{"id":4135,"date":"2019-10-07T06:56:36","date_gmt":"2019-10-07T09:56:36","guid":{"rendered":"http:\/\/ebp.org.br\/sp\/?p=4135"},"modified":"2019-10-07T06:56:36","modified_gmt":"2019-10-07T09:56:36","slug":"editorial-boletim-tracos-no6-solidoes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/editorial-boletim-tracos-no6-solidoes\/","title":{"rendered":"Editorial Boletim Tra\u00e7os #06 &#8211;\u00a0Solid\u00f5es"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_4118\" aria-describedby=\"caption-attachment-4118\" style=\"width: 244px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-4118\" src=\"http:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/tracos_006_001-244x300.png\" alt=\"Imagem: instagram @carlbrunson\" width=\"244\" height=\"300\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-4118\" class=\"wp-caption-text\">Imagem: instagram @carlbrunson<\/figcaption><\/figure>\n<h6><em>Por Heloisa Prado Rodrigues da Silva Telles<br \/>\n<\/em>Comiss\u00e3o de Orienta\u00e7\u00e3o das IX Jornadas<br \/>\nEBP\/AMP<\/h6>\n<p>Se no l\u00e9xico, <em>solid\u00e3o<\/em>, ou <em>solitude<\/em>, equivale a abandono, isolamento, desamparo, no campo que nos concerne h\u00e1, notadamente, uma distin\u00e7\u00e3o entre estes termos &#8211; em psican\u00e1lise, trata-se de formalizar aquilo que se engendra a partir de uma <em>pr\u00e1xis<\/em>. Depois de transcorrido este lapso de tempo \u2013 entre o lan\u00e7amento do tema das nossas Jornadas e a precipita\u00e7\u00e3o de sua realiza\u00e7\u00e3o &#8211; podemos dizer que temos muitas cartas nas m\u00e3os, mas certamente estamos no in\u00edcio da partida! Os textos publicados no Boletim <em>Tra\u00e7os <\/em>e tamb\u00e9m &#8211; como teremos oportunidade de ver &#8211; os trabalhos enviados para as mesas simult\u00e2neas evidenciam o interesse em recolher, no campo da cultura, variadas formas de express\u00e3o da solid\u00e3o e suas transforma\u00e7\u00f5es na \u00e9poca em que vivemos.<\/p>\n<p>H\u00e1 <em>solid\u00f5es<\/em>. As solid\u00f5es comuns e a solid\u00e3o que concerne \u00e0 experi\u00eancia anal\u00edtica e ao passe &#8211; este \u00faltimo n\u00famero do <em>Boletim Tra\u00e7os<\/em>, s\u00e9rie magnificamente editada por Niraldo dos Santos e sua equipe, assim nos permite elucidar.<\/p>\n<p>Veridiana Marucio apresenta o livro <em>\u00d4 Solitude, <\/em>de Catherine Millot &#8211; sugerido por Marie-H\u00e9l\u00e9ne Brousse na entrevista que fez parte do lan\u00e7amento das Jornadas (publicada em <em>Tra\u00e7os n. 01). <\/em>Amante da literatura, a autora recorre a grandes nomes para \u201cabordar este continente criador da solid\u00e3o\u201d. As palavras de Veridiana, a partir de sua leitura do livro, despertam o desejo de adentrar acerca destas solid\u00f5es comuns, tais como \u201cessa esp\u00e9cie de felicidade paradoxal que faz preferir sua pr\u00f3pria companhia a companhia de outros\u201d. Patr\u00edcia Badari, por sua vez, elege <em>Sh\u00e9h\u00e9razade, <\/em>o filme de Jean-Bernard Marlin, para nos transmitir que um ato, necessariamente, \u00e9 solit\u00e1rio e que, para o sujeito em quest\u00e3o, este ato engendrou o encontro com o \u201cnome pr\u00f3prio ao objeto <em>a\u201d <\/em>\u2013 localizado no corpo de uma mulher, a causa de seu desejo.<\/p>\n<p>Em \u201c<em>Koan <\/em>e a solid\u00e3o do <em>sinthoma\u201d, <\/em>F\u00e1tima Pinheiro nos escreve acerca de como a po\u00e9tica permite a Lacan situar o lugar e a fun\u00e7\u00e3o da interpreta\u00e7\u00e3o anal\u00edtica, e seu percurso pelo pensamento, l\u00edngua e arte chinesas, onde a no\u00e7\u00e3o de <em>vazio-mediano<\/em> ocupar\u00e1 lugar central. Introduz uma nova refer\u00eancia \u2013 o <em>Koan, <\/em>que sustenta o vazio de sentido \u201ca solid\u00e3o de uma palavra \u00e0 solid\u00e3o de outra palavra\u201d nos conduzindo a uma analogia entre esta refer\u00eancia e o confronto, na experi\u00eancia anal\u00edtica, com o \u201cprimado do Um, mais al\u00e9m do inconsciente\u201d. A solid\u00e3o intr\u00ednseca ao <em>falasser<\/em> \u00e9 retomada por Silvia Sato, no \u00faltimo texto que temos o prazer de apresentar, numa interessante perspectiva: nos prop\u00f5e considerar que \u201ca ruptura do saber na solid\u00e3o do <em>falasser <\/em>faz par com a no\u00e7\u00e3o de furo e a desordem do sentimento de vida\u201d. Recolhe o termo \u201cjun\u00e7\u00e3o \u00edntima\u201d de modo a nos elucidar que na experi\u00eancia anal\u00edtica a linguagem \u00e9 um \u00f3rg\u00e3o, parasita, fora do vivente que n\u00e3o s\u00f3 permite falar o que n\u00e3o existe, mas tamb\u00e9m enodar as pe\u00e7as soltas disjuntas.<\/p>\n<p>Conclu\u00edmos com estes textos que nos acrescentam mais entusiasmo para o trabalho que nos espera &#8211; agora todos juntos nas nossas Jornadas, para seguirmos neste <em>work in progress. <\/em>Deste lugar a mim concedido para escrever este editorial, agrade\u00e7o os envolvidos na organiza\u00e7\u00e3o das IX Jornadas, e todos, um a um, com os quais podemos ter uma experi\u00eancia de Escola.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Heloisa Prado Rodrigues da Silva Telles Comiss\u00e3o de Orienta\u00e7\u00e3o das IX Jornadas EBP\/AMP Se no l\u00e9xico, solid\u00e3o, ou solitude, equivale a abandono, isolamento, desamparo, no campo que nos concerne h\u00e1, notadamente, uma distin\u00e7\u00e3o entre estes termos &#8211; em psican\u00e1lise, trata-se de formalizar aquilo que se engendra a partir de uma pr\u00e1xis. 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