{"id":4415,"date":"2020-07-27T17:35:48","date_gmt":"2020-07-27T20:35:48","guid":{"rendered":"http:\/\/ebp.org.br\/sp\/?p=4415"},"modified":"2020-07-27T17:35:48","modified_gmt":"2020-07-27T20:35:48","slug":"revolucao-e-subversao-em-psicanalise-do-isso-gira-ao-isso-cai","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/revolucao-e-subversao-em-psicanalise-do-isso-gira-ao-isso-cai\/","title":{"rendered":"Revolu\u00e7\u00e3o e subvers\u00e3o em psican\u00e1lise: do \u201cisso gira\u201d ao \u201cisso cai\u201d"},"content":{"rendered":"<h6><span style=\"color: #3366ff;\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-4375 size-full aligncenter\" src=\"https:\/\/ebp.org.br\/new\/sp\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/banner_jornada_2020-1.jpg\" alt=\"\" width=\"1024\" height=\"258\" srcset=\"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/banner_jornada_2020-1.jpg 1024w, https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/banner_jornada_2020-1-300x76.jpg 300w, https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/banner_jornada_2020-1-768x194.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/strong><\/span><\/h6>\n<h6>Niraldo de Oliveira Santos &#8211; (EBP\/AMP)<\/h6>\n<figure id=\"attachment_4406\" aria-describedby=\"caption-attachment-4406\" style=\"width: 167px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-4406\" src=\"https:\/\/ebp.org.br\/new\/sp\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/boletim-fora_de_serie_001_prov_002-1.png\" alt=\"\" width=\"167\" height=\"164\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-4406\" class=\"wp-caption-text\">Imagem: Instagram @kyria_atelier<\/figcaption><\/figure>\n<p>A pesquisa em torno do tema \u201csubvers\u00e3o\u201d no ensino de Lacan me levou, de in\u00edcio, a uma passagem do Semin\u00e1rio 20, <em>mais, ainda<\/em>, onde Lacan retoma o tema da revolu\u00e7\u00e3o coperniciana para questionar a condi\u00e7\u00e3o subversiva da psican\u00e1lise desde Freud: \u201cA subvers\u00e3o, se ela existiu em algum lugar e em algum momento, n\u00e3o \u00e9 ter-se trocado o ponto de rota\u00e7\u00e3o do que gira, \u00e9 ter-se substitu\u00eddo o <em>isso gira<\/em> por um <em>isso cai\u201d<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\"><strong>[1]<\/strong><\/a><\/em>.<\/p>\n<p>A palavra \u201crevolu\u00e7\u00e3o\u201d tem a sua origem no latim <em>revolutio<\/em>, que significa o \u201cato de dar voltas<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\">[2]<\/a>\u201d. J\u00e1 \u201csubvers\u00e3o\u201d vem de <em>subversio<\/em>, tamb\u00e9m do latim, que aponta para uma a\u00e7\u00e3o que provoca queda, invers\u00e3o da ordem<a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\">[3]<\/a>.<\/p>\n<p>O tema \u201crevolu\u00e7\u00e3o\u201d \u2013 coperniciana, aristot\u00e9lica, francesa, marxista, comunista e freudiana, foi abordado por Lacan em 29 li\u00e7\u00f5es em 14 semin\u00e1rios<a href=\"#_ftn4\" name=\"_ftnref4\">[4]<\/a>, al\u00e9m de tamb\u00e9m estar presente em outros momentos do seu ensino como em \u201cSubvers\u00e3o do Sujeito e dial\u00e9tica do desejo\u201d e \u201cRadiofonia\u201d, por exemplo.<\/p>\n<p>A psican\u00e1lise \u00e9 revolucion\u00e1ria? Onde reside sua via subversiva?<\/p>\n<p><strong>Freud e a revolu\u00e7\u00e3o coperniciana<\/strong><\/p>\n<p>Golpes<a href=\"#_ftn5\" name=\"_ftnref5\">[5]<\/a>, insultos<a href=\"#_ftn6\" name=\"_ftnref6\">[6]<\/a>, feridas narc\u00edsicas. S\u00e3o estes os termos utilizados em portugu\u00eas para fazer refer\u00eancia ao que Freud apontou como o impacto que as teorias de Cop\u00e9rnico, Darwin e a sua descoberta psicanal\u00edtica causaram na humanidade. Para Lacan, trata-se de discernir mais de perto o que o pr\u00f3prio Freud articula como constituindo um \u201cpasso coperniciano<a href=\"#_ftn7\" name=\"_ftnref7\">[7]<\/a>\u201d. De partida, Lacan aponta que a no\u00e7\u00e3o freudiana do eu, descentrado, foi t\u00e3o \u201ctranstornadora<a href=\"#_ftn8\" name=\"_ftnref8\">[8]<\/a>\u201d que mereceu a express\u00e3o \u201crevolu\u00e7\u00e3o coperniciana\u201d. Trata-se de um despertar da fascina\u00e7\u00e3o pela propriedade da consci\u00eancia, para considerar o humano em uma estrutura \u201cque lhe \u00e9 pr\u00f3pria, que \u00e9 a estrutura do desejo<a href=\"#_ftn9\" name=\"_ftnref9\">[9]<\/a>\u201d. Antes de Freud, diz Lacan, o estudo da economia humana partia de uma preocupa\u00e7\u00e3o com a moral, e que \u201cse tratava menos de estudar o desejo do que, desde logo, reduzi-lo e disciplin\u00e1-lo<a href=\"#_ftn10\" name=\"_ftnref10\">[10]<\/a>\u201d.<\/p>\n<p><strong>A revolu\u00e7\u00e3o no campo da ci\u00eancia<\/strong><\/p>\n<p>No campo da ci\u00eancia, Lacan recorre a Koyr\u00e9<a href=\"#_ftn11\" name=\"_ftnref11\">[11]<\/a> para dizer que n\u00e3o foi Cop\u00e9rnico e sim Kepler e Newton que engendraram uma revolu\u00e7\u00e3o, uma mudan\u00e7a de cosmologia. Isso se deu por meio da constru\u00e7\u00e3o de hip\u00f3teses e da no\u00e7\u00e3o de um saber \u201cque se transmite integralmente, que se produziu no saber essa peneiragem gra\u00e7as \u00e0 qual um discurso que se chama cient\u00edfico se constituiu<a href=\"#_ftn12\" name=\"_ftnref12\">[12]<\/a>\u201d. Nesta perspectiva, Lacan aponta que a hip\u00f3tese proposta por Kepler e em seguida por Newton \u00e9 a de ter descrito que o <em>isso gira<\/em> astral, n\u00e3o mais circular, mas em elipse, \u00e9 a mesma coisa que cair. \u201cMas para constatar isto, o que permite eliminar a hip\u00f3tese, foi mesmo preciso que primeiro ele a fizesse, essa hip\u00f3tese<a href=\"#_ftn13\" name=\"_ftnref13\">[13]<\/a>\u201d. Esta mudan\u00e7a paradigm\u00e1tica opera um corte entre o pensamento antigo e o pensamento moderno \u2013 uma revolu\u00e7\u00e3o no campo da ci\u00eancia, construindo um campo prop\u00edcio, inclusive, \u00e0 exist\u00eancia da psican\u00e1lise. \u201cO inconsciente, eu n\u00e3o entro nele, n\u00e3o mais do que Newton, sem hip\u00f3tese<a href=\"#_ftn14\" name=\"_ftnref14\">[14]<\/a>\u201d, diz Lacan.<\/p>\n<p>Com a mudan\u00e7a de perspectiva proposta por Freud com a cria\u00e7\u00e3o da psican\u00e1lise, ou seja, o golpe de natureza psicol\u00f3gica, o que cai \u00e9 a no\u00e7\u00e3o de um eu aut\u00f4nomo. Neste caso, o termo \u201crevolu\u00e7\u00e3o\u201d implica uma ruptura que permite recome\u00e7ar a partir de um ponto novo. Como decorr\u00eancia desse ponto de inflex\u00e3o, a diferen\u00e7a est\u00e1, exatamente, no que fazer diante daquilo que caiu. Trata-se de restituir seu centro? Substitu\u00ed-lo?<\/p>\n<p><strong>As Revolu\u00e7\u00f5es e o Mestre<\/strong><\/p>\n<p>No campo das Revolu\u00e7\u00f5es, com R mai\u00fasculo, Lacan desconstr\u00f3i os ideais do homem moderno com uma certa dose de ironia. O ideal da liberdade, da felicidade, da realiza\u00e7\u00e3o do desejo, da igualdade para todos s\u00e3o postos como imposs\u00edveis. No que diz respeito ao ideal de liberdade, em virtude da duplicidade senhor-escravo estar generalizada no interior de cada participante da nossa sociedade, Lacan chega a compar\u00e1-lo \u201ca um discurso delirante<a href=\"#_ftn15\" name=\"_ftnref15\">[15]<\/a>\u201d. Quanto ao lema <em>A liberdade ou a morte!, <\/em>por exemplo, a posi\u00e7\u00e3o de Lacan \u00e9 a de que isso s\u00f3 seria poss\u00edvel obtendo os dois<a href=\"#_ftn16\" name=\"_ftnref16\">[16]<\/a>.<\/p>\n<p>No semin\u00e1rio \u201cO avesso da psican\u00e1lise\u201d Lacan \u00e9 enf\u00e1tico ao mostrar que \u201cno que chamam romanticamente de Revolu\u00e7\u00e3o com R mai\u00fasculo, o discurso do mestre realiza sua revolu\u00e7\u00e3o (&#8230;) no giro que se completa<a href=\"#_ftn17\" name=\"_ftnref17\">[17]<\/a>\u201d. O <em>isso gira <\/em>evoca sempre o retorno.<\/p>\n<p>Para Miller<a href=\"#_ftn18\" name=\"_ftnref18\">[18]<\/a>, aos olhos de Lacan, a pol\u00edtica procede por identifica\u00e7\u00e3o, manipula os significantes mestres e busca, por meio disto, capturar os sujeitos. A psican\u00e1lise vai contra as identifica\u00e7\u00f5es, as desfaz uma por uma, as faz cair como cascas de cebola.<\/p>\n<p>Diante dessa constata\u00e7\u00e3o, ou seja, a de que uma revolu\u00e7\u00e3o institui, necessariamente, um mestre para ocupar o lugar daquele deposto, o discurso anal\u00edtico \u00e9 um contraponto.<\/p>\n<p><strong>A subvers\u00e3o faz furo na revolu\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Se, como vimos antes, a psican\u00e1lise n\u00e3o se presta a uma revolu\u00e7\u00e3o no \u00e2mbito do coletivo, como o tratamento do gozo, no um a um, pode contribuir com o conv\u00edvio em sociedade e reduzir o mal-estar na cultura?<\/p>\n<p>O discurso psicanal\u00edtico \u00e9 o avesso do discurso do mestre. Por meio de seus quadr\u00edpodes girat\u00f3rios, Lacan demonstra que \u00e9 por meio das voltas discursivas que reside justamente o tratamento do gozo: \u201cn\u00e3o se trata aqui de transgress\u00e3o, mas antes de irrup\u00e7\u00e3o, queda no campo de algo que \u00e9 da ordem do gozo<a href=\"#_ftn19\" name=\"_ftnref19\">[19]<\/a>\u201d. \u00c9 exatamente neste ponto que o ensino de Lacan mostra sua via subversiva pois, diante do que cai, n\u00e3o h\u00e1 a perspectiva de restituir, por exemplo, o eu aut\u00f4nomo como prop\u00f5e a <em>ego psychology<\/em>.<\/p>\n<p>O processo civilizat\u00f3rio, incluindo a\u00ed os discursos religiosos, racistas e higienistas movem-se visando restituir para o centro aquilo que supostamente haveria de natural no humano. Esta opera\u00e7\u00e3o move para a periferia toda a diferen\u00e7a, tudo o que \u00e9 pr\u00f3prio ao gozo, secretando e segregando os sujeitos.<\/p>\n<p>\u00c9 com a no\u00e7\u00e3o de <em>falasser<\/em>, jun\u00e7\u00e3o de fala, gozo e sujeito, que Lacan exp\u00f5e a via radical de dizer que o que a psican\u00e1lise localiza como centro \u00e9 um vazio, um real como imposs\u00edvel. \u00c9 por essa via que podemos retomar a import\u00e2ncia de considerar as voltas que o discurso anal\u00edtico promove no decurso de uma an\u00e1lise.<\/p>\n<p>No semin\u00e1rio <em>de um discurso que n\u00e3o fosse semblante<\/em>, Lacan nos mostra que, \u201cse houve um momento em que Freud foi revolucion\u00e1rio, foi na medida em que ele p\u00f4s em primeiro plano uma fun\u00e7\u00e3o que \u00e9 tamb\u00e9m a sugerida em Marx (&#8230;), considerar um certo n\u00famero de fatos como sintomas<a href=\"#_ftn20\" name=\"_ftnref20\">[20]<\/a>\u201d. Ao escutarmos as voltas de um discurso, guiados pelo sintoma, \u00e9 poss\u00edvel fazer cair sua marca de gozo, ao mesmo tempo em que se revela um furo em torno do qual o sintoma gira. Ou, nas palavras de Marcel Ritter<a href=\"#_ftn21\" name=\"_ftnref21\">[21]<\/a>, \u201cum piv\u00f4 em torno do qual gira o carrossel do gozo, sendo este piv\u00f4 o objeto <em>a<\/em> como mais-de-gozar\u201d. Quando o sujeito \u00e9 subvertido, destitu\u00eddo de seu dom\u00ednio imagin\u00e1rio, diz Miller<a href=\"#_ftn22\" name=\"_ftnref22\">[22]<\/a>, ele abandona sua caixa narc\u00edsica e tem condi\u00e7\u00f5es de enfrentar todas as eventualidades.<\/p>\n<p>As revolu\u00e7\u00f5es do sintoma s\u00e3o, ent\u00e3o, subvertidas pela psican\u00e1lise exatamente ali onde ela n\u00e3o prop\u00f5e outra coisa para ocupar o centro, a n\u00e3o ser este objeto topol\u00f3gico, semblante do real. Chega-se a ele, precisamente, n\u00e3o pelos ideais, mas pelos dejetos.<\/p>\n<p>Para Miller, \u201co dejeto \u00e9 (&#8230;) o que cai, \u00e9 o que tomba quando, por outro lado, algo se eleva. \u00c9 o que se evacua, ou que se faz desaparecer, enquanto o ideal resplandece<a href=\"#_ftn23\" name=\"_ftnref23\">[23]<\/a>\u201d. Trata-se de desprender do gozo uma parcela que possa constituir objeto e \u201celev\u00e1-lo \u00e0 dignidade de Coisa\u201d. Isso nos permite visar, subversivamente, a \u201csalva\u00e7\u00e3o pelos dejetos<a href=\"#_ftn24\" name=\"_ftnref24\">[24]<\/a>\u201d.<\/p>\n<p>Nos tempos atuais, onde a pregn\u00e2ncia de discursos totalit\u00e1rios, o desprezo pela ci\u00eancia e o triunfo da religi\u00e3o acontecem sob nossos olhos, a Escola de Lacan permanece um ref\u00fagio ao mal-estar?<\/p>\n<p>Convidar a comunidade para o debate, elevando o tema \u201csubvers\u00f5es\u201d \u00e0 dignidade da Coisa, \u00e9 dar voz ao <em>falasser<\/em> pol\u00edtico?<strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<hr \/>\n<h6><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> Lacan, J. (1972-1973) \u201c<strong>O Semin\u00e1rio, livro 20: mais, ainda<\/strong>\u201d. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2008, p. 48.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\">[2]<\/a> Michaelis online. Acessado em: michaelis.uol.com.br<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\">[3]<\/a>Idem<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref4\" name=\"_ftn4\">[4]<\/a>Krutzen, H. \u201c<strong>Jacques Lacan \u2013 S\u00e9minaire 1952-1980. Index r\u00e9f\u00e9rentiel<\/strong>\u201d. (3e \u00e9d). Paris: Economica Ed., 2009.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref5\" name=\"_ftn5\">[5]<\/a> Freud, S. (1917). \u201c<strong>Uma dificuldade no caminho da psican\u00e1lise<\/strong>\u201d. In: ______.\u00a0<em>Uma neurose infantil e outros trabalhos<\/em>. Rio de Janeiro: Imago, 1996.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref6\" name=\"_ftn6\">[6]<\/a> Freud, S. (1916-1917). \u201c<strong>Confer\u00eancias introdut\u00f3rias XVIII: Fixa\u00e7\u00e3o em traumas \u2013 O inconsciente<\/strong>\u201d. Obras Completas, volume 13. S\u00e3o Paulo: Companhia das Letras, 2014.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref7\" name=\"_ftn7\">[7]<\/a> Lacan, J. (1960) \u201c<strong>Subvers\u00e3o do sujeito e dial\u00e9tica do desejo<\/strong>\u201d. In: <em>Escritos<\/em>. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 1998, p. 810.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref8\" name=\"_ftn8\">[8]<\/a> Lacan, J. (1954-1955) \u201c<strong>O Semin\u00e1rio, livro 2: O eu na teoria de Freud e na t\u00e9cnica da psican\u00e1lise<\/strong>\u201d. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 1985, p. 10.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref9\" name=\"_ftn9\">[9]<\/a> Lacan, J. (1954-1955) \u201c<strong>O Semin\u00e1rio, livro 2: O eu na teoria de Freud e na t\u00e9cnica da psican\u00e1lise<\/strong>\u201d. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 1985, p. 283.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref10\" name=\"_ftn10\">[10]<\/a> Lacan, J. (1957-1958) \u201c<strong>O Semin\u00e1rio, livro 5: As forma\u00e7\u00f5es do inconsciente<\/strong>\u201d. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 1999, p. 261.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref11\" name=\"_ftn11\">[11]<\/a> Lacan, J. \u201cRadiofonia\u201d. (1970). In: <strong>Outros Escritos<\/strong>. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed, 2003, p. 420.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref12\" name=\"_ftn12\">[12]<\/a> Lacan, J. (1972-1973) \u201c<strong>O Semin\u00e1rio, livro 20: mais, ainda<\/strong>\u201d. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2008, p. 152.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref13\" name=\"_ftn13\">[13]<\/a>Ibidem<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref14\" name=\"_ftn14\">[14]<\/a>Ibidem<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref15\" name=\"_ftn15\">[15]<\/a> Lacan, J. (1955-1956) \u201c<strong>O Semin\u00e1rio, livro 3: As psicoses<\/strong>\u201d. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2002, p. 154.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref16\" name=\"_ftn16\">[16]<\/a> Lacan, J. (1964) \u201c<strong>O Semin\u00e1rio, livro 11: Os quatro conceitos fundamentais da psican\u00e1lise\u201d. <\/strong>Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 1998, p. 202.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref17\" name=\"_ftn17\">[17]<\/a> Lacan, J. (1969-1970). \u201c<strong>O Semin\u00e1rio, livro 17: O avesso da psican\u00e1lise\u201d<\/strong>. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 1992, p. 81.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref18\" name=\"_ftn18\">[18]<\/a> Miller, J-A. \u201cLacan e a pol\u00edtica\u201d. <strong>Revista Op\u00e7\u00e3o Lacaniana<\/strong>, n. 40. Agosto de 2004.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref19\" name=\"_ftn19\">[19]<\/a> Lacan, J. (1969-1970). \u201c<strong>O Semin\u00e1rio, livro 17: O avesso da psican\u00e1lise\u201d<\/strong>. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 1992, p. p. 17.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref20\" name=\"_ftn20\">[20]<\/a> Lacan, J. (1971) \u201c<strong>O Semin\u00e1rio, livro 18: de um discurso que n\u00e3o fosse semblante\u201d<\/strong>. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed, 2009, p. 23.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref21\" name=\"_ftn21\">[21]<\/a>Ritter, M. \u201cLe carrousel des jouissances ou les variantes de la jouissance\u201d. In: <strong>La jouissance au fil de l&#8217;enseignement de Lacan<\/strong>. Ritter, M; Jadin, J-M (Org.). Paris: Eres Ed, 2009.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref22\" name=\"_ftn22\">[22]<\/a> Miller, J-A. \u201cLacan e a pol\u00edtica\u201d. <strong>Revista Op\u00e7\u00e3o Lacaniana<\/strong>, n. 40. Agosto de 2004.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref23\" name=\"_ftn23\">[23]<\/a> Miller, J-A. \u201cA salva\u00e7\u00e3o pelos dejetos\u201d. In: <strong>Perspectivas dos Escritos e Outros Escritos de Lacan<\/strong>. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed, 2001, p. 228.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref24\" name=\"_ftn24\">[24]<\/a> Idem, p. 233.<\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Niraldo de Oliveira Santos &#8211; (EBP\/AMP) A pesquisa em torno do tema \u201csubvers\u00e3o\u201d no ensino de Lacan me levou, de in\u00edcio, a uma passagem do Semin\u00e1rio 20, mais, ainda, onde Lacan retoma o tema da revolu\u00e7\u00e3o coperniciana para questionar a condi\u00e7\u00e3o subversiva da psican\u00e1lise desde Freud: \u201cA subvers\u00e3o, se ela existiu em algum lugar e&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"post_series":[],"class_list":["post-4415","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-sem-categoria","entry","no-media"],"aioseo_notices":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4415","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4415"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4415\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4415"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4415"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4415"},{"taxonomy":"post_series","embeddable":true,"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-json\/wp\/v2\/post_series?post=4415"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}