{"id":3990,"date":"2019-07-17T06:08:15","date_gmt":"2019-07-17T09:08:15","guid":{"rendered":"http:\/\/ebp.org.br\/sp\/?p=3990"},"modified":"2019-07-17T06:08:15","modified_gmt":"2019-07-17T09:08:15","slug":"sobre-a-solidao-hiperconectada","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/sobre-a-solidao-hiperconectada\/","title":{"rendered":"Sobre a solid\u00e3o hiperconectada"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_3970\" aria-describedby=\"caption-attachment-3970\" style=\"width: 450px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-3970\" src=\"http:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/tracos003_002-300x183.png\" alt=\"\u201cConjunctions\u201d. Instagram @roth.azulik\" width=\"450\" height=\"275\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-3970\" class=\"wp-caption-text\">\u201cConjunctions\u201d. Instagram @roth.azulik<\/figcaption><\/figure>\n<p>Tomar um afeto como objeto de pesquisa \u00e9 algo que a psican\u00e1lise faz sempre com prud\u00eancia. De um lado, h\u00e1 o risco de considerar cada afeto uma entidade <em>em si<\/em>, uma unidade aut\u00f4noma e universal, inscrita na natureza humana. De outro, o de crer que os afetos s\u00e3o realidades circunstanciais e superficiais sobre as quais nada de relevante poderia ser afirmado. Tom\u00e1-los com prud\u00eancia n\u00e3o significa, no entanto, recus\u00e1-los. Isso dito, \u00e9 poss\u00edvel reconhecer que a <em>solid\u00e3o<\/em>, que d\u00e1 t\u00edtulo \u00e0s Jornadas da Se\u00e7\u00e3o S\u00e3o Paulo da EBP, ocupa um delicado lugar no mundo da psican\u00e1lise.<\/p>\n<p><span style=\"color: #003366;\"><strong><em>Um afeto paradoxal<\/em><\/strong><\/span><\/p>\n<p>A cl\u00ednica psicanal\u00edtica consiste em um misto de descoberta e inven\u00e7\u00e3o da trama de textos que construiu a vida de cada um. Tanto pela import\u00e2ncia que atribui aos detalhes originais dessa narrativa, quanto por depender de encontros transferenciais \u00fanicos, a psican\u00e1lise de fato confere certa tonalidade solit\u00e1ria \u00e0 experi\u00eancia da singularidade. A solid\u00e3o, nesse percurso, \u00e9 o afeto que corresponde \u00e0s mais fundamentais descobertas de uma an\u00e1lise: a de que n\u00e3o existe o Outro que inventamos para nos situar no mundo e a de que os encontros amorosos e sexuais n\u00e3o se dobram aos anseios de um par perfeito. Em fun\u00e7\u00e3o disso, mesmo a reuni\u00e3o institucional dos psicanalistas leva a sua marca: como lembrou Miller, uma Escola n\u00e3o pode ser pensada sen\u00e3o como uma \u201csoma de solid\u00f5es subjetivas\u201d (2016, p.6).<\/p>\n<p>Nem por isso, no entanto, os psicanalistas fazem da solid\u00e3o o seu norte. As manifesta\u00e7\u00f5es cl\u00ednicas da desinser\u00e7\u00e3o social inquietam, pois n\u00e3o costumam conduzir ningu\u00e9m \u00e0 elucida\u00e7\u00e3o de seus modos singulares de viver a puls\u00e3o. No ensino de Lacan, essa perspectiva tornou-se cada vez mais evidente \u00e0 medida que, no campo do Outro, figuras abstratas como o \u201ctesouro dos significantes\u201d foram cedendo espa\u00e7o para outras mais <em>encarnadas<\/em>, como o Outro sexo.<\/p>\n<p><span style=\"color: #003366;\"><strong><em>Do afeto \u00e0 estrutura<\/em><\/strong><\/span><\/p>\n<p>Uma vez que reconhecemos o car\u00e1ter amb\u00edguo da solid\u00e3o na experi\u00eancia anal\u00edtica, o desafio passa a ser o de o situar estruturalmente. O modo mais claro de fazer isso \u00e9 atrav\u00e9s do objeto <em>a, <\/em>esse \u201cDeus Janus de duas faces\u201d, como o chamou Miller<a href=\"#_edn1\" name=\"_ednref1\">[1]<\/a> (1998, p.16): meio gozo, meio sentido; meio autoer\u00f3tico, meio la\u00e7o. Meio solid\u00e3o-singularidade, meio solid\u00e3o-ruptura, poder\u00edamos acrescentar.<\/p>\n<p>O aspecto paradoxal do objeto est\u00e1 no cerne da constitui\u00e7\u00e3o subjetiva, como fica claro, por exemplo, na seguinte passagem de Lacan: \u201co <em>a<\/em> \u00e9 o que resta de irredut\u00edvel na opera\u00e7\u00e3o total do advento do sujeito no lugar do Outro e <em>\u00e9 a partir da\u00ed que ele assume sua fun\u00e7\u00e3o<\/em>\u201d (1962-1963\/2005, p. 179).<\/p>\n<p>O modo como Lacan concebe o objeto <em>a<\/em> permite escapar do antagonismo entre solid\u00e3o e la\u00e7o, mas exige o acolhimento de um paradoxo, afinal um mesmo objeto \u00e9 apresentado como algo <em>irredut\u00edvel<\/em> &#8211; ou seja, um investimento libidinal n\u00e3o capturado na malha do significante e de dif\u00edcil socializa\u00e7\u00e3o &#8211; e algo que tem uma <em>fun\u00e7\u00e3o<\/em>, o que somente pode ocorrer caso esse mesmo objeto se fa\u00e7a presente nos encontros com as alteridades do sujeito.<\/p>\n<p>Ao refletir sobre essa passagem, recordei-me que diversos aspectos dessa l\u00f3gica foram trabalhados em nossa comunidade h\u00e1 oito anos, ao longo do ENAPOL intitulado \u201cSa\u00fade para todos <em>n\u00e3o sem<\/em> a loucura de cada um\u201d. Muitos colegas apontaram e ensinaram, naquela ocasi\u00e3o, que a especificidade da psican\u00e1lise era justamente a de n\u00e3o enxergar uma oposi\u00e7\u00e3o entre os dois termos do t\u00edtulo, a <em>sa\u00fade para todos<\/em> e a <em>loucura de cada um<\/em>. Como escreveu, \u00e0quela \u00e9poca, Marcus Andr\u00e9 Vieira: \u201cna cl\u00ednica do del\u00edrio generalizado, o gozo que n\u00e3o se deixa apreender no discurso (&#8230;) \u00e9 o fundamento do la\u00e7o e n\u00e3o apenas o que lhe perturba e importuna\u201d (2010, p. 115).<\/p>\n<p>Hoje, ao abordar a solid\u00e3o, podemos recuperar essas li\u00e7\u00f5es e notar que, a partir da psican\u00e1lise, n\u00e3o nos cabe denunciar a solid\u00e3o que se op\u00f5e \u00e0 socializa\u00e7\u00e3o, mas sim construir, a cada encontro transferencial, uma solid\u00e3o que seja <em>fundamento do la\u00e7o<\/em>, como disse Marcus Andr\u00e9 Vieira a respeito do gozo n\u00e3o apreens\u00edvel.<\/p>\n<p><span style=\"color: #003366;\"><strong><em>A solid\u00e3o hiperconectada<\/em><\/strong><\/span><\/p>\n<p>Tenho a impress\u00e3o, no entanto, de que, passados oito anos desde esse Encontro, temos novos motivos para explorar essa quest\u00e3o. Ainda que em 2011 j\u00e1 fosse poss\u00edvel sentir os efeitos supereg\u00f3icos de um \u201cpara todos\u201d <em>n\u00e3o-todo<\/em>, \u00e9 preciso reconhecer que a presen\u00e7a das novas tecnologias em nossas vidas aumentou radicalmente desde ent\u00e3o, com um profundo impacto sobre a tessitura dos la\u00e7os sociais. Por isso, entendo que as Jornadas da Se\u00e7\u00e3o S\u00e3o Paulo nos convocam, atrav\u00e9s do foco na solid\u00e3o, a traduzir a emerg\u00eancia de um novo real.<\/p>\n<p>Nesse esfor\u00e7o de ir al\u00e9m, arrisco a seguinte hip\u00f3tese: a preval\u00eancia das novas tecnologias nos la\u00e7os sociais produz um fen\u00f4meno que poderia ser descrito como uma <em>solid\u00e3o hiperconectada<\/em>, cuja marca n\u00e3o \u00e9 o rompimento dos la\u00e7os, mas sim o esvaziamento de cada uma das m\u00faltiplas intera\u00e7\u00f5es feitas a todo instante. O paradoxo da express\u00e3o <em>solid\u00e3o hiperconectada<\/em> revelaria, nesse caso, n\u00e3o tanto a delicadeza de fazer da singularidade o fundamento do la\u00e7o, mas o seu oposto, a enorme dificuldade que certos tra\u00e7os contempor\u00e2neos imp\u00f5em a esse movimento.<\/p>\n<p>\u00c9 claro que tal hip\u00f3tese se abre a incont\u00e1veis desdobramentos e demanda uma grande sustenta\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m disso, \u00e9 um trabalho prec\u00e1rio por defini\u00e7\u00e3o, na medida em que se refere a um real em permanente ebuli\u00e7\u00e3o. Apesar disso, buscarei situar uma breve ideia que d\u00ea algum lastro \u00e0 hip\u00f3tese.<\/p>\n<p><span style=\"color: #003366;\"><strong><em>Os algoritmos e o objeto<\/em><\/strong><\/span><\/p>\n<p>O crescimento espetacular do acesso a pessoas e informa\u00e7\u00f5es propiciado pela internet passou a exigir novos filtros capazes de selecionar quais partes do infinito mar de possibilidades tornam-se acess\u00edveis a cada um. Tal fun\u00e7\u00e3o \u00e9 hoje exercida majoritariamente pelos algoritmos, um complexo conjunto de regras que filtra e media o contato entre pessoas, grupos, servi\u00e7os e conte\u00fado. Para funcionar, tais ferramentas se baseiam em informa\u00e7\u00f5es objetivas colhidas de cada um que navega na internet e do texto que produzimos online.<\/p>\n<p>Nesse contexto, duas dimens\u00f5es de base para os la\u00e7os sociais, essencialmente entrela\u00e7adas, se alteram profundamente: a <em>presen\u00e7a dos corpos<\/em> e a <em>produ\u00e7\u00e3o das narrativas<\/em>.<\/p>\n<p>Por um lado, a internet permite que cada sujeito encontre ao redor do mundo pessoas que compartilhem de seus interesses e dificuldades. Antes, era preciso buscar conex\u00e3o com quem estivesse fisicamente ao alcance e culturalmente pr\u00f3ximo, o que limitava muito as possibilidades de escolha e tendia a manter afastadas as diferen\u00e7as. Esse \u00e9 o aspecto salutar, tantas vezes frisado, da tecnologia.<\/p>\n<p>Por outro lado, ao operar tais liga\u00e7\u00f5es, as plataformas virtuais se baseiam em focos tem\u00e1ticos e lidam com os significantes de um modo pr\u00f3prio e in\u00e9dito, que favorece a segmenta\u00e7\u00e3o e a interrup\u00e7\u00e3o. As intera\u00e7\u00f5es tendem a ficar circunscritas aos significantes a cada instante isolados, fragilizando a deriva\u00e7\u00e3o dos assuntos e o encadeamento de outras cadeias narrativas, condi\u00e7\u00f5es fundamentais para que os modos singulares de cada um possam se inscrever no la\u00e7o, ou seja, para que o <em>resto irredut\u00edvel<\/em> possa ganhar uma <em>fun\u00e7\u00e3o. <\/em><\/p>\n<p><span style=\"color: #003366;\"><strong><em>A hostilidade virtual \u00e0 associa\u00e7\u00e3o livre<\/em><\/strong><\/span><\/p>\n<p>A import\u00e2ncia do encadeamento de cadeias significantes est\u00e1 inscrita de diversas formas na psican\u00e1lise. A associa\u00e7\u00e3o livre, regra cl\u00ednica fundamental criada por Freud, \u00e9 certamente a mais paradigm\u00e1tica. No ensino de Lacan, a constitui\u00e7\u00e3o subjetiva foi quase sempre pensada a partir do pareamento de S1-S2 e o pr\u00f3prio inconsciente foi por ele aproximado ao discurso do mestre.<\/p>\n<p>Em 1987, Miller demonstra que a escrita dos quatro discursos \u201cfaz cair o objeto <em>a<\/em> como produto fora da articula\u00e7\u00e3o significante e interp\u00f5e entre S1 e <em>a<\/em> um terceiro termo, S2, que parece mediar for\u00e7osamente [a rela\u00e7\u00e3o] entre ambos\u201d (2006, p.238). Ou seja, o objeto <em>a<\/em>, que marca a presen\u00e7a do gozo no campo do Outro, \u00e9 quase sempre pensado como produto da conex\u00e3o entre cadeias significantes.<\/p>\n<p>\u00c9 fascinante notar que, ao reconhecer isso, Miller est\u00e1 justamente buscando construir a no\u00e7\u00e3o de <em>signo<\/em>, uma rela\u00e7\u00e3o entre S1 e <em>a<\/em> que n\u00e3o dependa do encadeamento de cadeias significantes. Ou seja, podemos recorrer a uma leitura que Miller fez, ainda em 1987, do \u00faltimo ensino de Lacan, quando os fen\u00f4menos que exigiam essas formula\u00e7\u00f5es eram muito menos evidentes.<\/p>\n<p>Hoje, a constru\u00e7\u00e3o das comunidades e dos la\u00e7os virtuais produz uma esp\u00e9cie de <em>fetichiza\u00e7\u00e3o <\/em>dos significantes isolados, em detrimento de conex\u00f5es menos tem\u00e1ticas, que acolhem devaneios e deriva\u00e7\u00f5es, onde o fluxo de texto que circula entre pessoas pode tomar os caminhos da fantasia de cada um. Entendo que tanto a aus\u00eancia do corpo como a media\u00e7\u00e3o dos algoritmos contribuem decisivamente para esse fen\u00f4meno.<\/p>\n<p>No mundo virtual, cada um pode participar, por exemplo, de incont\u00e1veis grupos, compondo um mosaico de interesses diversos, mas n\u00e3o poder\u00e1, certamente, em cada um desses grupos, \u201cmudar o rumo da prosa\u201d, ou seja, articular os seus S2. \u00c9 um ambiente hostil \u00e0 associa\u00e7\u00e3o livre, nossa regra de base para o encontro com o gozo singular.<\/p>\n<p>Essa \u00e9, me parece, a marca da solid\u00e3o hiperconectada: n\u00e3o tanto o isolamento radical, mas a dificuldade de endere\u00e7ar e acolher tramas de textos complexos. Diante disso, o que importa n\u00e3o \u00e9 a produ\u00e7\u00e3o de uma cr\u00edtica nost\u00e1lgica, mas a pesquisa dos modos que os sujeitos encontram de inscrever, nessa nova arquitetura virtual, as suas marcas singulares. As Jornadas da Se\u00e7\u00e3o S\u00e3o Paulo certamente nos ajudar\u00e3o a avan\u00e7ar nesse caminho.<\/p>\n<h6><strong>por Rodrigo Lyra Carvalho\u00a0<\/strong><strong>(EBP\/AMP)<\/strong><\/h6>\n<hr \/>\n<h6><strong>Refer\u00eancias Bibliogr\u00e1ficas<\/strong><\/h6>\n<h6>LACAN, J. <em>O Semin\u00e1rio: livro 10<\/em>. Rio de Janeiro: JZE, 1962-1963\/2005.<\/h6>\n<h6>MILLER, J.-A. \u201cO sintoma como aparelho\u201d <em>in<\/em> <em>O sintoma-charlat\u00e3o<\/em>. Rio de Janeiro: Zahar. 1998.<\/h6>\n<h6>______. <em>Los signos del goce. <\/em>Buenos Aires: Paid\u00f3s, 2006.<\/h6>\n<h6>______. \u201cTeoria de Turim: sobre o sujeito da Escola\u201d <em>in<\/em>: <em>Op\u00e7\u00e3o Lacaniana, n<\/em>. 21. S\u00e3o Paulo: E\u00f3lia, 2016.<\/h6>\n<h6>VIEIRA, M. A. \u201cSintoma e loucura\u201d <em>in<\/em> <em>Curinga<\/em>, n. 31, Belo Horizonte: Escola Brasileira de Psican\u00e1lise &#8211; Se\u00e7\u00e3o Minas, 2010, pp. 109-116.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref1\" name=\"_edn1\">[1]<\/a> \u201cO conceito pequeno <em>a<\/em> de Lacan \u00e9 o de Deus Janus, tem duas caras: de um lado, \u00e9 o gozo, e do outro \u00e9 sentido\u201d. Miller, J.-A. \u201cO sintoma como aparelho\u201d <em>in<\/em> <em>O sintoma-charlat\u00e3o<\/em>. Rio de Janeiro: Zahar. 1998, p.16.<\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tomar um afeto como objeto de pesquisa \u00e9 algo que a psican\u00e1lise faz sempre com prud\u00eancia. De um lado, h\u00e1 o risco de considerar cada afeto uma entidade em si, uma unidade aut\u00f4noma e universal, inscrita na natureza humana. 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