{"id":3659,"date":"2018-11-20T10:50:37","date_gmt":"2018-11-20T12:50:37","guid":{"rendered":"http:\/\/ebp.org.br\/sp\/?p=3659"},"modified":"2018-11-20T10:50:37","modified_gmt":"2018-11-20T12:50:37","slug":"escola-sujeito-questoes-sobre-o-sujeito%c2%b9","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/escola-sujeito-questoes-sobre-o-sujeito%c2%b9\/","title":{"rendered":"Escola-sujeito: quest\u00f5es sobre o sujeito\u00b9"},"content":{"rendered":"<h4 style=\"text-align: right;\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft wp-image-2358 size-medium\" src=\"http:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/Paola-258x300.jpg\" alt=\"\" width=\"258\" height=\"300\" \/>Paola Salinas (EBP\/AMP)<\/strong><\/h4>\n<h4>Este texto se insere no trabalho de conversa\u00e7\u00e3o do Conselho da EBP-Se\u00e7\u00e3o SP a partir do texto \u201cTeoria de Turim\u201d(2). Decantaram-se significantes que orientaram as apresenta\u00e7\u00f5es feitas, a saber, <em>o coletivo, o Ideal, a interpreta\u00e7\u00e3o e o sujeito<\/em>. O termo sujeito que comp\u00f5e a express\u00e3o Escola-sujeito \u00e9 o que me coube abordar.<\/h4>\n<h4>N\u00e3o se trata de um fechamento de uma sequ\u00eancia, mas da manuten\u00e7\u00e3o de uma abertura de questionamento no centro da discuss\u00e3o.<\/h4>\n<h4>Escolhi \u201cquest\u00f5es sobre o sujeito\u201d para tomar a express\u00e3o Escola-sujeito a partir de quest\u00f5es e de uma hip\u00f3tese: <em>a Escola-sujeito \u00e9 efeito de um ato. E ainda, a Escola-sujeito \u00e9 um efeito, n\u00e3o est\u00e1 dada.<\/em><\/h4>\n<h4><strong>Subjetivar a Escola<\/strong><\/h4>\n<h4>Ao falar da forma\u00e7\u00e3o da SLP Miller afirma que cabe ao conceito de Escola ser desenvolvido a c\u00e9u aberto, <em>\u201c&#8230; porque [a Escola] deve ser subjetivada por uma comunidade que n\u00e3o pode se constituir a n\u00e3o ser no pr\u00f3prio movimento dessa subjetiva\u00e7\u00e3o\u201d(3).<\/em><\/h4>\n<h4>&#8211; A subjetiva\u00e7\u00e3o dessa coletividade \u00e9 condi\u00e7\u00e3o para sua constitui\u00e7\u00e3o em um movimento logicamente concomitante.<\/h4>\n<h4>&#8211; A dimens\u00e3o de subjetiva\u00e7\u00e3o da comunidade anal\u00edtica pode ser \u201caplicada\u201d a outros aspectos ou momentos da comunidade que n\u00e3o sua instaura\u00e7\u00e3o?<\/h4>\n<h4>Temos a Escola-sujeito como efeito da subjetiva\u00e7\u00e3o, somente depois objetivada como sujeito de direito. O sujeito \u00e9 o efeito l\u00f3gico de uma subjetiva\u00e7\u00e3o, que pode se dar por um ato ou uma interpreta\u00e7\u00e3o.<\/h4>\n<h4><strong>Interpretar a Escola<\/strong><\/h4>\n<h4>A interpreta\u00e7\u00e3o faz surgir a Escola-sujeito como efeito, embora separe os sujeitos dos significantes mestres do ideal e comporte algo de disrup\u00e7\u00e3o. Contudo, a interpreta\u00e7\u00e3o pode se colocar para a Escola como ato que engendra um antes e um depois e se articula a escans\u00e3o do tempo l\u00f3gico de determinada comunidade.<\/h4>\n<h4><strong>Sujeito suposto saber<\/strong><\/h4>\n<h4>A Escola surge como sujeito na medida em que inaugura um novo sujeito suposto saber, quando \u00e9 pass\u00edvel de lhe ser endere\u00e7ada uma suposi\u00e7\u00e3o de saber.<\/h4>\n<h4>Tanto a institui\u00e7\u00e3o do SsS, quanto seu questionamento por exemplo na Assembleia(4), colocam a dimens\u00e3o de dois atos que como consequ\u00eancia podem produzir o efeito Escola-sujeito.<\/h4>\n<h4><strong>Escola-sujeito inconsistente<\/strong><\/h4>\n<h4>Por ser uma s\u00e9rie na qual falta uma lei de forma\u00e7\u00e3o, \u00e9 poss\u00edvel pensar o Um da Escola, mas n\u00e3o o Todo da Escola.<\/h4>\n<h4><strong>a)<\/strong> \u201cN\u00e3o h\u00e1 todo da Escola. A Escola \u00e9, por excel\u00eancia, um conjunto antitotalit\u00e1rio, regido pela fun\u00e7\u00e3o (&#8230;) S (A)\/. Depreende-se disso que, paradoxalmente, o \u00fanico enunciado capaz de coletivizar a Escola \u00e9 o que a afirma n\u00e3o ser n\u00e3o toda. Deduz-se ainda que instituir uma Escola, constituir as solid\u00f5es nas comunidade da Escola, n\u00e3o \u00e9 nada mais que subjetiv\u00e1-la\u201d(5).<\/h4>\n<h4>Assim, instituir uma Escola \u00e9 subjetiv\u00e1-la, permitir o efeito de Escola-sujeito.<\/h4>\n<h4><strong>b)<\/strong> Tomemos a Declara\u00e7\u00e3o da Escola Una de 2.000(6). Tratar-se-ia naquele momento de um reposicionamento da Escola-sujeito, a partir do significante Una colocado \u00e0 comunidade para demarcar \u00e0 \u00e9poca o Um da orienta\u00e7\u00e3o? Podemos entender tal declara\u00e7\u00e3o como um momento l\u00f3gico n\u00e3o somente de interpreta\u00e7\u00e3o, mas de engendramento da Escola-sujeito como efeito? Tratou-se de um ato.<\/h4>\n<h4>Em Ponto de Basta(7), Miller retoma Lacan e demarca a necessidade dos analistas estarem \u00e0 altura da subjetividade de sua \u00e9poca. A rela\u00e7\u00e3o \u00e0 subjetividade da \u00e9poca importa \u00e0 Escola, e nela est\u00e3o em jogo determinantes simb\u00f3licos e satisfa\u00e7\u00e3o. Tal rela\u00e7\u00e3o do analista com a \u00e9poca traz efeitos ao coletivo? Se pudermos verificar efeitos, seriam da ordem da Escola-sujeito?<\/h4>\n<h4>Indico um ponto abordado no dia 17\/10: subjetividade, \u00e9poca e ato, como convite a avan\u00e7ar na discuss\u00e3o viva que a Conversa\u00e7\u00e3o do dia 8\/11 promete.<\/h4>\n<p>__________________________________<\/p>\n<p>1 N.E.: Atividade \u201cEscola \u2013 sujeito\u201d, realizada na EBP-Se\u00e7\u00e3o SP em 17.10.2018.<\/p>\n<p>2 Miller, J.-A. \u201cTeoria de Turim\u201d. Op\u00e7\u00e3o Lacaniana on line, n 7, nov 2006.<\/p>\n<p>3 _________. Ibid.<\/p>\n<p>4 _________. Ibid.<\/p>\n<p>5_________. Ibid.<\/p>\n<p>6 Textos estatut\u00e1rios. Anu\u00e1rio da EBP, 2008-2009<\/p>\n<p>7 _________ \u201cPonto de Basta\u201d. Op\u00e7\u00e3o Lacaniana. Ed Eolia, n 79, julho de 2018.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Paola Salinas (EBP\/AMP) Este texto se insere no trabalho de conversa\u00e7\u00e3o do Conselho da EBP-Se\u00e7\u00e3o SP a partir do texto \u201cTeoria de Turim\u201d(2). Decantaram-se significantes que orientaram as apresenta\u00e7\u00f5es feitas, a saber, o coletivo, o Ideal, a interpreta\u00e7\u00e3o e o sujeito. 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