idem.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref46\" name=\"_edn46\">[46]<\/a> Lacan, J. <strong>O semin\u00e1rio, livro 23: o Sinthoma<\/strong>, cit., p.20.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref47\" name=\"_edn47\">[47]<\/a> Laurent, E. <strong>Vers\u00f5es da cl\u00ednica psicanal\u00edtica<\/strong>. RJ: Zahar, 1995, p.212.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref48\" name=\"_edn48\">[48]<\/a> Lacan, J. <strong>O semin\u00e1rio, livro 20: mais ainda<\/strong>. RJ: Zahar, 2008, p.93.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref49\" name=\"_edn49\">[49]<\/a> Miller, J-A. \u201cO real no s\u00e9culo XXI\u201d , cit., p.22.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref50\" name=\"_edn50\">[50]<\/a> Lacan, J. <strong>O Semin\u00e1rio, livro 16: de um Outro ao outro<\/strong>, cit., p.40.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref51\" name=\"_edn51\">[51]<\/a> Laurent, E. <strong>O avesso da biopol\u00edtica: uma escrita para o gozo<\/strong>, cit., p.120.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref52\" name=\"_edn52\">[52]<\/a> Miller, J-A. \u201cO inconsciente e o corpo falante\u201d. In: <strong>Scilicet: o corpo falante<\/strong>. SP: EBP, 2016, p.21.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref53\" name=\"_edn53\">[53]<\/a> Lacan, J. \u201cKant com Sade\u201d. In: <strong>Escritos<\/strong>, cit., p.797.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref54\" name=\"_edn54\">[54]<\/a> Idem, p.798.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref55\" name=\"_edn55\">[55]<\/a> Lacan, J. <strong>O semin\u00e1rio, livro 20: mais ainda<\/strong>, cit., p.93.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref56\" name=\"_edn56\">[56]<\/a> Laurent, E. \u201cSubvers\u00e3o da subvers\u00e3o\u201d. Confer\u00eancia pronunciada no quadro do curso <strong>\u201cSubvers\u00e3o lacaniana das teorias de g\u00eanero\u201d<\/strong> na ECF em 4\/06\/2014. Radio Lacan (trad. livre).<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref57\" name=\"_edn57\">[57]<\/a> Lacan, J. <strong>O semin\u00e1rio, livro 6: o desejo e sua interpreta\u00e7\u00e3o<\/strong>, cit., p.516.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref58\" name=\"_edn58\">[58]<\/a> Idem, p.518.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref59\" name=\"_edn59\">[59]<\/a> Miller, J-A. <strong>Percurso de Lacan: uma introdu\u00e7\u00e3o<\/strong>, cit., p.138.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref60\" name=\"_edn60\">[60]<\/a> Laurent, E. \u201cSubvers\u00e3o da subvers\u00e3o\u201d, cit. (trad. livre).<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref61\" name=\"_edn61\">[61]<\/a> Idem.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref62\" name=\"_edn62\">[62]<\/a> Ricuarte, A. \u201cInterdi\u00e7\u00e3o\/Permiss\u00e3o\u201d. In: <strong>Scilicet: o corpo falante<\/strong>, cit., p.172.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref63\" name=\"_edn63\">[63]<\/a> Lacan, J. \u201cKant com Sade\u201d. In: <strong>Escritos<\/strong>, cit., p.777.<\/h6>\n<h6><\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; Gustavo Menezes (EBP\/AMP) Em Subvers\u00e3o do sujeito, Lacan afirma que a castra\u00e7\u00e3o \u00e9 \u201ca mola mestra da pr\u00f3pria subvers\u00e3o\u201d[1], o que a articula \u00e0 fun\u00e7\u00e3o da causa do desejo, uma vez que \u201ctanto a subvers\u00e3o do sujeito quanto a dial\u00e9tica do desejo abarcam a fun\u00e7\u00e3o do objeto\u201d[2]. 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