{"id":4133,"date":"2019-10-07T06:55:24","date_gmt":"2019-10-07T09:55:24","guid":{"rendered":"http:\/\/ebp.org.br\/sp\/?p=4133"},"modified":"2019-10-07T06:55:24","modified_gmt":"2019-10-07T09:55:24","slug":"o-solitude-catherine-millot","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/o-solitude-catherine-millot\/","title":{"rendered":"\u00d4 Solitude &#8211; \u00a0Catherine Millot"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_4119\" aria-describedby=\"caption-attachment-4119\" style=\"width: 243px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-4119\" src=\"http:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/tracos_006_002-243x300.png\" alt=\"Imagem: instagram @asheleyinwanderland\" width=\"243\" height=\"300\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-4119\" class=\"wp-caption-text\">Imagem: instagram @asheleyinwanderland<\/figcaption><\/figure>\n<h6><strong>Por Veridiana Marucio<br \/>\n<\/strong><strong>EBP\/AMP<\/strong><\/h6>\n<p><em>\u201cA felicidade de viver sozinha,<\/em><\/p>\n<p><em>\u00a0quando a leveza que a acompanha vai at\u00e9 ao apagamento de si<\/em><\/p>\n<p><em>\u00a0na alegria contemplativa\u201d<\/em><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p>A solid\u00e3o, abordada nesse livro &#8211; que se situa entre um ensaio e um romance &#8211; nos \u00e9 apresentada de uma maneira \u00fanica. N\u00e3o se trata de uma fic\u00e7\u00e3o rom\u00e2ntica, muito menos de uma simples anamnese, mas sim da rela\u00e7\u00e3o da hist\u00f3ria da autora, do que chamamos em psican\u00e1lise de seu pr\u00f3prio <em>caso<\/em>, imbricada \u00e0 hist\u00f3ria da solid\u00e3o em suas m\u00faltiplas encarna\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Abismos e vertigens solit\u00e1rias, aus\u00eancia e plenitude da aus\u00eancia, a autora nos pega pela m\u00e3o e nos faz acompanhar uma explora\u00e7\u00e3o de seu pr\u00f3prio isolamento e de suas vertigens. \u00a0Pergunta-se: \u201cA solid\u00e3o absoluta, n\u00e3o seria aquela onde estamos n\u00f3s mesmos ausentes?\u201d<a href=\"#_edn1\" name=\"_ednref1\">[1]<\/a>.<\/p>\n<p>Com um estilo flu\u00eddo e agrad\u00e1vel, seu texto, dedicado ao amor e \u00e0s formas de rela\u00e7\u00f5es que escapam \u00e0 media\u00e7\u00e3o social, provoca sensa\u00e7\u00f5es parecidas com aquela sensa\u00e7\u00e3o de termos acabado de sair de um mergulho no mar.<\/p>\n<p>Ela, amante da arte e da literatura, confessa ter descoberto o amor com Proust, e ter se inspirado em grandes nomes como Purcell (de onde ela retira o t\u00edtulo de sua obra e que nos foi aconselhada por Marie-H\u00e9l\u00e8ne Brousse na entrevista publicada no primeiro boletim), Caspar Frierich, Goethe, Poe, Rilke, Barthes, entre outros, para abordar esse continente criador da solid\u00e3o. Sua busca \u00e9 a de tentar compreender como esses artistas e escritores percebem o mundo a partir de seus pr\u00f3prios abismos.<\/p>\n<p>Trata-se de um retrato de uma solit\u00e1ria que se dirige a outros solit\u00e1rios cujo destino ela nos apresenta. Para Catherine, existem tantas solid\u00f5es quanto estilos de exist\u00eancia e de nomes pr\u00f3prios. Pode-se ou n\u00e3o fazer um bom uso da solid\u00e3o, inventar, criar um estilo de vida original ao se abrir para o desconhecido de si e do mundo.<\/p>\n<p>Segundo ela, nem todos os sujeitos s\u00e3o suscept\u00edveis \u00e0 essa esp\u00e9cie de felicidade paradoxal que faz preferir sua pr\u00f3pria companhia a companhia dos outros, n\u00e3o por medo ou por rejei\u00e7\u00e3o, nem por narcisismo, mas pelo <em>abandonamento<\/em> e pelo desnudamento, pr\u00e9-requisitos para o sonho, a cria\u00e7\u00e3o e a reflex\u00e3o. Sem d\u00favida temos aqui um material rico e que pode contribuir com nossas IX Jornadas, lan\u00e7ando luz \u00e0s quest\u00f5es levantadas nos eixos de trabalho, principalmente no que concerne \u00e0 solid\u00e3o do gozo feminino.<\/p>\n<hr \/>\n<h6><a href=\"#_ednref1\" name=\"_edn1\">[1]<\/a> Tradu\u00e7\u00e3o livra da autora.<\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Veridiana Marucio EBP\/AMP \u201cA felicidade de viver sozinha, \u00a0quando a leveza que a acompanha vai at\u00e9 ao apagamento de si \u00a0na alegria contemplativa\u201d\u00a0 A solid\u00e3o, abordada nesse livro &#8211; que se situa entre um ensaio e um romance &#8211; nos \u00e9 apresentada de uma maneira \u00fanica. 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