{"id":4322,"date":"2020-05-05T14:50:59","date_gmt":"2020-05-05T17:50:59","guid":{"rendered":"http:\/\/ebp.org.br\/sp\/?p=4322"},"modified":"2026-03-30T17:22:41","modified_gmt":"2026-03-30T20:22:41","slug":"do-confinamento-dos-corpos-ao-desconfinamento-da-pulsao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/do-confinamento-dos-corpos-ao-desconfinamento-da-pulsao\/","title":{"rendered":"Do confinamento dos corpos ao desconfinamento da puls\u00e3o"},"content":{"rendered":"<section class=\"wpb-content-wrapper\">[vc_row][vc_column][vc_column_text]\n<figure id=\"attachment_4323\" aria-describedby=\"caption-attachment-4323\" style=\"width: 201px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-4323 size-full\" src=\"https:\/\/ebp.org.br\/new\/sp\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/img_texto_camila-1.png\" alt=\"Imagem: Instagram @art.upon.contemporary\" width=\"201\" height=\"216\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-4323\" class=\"wp-caption-text\">Imagem: Instagram @art.upon.contemporary<\/figcaption><\/figure>\n<h6><strong>Camila Popadiuk<br \/>\n<\/strong>Associada ao CLIN-a<\/h6>\n<h6><strong>O pulso \u2013 Tit\u00e3s<\/strong><\/h6>\n<h6>O pulso ainda pulsa<br \/>\nO pulso ainda pulsa<\/h6>\n<h6>Peste bub\u00f4nica, c\u00e2ncer, pneumonia<br \/>\nRaiva, rub\u00e9ola, tuberculose e anemia<br \/>\nRancor, cisticercose, caxumba, difteria<br \/>\nEncefalite, faringite, gripe e leucemia<\/h6>\n<h6>E o pulso ainda pulsa<br \/>\nO pulso ainda pulsa<\/h6>\n<h6>Hepatite, escarlatina, estupidez, paralisia<br \/>\nToxoplasmose, sarampo, esquizofrenia<br \/>\n\u00dalcera, trombose, coqueluche, hipocondria<br \/>\nS\u00edfilis, ci\u00fames, asma, cleptomania<\/h6>\n<h6>E o corpo ainda \u00e9 pouco<\/h6>\n<h6>O corpo ainda \u00e9 pouco<br \/>\nAssim<\/h6>\n<h6>Reumatismo, raquitismo, cistite, disritmia<br \/>\nH\u00e9rnia, pediculose, t\u00e9tano, hipocrisia<br \/>\nBrucelose, febre tifoide, arteriosclerose, miopia<br \/>\nCatapora, culpa, c\u00e1rie, c\u00e3ibra, lepra, afasia<\/h6>\n<h6>O pulso ainda pulsa<br \/>\nE o corpo ainda \u00e9 pouco<\/h6>\n<h6>Ainda pulsa<br \/>\nAinda \u00e9 pouco<\/h6>\n<h6>Assim<\/h6>\n<p>Em certo tom chistoso, essa m\u00fasica poderia atualizar-se assim: O pulso ainda pulsa\/E o corpo ainda \u00e9 pouco\/Ainda pulsa\/Ainda \u00e9 pouco\/ \u201chisteria\u201d, \u201cgripezinha\u201d, Covid e pandemia.<\/p>\n<p>Desde que iniciamos o distanciamento social como sa\u00edda necess\u00e1ria \u00e0 crise sanit\u00e1ria atual, esta m\u00fasica cantada pela voz pulsante de Arnaldo Antunes se apresenta frequentemente em minha cabe\u00e7a. Lembro-me que ela tamb\u00e9m se fez presente em uma das quest\u00f5es de biologia na ocasi\u00e3o do vestibular. Biologia, aquela disciplina, que dentre tantos conte\u00fados ensinados, o que mais me intrigava era a finitude da vida em sua rela\u00e7\u00e3o com o acometimento do corpo pelas doen\u00e7as. Mais tarde, gra\u00e7as \u00e0 psican\u00e1lise, este interesse particular enveredou-se em uma nova no\u00e7\u00e3o da morte, para al\u00e9m da morte biol\u00f3gica, a morte referente \u00e0 l\u00f3gica significante, implicando neste <em>affaire<a href=\"#_edn1\" name=\"_ednref1\"><strong>[1]<\/strong><\/a>,<\/em> o corpo.<\/p>\n<p>Sob a perspectiva da psican\u00e1lise, o que ata a vida ao corpo \u00e9 o gozo, propriedade do ser falante. Deste modo, a escolha pelo texto \u201cBiologia lacaniana e acontecimento de corpo\u201d<a href=\"#_edn2\" name=\"_ednref2\">[2]<\/a>, de Jacques-Alain Miller, dispensa justificativa pr\u00e9via. Neste texto, ele afirma que h\u00e1 uma defini\u00e7\u00e3o de sintoma que fora negligenciada, isto \u00e9, o sintoma como acontecimento de corpo. A fim de sustentar esta tese, ele retra\u00e7a de maneira meticulosa o percurso conceitual da puls\u00e3o na obra de Freud e no ensino de Lacan, neste, conceitualizada como gozo. J.-A. Miller culmina na seguinte perspectiva que ele chamar\u00e1 de \u201cbiologia lacaniana\u201d: \u201ca vida condi\u00e7\u00e3o do gozo, a condi\u00e7\u00e3o de corpo, a condi\u00e7\u00e3o significante\u201d<a href=\"#_edn3\" name=\"_ednref3\">[3]<\/a>.<\/p>\n<p>Logo no in\u00edcio do texto, ele faz a seguinte afirma\u00e7\u00e3o: \u201cN\u00f3s n\u00e3o sabemos o que \u00e9 a vida. N\u00f3s s\u00f3 sabemos que n\u00e3o h\u00e1 gozo sem a vida. E por que n\u00e3o formular esse princ\u00edpio sob esta forma de que a vida \u00e9 a condi\u00e7\u00e3o do gozo? Mas n\u00e3o \u00e9 tudo. Trata-se precisamente da vida sob a forma do corpo. O gozo em si \u00e9 impens\u00e1vel sem o corpo vivo, o corpo vivo que \u00e9 a condi\u00e7\u00e3o do gozo\u201d<a href=\"#_edn4\" name=\"_ednref4\">[4]<\/a>. E mais a frente, ele diz: \u201cAdmite-se que o sintoma \u00e9 gozo, satisfa\u00e7\u00e3o substitutiva de uma puls\u00e3o, como diz Freud [&#8230;] Na medida em que o sintoma constitui um gozo no sentido de satisfa\u00e7\u00e3o de uma puls\u00e3o e, na medida em que o gozo passa pelo corpo, que ele \u00e9 impens\u00e1vel sem o corpo, o corpo como forma ou melhor, como modalidade, como modo da vida, a defini\u00e7\u00e3o do sintoma como acontecimento de corpo \u00e9 inevit\u00e1vel\u201d<a href=\"#_edn5\" name=\"_ednref5\">[5]<\/a>.<\/p>\n<p>Estas duas passagens condensam a densidade deste trabalho realizado por Jacques-Alain Miller e que vale a pena ser revisitado. O que nos interessa neste momento em particular \u00e9 a articula\u00e7\u00e3o da disrup\u00e7\u00e3o do gozo ao novo <em>modus operandi<\/em> em que nos encontramos: o confinamento dos corpos.<\/p>\n<p>A puls\u00e3o, ao realizar seu circuito, marca o corpo e o investe de uma satisfa\u00e7\u00e3o paradoxal, diferenciando-se por isto mesmo do organismo vivo da biologia. De um lado, tem-se o corpo imagin\u00e1rio, cuja jubila\u00e7\u00e3o \u201cn\u00e3o \u00e9 uma satisfa\u00e7\u00e3o de uma completude natural, mas uma satisfa\u00e7\u00e3o ancorada em uma falta e estabelecida sobre uma discord\u00e2ncia\u201d<a href=\"#_edn6\" name=\"_ednref6\">[6]<\/a> e de onde poderia supor a proveni\u00eancia do Um, dado a \u201cevid\u00eancia imagin\u00e1ria da unidade do corpo\u201d. De outro, tem-se o corpo simb\u00f3lico, atravessado pelo significante, provando \u201cque \u00e9 no n\u00edvel da linguagem que eles alcan\u00e7am a unidade do elemento, do significante Um, porque na natureza, eles alcan\u00e7am apenas a unidade do Todo. O que viria ao apoio da tese de Lacan que alcan\u00e7amos o Um a partir do significante e n\u00e3o a partir da natureza\u201d<a href=\"#_edn7\" name=\"_ednref7\">[7]<\/a>.<\/p>\n<p>J\u00e1 o corpo vivo, ele n\u00e3o \u00e9 nem o corpo simbolizado, nem o corpo imagem. \u00c9 vivo. Trata-se, com efeito, do corpo afetado pelo gozo, precisa J.-A. Miller<a href=\"#_edn8\" name=\"_ednref8\">[8]<\/a>. Ele assinala a import\u00e2ncia de se dar sentido ao adjetivo \u201cvivo\u201d, \u201cmas tamb\u00e9m alcan\u00e7ar por qual vi\u00e9s, por qual incid\u00eancia o afeto do gozo adv\u00e9m ao corpo.\u201d<a href=\"#_edn9\" name=\"_ednref9\">[9]<\/a> E, sob esta perspectiva, ele ressalta as condi\u00e7\u00f5es que est\u00e3o a\u00ed em jogo: a condi\u00e7\u00e3o de corpo e a condi\u00e7\u00e3o de significante, se considerarmos a \u201cf\u00f3rmula de Lacan que o significante \u00e9 causa do gozo\u201d<a href=\"#_edn10\" name=\"_ednref10\">[10]<\/a>. Ele avan\u00e7a, concluindo logicamente que \u201cse o sintoma \u00e9 uma satisfa\u00e7\u00e3o da puls\u00e3o, se ele \u00e9 gozo condicionado pela vida sob a forma do corpo, isto implica que o corpo vivo \u00e9 predominante em todo sintoma\u201d<a href=\"#_edn11\" name=\"_ednref11\">[11]<\/a>.<\/p>\n<p>J.-A. Miller reitera que Freud \u201cnota que a psican\u00e1lise n\u00e3o se interessa \u00e0 subst\u00e2ncia viva, mas \u00e0s for\u00e7as que operam na subst\u00e2ncia viva, e s\u00e3o as puls\u00f5es\u201d<a href=\"#_edn12\" name=\"_ednref12\">[12]<\/a>. Da\u00ed o interesse da psican\u00e1lise em explorar a rela\u00e7\u00e3o do ser falante com seu corpo que, em \u00faltima inst\u00e2ncia, implica sua rela\u00e7\u00e3o subjetiva com a morte, isto \u00e9, com a puls\u00e3o de morte<a href=\"#_edn13\" name=\"_ednref13\">[13]<\/a>.<\/p>\n<p>O isolamento dos corpos escancarou aquilo que a puls\u00e3o comporta de mais original: a busca por uma satisfa\u00e7\u00e3o fora do sentido. A ilus\u00e3o do tempo em abund\u00e2ncia, t\u00e3o amplamente difundida no in\u00edcio do confinamento &#8211; atrav\u00e9s de solu\u00e7\u00f5es revestidas de entretenimentos dos mais variados poss\u00edveis &#8211; apenas denota a dificuldade de cada um de lidar com o vazio estruturante. As in\u00fameras propostas de como preencher o tempo indicam, justamente, a presen\u00e7a deste vazio. E o gozo do corpo, pela via do excesso &#8211; largamente manifesta em diversos pequenos enunciados \u2013 coloca, ao mesmo tempo em evid\u00eancia, a presen\u00e7a deste vazio, na medida em que se tenta tampon\u00e1-lo, e o embara\u00e7o de se ter um corpo que goza.<\/p>\n<p>Desde o confinamento, h\u00e1 aqueles que passaram a beber todos os dias, outros fizeram da limpeza da casa e dos corpos um ritual obsessivo; alguns outros n\u00e3o cessam de comer &#8211; um deles inclusive chegou a dizer: \u201cd\u00e1-lhe puls\u00e3o oral: quando dou para comer e fumar&#8230; t\u00e1 compulsivo!\u201d. H\u00e1 tamb\u00e9m aqueles que se tornaram \u201cesportistas\u201d, cultivando a beleza do corpo. T\u00eam tamb\u00e9m aqueles que fizeram da chamada de v\u00eddeo a condi\u00e7\u00e3o de uma conversa, conservando o enquadramento pelo olhar. T\u00eam outros tantos que nunca se sentiram t\u00e3o protegidos dentro de casa, amenizando uma fobia social que, doravante, travava obst\u00e1culos.<\/p>\n<p>Algumas destas manifesta\u00e7\u00f5es claras da puls\u00e3o sinalizam seu car\u00e1ter insaci\u00e1vel, cuja satisfa\u00e7\u00e3o exigida e a satisfa\u00e7\u00e3o obtida n\u00e3o se sobrep\u00f5em, atestando assim, que a puls\u00e3o n\u00e3o visa o objeto, mas que ao contorn\u00e1-lo, ela retira uma satisfa\u00e7\u00e3o de seu pr\u00f3prio circuito. J\u00e1 a consist\u00eancia maci\u00e7a do sintoma, sustentado pela fantasia, revela tamb\u00e9m a gram\u00e1tica pulsional privilegiada de cada um, se admitimos que \u201co sintoma \u00e9 gozo, satisfa\u00e7\u00e3o substitutiva de uma puls\u00e3o\u201d<a href=\"#_edn14\" name=\"_ednref14\">[14]<\/a>.<\/p>\n<p>Neste contexto onde a suspens\u00e3o f\u00edsica do encontro dos corpos instalou-se em prol da preserva\u00e7\u00e3o da vida, parece que a intrus\u00e3o do gozo passou a se manifestar mais abertamente. A vida a ser preservada \u00e9 aqui entendida como a vida enquanto condi\u00e7\u00e3o do gozo, cujo corpo \u00e9 seu suporte. J\u00e1 o confinamento, ele \u00e9 uma resposta que por si s\u00f3 certifica a presen\u00e7a do real que nos assola, isto \u00e9, do v\u00edrus. E quanto mais o acento \u00e9 colocado na vida, mais a puls\u00e3o d\u00e1 suas caras, mais o gozo invade o corpo. Poder\u00edamos assim pensar que o confinamento dos corpos levou a um desconfinamento da puls\u00e3o.<\/p>\n<p>Este encontro repentino com o real e o confinamento como uma resposta p\u00f5e \u00e0 mostra a rela\u00e7\u00e3o que cada um tem com seu corpo, e, t\u00e3o logo, com o objeto que a\u00ed est\u00e1 em jogo. A suspens\u00e3o do encontro espacial colocou <em>mais ainda<a href=\"#_edn15\" name=\"_ednref15\"><strong>[15]<\/strong><\/a><\/em> em evid\u00eancia isso que pulsa em uma temporalidade fora de medida, mas que at\u00e9 ent\u00e3o estava regulada pelos h\u00e1bitos da vida cotidiana. O gozo, antes moderado pelo encontro f\u00edsico dos corpos, parecia deixar disperso isso que se encontra confinado no corpo. Para alguns, \u00e9 apenas o retorno com for\u00e7a de um gozo j\u00e1 familiar. Para outros, o despertar diante da estranheza que invade o corpo.<\/p>\n<p>Para finalizar e a t\u00edtulo de preven\u00e7\u00e3o, sirvo-me novamente de outra m\u00fasica de Arnaldo Antunes intitulada \u201cLavar as m\u00e3os\u201d:<\/p>\n<h6>Uma<br \/>\nLava outra, lava uma<br \/>\nLava outra, lava uma m\u00e3o<br \/>\nLava outra m\u00e3o, lava uma m\u00e3o<br \/>\nLava outra m\u00e3o<br \/>\nLava uma<\/h6>\n<h6>Depois de brincar no ch\u00e3o de areia a tarde inteira<br \/>\nAntes de comer, beber, lamber, pegar na mamadeira<br \/>\nLava uma (m\u00e3o), lava outra (m\u00e3o)<br \/>\nLava uma, lava outra (m\u00e3o)<br \/>\nLava uma<\/h6>\n<h6>A doen\u00e7a vai embora junto com a sujeira<br \/>\nVermes, bact\u00e9rias, mando embora embaixo da torneira<br \/>\n\u00c1gua uma, \u00e1gua outra<br \/>\n\u00c1gua uma (m\u00e3o), \u00e1gua outra<br \/>\n\u00c1gua uma<\/h6>\n<h6>A segunda, ter\u00e7a, quarta, quinta e sexta-feira<br \/>\nNa beira da pia, tanque, bica, bacia, banheira<br \/>\nLava uma m\u00e3o, m\u00e3o, m\u00e3o, m\u00e3o<br \/>\n\u00c1gua uma m\u00e3o, lava outra m\u00e3o<br \/>\nLava uma m\u00e3o<br \/>\nLava outra, lava uma<\/h6>\n<hr \/>\n<p><span style=\"font-size: 13px;\"><a href=\"#_ednref1\" name=\"_edn1\">[1]<\/a> Fr. Affaire; Port. Neg\u00f3cio. Valho-me do equ\u00edvoco presente em franc\u00eas, isto \u00e9, <em>\u00e0 faire <\/em>\u2013 a fazer.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 13px;\"><a href=\"#_ednref2\" name=\"_edn2\">[2]<\/a> Jacques-Alain Miller. \u201cBiologie lacanienne et \u00e9v\u00e9nement de corps\u201d. In: <em>La Cause freudienne <\/em>Paris, Navarin \/ Le Seuil, n\u00ba44, 2000. Vers\u00e3o em CD (As p\u00e1ginas da vers\u00e3o em CD n\u00e3o correspondem \u00e0 vers\u00e3o impressa). As passagens que ser\u00e3o citadas neste texto s\u00e3o tradu\u00e7\u00f5es livres.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 13px;\"><a href=\"#_ednref3\" name=\"_edn3\">[3]<\/a> <em>Ibid<\/em>, p. 13.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 13px;\"><a href=\"#_ednref4\" name=\"_edn4\">[4]<\/a> <em>Ibid<\/em>, p. 5.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 13px;\"><a href=\"#_ednref5\" name=\"_edn5\">[5]<\/a> <em>Ibid,<\/em> p.18.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 13px;\"><a href=\"#_ednref6\" name=\"_edn6\">[6]<\/a> <em>Ibid, <\/em>p. 20.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 13px;\"><a href=\"#_ednref7\" name=\"_edn7\">[7]<\/a> <em>Ibid, <\/em>p. 7.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 13px;\"><a href=\"#_ednref8\" name=\"_edn8\">[8]<\/a> <em>Ibid, <\/em>p. 12<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 13px;\"><a href=\"#_ednref9\" name=\"_edn9\">[9]<\/a> <em>Ibid<\/em>.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 13px;\"><a href=\"#_ednref10\" name=\"_edn10\">[10]<\/a> <em>Ibid, <\/em>p. 13.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 13px;\"><a href=\"#_ednref11\" name=\"_edn11\">[11]<\/a> <em>Ibid<\/em>.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 13px;\"><a href=\"#_ednref12\" name=\"_edn12\">[12]<\/a> <em>Ibid<\/em>, p. 11.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 13px;\"><a href=\"#_ednref13\" name=\"_edn13\">[13]<\/a> <em>Ibid<\/em>, p. 16.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 13px;\"><a href=\"#_ednref14\" name=\"_edn14\">[14]<\/a> <em>Ibid<\/em>, p. 18.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 13px;\"><a href=\"#_ednref15\" name=\"_edn15\">[15]<\/a> Refer\u00eancia \u00e0 tradu\u00e7\u00e3o em portugu\u00eas do t\u00edtulo do semin\u00e1rio <em>Encore<\/em>, de J. Lacan, que carrega o equ\u00edvoco \u201cno corpo\u201d.<\/span><\/p>\n[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row]\n<\/section>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[vc_row][vc_column][vc_column_text] Camila Popadiuk Associada ao CLIN-a O pulso \u2013 Tit\u00e3s O pulso ainda pulsa O pulso ainda pulsa Peste bub\u00f4nica, c\u00e2ncer, pneumonia Raiva, rub\u00e9ola, tuberculose e anemia Rancor, cisticercose, caxumba, difteria Encefalite, faringite, gripe e leucemia E o pulso ainda pulsa O pulso ainda pulsa Hepatite, escarlatina, estupidez, paralisia Toxoplasmose, sarampo, esquizofrenia \u00dalcera, trombose, coqueluche,&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[],"post_series":[],"class_list":["post-4322","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-biblioteca-em-tempo-real","entry","no-media"],"aioseo_notices":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4322","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4322"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4322\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":10089,"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4322\/revisions\/10089"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4322"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4322"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4322"},{"taxonomy":"post_series","embeddable":true,"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-json\/wp\/v2\/post_series?post=4322"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}