{"id":4192,"date":"2019-10-14T07:34:19","date_gmt":"2019-10-14T10:34:19","guid":{"rendered":"http:\/\/ebp.org.br\/sp\/?p=4192"},"modified":"2019-10-14T07:34:19","modified_gmt":"2019-10-14T10:34:19","slug":"a-solidao-e-as-solucoes-do-falasser","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/a-solidao-e-as-solucoes-do-falasser\/","title":{"rendered":"A solid\u00e3o e as solu\u00e7\u00f5es do falasser"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_4171\" aria-describedby=\"caption-attachment-4171\" style=\"width: 445px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-4171\" src=\"https:\/\/ebp.org.br\/new\/sp\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/tracos007_002-1.png\" alt=\"Imagem: Edward Hopper. muddycolors.blogspot.com\" width=\"445\" height=\"249\" srcset=\"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/tracos007_002-1.png 445w, https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/tracos007_002-1-300x168.png 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 445px) 100vw, 445px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-4171\" class=\"wp-caption-text\">Imagem: Edward Hopper. muddycolors.blogspot.com<\/figcaption><\/figure>\n<h6><strong>Por Eliane Costa Dias<br \/>\n<\/strong><strong>EBP\/AMP<\/strong><\/h6>\n<blockquote><p>\u00a0\u201cQuem fala s\u00f3 tem a ver com a solid\u00e3o\u201d (Lacan, 1972-73)<a href=\"#_edn1\" name=\"_ednref1\">[1]<\/a>.<\/p>\n<p>\u201cA solid\u00e3o \u00e9 uma ilus\u00e3o\u201d (Brousse, 2019)<a href=\"#_edn2\" name=\"_ednref2\">[2]<\/a>.<\/p><\/blockquote>\n<p>Como conciliar essas duas afirma\u00e7\u00f5es, aparentemente contradit\u00f3rias? Como falar em solid\u00e3o do sujeito quando n\u00e3o h\u00e1 sujeito sem o Outro?<\/p>\n<p>No trabalho cl\u00ednico e epist\u00eamico preparat\u00f3rio \u00e0s IX Jornadas da EBP-SP nos deparamos com diversos sintagmas: solid\u00e3o-queixa que se ouve na cl\u00ednica, solid\u00e3o-sintoma nas diferentes estruturas cl\u00ednicas, solid\u00e3o-posi\u00e7\u00e3o no la\u00e7o social, solid\u00e3o-efeito da \u00e9poca, solid\u00e3o-ato, solid\u00e3o-desejo do analista, solid\u00e3o-Escola. Como afirma Miquel Bassols, \u201ch\u00e1 diversas solid\u00f5es, diversas maneiras de estar s\u00f3\u201d<a href=\"#_edn3\" name=\"_ednref3\">[3]<\/a>.<\/p>\n<p>Penso que a via de articula\u00e7\u00e3o entre essas diferentes perspectivas passa por deslocarmos o eixo de abordagem do par <em>sujeito-Outro<\/em>, pedra angular do primeiro ensino de Lacan, para o par <em>falasser-gozo<\/em>, introduzido em seu \u00faltimo ensino.<\/p>\n<p>O \u00faltimo Lacan nos direciona a uma nova teoria da constitui\u00e7\u00e3o subjetiva, n\u00e3o mais do sujeito, mas do <em>falasser<\/em>. O encontro do vivo com a linguagem \u00e9 causa de um acontecimento de gozo, de uma afeta\u00e7\u00e3o que marca a carne. A intrus\u00e3o do significante faz furo e marca uma inscri\u00e7\u00e3o primeira &#8211; <em>Bejahung <\/em>-, mas imp\u00f5e, ao mesmo tempo, uma expuls\u00e3o primordial do que \u00e9 insuport\u00e1vel &#8211; <em>Ausstosung<\/em>. O que \u00e9 expulso do Eu, esse fora do corpo primordial, vai constituir o real enquanto dom\u00ednio do que subsiste fora da simboliza\u00e7\u00e3o, do que ex-siste e insiste. Desta forma, todo <em>falasser<\/em> se constitui a partir desse <em>troumatisme<\/em> e se confronta com o desafio de encontrar solu\u00e7\u00e3o para o vazio que lhe \u00e9 constituinte e para essa dimens\u00e3o opaca e inomin\u00e1vel do ser &#8211; o gozo.<\/p>\n<p>Como cada <em>falasser<\/em> se vira com essa segrega\u00e7\u00e3o estrutural?<\/p>\n<p>O trabalho realizado durante o IX ENAPOL<a href=\"#_edn4\" name=\"_ednref4\">[4]<\/a> mostrou que as paix\u00f5es e os afetos que tomam o ser falante s\u00e3o efeitos, respostas a esse furo estrutural e estruturante que Miller nos prop\u00f5e como <em>foraclus\u00e3o generalizada<\/em><a href=\"#_edn5\" name=\"_ednref5\">[5]<\/a>. Dessa perspectiva, verificamos que a solid\u00e3o \u00e9 um afeto inerente ao <em>falasser<\/em> e podemos pens\u00e1-la a partir dos tr\u00eas registros \u2013 RSI.<\/p>\n<p>No campo do Simb\u00f3lico, evidencia-se que s\u00f3 pode haver experi\u00eancia de solid\u00e3o na rela\u00e7\u00e3o com o Outro da palavra e da linguagem. A solid\u00e3o como afeto resultante da experi\u00eancia de separa\u00e7\u00e3o e de castra\u00e7\u00e3o no processo de constitui\u00e7\u00e3o subjetiva, da experi\u00eancia de presen\u00e7a\/aus\u00eancia do objeto. Na rela\u00e7\u00e3o com o Outro, a solid\u00e3o configura uma modalidade de resposta frente ao enigma do desejo do Outro e por essa via, podemos pensar em uma cl\u00ednica diferencial da solid\u00e3o<a href=\"#_edn6\" name=\"_ednref6\">[6]<\/a>:<\/p>\n<ul>\n<li>No campo da neurose, encontramos a solid\u00e3o como afeto decorrente da falta-a-ser, a solid\u00e3o alojada na fantasia: parceria imagin\u00e1ria com o falo, na fantasia obsessiva; identifica\u00e7\u00e3o ao objeto suposto completar o desejo do Outro, na fantasia hist\u00e9rica. A experi\u00eancia de solid\u00e3o do neur\u00f3tico diz da expectativa de encontrar no Outro uma completude que possa recobrir sua falta-a-ser.<\/li>\n<li>No campo da psicose, por outro lado, a solid\u00e3o apontaria \u00e0 posi\u00e7\u00e3o do sujeito em sua inexor\u00e1vel dor de existir, atravessado pela insist\u00eancia silenciosa da puls\u00e3o.<\/li>\n<\/ul>\n<p>No plano do Imagin\u00e1rio, a solid\u00e3o remete \u00e0 aus\u00eancia\/presen\u00e7a do outro, \u00e0 suposi\u00e7\u00e3o de que poderia haver uma presen\u00e7a ali onde algo est\u00e1 ausente. Solid\u00e3o como afeto que emerge e move as rela\u00e7\u00f5es de identifica\u00e7\u00e3o e de rivalidade pr\u00f3prias do imagin\u00e1rio e nos permite pensar a solid\u00e3o na subjetividade contempor\u00e2nea. Em tempos de decl\u00ednio do simb\u00f3lico, de eleva\u00e7\u00e3o do objeto <em>a <\/em>ao z\u00eanite social<a href=\"#_edn7\" name=\"_ednref7\">[7]<\/a>, na impossibilidade de identifica\u00e7\u00e3o pelo amor ao Pai, prevalecem as identifica\u00e7\u00f5es pelo modo de gozo. As comunidades de gozo oferecem refer\u00eancias e alguma nomea\u00e7\u00e3o (somos gays, anor\u00e9xicos, evang\u00e9licos&#8230;), mas n\u00e3o asseguram solu\u00e7\u00e3o para o desamparo estrutural, posto que n\u00e3o se encontra lugar para o singular do gozo em grupos homogeneizantes e que resultam em movimentos segregativos. Como alerta Philippe La Sagna: \u201cO eu isolado contempor\u00e2neo, que Lacan denunciou h\u00e1 mais de cinquenta anos como redu\u00e7\u00e3o do homem ao indiv\u00edduo, hoje se constitui um eu de contorno fluido e plasticidade l\u00edquida, t\u00e3o m\u00f3vel e fr\u00e1gil quanto o mais de gozar que ele reflete\u201d<a href=\"#_edn8\" name=\"_ednref8\">[8]<\/a>.<\/p>\n<p>A insufici\u00eancia do Simb\u00f3lico e do Imagin\u00e1rio para dar conta da solid\u00e3o nos abre caminho para sua vertente real.<\/p>\n<p>Na passagem do Semin\u00e1rio 20 de que extra\u00edmos a cita\u00e7\u00e3o acima, Lacan nos diz que o \u201c<em>Eu, <\/em>n\u00e3o \u00e9 um ser, \u00e9 um suposto a quem fala\u201d<a href=\"#_edn9\" name=\"_ednref9\">[9]<\/a>. Afirma que a solid\u00e3o diz respeito ao que n\u00e3o se pode escrever &#8211; o real da n\u00e3o rela\u00e7\u00e3o sexual &#8211; e a define como \u201cruptura do saber\u201d. Ou seja, os momentos de ruptura que levam \u00e0 solid\u00e3o s\u00e3o momentos em que se rompe o saber do mestre e com ele, a ilus\u00e3o de que esse saber poderia assegurar um sentido ao inomin\u00e1vel do ser. A solid\u00e3o implica, portanto, o que \u00e9 imposs\u00edvel de nomear e de partilhar.<\/p>\n<p>Na dimens\u00e3o do real, a solid\u00e3o remete ao Um do gozo, na medida que \u00e9 da ess\u00eancia do gozo seu car\u00e1ter <em>aut\u00edstico<\/em> e solit\u00e1rio. Mesmo no encontro com o Outro do sexo, o lugar do gozo \u00e9 o corpo pr\u00f3prio, sempre solit\u00e1rio, por qualquer que seja o meio de acesso. Campo do gozo como <em>Um<\/em> que n\u00e3o faz dois e que se imp\u00f5e como coordenada central do \u00faltimo ensino de Lacan.<\/p>\n<p>N\u00e3o h\u00e1 rela\u00e7\u00e3o sexual. H\u00e1 gozo. H\u00e1 Um. H\u00e1 solid\u00e3o<a href=\"#_edn10\" name=\"_ednref10\">[10]<\/a>.<\/p>\n<p>Em sua vertente real, portanto, a solid\u00e3o \u00e9 uma condi\u00e7\u00e3o subjetiva inexor\u00e1vel e est\u00e1 atrelada \u00e0 ang\u00fastia, outro afeto igualmente estrutural e estruturante.<\/p>\n<p>Qual o fazer da psican\u00e1lise com a solid\u00e3o?<\/p>\n<p>Frente \u00e0s paix\u00f5es do ser e \u00e0s intemp\u00e9ries da \u00e9poca, cabe \u00e0 psican\u00e1lise persistir numa pol\u00edtica do amor ao sintoma. O envelope formal do sintoma nos diz da armadura de significantes e de vestimentas imagin\u00e1rias em que o sujeito se encontra enredado, mas seu n\u00facleo opaco aponta ao pulsional, ao real do gozo que n\u00e3o cessa de percorrer a carne e de n\u00e3o se escrever. Como bem descreve Philippe La Sagna: \u201cO sintoma \u00e9 o tra\u00e7o escrito de nossa solid\u00e3o, de nosso n\u00e3o saber fazer com o que importa: a mulher, a verdade, o gozo e o la\u00e7o social que tempera os impasses do gozo\u201d<a href=\"#_edn11\" name=\"_ednref11\">[11]<\/a>.<\/p>\n<p>Cabe ao psicanalista sustentar uma cl\u00ednica da singularidade, que possa levar um sujeito a uma rela\u00e7\u00e3o com o sintoma que lhe permita saber-fazer-a\u00ed como o desejo e com o gozo, que lhe permita suportar uma experi\u00eancia de solid\u00e3o capaz de fazer la\u00e7o<a href=\"#_edn12\" name=\"_ednref12\">[12]<\/a>.<\/p>\n<hr \/>\n<h6><a href=\"#_ednref1\" name=\"_edn1\">[1]<\/a> Lacan, J. <em>Semin\u00e1rio 20: mais, ainda (1972-73). <\/em>Rio de Janeiro: Zahar, 2008, p. 128.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref2\" name=\"_edn2\">[2]<\/a> Brousse, M. H. <em>Entrevista \u201cSolid\u00e3o\u201d. <\/em>Dispon\u00edvel no Boletim Tra\u00e7os #01: <a href=\"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/jornadas\/ix-jornadas\/boletim-tracos-ix-jornadas\/boletim-tracos-01\/\">https:\/\/ebp.org.br\/sp\/jornadas\/ix-jornadas\/boletim-tracos-ix-jornadas\/boletim-tracos-01\/<\/a><\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref3\" name=\"_edn3\">[3]<\/a> Bassols, M. Soledades y estructuras cl\u00ednicas. <em>Freudiana, n\u00ba 12, 1994.<\/em><\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref4\" name=\"_edn4\">[4]<\/a> IX Encontro Americano de Psican\u00e1lise de Orienta\u00e7\u00e3o Lacaniana: \u00d3dio, C\u00f3lera, Indigna\u00e7\u00e3o. Realizado em S\u00e3o Paulo, de 13 a 15 de setembro de 2019.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref5\" name=\"_edn5\">[5]<\/a> Miller, J-A. Foraclus\u00e3o generalizada. In: Batista, M. C.; Laia, S. (org.) <em>Todo mundo delira. <\/em>Belo Horizonte: Scriptum, 2010.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref6\" name=\"_edn6\">[6]<\/a> Bassols, M. Ibid.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref7\" name=\"_edn7\">[7]<\/a> Laurent, \u00c9. <em>A sociedade do sintoma. A psican\u00e1lise, hoje. <\/em>Rio de Janeiro: Contra Capa, 2007, p. 163.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref8\" name=\"_edn8\">[8]<\/a> La Sagna, P. Do isolamento \u00e0 solid\u00e3o, pela via da ironia. <em>Curinga, n\u00ba 44, 2017, p. 74.<\/em><\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref9\" name=\"_edn9\">[9]<\/a> Lacan, J. Ibid., p. 128.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref10\" name=\"_edn10\">[10]<\/a> Darrigo, L. Uns tra\u00e7os &#8211; Solid\u00e3o, a impossibilidade de fazer dois. Dispon\u00edvel no Boletim Tra\u00e7os #02: <a href=\"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/uns-tracos-solidao-a-impossibilidade-de-fazer-dois\/\">https:\/\/ebp.org.br\/sp\/uns-tracos-solidao-a-impossibilidade-de-fazer-dois\/<\/a><\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref11\" name=\"_edn11\">[11]<\/a> La Sagna, P. Ibid., p. 77.<a href=\"#_ednref12\" name=\"_edn12\"><\/a><\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Eliane Costa Dias EBP\/AMP \u00a0\u201cQuem fala s\u00f3 tem a ver com a solid\u00e3o\u201d (Lacan, 1972-73)[1]. \u201cA solid\u00e3o \u00e9 uma ilus\u00e3o\u201d (Brousse, 2019)[2]. Como conciliar essas duas afirma\u00e7\u00f5es, aparentemente contradit\u00f3rias? Como falar em solid\u00e3o do sujeito quando n\u00e3o h\u00e1 sujeito sem o Outro? 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