{"id":3560,"date":"2018-10-21T09:01:09","date_gmt":"2018-10-21T11:01:09","guid":{"rendered":"http:\/\/ebp.org.br\/sp\/?p=3560"},"modified":"2018-10-21T09:01:09","modified_gmt":"2018-10-21T11:01:09","slug":"a-psicanalise-e-o-contemporaneo-dolls","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/a-psicanalise-e-o-contemporaneo-dolls\/","title":{"rendered":"# A Psican\u00e1lise e o Contempor\u00e2neo \u2013 Dolls"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_3551\" aria-describedby=\"caption-attachment-3551\" style=\"width: 250px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-3551\" src=\"https:\/\/ebp.org.br\/new\/sp\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/006-1.jpg\" alt=\"\" width=\"250\" height=\"315\" srcset=\"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/006-1.jpg 250w, https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/006-1-238x300.jpg 238w\" sizes=\"auto, (max-width: 250px) 100vw, 250px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-3551\" class=\"wp-caption-text\">Imagem: Instagram @davidzwirner<\/figcaption><\/figure>\n<h6>Por Teresinha N. M. Prado<\/h6>\n<p>No in\u00edcio deste ano foi aberto em Paris, enquadrado como \u2018sala de jogos\u2019, Xdolls<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\"><sup>[1]<\/sup><\/a>, um estabelecimento que aluga bonecas de silicone em tamanho humano, para uso recreativo.<\/p>\n<p>O local \u00e9 extremamente organizado: situado em um apartamento de 70m2, cujo endere\u00e7o \u00e9 mantido em segredo, 3 quartos s\u00e3o equipados com material descart\u00e1vel, uma tv com v\u00eddeos porn\u00f4s e \u00f3culos de realidade virtual como opcional. O agendamento de hor\u00e1rios \u00e9 feito por internet, os clientes acessam e pagam online (89 euros por uma hora sozinho com a boneca; 149,00 por 2 horas; 120,00 para um casal por uma hora; mais 19 euros para incluir realidade virtual na brincadeira&#8230;).<\/p>\n<p>T\u00e3o logo foi aberto, j\u00e1 come\u00e7ou a gerar pol\u00eamicas: trata-se de uma esp\u00e9cie de \u2018<em>lanhouse<\/em>\u2019 sexual ou deve ser julgada como uma casa destinada \u00e0 presta\u00e7\u00e3o de \u2018servi\u00e7os\u2019 sexuais, como um bordel?<\/p>\n<p>A rea\u00e7\u00e3o de alguns grupos (especialmente o partido comunista franc\u00eas e uma associa\u00e7\u00e3o feminista) est\u00e1 longe de considerar a iniciativa como um playground sexual, com acusa\u00e7\u00f5es que v\u00e3o desde a den\u00fancia de prostitui\u00e7\u00e3o, atribuindo \u00e0s bonecas o papel de \u2018rob\u00f4s sexuais\u2019, \u00e0 afirma\u00e7\u00e3o de que promoveriam uma banaliza\u00e7\u00e3o da explora\u00e7\u00e3o sexual, incentivando o estupro de mulheres e at\u00e9 a pedofilia&#8230;<\/p>\n<p>Considerando o teor do debate que se instaura, chama a aten\u00e7\u00e3o o fato de que essas bonecas de silicone sejam tomadas por sua verossimilhan\u00e7a visual com um ser humano. Como entender essa atribui\u00e7\u00e3o?<\/p>\n<p>As dolls desse estabelecimento, id\u00eanticas a seres humanos em tamanho reduzido, s\u00e3o inanimadas. Contudo, existem atualmente bonecas ainda mais semelhantes: falam, sorriem, interagem, aprendem&#8230; e podem ser compradas com alguns cliques do mouse. \u00c9 o caso das Sexbots<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\"><sup>[2]<\/sup><\/a>, c\u00f3pias perfeitas de seres humanos, programadas exclusivamente para servir, sem desejo, sem tpm, sem caprichos&#8230; feitas para atender ao gozo masturbat\u00f3rio, sem oferecer constrangimentos.<\/p>\n<p>Como no mito grego de Pigmale\u00e3o e Galatea, a cria\u00e7\u00e3o humana, esse objeto sem vida vai se aproximando cada vez mais da perfei\u00e7\u00e3o imag\u00e9tica e, neste caso, tamb\u00e9m t\u00e1til, a ponto de fazer crer que se trata realmente de um ser vivo?<\/p>\n<p>Em diversos momentos da hist\u00f3ria da humanidade s\u00e3o conhecidos epis\u00f3dios em que essa semelhan\u00e7a produziu inquieta\u00e7\u00e3o. Na era das luzes, o fasc\u00ednio pelas m\u00e1quinas e mecanismos permitiu a cria\u00e7\u00e3o de aut\u00f4matos extremamente semelhantes a seres humanos. \u00c9 o que vemos no premiado filme de Scorsese: \u201cA inven\u00e7\u00e3o de Hugo Cabret\u201d, baseado em livro de mesmo t\u00edtulo, que narra a saga de um menino \u00f3rf\u00e3o na tentativa de dar vida ao aut\u00f4mato que seu pai, um relojoeiro, deixou-lhe de heran\u00e7a. Tamb\u00e9m imortal \u00e9 a imagem da boneca Ol\u00edmpia evocada por Freud em seu texto \u201cO estranho\u201d, ao referir-se ao conto de Hoffmann \u201cO homem de areia\u201d. Tamb\u00e9m nesse conto, um momento de desencadeamento do del\u00edrio de Natanael gira em torno da descoberta de que Ol\u00edmpia, a mulher por quem se apaixonara, n\u00e3o passava de um aut\u00f4mato, cujos olhos seu mestre, o diab\u00f3lico assassino (Coppellius\/Copolla), retirou para consertar.<\/p>\n<p>O ponto comum nos exemplos acima \u00e9 o fasc\u00ednio da imagem. Contudo, na contemporaneidade, h\u00e1 que acrescentar outro elemento decisivo para a efetividade de seu efeito: uma boneca absolutamente id\u00eantica (em imagem e textura) a uma mulher n\u00e3o est\u00e1 acess\u00edvel a todos; para que se tenha acesso a esse objeto capaz de realizar muitas fantasias \u00e9 preciso pagar por ele: seja pela via da aquisi\u00e7\u00e3o efetiva (compra), seja pelo direito de usufruto pontual (mediante loca\u00e7\u00e3o, no caso do estabelecimento Xdolls). Deste modo, acrescenta-se \u00e0 rela\u00e7\u00e3o com esse objeto de fasc\u00ednio o fator consumo.<\/p>\n<p>Lacan, no <em>Semin\u00e1rio 17<\/em>, refere-se a uma \u201cmuta\u00e7\u00e3o do discurso do mestre, que lhe daria seu estilo capitalista\u201d<a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\"><sup>[3]<\/sup><\/a>. Essa muta\u00e7\u00e3o consiste na invers\u00e3o entre o significante-mestre e o sujeito, deixando-o \u00e0 merc\u00ea dos objetos mais-de-gozar, os <em>gadgets<\/em>, produzidos por esse discurso e referendados pelo saber difundido pela ci\u00eancia. Uma das decorr\u00eancias dessa produ\u00e7\u00e3o desenfreada de objetos, \u00e9 um empuxo ao consumo, igualmente desenfreado. Ao contr\u00e1rio de manter o vazio, o lugar da falta, esses <em>gadgets<\/em> visam a tamponar, obstruir qualquer possibilidade de surgimento de um furo. A ci\u00eancia destitui o saber referenciado no imposs\u00edvel da rela\u00e7\u00e3o sexual, e em troca oferece suas produ\u00e7\u00f5es de mais-de-gozar, objetos destinados \u00e0 difus\u00e3o de um gozo que pode ser difundido em cat\u00e1logos, e adquirido.<\/p>\n<p>Ao mesmo tempo em que Lacan estabelecia as bases dessa muta\u00e7\u00e3o, sua teoriza\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m ia se modificando. A partir da constata\u00e7\u00e3o do lugar e da a\u00e7\u00e3o do novo mestre, o capitalista, auxiliado pelo discurso universit\u00e1rio, que forneceu os fundamentos para um consumo \u2018orientado\u2019 pela ci\u00eancia, j\u00e1 na d\u00e9cada de 70 Lacan identificou e previu mudan\u00e7as na subjetividade que nos tempos atuais se tornaram evidentes: o que muitos autores denunciam ao falar da queda dos valores e das refer\u00eancias, da efemeridade das rela\u00e7\u00f5es (l\u00edquidas), uma exig\u00eancia de buscar felicidade a curto prazo e aus\u00eancia de projetos ou ideais de futuro. Refiro-me \u00e0 pluraliza\u00e7\u00e3o dos Nomes-do-pai, que se enuncia no que Lacan chamou de <em>p\u00e8re-version<\/em> (especialmente a partir do <em>Semin\u00e1rio<\/em> 21: <em>Les non-dupes errent<\/em>, t\u00edtulo que evoca essa pluraliza\u00e7\u00e3o pelo trocadilho com <em>Les non-dupes errent<\/em>, os n\u00e3o-tolos sendo os \u2018tolos do pai\u2019, sem o que seu destino \u00e9 a err\u00e2ncia), que desmistifica a ideia de pervers\u00e3o ao associ\u00e1-la ao pai, destacando que o que nomeia n\u00e3o \u00e9 a autoridade do pai simb\u00f3lico, mas uma opera\u00e7\u00e3o meio capenga, que permite que o sujeito tenha acesso \u00e0 l\u00f3gica f\u00e1lica e \u00e0 posi\u00e7\u00e3o de falante pelo modo particular como o pai real (que n\u00e3o se trata aqui do pai da horda primitiva, mas daquele que toma uma mulher como objeto causa de seu desejo e faz dela seu sintoma), ocupando o que seria uma posi\u00e7\u00e3o de exce\u00e7\u00e3o, que parece remeter ao fato de servir de conector para que ela \u201cse torne esse Outro para ela mesma, como o \u00e9 para ele\u201d<a href=\"#_ftn4\" name=\"_ftnref4\"><sup>[4]<\/sup><\/a>. Isto tamb\u00e9m aparece no <em>Semin\u00e1rio <\/em>20, em que Lacan discute os fundamentos e decorr\u00eancias do famoso enunciado \u201cn\u00e3o h\u00e1 rela\u00e7\u00e3o sexual\u201d, em que afirma que \u201co ato de amor \u00e9 a pervers\u00e3o polimorfa do macho\u201d<a href=\"#_ftn5\" name=\"_ftnref5\"><sup>[5]<\/sup><\/a>. Em 1975 Lacan \u00e9 bastante claro ao associar a pervers\u00e3o paterna e ao que \u00e9 necess\u00e1rio para que um pai possa fazer sua fun\u00e7\u00e3o<a href=\"#_ftn6\" name=\"_ftnref6\"><sup>[6]<\/sup><\/a>, e evoca o fato de que um pai deve falhar em ocupar essa fun\u00e7\u00e3o, caso contr\u00e1rio, como no exemplo de Schreber, \u00e9 o que conduz ao pior: \u201cnada \u00e9 pior do que o pai que profere a lei sobre tudo\u201d<a href=\"#_ftn7\" name=\"_ftnref7\"><sup>[7]<\/sup><\/a>.<\/p>\n<p>Assim, a partir dos anos 70 \u00e9 poss\u00edvel evidenciar no ensino de Lacan as rela\u00e7\u00f5es entre a ascens\u00e3o do discurso capitalista, a pluraliza\u00e7\u00e3o dos nomes-do-pai, a no\u00e7\u00e3o de p\u00e8re-version e o imperativo de gozo na sociedade contempor\u00e2nea, uma vez que essa \u2018vers\u00e3o do pai\u2019 descrita por ele se orienta pelo gozo e n\u00e3o propriamente pelo desejo.<\/p>\n<p>Voltando \u00e0 quest\u00e3o dessas bonecas \u2018hiper-veross\u00edmeis\u2019, h\u00e1 em seu uso uma semelhan\u00e7a com o que Miller destacou em torno da pornografia, ao falar de sua \u2018vacuidade sem\u00e2ntica\u2019, que remete a um gozo autoer\u00f3tico, sem Outro: \u201cA escopia corporal funciona na pornografia como uma provoca\u00e7\u00e3o a um gozo destinado a se fartar sob o modo do mais-gozar, modo transgressivo em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 regula\u00e7\u00e3o homeost\u00e1tica e prec\u00e1ria em sua realiza\u00e7\u00e3o silenciosa e solit\u00e1ria\u201d.<\/p>\n<p>Neste caso, vemos a jun\u00e7\u00e3o de uma fantasia autoer\u00f3tica com um objeto de consumo. Como diz Lacan, na \u201cConfer\u00eancia de Mil\u00e3o\u201d (1972), \u201cIsso se consome t\u00e3o bem, que isso se consuma\u201d.<\/p>\n<p>As Dolls servem como objetos de acesso ao gozo autoer\u00f3tico, marcado pela recusa a localizar, no corpo de uma mulher, o objeto <em>a<\/em>. Deste modo, nega-se a castra\u00e7\u00e3o, gozando-se apenas do objeto da fantasia e recusando o Outro, de modo p\u00e8re-verso (<em>p\u00e8re-vers<\/em>). E aqueles que reivindicam, a partir de tais objetos, condi\u00e7\u00f5es humanas, tomam-nos do mesmo ponto em que a verossimilhan\u00e7a captura, por sua perfei\u00e7\u00e3o que nega a falta, a castra\u00e7\u00e3o, o Outro.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<hr \/>\n<h6><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\"><sup>[1]<\/sup><\/a> <u><a href=\"https:\/\/www.20minutes.fr\/paris\/2221815-20180215-paris-silicone-essuie-tout-20-minutes-visite-premiere-maison-close-poupees-sexuelles\">https:\/\/www.20minutes.fr\/paris\/2221815-20180215-paris-silicone-essuie-tout-20-minutes-visite-premiere-maison-close-poupees-sexuelles<\/a><\/u><\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\"><sup>[2]<\/sup><\/a> <u><a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=6vN0cs_-RSs\">https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=6vN0cs_-RSs<\/a><\/u>;<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\"><sup>[3]<\/sup><\/a> Lacan, J. (1992[1969-70]). <em>O semin\u00e1rio<\/em>, livro 17: <em>o avesso da psican\u00e1lise<\/em>. Rio de Janeiro: Zahar, p.160.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref4\" name=\"_ftn4\"><sup>[4]<\/sup><\/a> Lacan, J. (1998[1960]). \u201cDiretrizes para um congresso sobre a sexualidade feminina\u201d. In <em>Escritos<\/em>. Rio de Janeiro: Zahar, p.741. A rela\u00e7\u00e3o de implica\u00e7\u00e3o entre o que Lacan diz nesses dois momentos \u00e9 minha, uma vez que algo deve funcionar no sentido de impelir uma mulher a ocupar esse lugar para um homem.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref5\" name=\"_ftn5\"><sup>[5]<\/sup><\/a> Lacan, J. (1985 [1972-73]). <em>O Semin\u00e1rio<\/em>, livro 20: <em>mais, ainda<\/em>. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, p.98.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref6\" name=\"_ftn6\"><sup>[6]<\/sup><\/a> Lacan, J. [1974-75]. \u201cRSI\u201d (in\u00e9dito), aula de 21\/01\/75.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref7\" name=\"_ftn7\"><sup>[7]<\/sup><\/a> Idem, <em>ibidem<\/em>.<\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Teresinha N. M. Prado No in\u00edcio deste ano foi aberto em Paris, enquadrado como \u2018sala de jogos\u2019, Xdolls[1], um estabelecimento que aluga bonecas de silicone em tamanho humano, para uso recreativo. 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