{"id":4655,"date":"2020-08-31T18:22:12","date_gmt":"2020-08-31T21:22:12","guid":{"rendered":"http:\/\/ebp.org.br\/sp\/?p=4655"},"modified":"2020-08-31T18:22:12","modified_gmt":"2020-08-31T21:22:12","slug":"subversoes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/subversoes\/","title":{"rendered":"SUBVERS\u00d5ES"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-4375 size-full aligncenter\" src=\"https:\/\/ebp.org.br\/new\/sp\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/banner_jornada_2020-1.jpg\" alt=\"\" width=\"1024\" height=\"258\" srcset=\"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/banner_jornada_2020-1.jpg 1024w, https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/banner_jornada_2020-1-300x76.jpg 300w, https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/banner_jornada_2020-1-768x194.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/p>\n<figure id=\"attachment_4641\" aria-describedby=\"caption-attachment-4641\" style=\"width: 146px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-4641\" src=\"https:\/\/ebp.org.br\/new\/sp\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/boletim_fora_da_serie_002_002_005-1.png\" alt=\"Imagem: Instagram @jazzfreak001\" width=\"146\" height=\"180\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-4641\" class=\"wp-caption-text\">Imagem: Instagram @jazzfreak001<\/figcaption><\/figure>\n<h6>Maria Helena Barbosa (EBP\/AMP)<\/h6>\n<p>Com clareza e s\u00edntese, Valeria Ferranti introduz o tema das Jornadas, ao dizer que, \u201cDa pena Freudiana, o inconsciente perdeu seu car\u00e1ter de adjetivo e surge como conceito que abala o narcisismo da humanidade e subverte a certeza cartesiana, afinal o eu n\u00e3o \u00e9 senhor em sua casa. \u2018Penso onde n\u00e3o sou, sou onde n\u00e3o penso\u2019: afirma\u00e7\u00e3o onde localizamos, com Lacan, o sujeito da ci\u00eancia moderna, fruto da revolu\u00e7\u00e3o copernicana, subvertido\u201d<a href=\"#_edn1\" name=\"_ednref1\">[1]<\/a>.<\/p>\n<p>Em sua provoca\u00e7\u00e3o, Daniela de Camargo Barros Affonso cita Miller, em <em>Lacan Elucidado<\/em>, contando que \u201cLacan, que amava a palavra subvers\u00e3o, come\u00e7ou por subverter a obra freudiana. \u2018O car\u00e1ter pr\u00f3prio da cria\u00e7\u00e3o de Lacan na psican\u00e1lise tem algo de subversivo\u2019, diz. O desejo de Lacan tem a ver com a subvers\u00e3o criativa da autoridade. \u2018Freud lhe era familiar, sua familiaridade de leitor foi, precisamente, o que lhe permitiu a subvers\u00e3o criativa da obra freudiana\u2019\u201d<a href=\"#_edn2\" name=\"_ednref2\">[2]<\/a>.<\/p>\n<p>Por sua vez, Paola Salinas desenvolve qual foi o emprego cl\u00ednico que Lacan fez deste termo no texto <em>A subvers\u00e3o do sujeito e a dial\u00e9tica do desejo no inconsciente<\/em>. Destaca a subvers\u00e3o do sujeito em rela\u00e7\u00e3o ao saber, o sujeito como um efeito de corte na cadeia significante e a formula\u00e7\u00e3o lacaniana \u201co inconsciente \u00e9 estruturado como uma linguagem\u201d, que se enla\u00e7am na afirma\u00e7\u00e3o de que o \u201cinconsciente \u00e9 o discurso do Outro\u201d<a href=\"#_edn3\" name=\"_ednref3\">[3]<\/a>.<\/p>\n<p>Niraldo de Oliveira Santos recupera \u201cuma passagem do Semin\u00e1rio 20, <em>mais ainda<\/em>, onde Lacan retoma o tema da revolu\u00e7\u00e3o coperniciana para questionar a condi\u00e7\u00e3o subversiva da psican\u00e1lise desde Freud: \u2018A subvers\u00e3o, se ela existiu em algum lugar e em algum momento, n\u00e3o \u00e9 ter-se trocado o ponto de rota\u00e7\u00e3o do que gira, \u00e9 ter-se substitu\u00eddo o \u2018isso gira\u2019 por um \u2018isso cai\u2019\u201d<a href=\"#_edn4\" name=\"_ednref4\">[4]<\/a>.<\/p>\n<p>S\u00e3o empregos distintos da mesma palavra, todos articulados \u00e0 psican\u00e1lise.<\/p>\n<p>Valeria destaca o efeito subversivo que a psican\u00e1lise fundada por Freud introduziu na civiliza\u00e7\u00e3o, numa refer\u00eancia \u00e0s tr\u00eas feridas narc\u00edsicas \u2013 Cop\u00e9rnico, Darwin e Freud, apresentadas por Freud artigo de 1916, <em>Uma dificuldade no caminho da Psican\u00e1lise<\/em> e onde se localiza a famosa frase: \u201c<em>o ego n\u00e3o \u00e9 o senhor da sua pr\u00f3pria casa\u201d<a href=\"#_edn5\" name=\"_ednref5\"><strong>[5]<\/strong><\/a><\/em>. H\u00e1 uma nova raz\u00e3o desde Freud.<\/p>\n<p>Daniela apresenta, com Miller, que Lacan em sua leitura da obra freudiana tamb\u00e9m a subverte. \u00c9 o que ele explicita em seu curso <em>O lugar e o La\u00e7o<\/em>, ao dizer que, \u00a0\u201cem seu primeiro ensino Lacan dedicou-se a fazer uma tradu\u00e7\u00e3o do aparato freudiano, uma releitura, uma nova l\u00edngua, mais rigorosa e reduzida, que se precipitou em f\u00f3rmulas operat\u00f3rias que possibilitaram a transmiss\u00e3o dos fen\u00f4menos da cl\u00ednica, em nossa comunidade\u201d<a href=\"#_edn6\" name=\"_ednref6\">[6]<\/a>.<\/p>\n<p>J\u00e1 Paola aborda o emprego cl\u00ednico do termo subvers\u00e3o utilizado por Lacan para \u201cdemonstrar a fun\u00e7\u00e3o do sujeito, tal como instaura a experi\u00eancia freudiana\u201d<a href=\"#_edn7\" name=\"_ednref7\">[7]<\/a>. Lacan, neste texto de 1960, procede a uma releitura da obra freudiana utilizando a lingu\u00edstica moderna. Apresenta o sujeito em sua rela\u00e7\u00e3o ao desejo sendo o Complexo de \u00c9dipo \u201ca mola mestra da pr\u00f3pria subvers\u00e3o\u201d<a href=\"#_edn8\" name=\"_ednref8\">[8]<\/a>.<\/p>\n<p>Niraldo retoma as feridas narc\u00edsicas da humanidade, agora com o vi\u00e9s cl\u00ednico que o semin\u00e1rio <em>mais ainda <\/em>introduz e onde a subvers\u00e3o n\u00e3o \u00e9 mais a subvers\u00e3o do sujeito tal como trabalhada no texto anterior de Lacan; trata-se mais de sua queda \u2013 \u201cO ponto vivo (&#8230;) n\u00e3o h\u00e1 nada\u201d<a href=\"#_edn9\" name=\"_ednref9\">[9]<\/a>.<\/p>\n<p>Valeria e Daniela trouxeram o car\u00e1ter subversivo da psican\u00e1lise frente \u00e0 civiliza\u00e7\u00e3o. No entanto, Daniela se pergunta se ainda ela porta \u201calgo de sua \u2018virul\u00eancia\u2019\u201d. O final de sua provoca\u00e7\u00e3o indica Lacan apontando que a psican\u00e1lise de Freud foi engolida pelo <em>american way of life.<\/em><\/p>\n<p>Lacan \u00e9 prof\u00e9tico em sua interpreta\u00e7\u00e3o. Vimos a psican\u00e1lise ser apropriada pela psicoterapia de tal forma que, \u201cna atualidade de toda irrup\u00e7\u00e3o de real convoca uma palavra que forne\u00e7a sentido, \u00e0s vezes com urg\u00eancia\u201d<a href=\"#_edn10\" name=\"_ednref10\">[10]<\/a>. Frente aos traumatismos da \u00e9poca vemos a oferta de escuta ser oferecida de forma indiscriminada e <em>a priori<\/em>, antes mesmo de qualquer demanda se colocar e no intuito de tamponar o real. \u201cEntramos agora em uma era da preven\u00e7\u00e3o generalizada do traumatismo\u201d<a href=\"#_edn11\" name=\"_ednref11\">[11]<\/a>.<\/p>\n<p>Paola e Niraldo, por suas vezes, trouxeram o termo subvers\u00e3o em seu emprego cl\u00ednico em tempos bastante distintos no ensino de Lacan.<\/p>\n<p>O texto de 60 traz a rela\u00e7\u00e3o do sujeito com o saber inconsciente. O simb\u00f3lico estruturado como uma linguagem promove um rebaixamento do sentido entendido como significado \u2013 no lugar, o fora-de-sentido. O real \u00e9 um real fora-de-sentido, do sentido entendido como significado e, enquanto tal, Imagin\u00e1rio. Esta distribui\u00e7\u00e3o dos elementos em jogo numa an\u00e1lise e na teoria psicanal\u00edtica, repartidos nos tr\u00eas registros, a partir do simb\u00f3lico, costumamos chamar de primeiro ensino de Lacan.<\/p>\n<p>J\u00e1 no Semin\u00e1rio <em>mais ainda<\/em>, Lacan est\u00e1 iniciando o que ser\u00e1 a transmiss\u00e3o do seu \u00faltimo ensino, centrado no n\u00f3 borromeano, marcando uma mudan\u00e7a e ruptura com o paradigma do inconsciente estruturado como uma linguagem, do primeiro ensino. O campo lacaniano \u00e9 o campo do gozo: \u201c[&#8230;] se h\u00e1 algo a ser feito na an\u00e1lise \u00e9 a institui\u00e7\u00e3o desse outro campo energ\u00e9tico que \u00e9 o campo do gozo\u201d<a href=\"#_edn12\" name=\"_ednref12\">[12]<\/a>. O sujeito passa a ser tomado como arremedo, apar\u00eancia, semblante. Al\u00e9m do rebaixamento de sentido, h\u00e1 um rebaixamento da palavra e do significante enquanto suporte f\u00f4nico do sentido. O saber \u00e9 desqualificado pelo rebaixamento do sentido e da palavra \u2013 n\u00e3o h\u00e1 discurso que n\u00e3o seja do gozo.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, como localizar a \u201csubvers\u00e3o\u201d no \u00faltimo ensino de Lacan?<\/p>\n<p>A subvers\u00e3o mais evidente \u00e9 a subvers\u00e3o que o \u00faltimo ensino, em si, promove. Lacan vai mais al\u00e9m da releitura que fez da obra freudiana. Com a manipula\u00e7\u00e3o do n\u00f3, Lacan \u201cinaugura algo totalmente diferente, um regime de pensamento completamente distinto concernente \u00e0 psican\u00e1lise\u201d<a href=\"#_edn13\" name=\"_ednref13\">[13]<\/a>.<\/p>\n<p>Qual o lugar da psican\u00e1lise na civiliza\u00e7\u00e3o contempor\u00e2nea?<\/p>\n<p>Miller, em O Lugar e o La\u00e7o, aponta qual foi a solu\u00e7\u00e3o de Lacan, ao recuperar sua frase: \u201cA cada um lhe cabe reinventar a psican\u00e1lise\u201d<a href=\"#_edn14\" name=\"_ednref14\">[14]<\/a>. \u201cPara Lacan, fazer existir a psican\u00e1lise por meio da l\u00f3gica, n\u00e3o da hist\u00f3ria (&#8230;) A Lacan interessou fazer ex-sistir mediante o que agora chamo sua l\u00f3gica, por seu necess\u00e1rio; despejar sua ess\u00eancia, pois aqui a ex-sist\u00eancia da an\u00e1lise depende de sua ess\u00eancia. (&#8230;) Se baseia no la\u00e7o estabelecido entre psican\u00e1lise pura e o ensino da psican\u00e1lise\u201d<a href=\"#_edn15\" name=\"_ednref15\">[15]<\/a>.<\/p>\n<hr \/>\n<h6><a href=\"#_ednref1\" name=\"_edn1\">[1]<\/a> Ferranti, V. <em>Apresenta\u00e7\u00e3o das Jornadas (Fora da s\u00e9rie),<\/em> Boletim Fora da s\u00e9rie # 01.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref2\" name=\"_edn2\">[2]<\/a> de C. B. Affonso, D. <em>Subvers\u00e3o criativa<\/em>, Boletim Fora da s\u00e9rie # 01.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref3\" name=\"_edn3\">[3]<\/a> Salinas, P. <em>Lan\u00e7ar uma pergunta: sobre as rela\u00e7\u00f5es do sujeito e o Outro<\/em>, Boletim Fora da s\u00e9rie, # 01.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref4\" name=\"_edn4\">[4]<\/a> de O. Santos, N. <em>Revolu\u00e7\u00e3o em psican\u00e1lise: do \u201cisso gira\u201d ao \u201cisso cai\u201d<\/em>, Boletim Fora da s\u00e9rie, # 01.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref5\" name=\"_edn5\">[5]<\/a> Freud, S. <em>Uma dificuldade no caminho da Psican\u00e1lise <\/em>(1917), Ed. Standard Brasileira. RJ, Imago, 1969, vol. XVII, p. 178.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref6\" name=\"_edn6\">[6]<\/a> Miller, J.-A. <em>O Lugar e o La\u00e7o<\/em> (2000\/2001), Ed. Paid\u00f3s, 2013, p.138\/139.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref7\" name=\"_edn7\">[7]<\/a> Lacan, J. <em>Escritos<\/em>, RJ, Jorge Zahar Ed., 1998, p.809.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref8\" name=\"_edn8\">[8]<\/a> idem.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref9\" name=\"_edn9\">[9]<\/a> Lacan, J. (1972-1973), O Semin\u00e1rio, livro 20: <em>mais, ainda<\/em>, RJ, Jorge Zahar Ed., 1985, p.59.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref10\" name=\"_edn10\">[10]<\/a> Miller, J.-A. <em>O Lugar e o La\u00e7o <\/em>(2000\/2001), Ed. Paid\u00f3s, 2013, p.56.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref11\" name=\"_edn11\">[11]<\/a> idem.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref12\" name=\"_edn12\">[12]<\/a> Lacan, J. (1969\/1970), O Semin\u00e1rio, livro 17, <em>o avesso da psican\u00e1lise<\/em>, RJ, Jorge Zahar Ed., 1992, p.85.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref13\" name=\"_edn13\">[13]<\/a> Miller, J.-A. <em>O Lugar e o La\u00e7o<\/em> (2000\/2001), Ed. Paid\u00f3s, 2013, p.141.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref14\" name=\"_edn14\">[14]<\/a> idem, p.22.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref15\" name=\"_edn15\">[15]<\/a> idem, p.20.<\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Maria Helena Barbosa (EBP\/AMP) Com clareza e s\u00edntese, Valeria Ferranti introduz o tema das Jornadas, ao dizer que, \u201cDa pena Freudiana, o inconsciente perdeu seu car\u00e1ter de adjetivo e surge como conceito que abala o narcisismo da humanidade e subverte a certeza cartesiana, afinal o eu n\u00e3o \u00e9 senhor em sua casa. \u2018Penso onde n\u00e3o&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[],"post_series":[],"class_list":["post-4655","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-boletim-fora-da-serie","entry","no-media"],"aioseo_notices":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4655","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4655"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4655\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4655"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4655"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4655"},{"taxonomy":"post_series","embeddable":true,"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-json\/wp\/v2\/post_series?post=4655"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}