{"id":4413,"date":"2020-07-27T17:33:50","date_gmt":"2020-07-27T20:33:50","guid":{"rendered":"http:\/\/ebp.org.br\/sp\/?p=4413"},"modified":"2020-07-27T17:33:50","modified_gmt":"2020-07-27T20:33:50","slug":"lancar-uma-pergunta-sobre-as-relacoes-do-sujeito-e-o-outro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/lancar-uma-pergunta-sobre-as-relacoes-do-sujeito-e-o-outro\/","title":{"rendered":"Lan\u00e7ar uma pergunta: sobre as rela\u00e7\u00f5es do sujeito e o Outro"},"content":{"rendered":"<h6><span style=\"color: #3366ff;\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-4375 size-full aligncenter\" src=\"https:\/\/ebp.org.br\/new\/sp\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/banner_jornada_2020-1.jpg\" alt=\"\" width=\"1024\" height=\"258\" srcset=\"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/banner_jornada_2020-1.jpg 1024w, https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/banner_jornada_2020-1-300x76.jpg 300w, https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/banner_jornada_2020-1-768x194.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/strong><\/span><\/h6>\n<h6>Paola Salinas (EBP\/AMP)<\/h6>\n<figure id=\"attachment_4405\" aria-describedby=\"caption-attachment-4405\" style=\"width: 175px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-4405\" src=\"https:\/\/ebp.org.br\/new\/sp\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/boletim-fora_de_serie_001_prov_001-1.png\" alt=\"\" width=\"175\" height=\"209\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-4405\" class=\"wp-caption-text\">Imagem: Instagram @claireluxtonfineart<\/figcaption><\/figure>\n<p><strong>O inconsciente \u00e9 o discurso do Outro<\/strong><\/p>\n<p>Em<em> A subvers\u00e3o do sujeito e a dial\u00e9tica do desejo no inconsciente<\/em>, o sujeito \u00e9 apresentado como efeito de um corte, evidenciando sua \u201cdescontinuidade no real\u201d<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a>. Estamos no momento da formula\u00e7\u00e3o lacaniana \u201co inconsciente \u00e9 estruturado como uma linguagem\u201d e o sujeito evanescente se apresenta subvertendo o sujeito da ci\u00eancia na rela\u00e7\u00e3o ao saber, como Lacan o demonstra no texto a partir do di\u00e1logo com Hegel.<\/p>\n<p>O corte preciso produz o sujeito como efeito da cadeia significante e um sentido metaf\u00f3rico do sintoma. A dial\u00e9tica em quest\u00e3o d\u00e1 mostras dos efeitos simb\u00f3licos na subjetividade, atrav\u00e9s das marcas dos significantes mestres advindos do Outro, os quais se constituem em um discurso. Desde Freud sabemos que a \u00e9poca n\u00e3o est\u00e1 desconectada desse discurso que participa ativamente na subjetividade.<\/p>\n<p>O sujeito, tomado como descontinuidade no real, equivale ao pr\u00f3prio corte, uma asser\u00e7\u00e3o que se instaura por fechar-se em sua pr\u00f3pria escans\u00e3o, numa esp\u00e9cie de antecipa\u00e7\u00e3o. No grafo que constr\u00f3i, Lacan descreve a quadradura onde a submiss\u00e3o do sujeito ao significante se produz como imposs\u00edvel, entre s(A) e (A) e seu retorno, por constituir-se justamente no ponto onde o sujeito se subtrai, ou seja, ao mesmo tempo que se conta, desempenha ali uma fun\u00e7\u00e3o apenas de falta<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\">[2]<\/a>. O sujeito participa de uma estrutura\u00e7\u00e3o, justamente ausentando-se dela, na medida em que n\u00e3o equivale nem ao significante, nem ao significado. Ao mesmo tempo, Lacan afirma que ambas as posi\u00e7\u00f5es que comp\u00f5em a quadradura \u201cparticipam da oferta significante que o furo no real constitui.\u201d<a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\">[3]<\/a><\/p>\n<p>Enfatizar a dimens\u00e3o de corte e a estrutura\u00e7\u00e3o significante assim descrita, enla\u00e7a a afirma\u00e7\u00e3o: o \u201cInconsciente \u00e9 o discurso do Outro\u201d<a href=\"#_ftn4\" name=\"_ftnref4\">[4]<\/a>.<\/p>\n<p><strong>O corpo e a dial\u00e9tica <\/strong><\/p>\n<p>O corpo se faz presente no grafo do desejo ali ent\u00e3o constru\u00eddo, articulado \u00e0s puls\u00f5es e estas \u00e0 cadeia significante. S\u00e9rgio Laia<a href=\"#_ftn5\" name=\"_ftnref5\">[5]<\/a> aponta e desenvolve uma passagem do texto, na qual Lacan afirma que na medida em que o Outro \u00e9 solicitado a responder a demanda, o faz em termos de puls\u00f5es<a href=\"#_ftn6\" name=\"_ftnref6\">[6]<\/a>. Ou seja, o corpo entra no ponto onde a resposta significante se mostra insuficiente frente ao circuito pulsional. S\u00e9rgio localiza ali um ind\u00edcio do <em>corpo vivo<\/em>, posteriormente elaborado por Lacan.<\/p>\n<p>\u00c9 no corpo, por excel\u00eancia, onde as quest\u00f5es do gozo aparecem, ressoam, repercutem. Tais quest\u00f5es sempre interessaram ao social. Nas \u00faltimas d\u00e9cadas, temos visto desdobramentos sob a forma das mais variadas demandas e exig\u00eancias, individuais ou grupais, que enfatizam a legisla\u00e7\u00e3o e o lit\u00edgio na tentativa de regular e dar lugar aos corpos.<\/p>\n<p>A partir da cl\u00ednica psicanal\u00edtica, \u00e9 poss\u00edvel tomar o corpo como um <em>lugar<\/em> prop\u00edcio \u00e0 subvers\u00e3o? Seja no sentido de recolher o que de subversivo um sujeito coloca em pr\u00e1tica pela via do desejo, ou pelo que \u00e9 poss\u00edvel localizar na sua rela\u00e7\u00e3o com o Outro, ainda que ele n\u00e3o exista?<\/p>\n<p>Uma quest\u00e3o que pode ser desenvolvida no trabalho que pretendemos provocar hoje \u00e9, se a partir do fato de que a cada um cabe <em>se fazer um corpo<\/em>, as in\u00fameras respostas subjetivas podem pretender se opor ao discurso do mestre da \u00e9poca?<\/p>\n<p>Esta pergunta s\u00f3 se sustenta por entendermos n\u00e3o se tratar somente do discurso normativo de dado momento hist\u00f3rico, mas dos significantes mestres que orientam as rela\u00e7\u00f5es e os lugares tanto no social, como no mais \u00edntimo.<\/p>\n<p>Os conceitos da nossa pr\u00e1tica cl\u00ednica est\u00e3o atrelados a uma posi\u00e7\u00e3o \u00e9tica de n\u00e3o adestramento ou domina\u00e7\u00e3o, fazendo do discurso anal\u00edtico aquele que n\u00e3o engendra um ideal, pois se exime de uma resposta universalizante.<\/p>\n<p>J\u00e1 na d\u00e9cada de 2000, descrev\u00edamos no campo social o empuxo ao gozo tomando a cena, e nos v\u00edamos diante da sua pluralidade associada \u00e0 valoriza\u00e7\u00e3o dos indiv\u00edduos, e seus agrupamentos, como Laurent nos indicou com a express\u00e3o <em>individualismo de massa<a href=\"#_ftn7\" name=\"_ftnref7\"><strong>[7]<\/strong><\/a>. <\/em>Nesse panorama, duas consequ\u00eancias se perfilam: de um lado, o recrudescimento das normas visando a restaura\u00e7\u00e3o de um Outro patriarcal garantidor da ordem, que pretende restabelecer completamente o sentido, chegando \u00e0 tirania. E, de outro, a associa\u00e7\u00e3o da satisfa\u00e7\u00e3o ao direito, onde cada um reivindica a normatiza\u00e7\u00e3o do seu quinh\u00e3o de gozo.<\/p>\n<p>Nessa rede, que tem como efeito a radicalidade, a segrega\u00e7\u00e3o do diferente, bem como a auto segrega\u00e7\u00e3o<a href=\"#_ftn8\" name=\"_ftnref8\">[8]<\/a>, um ponto poss\u00edvel de subvers\u00e3o, em cada sujeito, pode facilmente ser reabsorvido em novas nomea\u00e7\u00f5es e estas se constitu\u00edrem em novas massas.<\/p>\n<p>Do lado da psican\u00e1lise, trata-se de outra coisa. Desde seu in\u00edcio, Freud subverte a ordem m\u00e9dica e descobre o inconsciente. Apostamos desde ent\u00e3o que a psican\u00e1lise seria o \u00fanico discurso que n\u00e3o se pauta por um ideal, e por isso justamente \u00e9 subversivo<a href=\"#_ftn9\" name=\"_ftnref9\">[9]<\/a>.<\/p>\n<p><strong>O Inconsciente \u00e9 a pol\u00edtica<\/strong><\/p>\n<p>Na aula de 10\/5\/67 do seu Semin\u00e1rio 14<a href=\"#_ftn10\" name=\"_ftnref10\">[10]<\/a>, Lacan afirma: \u201cN\u00e3o digo sequer \u2018a pol\u00edtica \u00e9 o inconsciente\u2019, e, sim, de maneira bem mais simples, \u2018o inconsciente \u00e9 a pol\u00edtica\u2019\u201d. Ao retomar essa frase, Miller insiste no car\u00e1ter transindividual do inconsciente, articulando-o ao discurso do mestre, como discurso do inconsciente, visando extrair o inconsciente \u201cda esfera solipsista, para inseri-lo na cidade, faz\u00ea-lo depender da Hist\u00f3ria\u201d<a href=\"#_ftn11\" name=\"_ftnref11\">[11]<\/a>.Em outros termos, retoma que \u201c&#8230;o inconsciente do sujeito \u00e9 estruturalmente coordenado com o discurso do Outro. Este sujeito n\u00e3o tem outra realidade que n\u00e3o seja a de ser suposto aos significantes desse discurso que o identificam e que o veiculam\u201d<a href=\"#_ftn12\" name=\"_ftnref12\">[12]<\/a>. Tal elabora\u00e7\u00e3o esclarece que a dimens\u00e3o transindividual da subjetividade se sustenta no conceito de discurso, sendo pela via do discurso que a rela\u00e7\u00e3o com o coletivo e com a \u00e9poca se articula, a partir \u201cdos significantes mestres que constituem os la\u00e7os sociais, que n\u00e3o s\u00e3o outra coisa, que sua dimens\u00e3o pol\u00edtica\u201d<a href=\"#_ftn13\" name=\"_ftnref13\">[13]<\/a>.<\/p>\n<p>Nessa mesma aula, Lacan afirmar\u00e1 que: \u201co Outro (&#8230;) \u00e9 o corpo (&#8230;) feito para inscrever alguma coisa que \u00e9 chamada de marca\u201d<a href=\"#_ftn14\" name=\"_ftnref14\">[14]<\/a>. S\u00e3o exatamente essas duas afirma\u00e7\u00f5es que Miller ir\u00e1 abordar e Laurent retomar\u00e1 posteriormente, momento de um salto que conv\u00e9m acompanhar.<\/p>\n<p>Em um trabalho minucioso feito nas noites de estudo lacanianos na \u00c9cole de Cause Freudienne em 2016, \u00c9ric Laurent tra\u00e7a um percurso a partir do que Miller destacara em 2002 em suas Intui\u00e7\u00f5es Milanesas, articulando o corpo e \u2018o inconsciente \u00e9 a pol\u00edtica\u2019. A discuss\u00e3o da biopol\u00edtica da civiliza\u00e7\u00e3o, proposta por Laurent, avan\u00e7a incluindo \u201cO inconsciente o corpo falante\u201d, texto de Miller, do mesmo ano. Trata-se das consequ\u00eancias na pol\u00edtica e no la\u00e7o a partir da defini\u00e7\u00e3o de falasser, no sintagma, o <em>falasser pol\u00edtico<\/em>.<\/p>\n<p>A pergunta que fiz anteriormente sobre o corpo e a subvers\u00e3o se apoia nesta elabora\u00e7\u00e3o, e nos convida a pensar como o corpo se est\u00e1 a\u00ed implicado. Avan\u00e7ar na biopol\u00edtica \u00e9 um caminho que segue essa orienta\u00e7\u00e3o e retoma a pergunta pela presen\u00e7a do analista em sua \u00e9poca, recolocando o lugar subversivo da psican\u00e1lise em aberto, frente \u00e0 pluraliza\u00e7\u00e3o de significantes mestres que, embora possam ser articulados a discursos totalit\u00e1rios, ou de controle, tamb\u00e9m se apresentam aos borbot\u00f5es, soltos, disseminados&#8230; e, frente aos quais, o sujeito procura suas balizas.<\/p>\n<p>O falasser como equivalente do inconsciente e n\u00e3o do sujeito barrado redimensiona o efeito do discurso anal\u00edtico, aponta para a afeta\u00e7\u00e3o dos corpos por esses S1s vindos do Outro, incluindo o la\u00e7o, o que permite, segundo Laurent, retomar o coment\u00e1rio \u2018o inconsciente \u00e9 a pol\u00edtica\u2019 a partir da inscri\u00e7\u00e3o sobre o corpo. Afirma que \u201c(&#8230;) a identifica\u00e7\u00e3o, mecanismo pol\u00edtico por excel\u00eancia, pode ser relida a partir da inscri\u00e7\u00e3o sobre o corpo, a partir do acontecimento de corpo. \u00c9 o que faz Jacques Alain Miller no texto redigido logo em seguida ap\u00f3s os atentados de janeiro de 2015\u201d<a href=\"#_ftn15\" name=\"_ftnref15\">[15]<\/a>.<\/p>\n<p>Esclarece que o acontecimento de corpo a que se refere, n\u00e3o afeta o corpo enquanto organismo do indiv\u00edduo, mas sim o corpo do sujeito da linguagem, de entrada transindividual. Surpreende-se com o fato de Miller abordar esse mal-estar como um fen\u00f4meno transindividual, mas toma tal elabora\u00e7\u00e3o como testemunha do discurso como la\u00e7o social vir inscrever-se sobre o corpo.<\/p>\n<p><strong>Qual a nossa heresia?<\/strong><\/p>\n<p>Ao seguirmos esses passos ca\u00edmos, inevitavelmente, no momento atual de pandemia, onde os corpos s\u00e3o o motivo e a solu\u00e7\u00e3o de todo o mal. Fica-nos claro que o singular do gozo n\u00e3o equivale ao significante mestre social, nem a nomea\u00e7\u00e3o do sofrimento do corpo pelo Estado. Miller nos adverte que \u201co comum que acaba por inscrever-se no corpo n\u00e3o \u00e9 redut\u00edvel a uma particularidade do afeto coextensiva a um comunitarismo\u201d<a href=\"#_ftn16\" name=\"_ftnref16\">[16]<\/a>.<\/p>\n<p>Desta feita, ser herege da boa maneira, parece se aproximar da no\u00e7\u00e3o da perspectiva do \u2018Inconsciente \u00e9 a pol\u00edtica\u2019 ao falasser, implica ir al\u00e9m do \u00c9dipo e leva ao questionamento anal\u00edtico da rela\u00e7\u00e3o do sujeito com o discurso ao limite.<\/p>\n<p>Apostamos ainda na Heresia frente \u00e0 Neutralidade; na salva\u00e7\u00e3o pelos dejetos, frente ao brilho do Ideal, e ao corpo do falasser afetado transindividualmente, ademais do discurso como la\u00e7o.<\/p>\n<p>Este me parece \u00e9 um desafio n\u00e3o somente cl\u00ednico, mas pol\u00edtico, no sentido de podermos esclarecer, um a um, qual nossa pol\u00edtica para a psican\u00e1lise. N\u00e3o basta dizer que \u00e9 uma pol\u00edtica da singularidade, \u00e9 preciso pens\u00e1-la no novo enla\u00e7amento com o Outro da \u00e9poca, ainda que seja um esparso enxame de significantes.<\/p>\n<hr \/>\n<h6><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a>LACAN. J A subvers\u00e3o do sujeito e a dial\u00e9tica do desejo no inconsciente freudiano. In: Escritos, Jorge Zahar Editores, Rio de Janeiro, 1998, pg. 807.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\">[2]<\/a> Ibid. Leia-se no texto: <em>\u201ca submiss\u00e3o do sujeito ao significante, que se produz no circuito que vai de s(A) a A e volta para s(A), \u00e9 propriamente um c\u00edrculo, na medida em que a asser\u00e7\u00e3o que ali se instaura, por n\u00e3o se fechar em nada sen\u00e3o em sua pr\u00f3pria escans\u00e3o, ou, em outras palavras, na falta de um ato em que encontre sua certeza, remete apenas a sua pr\u00f3pria antecipa\u00e7\u00e3o na composi\u00e7\u00e3o do significante, em si mesma insignificante. A quadratura desse c\u00edrculo, para ser poss\u00edvel, exige somente a completude da bateria significante instalada em A, que simboliza, por conseguinte, o lugar do Outro. Donde se v\u00ea que esse Outro nada \u00e9 sen\u00e3o o puro sujeito da moderna estrat\u00e9gia dos jogos, como tal perfeitamente acess\u00edvel ao c\u00e1lculo da conjuntura, na medida que o sujeito real, por nele pautar o seu, n\u00e3o tem\u00a0 que levar minimamente em conta nenhuma aberra\u00e7\u00e3o dita subjetiva no sentido comum, isto \u00e9, psicol\u00f3gica, mas a simples inscri\u00e7\u00e3o de uma combinat\u00f3ria cujo esgotamento \u00e9 poss\u00edvel. <\/em><\/h6>\n<h6><em>Essa quadratura \u00e9 imposs\u00edvel, no entanto, mas unicamente pelo fato de que o sujeito s\u00f3 se constitui ao se subtrair dela e ao descomplet\u00e1-la essencialmente, por ter, ao mesmo tempo, que se contar ali e desempenhar uma fun\u00e7\u00e3o apenas de falta\u201d. p. 821.<\/em><\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\">[3]<\/a> Ibid. p 821.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref4\" name=\"_ftn4\">[4]<\/a> Ibid. p. 829.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref5\" name=\"_ftn5\">[5]<\/a>LAIA, S. \u201cSubvers\u00e3o do sujeito&#8230;\u201d In: Op\u00e7\u00e3o Lacaniana, n 74. S\u00e3o Paulo, Ed. Eolia, novembro de 2016, p. 69.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref6\" name=\"_ftn6\">[6]<\/a> LACAN, J. Ibid. p. 833.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref7\" name=\"_ftn7\">[7]<\/a>LAURENT, E.\u00a0 \u201cDois aspectos da tor\u00e7\u00e3o entre sintoma e institui\u00e7\u00e3o\u201d. In: <strong>Pertin\u00eancias da psican\u00e1lise aplicada: trabalhos da Escola da Causa Freudiana<\/strong><strong>.<\/strong> Rio de Janeiro: Forense Universit\u00e1ria, 2007, p. 238- 249.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref8\" name=\"_ftn8\">[8]<\/a>BROUSSE, M. H. Segrega\u00e7\u00f5es versus subvers\u00e3o Mulheres e discursos. Rio de Janeiro, Contra Capa, 2019, pg.159.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref9\" name=\"_ftn9\">[9]<\/a>Idem, Youtube. Canal <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/channel\/UCoCwVWuxZ45Hpe_fAhuBnHw\">Maestria en Teor\u00eda Psicoanal\u00edtica Lacaniana UNC<\/a>. Publicado em 22 de ago de 2016. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=lTYrZDTqJNU&amp;t=1s\">https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=lTYrZDTqJNU&amp;t=1s<\/a><\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref10\" name=\"_ftn10\">[10]<\/a>LACAN, J. <em>O semin\u00e1rio, Livro 14. A l\u00f3gica do fantasma<\/em>. Mimeo. Aula de 10\/05\/67.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref11\" name=\"_ftn11\">[11]<\/a>MILLER, J-A. (2002) Intui\u00e7\u00f5es Milanesas I. Op\u00e7\u00e3o Lacaniana online nova s\u00e9rie, Ano 2, n\u00ba 5, julho 2011.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref12\" name=\"_ftn12\">[12]<\/a>MILLER, J-A. Lacan e a pol\u00edtica. <em>Op\u00e7\u00e3o Lacaniana<\/em>, 40. S\u00e3o Paulo, Ed. Eolia, agosto de 2004, p. 12.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref13\" name=\"_ftn13\">[13]<\/a>HOLGUIN, C. Em la pol\u00edtica de los seres hablantes, el analista es una arma. In: <em>Bit\u00e1cora Lacaniana<\/em>. Revista de Psicoanalisis de la Nueva Escuela Lacaniana \u2013 NEL. N\u00ba 6, septiembre de 2017. Olivos, Grama Ediciones, p 21.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref14\" name=\"_ftn14\">[14]<\/a>LACAN, J. <em>O semin\u00e1rio, Livro 14. A l\u00f3gica do fantasma<\/em>. Mimeo. Aula de 10\/05\/67.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref15\" name=\"_ftn15\">[15]<\/a>MILLER, J.-A. La \u201cCommon Decency\u201d de Oumma. Publicado no Le point.fr em 6\/2\/15. Dispon\u00edvel em espanhol: <a href=\"http:\/\/www.eol.ar\">www.eol.ar<\/a> Jacques Alain Miller online.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref16\" name=\"_ftn16\">[16]<\/a> Ibid.<\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Paola Salinas (EBP\/AMP) O inconsciente \u00e9 o discurso do Outro Em A subvers\u00e3o do sujeito e a dial\u00e9tica do desejo no inconsciente, o sujeito \u00e9 apresentado como efeito de um corte, evidenciando sua \u201cdescontinuidade no real\u201d[1]. 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