{"id":3919,"date":"2019-06-10T09:07:55","date_gmt":"2019-06-10T12:07:55","guid":{"rendered":"http:\/\/ebp.org.br\/sp\/?p=3919"},"modified":"2019-06-10T09:07:55","modified_gmt":"2019-06-10T12:07:55","slug":"uns-tracos-construir-a-solidao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/uns-tracos-construir-a-solidao\/","title":{"rendered":"Uns Tra\u00e7os &#8211; Construir a solid\u00e3o?"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_3920\" aria-describedby=\"caption-attachment-3920\" style=\"width: 410px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-3920\" src=\"https:\/\/ebp.org.br\/new\/sp\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/boletim002_004-1.png\" alt=\"\" width=\"410\" height=\"410\" srcset=\"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/boletim002_004-1.png 410w, https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/boletim002_004-1-300x300.png 300w, https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/boletim002_004-1-150x150.png 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 410px) 100vw, 410px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-3920\" class=\"wp-caption-text\">Instagram: @pop_surreal<\/figcaption><\/figure>\n<h6><strong>M\u00f4nica Bueno de Camargo &#8211;\u00a0<\/strong><strong>EBP\/AMP<\/strong><strong>\u00a0<\/strong><\/h6>\n<p>Na entrevista de Marie-H\u00e9l\u00e8ne Brousse a respeito do tema das IX Jornadas da EBP-SP ela nos diz que a solid\u00e3o \u00e9 uma ilus\u00e3o. E acrescenta que para o ser falante, a solid\u00e3o \u00e9 um imposs\u00edvel.<\/p>\n<p>Por outro lado, na cl\u00ednica, \u00e9 muito comum recebermos pessoas que se queixam de solid\u00e3o.<\/p>\n<p>A solid\u00e3o n\u00e3o \u00e9 algo para eliminar, mas sim para construir! \u00c9 o que nos diz P. De La Sagna<a href=\"#_edn1\" name=\"_ednref1\">[1]<\/a>.<\/p>\n<p>Neste aparente paradoxo, como podemos nos localizar em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 dire\u00e7\u00e3o do tratamento?<\/p>\n<p><span style=\"color: #003366;\"><strong>Constitui\u00e7\u00e3o do sujeito<\/strong><\/span><\/p>\n<p>A solid\u00e3o n\u00e3o \u00e9 um conceito na psican\u00e1lise, mas nos remete a alguns pontos fundamentais da constitui\u00e7\u00e3o do sujeito e seus modos de gozo, que levam \u00e0 quest\u00e3o da inexist\u00eancia da rela\u00e7\u00e3o sexual.<\/p>\n<p>Sem o Outro da linguagem, n\u00e3o h\u00e1 ser falante. Ent\u00e3o ele pode estar sozinho, mas n\u00e3o sem o Outro.<\/p>\n<p>A prematuridade do ser humano, que vem ao mundo numa condi\u00e7\u00e3o de desamparo, determina uma depend\u00eancia dos cuidados de um outro. Isso coloca sua pr\u00f3pria sobreviv\u00eancia no cerne da rela\u00e7\u00e3o ao Outro, que se desdobra na quest\u00e3o sobre o do desejo do Outro, \u201ctesouro dos significantes\u201d, campo da linguagem, e tamb\u00e9m o campo da constitui\u00e7\u00e3o do sujeito.<\/p>\n<p>No semin\u00e1rio 11 aprendemos com Lacan que a linguagem est\u00e1 colocada como causa do sujeito, causa\u00e7\u00e3o que se d\u00e1 por duas opera\u00e7\u00f5es: aliena\u00e7\u00e3o e separa\u00e7\u00e3o<a href=\"#_edn2\" name=\"_ednref2\">[2]<\/a>.<\/p>\n<p>O sujeito se aliena aos significantes no campo do Outro, buscando sentido, mas que resulta ser uma escolha for\u00e7ada, j\u00e1 que desta opera\u00e7\u00e3o resta uma perda de ser, uma af\u00e2nise do sujeito.<\/p>\n<p>O sentido n\u00e3o recobre o ser, e ao mesmo tempo, nos interst\u00edcios do discurso do Outro surge uma falta, h\u00e1 algo para al\u00e9m deste discurso que opera como opacidade e abre a possibilidade da separa\u00e7\u00e3o.\u00a0 A quest\u00e3o do desejo se coloca, assim como da escolha de objeto.<\/p>\n<p>O <em>Fort-da<\/em> \u00e9 um exemplo da simboliza\u00e7\u00e3o face \u00e0 opacidade do desejo do Outro, onde um objeto \u00e9 constitu\u00eddo, n\u00e3o sem o significante.<\/p>\n<p>No semin\u00e1rio 1 Lacan comenta a respeito do <em>Fort-Da<\/em> que \u201ca aus\u00eancia \u00e9 evocada na presen\u00e7a, e a presen\u00e7a na aus\u00eancia<a href=\"#_edn3\" name=\"_ednref3\">[3]<\/a>\u201d. Em outro momento Lacan afirma que n\u00e3o h\u00e1 <em>Fort<\/em> sem <em>Da<a href=\"#_edn4\" name=\"_ednref4\"><strong>[4]<\/strong><\/a><\/em>. Assim, a aus\u00eancia do Outro est\u00e1 sempre em quest\u00e3o. H\u00e1 uma incessante altern\u00e2ncia entre as duas opera\u00e7\u00f5es, uma remete \u00e0 outra e em cada uma h\u00e1 uma perda, um \u201cjogo de vida e morte\u201d entre ser e sentido.<\/p>\n<p>Lacan no semin\u00e1rio 11 coloca que:<\/p>\n<blockquote><p>\u201cPodemos localiz\u00e1-lo (&#8230;), esse <em>Vorstellungsrepr\u00e4sentanz<\/em>, nesse primeiro acasalamento significante que nos permite conceber que o sujeito aparece primeiro no Outro, no que o primeiro significante, o significante un\u00e1rio, surge no campo do Outro, e no que ele representa o sujeito, para um outro significante, o qual outro significante tem por efeito a af\u00e2nise do sujeito. Donde, divis\u00e3o do sujeito quando o sujeito aparece em algum lugar como sentido, em outro lugar ele se manifesta como fading, como desaparecimento. H\u00e1 ent\u00e3o, se assim podemos dizer, quest\u00e3o de vida e morte entre o significante un\u00e1rio e o sujeito enquanto significante bin\u00e1rio, causa de seu desaparecimento. O <em>Vorstellungsrepr\u00e4sentanz<\/em> \u00e9 o significante bin\u00e1rio<a href=\"#_edn5\" name=\"_ednref5\">[5]<\/a>.\u201d<\/p><\/blockquote>\n<p>Lacan utiliza o termo \u201cacasalamento\u201d a respeito dessa busca de sentido no Outro, um S2. Mas o sujeito est\u00e1 sempre dividido e o que tenta dar conta da sua posi\u00e7\u00e3o \u00e9 algo da ordem do efeito significante, evanescente, de posi\u00e7\u00f5es de linguagem, posi\u00e7\u00f5es discursivas.<\/p>\n<p><span style=\"color: #003366;\"><strong>H\u00e1 o Um, n\u00e3o dois<\/strong><\/span><\/p>\n<p>O que opera na causa\u00e7\u00e3o do sujeito deixa um rastro, no qual o \u201cinconsciente \u00e9 forjado<a href=\"#_edn6\" name=\"_ednref6\">[6]<\/a>\u201d. O sintoma, como uma das forma\u00e7\u00f5es do inconsciente, tamb\u00e9m apresenta os efeitos deste rastro. Mas o que o difere das outras forma\u00e7\u00f5es do inconsciente \u00e9 que ele permanece<a href=\"#_edn7\" name=\"_ednref7\">[7]<\/a>. Ele permanece porque tem uma outra face de real que o sustenta, uma face de gozo.<\/p>\n<p>A face real do sintoma se refere ao gozo do Um, que n\u00e3o fala, itera. H\u00e1 o Um (<em>Yad\u2019lun<\/em>), termo de Lacan<a href=\"#_edn8\" name=\"_ednref8\">[8]<\/a>, que Miller desenvolve e correlaciona \u00e0 exist\u00eancia e \u00e0 singularidade, enquanto coloca o ser do lado do universal<a href=\"#_edn9\" name=\"_ednref9\">[9]<\/a>. Afirma, al\u00e9m disso, que o Um sozinho \u00e9 correlativo da n\u00e3o rela\u00e7\u00e3o sexual:<\/p>\n<blockquote><p>\u201c(&#8230;) h\u00e1 o Um (<em>Yad\u2019lun<\/em>), ou seja, n\u00e3o dois: n\u00e3o h\u00e1 rela\u00e7\u00e3o sexual. Assim, \u00e9 na solid\u00e3o do Um sozinho que o \u00faltimo ensino de Lacan tem seu ponto de partida: o Um sozinho que fala sozinho. Na an\u00e1lise, h\u00e1 dois, restitu\u00edmos-lhe o dois, mas simplesmente porque ali acrescentamos a interpreta\u00e7\u00e3o, acrescentamos a esse Um sozinho o tempo necess\u00e1rio, o S2 que lhe permitir\u00e1 fazer sentido, precisamente para fazer a experi\u00eancia daquilo que isso n\u00e3o resolve<a href=\"#_edn10\" name=\"_ednref10\">[10]<\/a>.\u201d<\/p><\/blockquote>\n<p>Neste trecho Miller deixa expl\u00edcita a caracter\u00edstica autista do real do sintoma e o que pode lhe acudir com algum sentido, o S2.<\/p>\n<p>Na atualidade, os sintomas chamados contempor\u00e2neos t\u00eam maior incid\u00eancia de gozo do que de sentido. Isso \u00e9 correlato ao decl\u00ednio do Outro e consequentemente da regula\u00e7\u00e3o do gozo pelo simb\u00f3lico, havendo um enfraquecimento da fun\u00e7\u00e3o paterna. A cl\u00ednica borromeana testemunha como cada <em>falasser<\/em> enoda real, simb\u00f3lico e imagin\u00e1rio, e as conseq\u00fc\u00eancias de cada arranjo.<\/p>\n<p><span style=\"color: #003366;\"><strong>A solid\u00e3o de hoje n\u00e3o \u00e9 igual \u00e0 de ontem<\/strong><\/span><\/p>\n<p>Por vivermos em um mundo de linguagem, n\u00e3o h\u00e1 la\u00e7o natural, o la\u00e7o social se sustenta no discurso.<\/p>\n<p>Na atualidade a vig\u00eancia do discurso capitalista aliado ao discurso da ci\u00eancia transforma de modo contundente os la\u00e7os sociais.<\/p>\n<p>O discurso capitalista, como variante do discurso do mestre tem como produto o mais de gozar na forma de mercadorias. Nada ou ningu\u00e9m escapa \u00e0 troca e tudo que entra nesse mundo se torna objeto. O saber segue a exig\u00eancia de universalidade e a hierarquia tende a desaparecer, prevalecendo as rela\u00e7\u00f5es em rede<a href=\"#_edn11\" name=\"_ednref11\">[11]<\/a>.<\/p>\n<p>O gozo \u00e9 oferecido na m\u00eddia de maneira universal pelos objetos da ci\u00eancia.<\/p>\n<p>S\u00e3o todos consumidores \u2013 n\u00e3o h\u00e1 mais escravos ou trabalhadores.<\/p>\n<p>\u201cPode-se a\u00ed entrever um neofetichismo. O objeto de consumo n\u00e3o interpela nossa divis\u00e3o, estremece-a, e se apresenta como o parceiro silencioso que apagar\u00e1 os tra\u00e7os da castra\u00e7\u00e3o pela linguagem<a href=\"#_edn12\" name=\"_ednref12\">[12]<\/a>\u201d. Consolida-se assim uma parceria sintom\u00e1tica com um objeto, muda, sem passar pelos des\u00edgnios do Outro.<\/p>\n<ol>\n<li>Stevens relata sobre oficinas realizadas com crian\u00e7as pequenas, onde havia a solicita\u00e7\u00e3o de desenharem suas fam\u00edlias. Ele conta que al\u00e9m dos animais dom\u00e9sticos, que j\u00e1 costumavam aparecer nestes desenhos, a televis\u00e3o e o v\u00eddeo-game tamb\u00e9m surgiram nos desenhos, come\u00e7am a ser parte integrante da fam\u00edlia<a href=\"#_edn13\" name=\"_ednref13\">[13]<\/a>. O enfraquecimento da met\u00e1fora paterna tem como correlato um gozo oferecido pelo objeto de consumo, instant\u00e2neo e transit\u00f3rio apagando as coordenadas do sintoma articulado ao Outro, afrouxando o la\u00e7o social.<\/li>\n<\/ol>\n<p>Ent\u00e3o, podemos pensar que a solid\u00e3o de hoje tende ao isolamento, pois n\u00e3o conta tanto com o Outro no horizonte.<\/p>\n<p><span style=\"color: #003366;\"><strong>Isolamento<\/strong><\/span><\/p>\n<p>Isolamento n\u00e3o \u00e9 o mesmo que solid\u00e3o. Na solid\u00e3o n\u00e3o h\u00e1 exclus\u00e3o do Outro, mas separa\u00e7\u00e3o, permanecendo uma fronteira com o Outro. No isolamento h\u00e1 a recusa da fronteira com o Outro. O isolamento pode existir para tentar evitar a solid\u00e3o. \u00c9 porque o Um e o Outro se op\u00f5em \u00e9 que se evita o Outro. H\u00e1 v\u00e1rias maneiras de se isolar, mesmo estando aparentemente em contato com as pessoas<a href=\"#_edn14\" name=\"_ednref14\">[14]<\/a>.<\/p>\n<p>Nesse sentido, o impasse na cl\u00ednica se refere a como propiciar um percurso para a sa\u00edda do isolamento, ou, dizendo de outro modo, para a constitui\u00e7\u00e3o de um sintoma que inclui um la\u00e7o com o Outro, onde seria poss\u00edvel a solid\u00e3o.<\/p>\n<p>Neste texto, La Sagna aponta para a transmiss\u00e3o como possibilidade na dire\u00e7\u00e3o do tratamento, transmitir algo sobre aquilo que n\u00e3o fala<a href=\"#_edn15\" name=\"_ednref15\">[15]<\/a>.<\/p>\n<p>Outra proposta do texto, em dire\u00e7\u00e3o a uma solid\u00e3o que se sustenta sem o Outro, que apontaria, por exemplo, para um final de an\u00e1lise, \u00e9 uma constru\u00e7\u00e3o muito interessante, mas que n\u00e3o caberia aqui, ficando para uma pr\u00f3xima!<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<hr \/>\n<h6><a href=\"#_ednref1\" name=\"_edn1\">[1]<\/a> La Sagna, P. (2007). \u201cD l\u2019isolement \u00e0 la solitude\u201d.\u00a0In La Cause freudienne, n.\u00a066. Paris: ECF.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref2\" name=\"_edn2\">[2]<\/a> Lacan, J. (1988). O semin\u00e1rio, livro 11. Rio de Janeiro: Zahar.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref3\" name=\"_edn3\">[3]<\/a> Lacan, J. (1993). O semin\u00e1rio, livro 1, pg 201. Rio de Janeiro: Zahar.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref4\" name=\"_edn4\">[4]<\/a> Idem. (1988). O semin\u00e1rio, livro 11, pg. 226. Rio de Janeiro: Zahar.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref5\" name=\"_edn5\">[5]<\/a> Idem, ibid. Pg 207.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref6\" name=\"_edn6\">[6]<\/a> Idem, (1998). Posi\u00e7\u00e3o do inconsciente. In Escritos, pg 844. Rio de Janeiro: Zahar.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref7\" name=\"_edn7\">[7]<\/a> Miller, J-A. Ler um sintoma.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref8\" name=\"_edn8\">[8]<\/a> Lacan, J (2012).O semin\u00e1rio, livro 19. Rio de Janeiro: Zahar.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref9\" name=\"_edn9\">[9]<\/a> Miller, J.-A. L\u2019Un tout Seul, li\u00e7\u00e3o de 30 de mar\u00e7o de 2011. In\u00e9dito.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref10\" name=\"_edn10\">[10]<\/a> Idem, ibid. Li\u00e7\u00e3o de 04 de maio de 2011.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref11\" name=\"_edn11\">[11]<\/a> Brousse, M.-H. (2007). Em dire\u00e7\u00e3o a uma nova cl\u00ednica psicanal\u00edtica. In Latusa digital n.30. recuperado em: <a href=\"https:\/\/www.latusa.com.br\/pdf_latusa_digital_30_a1.pdf\">https:\/\/www.latusa.com.br\/pdf_latusa_digital_30_a1.pdf<\/a><\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref12\" name=\"_edn12\">[12]<\/a> idem.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref13\" name=\"_edn13\">[13]<\/a> Stevens, A. (2012) Conferencia: La solitude moderne ou le chaque-Un tout seul<\/h6>\n<h6><a href=\"http:\/\/pontfreudien.org\/content\/alexandre-stevens-la-solitude-moderne-ou-le-chaque-un-tout-seul\">http:\/\/pontfreudien.org\/content\/alexandre-stevens-la-solitude-moderne-ou-le-chaque-un-tout-seul<\/a><\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref14\" name=\"_edn14\">[14]<\/a> La Sagna, P. Ibid. Pg 46.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref15\" name=\"_edn15\">[15]<\/a> Idem, ibid, pg 49.<\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>M\u00f4nica Bueno de Camargo &#8211;\u00a0EBP\/AMP\u00a0 Na entrevista de Marie-H\u00e9l\u00e8ne Brousse a respeito do tema das IX Jornadas da EBP-SP ela nos diz que a solid\u00e3o \u00e9 uma ilus\u00e3o. E acrescenta que para o ser falante, a solid\u00e3o \u00e9 um imposs\u00edvel. 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