{"id":4664,"date":"2020-08-31T18:28:59","date_gmt":"2020-08-31T21:28:59","guid":{"rendered":"http:\/\/ebp.org.br\/sp\/?p=4664"},"modified":"2020-08-31T18:28:59","modified_gmt":"2020-08-31T21:28:59","slug":"subversoes-do-corpo-na-arte","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/subversoes-do-corpo-na-arte\/","title":{"rendered":"Subvers\u00f5es do corpo na Arte"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-4375 size-full aligncenter\" src=\"https:\/\/ebp.org.br\/new\/sp\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/banner_jornada_2020-1.jpg\" alt=\"\" width=\"1024\" height=\"258\" srcset=\"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/banner_jornada_2020-1.jpg 1024w, https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/banner_jornada_2020-1-300x76.jpg 300w, https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/banner_jornada_2020-1-768x194.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/p>\n<h6>Marisa Nubile<em> (<\/em>Associada ao CLIN-a)<\/h6>\n<p>Na apresenta\u00e7\u00e3o da <em>Jornada 2020 da EBP-SP<\/em>, Val\u00e9ria Ferranti lembrou que o tema <em>Subvers\u00f5es<\/em> surgiu na Jornada anterior, quando recolheram-se as inven\u00e7\u00f5es, sempre singulares, frente \u00e0 solid\u00e3o estrutural do ser. E \u00e9 a\u00ed, diz ela, que \u201co <em>\u00fanico<\/em> encontra o <em>subversivo\u201d<\/em> na medida em que a inven\u00e7\u00e3o, radicalmente \u00fanica, rompe com \u201co institu\u00eddo pelo discurso do mestre\u201d<a href=\"#_edn1\" name=\"_ednref1\">[1]<\/a>.<\/p>\n<p>A arte nos diria algo sobre esse processo de cria\u00e7\u00e3o \u00fanica e subversiva? Se subvers\u00e3o sup\u00f5e \u201cfazer cair\u201d<a href=\"#_edn2\" name=\"_ednref2\">[2]<\/a> o estabelecido, em que medida a cria\u00e7\u00e3o art\u00edstica atende tal premissa?<\/p>\n<p>Em <em>Homenagem a Marguerite Duras<\/em>, Lacan ressalta que a arte recupera o objeto<a href=\"#_edn3\" name=\"_ednref3\">[3]<\/a>, objeto de gozo, de maneira que podemos usar tal recupera\u00e7\u00e3o como crit\u00e9rio para saber se estamos ou n\u00e3o diante de uma obra de arte. A partir desse apontamento, Brousse<a href=\"#_edn4\" name=\"_ednref4\">[4]<\/a> prop\u00f5e um discurso do artista e da arte, avesso ao do mestre e da universidade, em que \u00e9 o <em>objeto a<\/em> \u2013 desvelado na obra \u2013 que conduz a um saber. \u201cA arte e o artista, portanto, n\u00e3o operam a partir do significante mestre; a esse respeito, eles s\u00e3o sempre e resolutamente subversivos, mesmo quando t\u00eam ar acad\u00eamico\u201d<a href=\"#_edn5\" name=\"_ednref5\">[5]<\/a>.<\/p>\n<figure id=\"attachment_4645\" aria-describedby=\"caption-attachment-4645\" style=\"width: 135px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-4645 size-full\" src=\"https:\/\/ebp.org.br\/new\/sp\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/boletim_fora_da_serie_002_004_001-1.png\" alt=\"Mois\u00e9s de Michelangelo. Imagem: Wikip\u00e9dia\" width=\"135\" height=\"228\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-4645\" class=\"wp-caption-text\">Mois\u00e9s de Michelangelo. Imagem: Wikip\u00e9dia<\/figcaption><\/figure>\n<p>Diante dessa tese, talvez possamos comentar a famosa escultura de<em> Mois\u00e9s<\/em><a href=\"#_edn6\" name=\"_ednref6\"><em><strong>[6]<\/strong><\/em><\/a><em>, <\/em>do renascentista Michelangelo, pois algo nela foi capaz de despertar uma \u201cinquietante estranheza\u201d no sujeito Sigmund. Ele conta que, quando estava em Roma, muitas vezes, ia \u00e0 igreja admirar a est\u00e1tua e se sentia amea\u00e7ado pelo olhar do profeta. No esfor\u00e7o de entender o enigma que ela lhe provocava, seu ensaio de 1914<a href=\"#_edn7\" name=\"_ednref7\">[7]<\/a> recaiu sobre \u201cdivinos detalhes\u201d: a posi\u00e7\u00e3o das t\u00e1buas da lei, a posi\u00e7\u00e3o da barba, a postura da m\u00e3o&#8230; Assim, embora seja uma escultura em que h\u00e1 a presen\u00e7a do S1, pois foi feita a partir da demanda do Papa e retrata um Mois\u00e9s b\u00edblico, como se trata de uma obra de arte, h\u00e1 algo a mais nela, um <em>objeto a<\/em> que conduziu Freud a experenciar aquilo que, subversivamente, est\u00e1 al\u00e9m do vis\u00edvel, al\u00e9m da imagem, al\u00e9m da encomenda do Papa.<\/p>\n<p>Para fazer um contraponto a essa experi\u00eancia est\u00e9tica de Freud frente a uma escultura que obedece aos moldes cl\u00e1ssicos, trago outro aspecto sobre aquilo que podemos aprender com a arte.<\/p>\n<p>Como \u201co artista sempre nos precede\u201d<a href=\"#_edn8\" name=\"_ednref8\">[8]<\/a>, ele tamb\u00e9m nos ensina as inova\u00e7\u00f5es no modo de gozar de sua \u00e9poca, diz Brousse<a href=\"#_edn9\" name=\"_ednref9\">[9]<\/a>. Segundo a autora, durante muito tempo o <em>objeto a<\/em> foi tomado sob a forma de <em>agalma<\/em>, e a arte expressou isso atrav\u00e9s da est\u00e9tica do belo. N\u00e3o se pode furtar \u00e0 constata\u00e7\u00e3o de que a est\u00e1tua de Mois\u00e9s, por exemplo, exibe um corpo majestoso e imponente.<\/p>\n<p>O que acontece na arte contempor\u00e2nea? Para come\u00e7ar, ela rompe com essa est\u00e9tica do belo e, ao ultrapassar tal barreira, outros limites tamb\u00e9m s\u00e3o transpostos, mudando radicalmente a fun\u00e7\u00e3o e as modalidades de arte. Rompe com a concep\u00e7\u00e3o do objeto sob a forma <em>agalm\u00e1tica<\/em> e escancara o objeto sob a forma de um objeto comum como os <em>ready made<\/em> de Duchamp<a href=\"#_edn10\" name=\"_ednref10\">[10]<\/a> ou como dejeto, como a m\u00e1quina de fazer excrementos de Damien Hirst<a href=\"#_edn11\" name=\"_ednref11\">[11]<\/a>. A forma corporal t\u00e3o \u201cadorada\u201d pelo humano \u00e9 esfacelada, e o que vemos s\u00e3o experi\u00eancias com peda\u00e7os de carne, fotos, raio X, exames cl\u00ednicos, cabelos, unhas, enfim, parcialidades que desvelam o corpo org\u00e2nico fragmentado, sem o v\u00e9u de uma imagem corporal.<\/p>\n<p>Assim, ainda no contraponto do grandioso monumento de Mois\u00e9s de Michelangelo &#8211; talhado em m\u00e1rmore e exposto h\u00e1 s\u00e9culos na n\u00e3o menos monumental tumba do Papa J\u00falio II -, trago a exposi\u00e7\u00e3o de corpos fluidos e ef\u00eameros feitos de gelo. Trata-se do <em>Monumento m\u00ednimo<\/em> da artista pl\u00e1stica brasileira N\u00e9le Azevedo, uma obra feita para viver e morrer em cidades como T\u00f3quio, Paris, Berlim, Santiago do Chile e S\u00e3o Paulo, alguns dos lugares em que a instala\u00e7\u00e3o foi realizada.<\/p>\n<figure id=\"attachment_4646\" aria-describedby=\"caption-attachment-4646\" style=\"width: 240px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-4646 size-full\" src=\"https:\/\/ebp.org.br\/new\/sp\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/boletim_fora_da_serie_002_004_002-1.png\" alt=\"Escultura em gelo, S\u00e3o Paulo.\u00a0Foto: Acervo N\u00e9le Azevedo\" width=\"240\" height=\"104\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-4646\" class=\"wp-caption-text\">Escultura em gelo, S\u00e3o Paulo.\u00a0Foto: Acervo N\u00e9le Azevedo<\/figcaption><\/figure>\n<p>Embora tamb\u00e9m tenha sido exposta em espa\u00e7os fechados e com diferentes propostas, foi na cidade que as esculturas em gelo ganharam uma dimens\u00e3o maior. A artista explica que, nessas ocasi\u00f5es, a confec\u00e7\u00e3o dos moldes conta com a participa\u00e7\u00e3o de volunt\u00e1rios e que, no dia da exposi\u00e7\u00e3o, estimula os transeuntes a ajudar no arranjo das pe\u00e7as no espa\u00e7o p\u00fablico. Assim, materializa a ideia j\u00e1 apregoada por Duchamp de que o espectador faz a obra ou, no m\u00ednimo, ele \u00e9 sempre coautor.<\/p>\n<p>Longe de exaltar os feitos humanos, os fr\u00e1geis esbo\u00e7os questionam nossa rela\u00e7\u00e3o com o tempo e o espa\u00e7o nas urbes. Como o corpo habita a corpo do mundo? Suas indaga\u00e7\u00f5es a levaram a colocar, dentre as esculturas de gelo, uma feita com seu pr\u00f3prio sangue: \u201carte como emerg\u00eancia\u201d. O gelo que derrete, a \u00e1gua e o sangue que escorrem rua abaixo&#8230;. dejetos que, segundo a artista, marcam o desmantelamento social e pol\u00edtico dos tempos atuais.<\/p>\n<p>Deixo, com N\u00e9le Azevedo, a palavra sobre as subvers\u00f5es promovidas por sua obra: \u201cPropus o\u00a0<em>Monumento M\u00ednimo<\/em>\u00a0como um antimonumento, subvertendo uma a uma as caracter\u00edsticas dos monumentos oficiais. No lugar da escala grandiosa, largamente utilizada como ostenta\u00e7\u00e3o de grandeza e poder, propus uma escala m\u00ednima. No lugar do rosto do her\u00f3i da hist\u00f3ria oficial, uma homenagem ao observador an\u00f4nimo, ao transeunte, numa esp\u00e9cie de celebra\u00e7\u00e3o da vida, do reconhecimento do tr\u00e1gico, do heroico que h\u00e1 em cada trajet\u00f3ria humana. E no lugar de materiais duradouros, propus as esculturas em gelo que duram cerca de trinta minutos. Elas n\u00e3o cristalizam a mem\u00f3ria, nem separam a morte da vida, mas ganham fluidez, movimento, e resgatam uma fun\u00e7\u00e3o original do monumento: lembrar que morremos\u201d<a href=\"#_edn12\" name=\"_ednref12\">[12]<\/a>.<\/p>\n<p>Mais recentemente, a artista desenvolveu outro projeto intitulado <em>Estado de suspens\u00e3o<\/em> usando ainda os moldes humanos fundidos em gelo, mas em tamanho maior e suspensos por um fio de nylon. Nessa instala\u00e7\u00e3o, a artista traz uma inova\u00e7\u00e3o interessante: recolhe a \u00e1gua do derretimento em bacias que, ao ca\u00edrem, produzem um som, propositadamente, amplificado. A ideia \u00e9 que o ru\u00eddo perturbe e funcione como um corte no som ao redor de maneira que nos acorde!<\/p>\n<p>Essas exposi\u00e7\u00f5es foram feitas antes da pandemia. Hoje, impossibilitados de participar de eventos em que haja uma intera\u00e7\u00e3o de corpos vivos, o \u201cestado de suspens\u00e3o\u201d dos corpos talvez fa\u00e7a ressoar, ainda mais, o \u201cestado\u201d em que vivemos. Junto com confinamento, mudan\u00e7as de h\u00e1bitos e incertezas de todos os tipos, assistimos a um derretimento, uma queda (para remeter \u00e0 etimologia da palavra subvers\u00e3o) da vida que t\u00ednhamos. Tudo est\u00e1 em quest\u00e3o, para o melhor e o pior.<\/p>\n<p>O que fazer com as gotas recolhidas? Que artif\u00edcios o corpo vivo de cada um e o corpo social criar\u00e3o?<\/p>\n<hr \/>\n<h6><a href=\"#_ednref1\" name=\"_edn1\">[1]<\/a> \u00a0FERRANTI, Val\u00e9ria. Apresenta\u00e7\u00e3o da Jornada (fora da s\u00e9rie) da EBP-SP, 2020. In: <em>Boletim fora da s\u00e9rie<\/em>, n. 1.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref2\" name=\"_edn2\">[2]<\/a> Uma das defini\u00e7\u00f5es de subvers\u00e3o retirada do <em>Dicion\u00e1rio Michaelis on-line<\/em> \u00e9: \u201cAto ou efeito de derrubar, queda\u201d. Esse aspecto da palavra subvers\u00e3o foi trabalhado por Niraldo de Oliveira Santos no texto: Revolu\u00e7\u00e3o e Subvers\u00e3o em psican\u00e1lise: do isso gira ao isso cai. In: <em>Boletim fora da s\u00e9rie<\/em>, n. 1.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref3\" name=\"_edn3\">[3]<\/a> \u201cesse objeto (olhar), ela (Marguerite Duras) j\u00e1 o recuperou atrav\u00e9s de sua arte\u201d. LACAN, Jacques. Homenagem a Marguerite Duras pelo arrebatamento de Lov V. Stein. In: <em>Outros escritos<\/em>. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2003, p. 203 (par\u00eanteses meus).<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref4\" name=\"_edn4\">[4]<\/a> BROUSSE, Marie-H\u00e9l\u00e8ne. O saber dos artistas. In: LIMA, M. M. e JORGE, M. A. C. (orgs) <em>Saber fazer com o real: di\u00e1logos entre Psican\u00e1lise e Arte.<\/em> Rio de Janeiro: Companhia de Freud, 2009.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref5\" name=\"_edn5\">[5]<\/a> <em>Ibidem<\/em>, p. 35.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref6\" name=\"_edn6\">[6]<\/a> Mois\u00e9s, est\u00e1tua esculpida pelo artista Michelangelo entre 1513-1515. Encontra-se na Bas\u00edlica de <em>San Pietro in Vincoli<\/em> (Roma) e faz parte do mausol\u00e9u do Papa J\u00falio II.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref7\" name=\"_edn7\">[7]<\/a> FREUD, Sigmund. O Mois\u00e9s de Michelangelo (1914). In: <em>Obras completas de Sigmund Freud<\/em>. Vol. XIII. Rio de Janeiro: Imago Ed., 1995.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref8\" name=\"_edn8\">[8]<\/a> LACAN, Jacques. Homenagem a Marguerite Duras pelo arrebatamento de Lol V. Stein. In: <em>Outros escritos<\/em>. Rio de Janeiro: Zahar Ed., 2003.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref9\" name=\"_edn9\">[9]<\/a> BROUSSE, Marie-H\u00e9l\u00e8ne, <em>op. cit, <\/em>p. 36.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref10\" name=\"_edn10\">[10]<\/a> Marcel Duchamp (1887-1968), artista de origem francesa, um dos precursores da arte conceitual. Introduziu a ideia de ready-made: artigos de uso cotidiano produzidos em massa (p\u00e1, roda de bicicleta, vaso sanit\u00e1rio&#8230;) elevados \u00e0 categoria de obra de arte ao serem expostos em museus e galerias.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref11\" name=\"_edn11\">[11]<\/a> Damien Hirst (1965), artista pl\u00e1stico ingl\u00eas, l\u00edder dos Young Britsh Artists (YBAs) nos anos 90. Dentre as obras mais conhecidas destacam-se as instala\u00e7\u00f5es que exp\u00f5em animais mortos (tubar\u00e3o, ovelha, vaca) inteiros ou cortados e conservados dentro de tanques de formol. Outra obra de grande notoriedade \u00e9 a caveira cravejada de diamantes.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref12\" name=\"_edn12\">[12]<\/a> N\u00e9le Azevedo: Arte e Espa\u00e7o urbano. Acesso <a href=\"about:blank\">https:\/\/www.goethe.de\/ins\/br\/pt\/m\/kul\/mag\/20968261.html<\/a><\/h6>\n<h6>Sugest\u00e3o de site em que N\u00e9le Azevedo fala de sua obra: <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=PS25TQAE9Fs\">https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=PS25TQAE9Fs<\/a><\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Marisa Nubile (Associada ao CLIN-a) Na apresenta\u00e7\u00e3o da Jornada 2020 da EBP-SP, Val\u00e9ria Ferranti lembrou que o tema Subvers\u00f5es surgiu na Jornada anterior, quando recolheram-se as inven\u00e7\u00f5es, sempre singulares, frente \u00e0 solid\u00e3o estrutural do ser. 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