{"id":4666,"date":"2020-08-31T18:31:08","date_gmt":"2020-08-31T21:31:08","guid":{"rendered":"http:\/\/ebp.org.br\/sp\/?p=4666"},"modified":"2020-08-31T18:31:08","modified_gmt":"2020-08-31T21:31:08","slug":"surpresa-na-cena-da-cidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/surpresa-na-cena-da-cidade\/","title":{"rendered":"Surpresa na cena da cidade"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-4375 size-full aligncenter\" src=\"https:\/\/ebp.org.br\/new\/sp\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/banner_jornada_2020-1.jpg\" alt=\"\" width=\"1024\" height=\"258\" srcset=\"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/banner_jornada_2020-1.jpg 1024w, https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/banner_jornada_2020-1-300x76.jpg 300w, https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/banner_jornada_2020-1-768x194.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/p>\n<figure id=\"attachment_4647\" aria-describedby=\"caption-attachment-4647\" style=\"width: 168px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-4647\" src=\"https:\/\/ebp.org.br\/new\/sp\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/boletim_fora_da_serie_002_005_001-1.png\" alt=\"Imagem: Instagram @bansky.official\" width=\"168\" height=\"201\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-4647\" class=\"wp-caption-text\">Imagem: Instagram @bansky.official<\/figcaption><\/figure>\n<h6>Cristiana Gallo (EBP\/AMP)<\/h6>\n<p>Os grafites de Banksy surpreendem.<\/p>\n<p>Irrompem na cena da cidade e reviram a perspectiva do olhar para a cena colocada em quest\u00e3o. Antes e agora, durante a pandemia, o olhar \u00e9 capturado.<\/p>\n<p>Absorvido o efeito da surpresa, podemos promover a palavra e tecer hist\u00f3rias a partir dali, mas \u00e9 importante dizer que no pr\u00edc\u00edpio estava a surpresa, algo entre imagin\u00e1rio e real, e as palavras chegam depois.<\/p>\n<p>As Jornadas Subvers\u00f5es, estas \u201cFora da s\u00e9rie\u201d, tamb\u00e9m produziram um efeito de surpresa inicial, na sequ\u00eancia absorvido. Algo entre dois tempos.<\/p>\n<p>O \u201cFora da s\u00e9rie\u201d traz a recorda\u00e7\u00e3o da <em>s\u00e9rie <\/em>que se cruza com algo que chega de <em>fora<\/em>, surpreendendo. O que ser\u00e1 \u201cFora da s\u00e9rie\u201d?<\/p>\n<p>Fora da surpresa, poderia-se dizer que as Jornadas, assim apresentadas, introduziram-se <em>no tempo<\/em>, como resposta precisa ao momento que atravessamos \u2013 o da pandemia. O \u201cFora da s\u00e9rie\u201d entre o poss\u00edvel e o necess\u00e1rio ao momento.<\/p>\n<p>Contudo, o \u201cFora da s\u00e9rie\u201d, enquanto algo que se destaca e particularmente destacado da conjuga\u00e7\u00e3o entre os termos do poss\u00edvel e necess\u00e1rio, tomado como interpreta\u00e7\u00e3o, instaura um corte, apresentando-se como acontecimento imprevisto. O que ressoava indistintamente encontra um ponto de deten\u00e7\u00e3o no acontecimento, tal como Miller nos indica em \u201cA er\u00f3tica do tempo\u201d.<\/p>\n<p>A\u00ed ter\u00edamos o \u201cFora da s\u00e9rie\u201d elevado \u00e0 pr\u00f3pria surpresa.<\/p>\n<p>A pandemia do Covid-19 parece nos deixar entre os termos do j\u00e1 previsto pela ci\u00eancia e o efeito de <em>surpresa, <\/em>do incalcul\u00e1vel que a cada um atravessa:<\/p>\n<blockquote><p><em>\u00a0<\/em>\u2018Mas isto n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel!\u2019 \u00c9 precisamente esse momento que lhe confere um valor de real. H\u00e1 como um for\u00e7amento do c\u00edrculo dos poss\u00edveis por parte do acontecimento. Se a surpresa \u00e9 intr\u00ednseca ao acontecimento, isto se deve \u00e0 pr\u00f3pria posi\u00e7\u00e3o da conting\u00eancia com rela\u00e7\u00e3o ao imposs\u00edvel. Evidentemente, em seguida absorvemos a surpresa, e dizemos que, por ter acontecido, isto era poss\u00edvel. Alargamos o c\u00edrculo do poss\u00edvel, e dizemos que a surpresa foi um erro. Isso, por\u00e9m, n\u00e3o reduz em nada o real do acontecimento que provoca a surpresa<a href=\"#_edn1\" name=\"_ednref1\">[1]<\/a>.<\/p><\/blockquote>\n<p>O \u201cFora da s\u00e9rie\u201d entre poss\u00edvel e imposs\u00edvel, entre resposta ao tempo e tamb\u00e9m nos chegando de fora, emergindo como a pr\u00f3pria provoca\u00e7\u00e3o, parece interessar a nossa discuss\u00e3o, naquilo que a subvers\u00e3o do sujeito coloca em quest\u00e3o &#8211; os furos do sentido e a rela\u00e7\u00e3o do sujeito com seus objetos ou o objeto que ele \u00e9 em sua rela\u00e7\u00e3o com o Outro.<\/p>\n<p>\u201cPois esse sujeito, que acredita poder ter acesso a si mesmo ao se designar no enunciado, n\u00e3o \u00e9 outra coisa sen\u00e3o um objeto desse tipo\u201d<a href=\"#_edn2\" name=\"_ednref2\">[2]<\/a>.<\/p>\n<hr \/>\n<h6><a href=\"#_ednref1\" name=\"_edn1\">[1]<\/a> MILLER, J-A. <em>A er\u00f3tica do tempo<\/em>. Contra Capa Livraria, Rio de Janeiro, 2000, pg 60<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref2\" name=\"_edn2\">[2]<\/a> LACAN. J A subvers\u00e3o do sujeito e a dial\u00e9tica do desejo no inconsciente freudiano. In: <em>Escritos<\/em>, Jorge Zahar Editores, Rio de Janeiro, 1998, pg. 832<\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cristiana Gallo (EBP\/AMP) Os grafites de Banksy surpreendem. Irrompem na cena da cidade e reviram a perspectiva do olhar para a cena colocada em quest\u00e3o. Antes e agora, durante a pandemia, o olhar \u00e9 capturado. 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