{"id":4657,"date":"2020-08-31T18:23:39","date_gmt":"2020-08-31T21:23:39","guid":{"rendered":"http:\/\/ebp.org.br\/sp\/?p=4657"},"modified":"2020-08-31T18:23:39","modified_gmt":"2020-08-31T21:23:39","slug":"pontuacoes-sobre-o-sujeito-da-ciencia-o-sujeito-da-psicanalise-a-verdade-e-o-saber-em-subversao-do-sujeito-e-dialetica-do-desejo-no-inconsciente-freudiano","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/pontuacoes-sobre-o-sujeito-da-ciencia-o-sujeito-da-psicanalise-a-verdade-e-o-saber-em-subversao-do-sujeito-e-dialetica-do-desejo-no-inconsciente-freudiano\/","title":{"rendered":"Pontua\u00e7\u00f5es sobre o sujeito da ci\u00eancia, o sujeito da psican\u00e1lise, a verdade e o saber em \u201cSubvers\u00e3o do sujeito e dial\u00e9tica do desejo no inconsciente freudiano\u201d"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-4375 size-full aligncenter\" src=\"https:\/\/ebp.org.br\/new\/sp\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/banner_jornada_2020-1.jpg\" alt=\"\" width=\"1024\" height=\"258\" srcset=\"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/banner_jornada_2020-1.jpg 1024w, https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/banner_jornada_2020-1-300x76.jpg 300w, https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/banner_jornada_2020-1-768x194.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/p>\n<figure id=\"attachment_4642\" aria-describedby=\"caption-attachment-4642\" style=\"width: 186px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-4642\" src=\"https:\/\/ebp.org.br\/new\/sp\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/boletim_fora_da_serie_002_003_001-1.png\" alt=\"Imagem: Instagram @overist_curation\" width=\"186\" height=\"185\" srcset=\"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/boletim_fora_da_serie_002_003_001-1.png 186w, https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/boletim_fora_da_serie_002_003_001-1-150x150.png 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 186px) 100vw, 186px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-4642\" class=\"wp-caption-text\">Imagem: Instagram @overist_curation<\/figcaption><\/figure>\n<h6>Fabiola Ramon (EBP\/AMP)<\/h6>\n<p>Nesse escrito de 1960, Lacan segue na logifica\u00e7\u00e3o da inven\u00e7\u00e3o freudiana do inconsciente a partir da estrutura da linguagem. Da\u00ed decorre o sujeito dividido, \u201cestado de fenda\u201d.<\/p>\n<p>A psican\u00e1lise como \u201co advento de um novo sismo\u201d desde a entrada da ci\u00eancia no mundo, fez revelar o inconsciente como discurso do Outro. Cito Lacan: \u201cmas, se a hist\u00f3ria da Ci\u00eancia, em sua entrada no mundo, ainda \u00e9 para n\u00f3s suficientemente palpitante para que saibamos que nessa fronteira [entre verdade e saber] algo se mexeu naquele momento, talvez seja a\u00ed que a psican\u00e1lise se destaca, por representar o advento de um novo sismo\u201d<a href=\"#_edn1\" name=\"_ednref1\">[1]<\/a>.<\/p>\n<p>Para chegar a esse ponto, Lacan localiza a dimens\u00e3o do sujeito da ci\u00eancia e da fenomenologia hegeliana, marcando diferen\u00e7as em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 psican\u00e1lise no que concerne ao saber e a verdade.<\/p>\n<p>\u201cNossa dupla refer\u00eancia, ao sujeito absoluto de Hegel e <strong>ao sujeito abolido da ci\u00eancia<\/strong> d\u00e1 o esclarecimento necess\u00e1rio para formular em sua verdadeira medida a dramaticidade de Freud: <strong>reingresso da verdade no campo da ci\u00eancia<\/strong>, <strong>ao mesmo tempo em que ela se imp\u00f5e no campo de sua pr\u00e1xis: recalcada, ela ali retorna<\/strong>\u201d <a href=\"#_edn2\" name=\"_ednref2\">[2]<\/a>.<\/p>\n<p>\u00c9 sobre o trecho acima destacado que trago minhas contribui\u00e7\u00f5es. Iniciarei contextualizando o momento do ensino de Lacan e trarei algumas refer\u00eancias para aprofundar o trabalho.<\/p>\n<p>Aqui temos Lacan da primazia do simb\u00f3lico, que atribui ao estruturalismo \u201ca compet\u00eancia de tornar l\u00f3gico o movimento dial\u00e9tico feito por Freud\u201d<a href=\"#_edn3\" name=\"_ednref3\">[3]<\/a>. Nesse empenho, o acompanhamos avan\u00e7ar em suas formaliza\u00e7\u00f5es l\u00f3gicas, a partir da matem\u00e1tica, antropologia e sociologia, distanciando-se da primazia do imagin\u00e1rio. Dialoga com diversos campos, al\u00e9m de marcar a diferen\u00e7a entre psican\u00e1lise, psicologia e ci\u00eancias humanas e os caminhos psicologizantes de alguns p\u00f3s-freudianos.<\/p>\n<p>H\u00e1 um esfor\u00e7o no m\u00e9todo lacaniano, que apesar de destacar pontos divergentes em rela\u00e7\u00e3o a ci\u00eancia moderna, localiza a psican\u00e1lise a partir dela.<\/p>\n<p><strong>Sujeito da ci\u00eancia e sujeito da psican\u00e1lise <\/strong><\/p>\n<p>No escrito \u201cA ci\u00eancia e a verdade\u201d<a href=\"#_edn4\" name=\"_ednref4\">[4]<\/a>, refer\u00eancia importante para aprofundar o ponto destacado, Lacan discorre sobre a estrutura da verdade como causa em diferentes discursos.<\/p>\n<p>Localiza a F\u00edsica como fundadora da ci\u00eancia moderna, que se imiscuiu ao mundo e operou mudan\u00e7a radical na posi\u00e7\u00e3o do sujeito, inaugurando essa posi\u00e7\u00e3o e a refor\u00e7ando. Destaca como correlato essencial da ci\u00eancia, o advento do sujeito do cogito cartesiano, da d\u00favida met\u00f3dica.<\/p>\n<p>Cito Lacan: \u201cesse correlato, como momento, \u00e9 o desfilamento de um recha\u00e7o de todo saber, mas por isso pretende fundar para o sujeito um certo ancoramento no ser, o qual sustentamos constituir o sujeito da ci\u00eancia em sua defini\u00e7\u00e3o\u201d <a href=\"#_edn5\" name=\"_ednref5\">[5]<\/a>.<\/p>\n<p>Descartes busca a verdade a partir da d\u00favida. Seu m\u00e9todo se assenta na cis\u00e3o entre sujeito e objeto, pensamento e exist\u00eancia, base do pensamento cient\u00edfico.<\/p>\n<p>Penso, logo existo. O cogito \u00e9 a certeza que o sujeito pensante tem da sua exist\u00eancia enquanto tal. Tudo o que existe, e o homem \u00e9 capaz de conhecer, tem uma raz\u00e3o ou causa.<\/p>\n<p>Lacan afirma que seria impens\u00e1vel a descoberta do inconsciente antes do nascimento da ci\u00eancia. A marca que a psican\u00e1lise traz da ci\u00eancia n\u00e3o \u00e9 contingente, mas lhe \u00e9 essencial, afirma Lacan. \u201cA pr\u00e1xis da psican\u00e1lise n\u00e3o implica outro sujeito sen\u00e3o o da ci\u00eancia\u201d<a href=\"#_edn6\" name=\"_ednref6\">[6]<\/a>.<\/p>\n<p>Sandra Grostein<a href=\"#_edn7\" name=\"_ednref7\">[7]<\/a>, em disserta\u00e7\u00e3o de mestrado sobre \u201cA ci\u00eancia e a verdade\u201d destaca que um dos objetivos de Lacan naquele momento era precisar a divis\u00e3o constitutiva do sujeito da psican\u00e1lise. A logifica\u00e7\u00e3o impressa por Lacan \u00e0 divis\u00e3o subjetiva freudiana articulou o descentramento do sujeito ao pr\u00f3prio efeito do significante, que, por sua vez, remete o sujeito para outro significante, produto da linguagem, que fala nele. O inconsciente \u00e9 tomado naquele momento, como efeito da linguagem.<\/p>\n<p>Em Posi\u00e7\u00e3o do Inconsciente, Lacan afirma: \u201ccom o sujeito, n\u00e3o se fala, isso fala dele\u201d [&#8230;] o Outro \u00e9 a dimens\u00e3o exigida pelo fato de a fala se afirmar como verdade\u201d<a href=\"#_edn8\" name=\"_ednref8\">[8]<\/a>. \u00c9 na medida que a cadeia significante se articula, que a fala se endere\u00e7a ao Outro, que <strong>isso <\/strong>fala dele, eis a\u00ed o que se abre para o advento do sujeito da psican\u00e1lise.<\/p>\n<p>Em \u201cA ci\u00eancia e a verdade\u201d Lacan faz um longo trabalho de diferencia\u00e7\u00e3o do objeto da psican\u00e1lise e o suposto objeto da psicologia e das ci\u00eancias ditas humanas, tendo como ponto dessa diferen\u00e7a o conceito de sujeito: \u201co sujeito est\u00e1, se nos permitem diz\u00ea-lo, em exclus\u00e3o interna a seu objeto\u201d<a href=\"#_edn9\" name=\"_ednref9\">[9]<\/a> (p. 875). Este ponto nos ajuda a compreender a rela\u00e7\u00e3o entre o sujeito da psican\u00e1lise e o sujeito do cogito.<\/p>\n<p>Sandra Grostein afirma que Lacan \u201crecupera no cogito a divis\u00e3o entre saber e verdade pr\u00f3pria ao sujeito da psican\u00e1lise\u201d<a href=\"#_edn10\" name=\"_ednref10\">[10]<\/a>, estabelecendo um paralelo entre o sujeito racional da ci\u00eancia e o sujeito dividido da psican\u00e1lise, e conceitua essa divis\u00e3o a partir do estruturalismo e da l\u00f3gica.<\/p>\n<p>Segundo Miller, \u201ca rela\u00e7\u00e3o dos dois [sujeito da ci\u00eancia e da psican\u00e1lise] n\u00e3o \u00e9 puramente disjuntiva, \u00e9 a sede do paradoxo na medida em que a ci\u00eancia e a psican\u00e1lise s\u00e3o unidas por sua rela\u00e7\u00e3o ao sujeito da ci\u00eancia. A psican\u00e1lise parece ter qualquer coisa de ci\u00eancia, a saber seu sujeito, o mesmo, demonstrado numa refer\u00eancia a Descartes. Por\u00e9m, ao mesmo tempo, a psican\u00e1lise se op\u00f5e \u00e0 ci\u00eancia pelo fato de que a ela caberia a verdade\u201d<a href=\"#_edn11\" name=\"_ednref11\">[11]<\/a>. A pr\u00e1tica anal\u00edtica invoca a verdade.<\/p>\n<p>Maria Cec\u00edlia Ferretti traz uma importante contribui\u00e7\u00e3o: \u201co sujeito sobre o qual operamos em psican\u00e1lise s\u00f3 pode ser o sujeito da ci\u00eancia, mas se este \u00e9 o sujeito chamado para a an\u00e1lise \u00e9 porque se trata de subvert\u00ea-lo. Ele \u00e9 chamado e subvertido, pois se Descartes chegou a estabelecer a consci\u00eancia como constituidora da ordem das coisas, a psican\u00e1lise estabelece o inconsciente para mostrar que \u201co sujeito pensa onde n\u00e3o \u00e9, \u00e9 onde n\u00e3o pensa\u201d. Ela vem mostrar que o \u201ceu n\u00e3o \u00e9 senhor em sua pr\u00f3pria casa\u201d, o inconsciente mostra um sujeito sem clareza de seus pr\u00f3prios pensamentos\u201d<a href=\"#_edn12\" name=\"_ednref12\">[12]<\/a>.<\/p>\n<p>O sujeito da ci\u00eancia \u00e9, portanto, apartado do mundo, inscreve e coloca em cena a cis\u00e3o entre verdade e saber. A psican\u00e1lise nasce desse sujeito apartado do mundo e demonstra que al\u00e9m disso, o sujeito tamb\u00e9m \u00e9 apartado de si. O status do sujeito da psican\u00e1lise est\u00e1 no intervalo entre o ser e o pensar. \u00c9 a partir desta cis\u00e3o que a quest\u00e3o da verdade e do saber se reconfiguram no discurso da psican\u00e1lise.<\/p>\n<p><strong>Verdade e saber <\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 na cis\u00e3o entre verdade e saber que o sujeito da psican\u00e1lise e o sujeito da ci\u00eancia se localizam. A diferen\u00e7a est\u00e1 em como cada uma articula \u201cverdade como causa e o saber posto em pr\u00e1tica\u201d.<\/p>\n<p>A psican\u00e1lise invoca a verdade, tomando-a como causa, o que Freud forjou como estatuto do inconsciente, \u201cdeixar a verdade falar\u201d. J\u00e1 a ci\u00eancia, sutura o sujeito que esta implica.<\/p>\n<p>Na ci\u00eancia, h\u00e1 uma pot\u00eancia de verdade a ser descoberta. No entanto, a verdade n\u00e3o tem lugar de causa: \u201cda verdade como causa, ela n\u00e3o quer saber nada\u201d<a href=\"#_edn13\" name=\"_ednref13\">[13]<\/a>.<\/p>\n<p>Na psican\u00e1lise, o sujeito dividido \u00e9 posto a trabalho, o saber produzido se d\u00e1 a partir disso. O estatuto da verdade \u00e9 n\u00e3o todo, a verdade est\u00e1 no lugar de causa e sua incid\u00eancia se d\u00e1 por meio de seus efeitos.<\/p>\n<p>J\u00e1 para a ci\u00eancia, o sujeito est\u00e1 forclu\u00eddo, fora do discurso. Lacan afirma que a consequ\u00eancia disso seria uma \u201cparan\u00f3ia bem-sucedida\u201d<a href=\"#_edn14\" name=\"_ednref14\">[14]<\/a><\/p>\n<p>A partir disso, podemos pensar nos atuais efeitos de degrada\u00e7\u00e3o da vida subjetiva<a href=\"#_edn15\" name=\"_ednref15\">[15]<\/a> decorrente da forclus\u00e3o do sujeito no discurso, e do seu retorno para o campo da pr\u00f3pria ci\u00eancia, na forma do negacionismo cient\u00edfico, efeito do relativismo e do perspectivismo dos tempos atuais. Esse relativismo, como aponta Miller<a href=\"#_edn16\" name=\"_ednref16\">[16]<\/a>, se relaciona com a forma como a verdade se articula ao saber no contempor\u00e2neo, desvinculada de qualquer causa.<\/p>\n<p>Todo esse desenvolvimento de Lacan daquela \u00e9poca parece ser o germe do que, no semin\u00e1rio 17, formaliza localizando o discurso do mestre como Outro da psican\u00e1lise, seu avesso. A pot\u00eancia subversiva da psican\u00e1lise, afirma Miller<a href=\"#_edn17\" name=\"_ednref17\">[17]<\/a>, est\u00e1 em interpretar esse discurso. Est\u00e1 a\u00ed uma das dimens\u00f5es da verdade, a verdade recalcada. Nesse sentido, a pr\u00e1xis da psican\u00e1lise se coloca como um analisador do discurso do mestre. E hoje, do que se trata?<\/p>\n<p>Se o discurso da psican\u00e1lise interpreta o discurso do mestre colocando os efeitos de verdade do sujeito dividido a trabalho, como pensamos na dimens\u00e3o da verdade a partir de nossa pr\u00e1xis atual, nos casos que nos chegam, principalmente aqueles que Miller bem denomina de sujeitos desbussolados?<\/p>\n<p>Proponho que tomemos \u201cUma fantasia\u201d<a href=\"#_edn18\" name=\"_ednref18\">[18]<\/a>, de Miller, que formaliza sobre a subida do objeto a ao z\u00eanite social e a converg\u00eancia do discurso da civiliza\u00e7\u00e3o hipermoderna e o discurso da psican\u00e1lise, produzindo sujeitos desinibidos. Ele aponta que no discurso da civiliza\u00e7\u00e3o o saber est\u00e1 no lugar da verdade\/mentira, na no\u00e7\u00e3o de que ele n\u00e3o passa de semblante, levando a um perspectivismo e, consequentemente, a uma desagalmatiza\u00e7\u00e3o do saber.<\/p>\n<p>Como pensar na pot\u00eancia subversiva da psican\u00e1lise quando ela j\u00e1 est\u00e1 imiscu\u00edda no discurso da civiliza\u00e7\u00e3o hipermoderna?<\/p>\n<hr \/>\n<h6><a href=\"#_ednref1\" name=\"_edn1\">[1]<\/a> Lacan, J. Subvers\u00e3o do sujeito e dial\u00e9tica do desejo\u201d. In: Escritos, Jorge Zahar Editores, Rio de Janeiro, 1998,P. 811.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref2\" name=\"_edn2\">[2]<\/a> Ibid, P. 813.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref3\" name=\"_edn3\">[3]<\/a> Grostein, S. A. A ci\u00eancia e a verdade. A psican\u00e1lise proposta como uma ci\u00eancia no texto de Jacques Lacan. Disserta\u00e7\u00e3o. PUCS-P, 2010. <a href=\"https:\/\/tede2.pucsp.br\/bitstream\/handle\/13460\/1\/Sandra%20Arruda%20Grostein.pdf\">https:\/\/tede2.pucsp.br\/bitstream\/handle\/13460\/1\/Sandra%20Arruda%20Grostein.pdf<\/a><\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref4\" name=\"_edn4\">[4]<\/a> Lacan, J. A ci\u00eancia e a verdade. In: Escritos, Jorge Zahar Editores, Rio de Janeiro, 1998.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref5\" name=\"_edn5\">[5]<\/a> Ibid, P. 870.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref6\" name=\"_edn6\">[6]<\/a> Ibid, p. 878.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref7\" name=\"_edn7\">[7]<\/a> Grostein, S. A. A ci\u00eancia e a verdade. A psican\u00e1lise proposta como uma ci\u00eancia no texto de Jacques Lacan. Disserta\u00e7\u00e3o. PUCS-P, 2010.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref8\" name=\"_edn8\">[8]<\/a> Lacan, J. Posi\u00e7\u00e3o do inconsciente. P. 853. In: Escritos, Jorge Zahar Editores, Rio de Janeiro, 1998.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref9\" name=\"_edn9\">[9]<\/a> Lacan, J. A ci\u00eancia e a verdade. P. 875.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref10\" name=\"_edn10\">[10]<\/a> Grostein, S. A ci\u00eancia e a verdade. A psican\u00e1lise proposta como uma ci\u00eancia no texto de Jacques Lacan. Disserta\u00e7\u00e3o. PUCS-P, 2010.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref11\" name=\"_edn11\">[11]<\/a> Miller, J-A. Sobre o transfinito. Em dire\u00e7\u00e3o a um novo significante. Op\u00e7\u00e3o Lacaniana n. 6, 1993.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref12\" name=\"_edn12\">[12]<\/a> Ferretti, M. C. G. A ci\u00eancia e a verdade. Op\u00e7\u00e3o lacaniana, n. 74. Nov 2016. Pg 82.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref13\" name=\"_edn13\">[13]<\/a> A ci\u00eancia e a verdade. P. 889. In: Escritos, Jorge Zahar Editores, Rio de Janeiro, 1998.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref14\" name=\"_edn14\">[14]<\/a> Ibid, p. 889.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref15\" name=\"_edn15\">[15]<\/a> Miller, J-A. Entrevista Clarin. <a href=\"https:\/\/www.clarin.com\/ideas\/por-que-el-psicoanalisis-no-es-revolucionario-sino-subversivo_0_H1KVpYJ3DQe.html\">https:\/\/www.clarin.com\/ideas\/por-que-el-psicoanalisis-no-es-revolucionario-sino-subversivo_0_H1KVpYJ3DQe.html<\/a><\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref16\" name=\"_edn16\">[16]<\/a> Miller aborda no semin\u00e1rio \u201cO lugar e o la\u00e7o\u201d e \u201cUma fantasia\u201d.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref17\" name=\"_edn17\">[17]<\/a> Miller, J-A. Uma fantasia. Op\u00e7\u00e3o Lacaniana, n. 42, fev 2005.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref18\" name=\"_edn18\">[18]<\/a> Ibid.<\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Fabiola Ramon (EBP\/AMP) Nesse escrito de 1960, Lacan segue na logifica\u00e7\u00e3o da inven\u00e7\u00e3o freudiana do inconsciente a partir da estrutura da linguagem. Da\u00ed decorre o sujeito dividido, \u201cestado de fenda\u201d. 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