{"id":3832,"date":"2019-05-09T19:49:16","date_gmt":"2019-05-09T22:49:16","guid":{"rendered":"http:\/\/ebp.org.br\/sp\/?p=3832"},"modified":"2019-05-09T19:49:16","modified_gmt":"2019-05-09T22:49:16","slug":"editorial-boletim-tracos-01","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/editorial-boletim-tracos-01\/","title":{"rendered":"Editorial Boletim Tra\u00e7os #01"},"content":{"rendered":"<h6>Por Lucila Darrigo &#8211; EBP\/AMP<br \/>\nCoordenadora Geral das IX Jornadas da EBP\/SP<\/h6>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-3833 alignright\" src=\"https:\/\/ebp.org.br\/new\/sp\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/boletim_tracos_001_editorial-1.png\" alt=\"\" width=\"623\" height=\"433\" srcset=\"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/boletim_tracos_001_editorial-1.png 623w, https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/boletim_tracos_001_editorial-1-300x209.png 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 623px) 100vw, 623px\" \/>\u00c9 com muito entusiasmo que lan\u00e7amos o primeiro boletim das IX Jornadas da EBP-SP!<\/p>\n<p>O tema de uma Jornada \u00e9 consequ\u00eancia, de uma maneira ou de outra, daquela que a precedeu. Neste caso, parece bem evidente: das parcerias \u00e0 solid\u00e3o.<\/p>\n<p>Em psican\u00e1lise, quando procuramos pela solid\u00e3o nos deparamos com o la\u00e7o e quando procuramos pelo la\u00e7o, l\u00e1 est\u00e1 a solid\u00e3o. Mesmo assim, essa escolha \u00e9 uma consequ\u00eancia e n\u00e3o o avesso do mesmo. Isso porque de onde partimos faz toda a diferen\u00e7a!<\/p>\n<p><span style=\"color: #003366;\"><strong>Solid\u00e3o, no singular<\/strong><\/span><\/p>\n<p>Um significante que circula na cultura e que quando tomado como um sentimento, \u00e9 imediatamente reconhecido pelo outro: \u201cMe sinto s\u00f3.\u201d<\/p>\n<p>Recolhemos na cl\u00ednica v\u00e1rias vers\u00f5es da queixa de solid\u00e3o: o perdido, o isolado, o esquecido, a exce\u00e7\u00e3o, o destaque, o preterido, o deslocado, o desamparado, o sem lugar, o \u00fanico, o sozinho&#8230; aquele que est\u00e1 sem ningu\u00e9m, sem parceiro, sem fam\u00edlia, sem amor, sem. E por a\u00ed vamos&#8230;<\/p>\n<p>Mas, quando algu\u00e9m se queixa ao analista de sua solid\u00e3o, sabemos que n\u00e3o devemos acreditar completamente nisso pois esse algu\u00e9m est\u00e1, na verdade, confrontado com o insuport\u00e1vel de seu verdadeiro parceiro<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a>. Parceiro que pode, inclusive, ser a pr\u00f3pria solid\u00e3o&#8230;<\/p>\n<p>Se definirmos a experi\u00eancia anal\u00edtica como a experi\u00eancia mais verdadeira de \u201cestar a s\u00f3s com\u201d<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\">[2]<\/a> e, considerando que \u201cestar a s\u00f3s\u201d \u00e9 muito diferente de \u201csentir-se s\u00f3\u201d, qual a especificidade da solid\u00e3o numa an\u00e1lise?<\/p>\n<p>Da dimens\u00e3o estrutural da solid\u00e3o no sujeito \u00e0 solid\u00e3o do Um, interessa-nos pesquisar por quais meandros esse conceito perpassa a psican\u00e1lise e de que maneira pode ser um orientador na escuta cl\u00ednica.<\/p>\n<p><span style=\"color: #003366;\"><strong>Tra\u00e7o de solid\u00e3o<\/strong><\/span><\/p>\n<p>No semin\u00e1rio 20, Lacan vai nos falar da solid\u00e3o que se escreve.<\/p>\n<p>Se a rela\u00e7\u00e3o n\u00e3o pode se escrever e, por isso, o saber e o ser decorrente dele podem se romper, a solid\u00e3o, esta sim pode ser escrita: \u201cEssa solid\u00e3o, (..) de ruptura do saber, n\u00e3o somente ela se pode escrever, mas ela \u00e9 mesmo o que se escreve por excel\u00eancia, pois ela \u00e9 o que, de uma ruptura do ser, deixa tra\u00e7o.&#8221;<a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\">[3]<\/a><\/p>\n<p>Tra\u00e7o.<\/p>\n<p>Tra\u00e7os, no plural, dar\u00e1 nome ao nosso boletim. Por que no plural? Porque queremos v\u00e1rios tra\u00e7os, de cada um de voc\u00eas, daqueles que se interessarem em escrever algo sobre a solid\u00e3o para compor o boletim e ir construindo esse trabalho nos pr\u00f3ximos meses.<\/p>\n<p>E, na mesma dire\u00e7\u00e3o, que possamos produzir textos para nossas mesas simult\u00e2neas que prometem juntar, em interlocu\u00e7\u00f5es, o que da solid\u00e3o puder ser escrito por cada um!<\/p>\n<p>Neste primeiro \u201cTra\u00e7os\u201d voc\u00eas encontrar\u00e3o todas as informa\u00e7\u00f5es pr\u00e1ticas para participarem das Jornadas.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, encontrar\u00e3o orientadores para colocarem m\u00e3os \u00e0 obra: argumento, perspectivas do tema, entrevista com Marie-H\u00e9l\u00e8ne Brousse, nossa convidada, e uma nota de orienta\u00e7\u00e3o para forma\u00e7\u00e3o de cart\u00e9is para tratar do tema das Jornadas.<\/p>\n<p>Tudo isso posto, s\u00f3 me resta desejar:<\/p>\n<p>Bom trabalho para todos n\u00f3s!<\/p>\n<hr \/>\n<h6><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> BASSOLS, M. <strong>Soledades II <\/strong>in\u00a0 http:\/\/miquelbassols.blogspot.com.br\/search?q=soledades+II<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\">[2]<\/a> idem<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\">[3]<\/a> LACAN,J.\u00a0<strong>O semin\u00e1rio, livro 20: Mais, ainda.<\/strong>\u00a0Rio de Janeiro: Jorge Zahar editor, 1985, p. 163<\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Lucila Darrigo &#8211; EBP\/AMP Coordenadora Geral das IX Jornadas da EBP\/SP \u00c9 com muito entusiasmo que lan\u00e7amos o primeiro boletim das IX Jornadas da EBP-SP! 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