{"id":4782,"date":"2020-09-23T18:05:10","date_gmt":"2020-09-23T21:05:10","guid":{"rendered":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/?p=4782"},"modified":"2020-09-23T18:05:10","modified_gmt":"2020-09-23T21:05:10","slug":"subversao-do-sujeito-uma-versao-da-pulsao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/subversao-do-sujeito-uma-versao-da-pulsao\/","title":{"rendered":"Subvers\u00e3o do sujeito&#8230; uma vers\u00e3o da puls\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-4375 size-full aligncenter\" src=\"https:\/\/ebp.org.br\/new\/sp\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/banner_jornada_2020-1.jpg\" alt=\"\" width=\"1024\" height=\"258\" srcset=\"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/banner_jornada_2020-1.jpg 1024w, https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/banner_jornada_2020-1-300x76.jpg 300w, https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/banner_jornada_2020-1-768x194.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<figure id=\"attachment_4771\" aria-describedby=\"caption-attachment-4771\" style=\"width: 361px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-4771\" src=\"https:\/\/ebp.org.br\/new\/sp\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/009-2.png\" alt=\"Imagem: Instagram @angelaznar_artist\" width=\"361\" height=\"360\" srcset=\"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/009-2.png 361w, https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/009-2-300x300.png 300w, https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/009-2-150x150.png 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 361px) 100vw, 361px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-4771\" class=\"wp-caption-text\">Imagem: Instagram @angelaznar_artist<\/figcaption><\/figure>\n<h6>Ros\u00e2ngela Turim (Associada \u00e0 CLIPP)<\/h6>\n<p>Lacan se serve da descoberta freudiana para construir um conceito de puls\u00e3o articulado \u00e0 linguagem e apresenta tal vers\u00e3o no artigo de 1960 \u201cSubvers\u00e3o do sujeito e dial\u00e9tica do desejo no inconsciente freudiano\u201d:<\/p>\n<p style=\"padding-left: 80px;\">\u201c<em>Mas se nosso grafo completo nos permite situar a puls\u00e3o como tesouro dos significantes, sua nota\u00e7\u00e3o como ($&lt;&gt;D) mant\u00e9m sua estrutura, ligando-a \u00e0 diacronia. Ela \u00e9 o que adv\u00e9m da demanda quando o sujeito a\u00ed desvanece.\u201d\u00a0 <\/em><a href=\"#_edn1\" name=\"_ednref1\"><em>[1]<\/em><\/a><\/p>\n<p>Esta \u00e9 uma pontua\u00e7\u00e3o do texto de 1960, uma vers\u00e3o da puls\u00e3o naquele momento do ensino de Lacan, um recorte dentre tantas outras vers\u00f5es desenvolvidas ao longo da psican\u00e1lise de orienta\u00e7\u00e3o Lacaniana, especialmente nos semin\u00e1rios 11 e 23 e, no semin\u00e1rio de Miller, <em>Silet- Os paradoxos da puls\u00e3o<\/em>. O trajeto aqui cronol\u00f3gico e te\u00f3rico avan\u00e7a na dire\u00e7\u00e3o de uma tentativa de dar conta, do ponto de vista conceitual, daquilo que, ainda hoje, insiste em escapar de qualquer significa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Em Freud, a puls\u00e3o \u00e9 inerente ao aparelho ps\u00edquico e definida como for\u00e7a constante, entre o som\u00e1tico e o ps\u00edquico.<a href=\"#_edn2\" name=\"_ednref2\">[2]<\/a> Ele configura um aparelho ps\u00edquico a partir do jogo de for\u00e7as das puls\u00f5es, o dualismo entre puls\u00f5es de autoconserva\u00e7\u00e3o do eu e sexuais, na primeira t\u00f3pica, e o dualismo puls\u00e3o de vida e puls\u00e3o de morte, na segunda. Descreve seus destinos e o fator quantitativo ou econ\u00f4mico da puls\u00e3o.<\/p>\n<p>Em \u201cAn\u00e1lise Termin\u00e1vel e Intermin\u00e1vel\u201d (1937), Freud j\u00e1 atribu\u00eda ao fator quantitativo da puls\u00e3o \u201cum obst\u00e1culo no caminho da cura anal\u00edtica\u201d. Ao constatar que o amansamento ou \u201cdomestica\u00e7\u00e3o da puls\u00e3o pelo Eu \u00e9 sempre parcial\u201d<a href=\"#_edn3\" name=\"_ednref3\">[3]<\/a>, apontava para a dificuldade, na an\u00e1lise, de o sujeito dar conta deste tipo de satisfa\u00e7\u00e3o que escapava \u00e0 decifra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Lacan traduz a puls\u00e3o freudiana em termos de demanda, na qual esta retoma o que \u00e9 poss\u00edvel ser transposto do pulsional \u00e0 fala. O algoritmo da puls\u00e3o ($&lt;&gt;D) demonstra que a exig\u00eancia da satisfa\u00e7\u00e3o pulsional do sujeito tem que passar necessariamente pelos significantes da demanda do Outro.<\/p>\n<p>Uma quest\u00e3o aqui se coloca: se o grande Outro (A) \u00e9 referido por Lacan no grafo do desejo como tesouro dos significantes, o que ele quer dizer com<strong> a puls\u00e3o como tesouro dos significantes, no plural, <\/strong>ao mesmo tempo em que afirma que a puls\u00e3o \u00e9 o que sobrev\u00e9m quando o sujeito desvanece frente \u00e0 demanda do Outro?<\/p>\n<p>No artigo intitulado \u201cSubvers\u00e3o do sujeito\u2026 , publicado na <em>Op\u00e7\u00e3o Lacaniana<\/em>, 74, a puls\u00e3o, como se encontra na cita\u00e7\u00e3o de Lacan, \u201cn\u00e3o implicaria propriamente uma <em>regularidade<\/em> capaz de garantir uma <em>ordem<\/em> como aquela que viria do Outro, mas est\u00e1 apresentada como tesouro dos significantes no plural devido \u00e0 pluralidade e \u00e0 plasticidade concernentes \u00e0 sua montagem.\u201d<a href=\"#_edn4\" name=\"_ednref4\">[4]<\/a><\/p>\n<p>Na sincronia, o posicionamento de um significante em rela\u00e7\u00e3o ao outro evoca o princ\u00edpio da regularidade; dessa forma, o Outro como \u201clugar do tesouro do significante\u201d articula-se \u00e0 reuni\u00e3o sincr\u00f4nica do significante, na qual cada significante se sustenta em oposi\u00e7\u00e3o aos outros.<\/p>\n<p>Ao se referir \u00e0 puls\u00e3o, Lacan faz refer\u00eancia \u00e0 <strong>diacronia<\/strong> e n\u00e3o \u00e0 sincronia (relacionada ao lugar do Outro). A diacronia est\u00e1 no \u201ceixo das sucess\u00f5es\u201d, com transforma\u00e7\u00f5es. No grafo, temos uma passagem do eixo sincr\u00f4nico ao diacr\u00f4nico (no eixo das sucess\u00f5es) onde os elementos do primeiro aparecem, n\u00e3o sem modifica\u00e7\u00f5es, no segundo.<\/p>\n<p>No trajeto do grafo h\u00e1 uma transposi\u00e7\u00e3o do primeiro para o segundo patamar, onde algo se mant\u00e9m, mas em outros termos. O Outro, ser\u00e1 requisitado (<em>che vuoi<\/em>) a responder pelo valor do tesouro do significante do qual ele \u00e9 o lugar (no primeiro), mas agora em termos de puls\u00e3o. <strong>Passa-se assim da sincronia significante pr\u00f3pria ao lugar do Outro \u00e0 diacronia dos significantes na montagem da puls\u00e3o.<\/strong><\/p>\n<p>O lugar da puls\u00e3o no grafo do desejo introduz a dimens\u00e3o pulsional no campo da linguagem.<\/p>\n<p>Nas palavras de Lacan:<\/p>\n<blockquote><p><strong>\u201c(&#8230;) na medida em que o Outro \u00e9 solicitado (<em>che vuoi<\/em>) a responder pelo valor desse tesouro, isto \u00e9, a responder, certamente, de seu lugar na cadeia inferior, mas nos significantes constituintes da cadeia superior, ou seja, em termos de puls\u00e3o\u201d.<a href=\"#_edn5\" name=\"_ednref5\">[5]<\/a><\/strong><\/p><\/blockquote>\n<p>S\u00e9rgio Laia conclui que \u201ca puls\u00e3o \u00e9 situada por Lacan como <em>tesouro dos significantes <\/em>porque a simultaneidade, a sincronia do funcionamento do significante n\u00e3o d\u00e1 conta das <em>sucess\u00f5es<\/em> que tomam <em>diacronicamente<\/em> os corpos vivos em seus investimentos pulsionais. O modo como o que \u00e9 vivo ganha corpo nos investimentos pulsionais faz Lacan afirmar que o Outro &#8211; lugar no primeiro patamar associado a uma ordem e n\u00e3o propriamente a um corpo \u00e9 requisitado a responder, \u2018em termos de puls\u00e3o\u2019 o que antes se encontrava como \u2018tesouro do significante\u2019.\u201d <a href=\"#_edn6\" name=\"_ednref6\">[6]<\/a><\/p>\n<p>O grande Outro (A), o tesouro significante, comparece nesta cadeia em sua antecipa\u00e7\u00e3o no corpo, nos lugares demarcados pelas bordas. Lacan estabelece no algoritmo da puls\u00e3o uma estreita rela\u00e7\u00e3o entre o corpo pulsional e o simb\u00f3lico.<\/p>\n<p>A puls\u00e3o ($&lt;&gt;D) expressa as opera\u00e7\u00f5es l\u00f3gicas poss\u00edveis que o sujeito mant\u00e9m com a demanda do Outro, por\u00e9m, o pr\u00f3prio sujeito \u00e9 tamb\u00e9m efeito desta opera\u00e7\u00e3o significante, ou seja, \u00e9 o efeito da articula\u00e7\u00e3o na linguagem da demanda do Outro. O que adv\u00e9m da demanda quando o sujeito desaparece diz respeito \u00e0 puls\u00e3o, porque j\u00e1 n\u00e3o h\u00e1 mais como o sujeito reconhecer-se nos significantes que a\u00ed aparecem, acontece uma esp\u00e9cie de disjun\u00e7\u00e3o entre subjetiva\u00e7\u00e3o e puls\u00e3o.<\/p>\n<p>A puls\u00e3o neste grafo \u00e9 elaborada t\u00e3o-somente no plano do simb\u00f3lico, pois tanto o sujeito barrado ($) quanto a demanda do Outro (D) s\u00e3o elementos simb\u00f3licos. Apesar da tentativa de Lacan de fazer passar a puls\u00e3o nos desfiladeiros do significante, o real ainda escapa, ele n\u00e3o est\u00e1 na f\u00f3rmula da puls\u00e3o. A puls\u00e3o insiste como for\u00e7a constante em sua meta de satisfa\u00e7\u00e3o que ultrapassa o sujeito como efeito significante.<\/p>\n<p>A partir do <em>Semin\u00e1rio 11<\/em>, Lacan eleva a puls\u00e3o a um dos conceitos fundamentais, e concede uma dimens\u00e3o real ao que \u00e9 da ordem libidinal com a cria\u00e7\u00e3o do <em>objeto a<\/em>. Com <em>o objeto a<\/em>, Lacan introduz o real \u2013 isto \u00e9, o gozo.<\/p>\n<p>Lacan aproxima a din\u00e2mica pulsional ao modo de a\u00e7\u00e3o de um sujeito ac\u00e9falo, e volta a dar relevo ao aspecto econ\u00f4mico da puls\u00e3o, com suporte na tens\u00e3o: \u201cesta articula\u00e7\u00e3o nos leva a fazer da manifesta\u00e7\u00e3o da puls\u00e3o, o modo de um sujeito ac\u00e9falo, pois tudo a\u00ed se articula em termos de tens\u00e3o, e n\u00e3o tem rela\u00e7\u00e3o ao sujeito sen\u00e3o de comunidade topol\u00f3gica\u201d.<a href=\"#_edn7\" name=\"_ednref7\">[7]<\/a><\/p>\n<p>Miller afirma em <em>Silet \u2013 Os paradoxos da puls\u00e3o<\/em><a href=\"#_edn8\" name=\"_ednref8\">[8]<\/a> que conv\u00e9m distinguir a puls\u00e3o daquilo que ela habita, a fun\u00e7\u00e3o org\u00e2nica. E destaca o aspecto de fronteira da puls\u00e3o lacaniana a partir dos registros simb\u00f3lico, uma vez que \u00e9 estruturada pelo desejo, imagin\u00e1rio e real. A puls\u00e3o d\u00e1 conta da captura do corpo vivo pela linguagem e pela fala. Onde o sujeito n\u00e3o \u00e9 identific\u00e1vel por um significante, ele pode ser apreendido no n\u00edvel da puls\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<hr \/>\n<h6><a href=\"#_ednref1\" name=\"_edn1\">[1]<\/a> Lacan, J. (1960\/1998) \u201cSubvers\u00e3o do Sujeito e dial\u00e9tica do desejo no inconsciente freudiano\u201d In <em>Escritos<\/em>, Rio de Janeiro, Zahar, p. 831.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref2\" name=\"_edn2\">[2]<\/a> Freud, S. (1915\/2014) <em>As puls\u00f5es e seus destinos<\/em>, Belo Horizonte, Aut\u00eantica.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref3\" name=\"_edn3\">[3]<\/a> Freud, S. (1937\/2010) \u201cAn\u00e1lise Termin\u00e1vel e Intermin\u00e1vel\u201d In <em>Obras Completas de Freud<\/em>,\u00a0 S\u00e3o Paulo, Companhia das Letras, volume 19, p.287.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref4\" name=\"_edn4\">[4]<\/a> Laia, S. (2016) \u2013 \u201cSubvers\u00e3o do Sujeito\u2026\u201d In <em>Op\u00e7\u00e3o Lacaniana<\/em> no. 74, Edi\u00e7\u00e3o Especial, Novembro 2016<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref5\" name=\"_edn5\">[5]<\/a> Lacan, J. <em>Op. Cit<\/em> p. 832, 833<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref6\" name=\"_edn6\">[6]<\/a> Laia, S. <em>Op. Cit. <\/em><\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref7\" name=\"_edn7\">[7]<\/a> Lacan J. (1988\/1964) <em>Semin\u00e1rio livro 11 \u2013 Os quatro conceitos fundamentais da psican\u00e1lise<\/em>, Rio de Janeiro, Zahar, p. 171.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref8\" name=\"_edn8\">[8]<\/a> Miller, J. A- (2005) <em>Silet \u2013 Os Paradoxos da puls\u00e3o, de Freud a Lacan<\/em>, Rio de Janeiro, Jorge Zahar.<\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00a0 Ros\u00e2ngela Turim (Associada \u00e0 CLIPP) Lacan se serve da descoberta freudiana para construir um conceito de puls\u00e3o articulado \u00e0 linguagem e apresenta tal vers\u00e3o no artigo de 1960 \u201cSubvers\u00e3o do sujeito e dial\u00e9tica do desejo no inconsciente freudiano\u201d: \u201cMas se nosso grafo completo nos permite situar a puls\u00e3o como tesouro dos significantes, sua nota\u00e7\u00e3o&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[],"post_series":[],"class_list":["post-4782","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-boletim-fora-da-serie","entry","no-media"],"aioseo_notices":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4782","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4782"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4782\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4782"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4782"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4782"},{"taxonomy":"post_series","embeddable":true,"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-json\/wp\/v2\/post_series?post=4782"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}