{"id":3496,"date":"2018-10-07T10:42:41","date_gmt":"2018-10-07T13:42:41","guid":{"rendered":"http:\/\/ebp.org.br\/sp\/?p=3496"},"modified":"2018-10-07T10:42:41","modified_gmt":"2018-10-07T13:42:41","slug":"amor-e-sexo-para-falar-de-amor-e-sexo-falo-da-mulher","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/amor-e-sexo-para-falar-de-amor-e-sexo-falo-da-mulher\/","title":{"rendered":"#Amor e Sexo \u2013 Para falar de amor e sexo, falo dA mulher"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_3486\" aria-describedby=\"caption-attachment-3486\" style=\"width: 220px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-3486\" src=\"https:\/\/ebp.org.br\/new\/sp\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/boletim006_004-1.jpg\" alt=\"\" width=\"220\" height=\"220\" srcset=\"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/boletim006_004-1.jpg 220w, https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/boletim006_004-1-150x150.jpg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 220px) 100vw, 220px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-3486\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Instagram @contemporary_art<\/figcaption><\/figure>\n<h3><span style=\"color: #993300;\">Para falar de amor e sexo, falo d\u023a mulher<\/span><\/h3>\n<h6><em><strong>Por Cristiana Gallo<\/strong><\/em><\/h6>\n<p style=\"padding-left: 60px;\"><em>\u201cS\u00f3 o amor permite ao gozo condescender ao desejo\u201d.<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\"><sup><strong>[1]<\/strong><\/sup><\/a><\/em><\/p>\n<p>Inicio pelo aforismo lan\u00e7ado por Lacan no <em>Semin\u00e1rio 10, a ang\u00fastia<\/em>, que instiga a percorrer as condi\u00e7\u00f5es de gozo e desejo no ser falante, para retornar ao amor e ao sexo ou, em melhor lugar, falar de amuro.<\/p>\n<p>Neste Semin\u00e1rio nos deparamos com a indica\u00e7\u00e3o de que \u00e0 mulher nada falta, revirando a verdade freudiana que aponta maiores embara\u00e7os na constru\u00e7\u00e3o da pr\u00f3pria sexualidade do lado da mulher; aqui encontramos uma nova perspectiva que, para al\u00e9m do edif\u00edcio ed\u00edpico, nos convoca a um novo olhar.<\/p>\n<p>A mulher, segundo Freud<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\"><sup>[2]<\/sup><\/a>, atravessaria um dif\u00edcil caminho frente ao reconhecimento de sua pr\u00f3pria castra\u00e7\u00e3o, uma vez que haveria uma rebeli\u00e3o frente a isto, conduzindo a tr\u00eas diferentes caminhos: apartar-se de sua pr\u00f3pria sexualidade; desenvolver um \u201ccomplexo de masculinidade\u201d ou aceder a uma \u201catitude feminina normal\u201d na qual toma o pai como objeto.<\/p>\n<p>Miller esclarece que \u201cquando se regula sobre o falo como significante, e Lacan mostra que essa \u00e9 a verdade de Freud, a castra\u00e7\u00e3o tem como fundamento a apreens\u00e3o no real da aus\u00eancia de p\u00eanis da mulher\u201d<a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\"><sup>[3]<\/sup><\/a>; da\u00ed a fantasia f\u00e1lica feminina de acreditar possuir um falo e que a m\u00e3e tamb\u00e9m o possui.<\/p>\n<p>No Semin\u00e1rio 10 sa\u00edmos da dimens\u00e3o do significante para adentrar o campo do organismo: do falo significante ao falo \u00f3rg\u00e3o, a partir do qual se explicitam as consequ\u00eancias no campo do gozo e do desejo para o homem e para a mulher.<\/p>\n<p>A partir dessa dimens\u00e3o do organismo Miller assinala que no caminho do gozo \u201c\u00e9 o macho que fica embara\u00e7ado\u201d<a href=\"#_ftn4\" name=\"_ftnref4\"><sup>[4]<\/sup><\/a> diante da detumesc\u00eancia do \u00f3rg\u00e3o, enquanto que as dificuldades do lado feminino surgem a partir da coloca\u00e7\u00e3o do desejo do Outro em jogo: ela se embara\u00e7a diante da falta do Outro e citando Lacan aponta \u201cque \u2018um verdadeiro desejo de homem angustia o sujeito feminino\u2019 (&#8230;) na medida em que esse desejo tem rela\u00e7\u00e3o com a falta e convoca o sujeito feminino a ser o que faz supl\u00eancia, portanto a for\u00e7a \u00e0 interpreta\u00e7\u00e3o.\u201d<a href=\"#_ftn5\" name=\"_ftnref5\"><sup>[5]<\/sup><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Esta nova posi\u00e7\u00e3o aqui apresentada se desdobrar\u00e1 na sequ\u00eancia do ensino de Lacan, at\u00e9 culminar com a apresenta\u00e7\u00e3o das f\u00f3rmulas da sexua\u00e7\u00e3o no seu Semin\u00e1rio 20, <em>mais ainda<\/em>, onde, do lado mulher das f\u00f3rmulas, ela se situa no lugar de causa de desejo para um homem e, para si mesma, como o enigma de sua pr\u00f3pria falta.<\/p>\n<p><em>\u201cEsse \u023a n\u00e3o se pode dizer. Nada se pode dizer da mulher. A mulher tem rela\u00e7\u00e3o com S(\u023a), e j\u00e1 \u00e9 nisso que ela se duplica, que ela n\u00e3o \u00e9 toda, pois, por outro lado, ela pode ter rela\u00e7\u00e3o com \u03a6.\u201d<a href=\"#_ftn6\" name=\"_ftnref6\"><sup><strong>[6]<\/strong><\/sup><\/a><\/em><\/p>\n<p>Prosseguindo, Lacan nos diz que s\u00f3 lhe restar\u00e1 falar de amor e referindo-se \u00e0 mulher diz que ela \u201cs\u00f3 pode amar no homem, (&#8230;) a maneira com que ele enfrenta o saber com que ele alma\u201d<a href=\"#_ftn7\" name=\"_ftnref7\"><sup>[7]<\/sup><\/a> &#8211; alma podendo ser entendida como efeito do pr\u00f3prio amor e n\u00e3o referida ao sexo: \u201ccom efeito, a alma alma a alma, n\u00e3o h\u00e1 sexo na transa\u00e7\u00e3o\u201d<a href=\"#_ftn8\" name=\"_ftnref8\"><sup>[8]<\/sup><\/a>.<\/p>\n<p>Fernanda Otoni apresenta o <em>verbo almar<\/em> como a inven\u00e7\u00e3o lacaniana que articula reciprocidade e \u201cum nada que ressona\u201d; ela esclarece este ponto ao retomar em Lacan que<\/p>\n<p>\u201c<em>o h\u00e1bito ama o monge\u201d mas o que h\u00e1 sob o h\u00e1bito, e que chamamos <\/em>de corpo, n\u00e3o \u00e9 o monge. A\u00ed, voltamos ao in\u00edcio, por (a)para\u2013esser esse<em> resto, que d\u00e1 vida ao oco do ser. Uma conting\u00eancia que se encarna e, por um triz, cessa de n\u00e3o se escrever \u2013 toma o corpo, o excita, deixa rastro, se escreve como \u2018conting\u00eancia corporal\u2019 l\u00e1 onde se verifica uma ef\u00eamera conex\u00e3o, no instante de um lapso, entre o falo e o que quer que seja. Por essas e<\/em> <em>outras&#8230;<\/em>\u201d<a href=\"#_ftn9\" name=\"_ftnref9\"><sup>[9]<\/sup><\/a><\/p>\n<p>Considerando as mudan\u00e7as s\u00f3cio-culturais e tecnol\u00f3gicas que impactam as nossas vidas, podemos falar em altera\u00e7\u00f5es nas condi\u00e7\u00f5es de amor para os seres falantes situados do lado mulher das f\u00f3rmulas da sexua\u00e7\u00e3o de Lacan? Ou, como nos diz Serge Cottet, \u201csob a roupagem ilus\u00f3ria da liberdade sexual, reencontrar-se-iam as invariantes do sentimental\u201d<a href=\"#_ftn10\" name=\"_ftnref10\"><sup>[10]<\/sup><\/a>.<\/p>\n<p>Nesta liberdade poder\u00edamos situar o que nas mulheres se expressa na atualidade como um \u201ceu tamb\u00e9m\u201d em semelhan\u00e7a aos homens, estabelecendo uma disjun\u00e7\u00e3o entre amor e sexo.<\/p>\n<p>Cottet em sua reflex\u00e3o acerca do sexo e do amor dos adolescentes na contemporaneidade indica, entretanto, que a controv\u00e9rsia recai <em>sobre todos<\/em> no que toca ao empuxo-a-gozar.<\/p>\n<p>Os sites de relacionamento atestam o empuxo-ao-gozo no desfile das imagens: peda\u00e7os de corpos que se lan\u00e7am ao jogo do olhar e ser olhado pelo outro. Neste registro reencontramos os termos tratados por Lacan e retomados por Cottet ao falar da sexualidade \u201cao ar livre\u201d e seus efeitos: \u201co enfado e a morosidade (Lacan, 1974)\u201d<a href=\"#_ftn11\" name=\"_ftnref11\"><sup>[11]<\/sup><\/a>.<\/p>\n<p><em>\u201cDe tudo isso resulta um \u2018hedonismo temperado\u2019, longe do modelo fusional da paix\u00e3o, que de todo modo preserva o ideal amoroso. \u2018Os pr\u00f3prios adolescentes n\u00e3o podem escapar a uma refer\u00eancia, ainda que ligeira, ao sentimento e ao amor, a fim de velar a nudez da puls\u00e3o, as mo\u00e7as expressando o desejo de que os rapazes reconhe\u00e7am, por meio das palavras, o que sentem\u2019 (:269). Nada de novo sob o sol. Exceto que o sentimento amoroso vem dar \u2018uma navalhada no consumo-mundo\u2019 (Lipovetsky, 2006:270).\u201d<a href=\"#_ftn12\" name=\"_ftnref12\"><sup><strong>[12]<\/strong><\/sup><\/a><\/em><\/p>\n<p>Na cl\u00ednica escuto de uma mulher o lamento \u201cdo casal\u201d, formado a partir do Tinder, que o encontro n\u00e3o tenha se produzido a partir da conting\u00eancia, mas a partir da certeza do encontro sexual produzido pelo aplicativo.<\/p>\n<p>Contudo, como indica Christiane Alberti, tal encontro n\u00e3o elimina a dimens\u00e3o do imprevisto, do n\u00e3o calcul\u00e1vel do gozo, uma vez que a palavra se apresenta: \u201cO encontro n\u00e3o pode ser definido sem uma palavra, e a\u00ed tudo se complica!\u201d<a href=\"#_ftn13\" name=\"_ftnref13\"><sup>[13]<\/sup><\/a>, mesmo por um mero SMS!<\/p>\n<p>Amor e sexo disjuntos, entre conex\u00f5es e desconex\u00f5es, faz reverberar \u201ca alma alma a alma\u201d e questiona, para al\u00e9m do gozo f\u00e1lico, o gozo \u201cde que n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel dizer se a mulher pode dizer alguma coisa \u2013 se ela pode dizer o que sabe dele\u201d<a href=\"#_ftn14\" name=\"_ftnref14\"><sup>[14]<\/sup><\/a>.<\/p>\n<p>Pergunto, onde recaem as palavras de amor no ser falante que se localiza do lado mulher das f\u00f3rmulas da sexua\u00e7\u00e3o?<\/p>\n<p>N\u00e3o sendo s\u00f3 quest\u00e3o de reciprocidade, podem tocar, enquanto <em>letra de uma carta de almor<\/em>, num ponto indiz\u00edvel da satisfa\u00e7\u00e3o, a Outra satisfa\u00e7\u00e3o, naquilo que se refere ao pr\u00f3prio enigma e que vem a animar o corpo, mesmo que \u00e0s vezes.<\/p>\n<p>J\u00e9sus Santiago nos traz uma maior precis\u00e3o sobre tal quest\u00e3o ao falar sobre o feminino:<\/p>\n<p><em>\u201cSer Outra para si mesma confunde-se, portanto, com a excepcionalidade de um gozo submetido aos intervalos abertos da satisfa\u00e7\u00e3o pulsional, satisfa\u00e7\u00e3o marcada pelos limites fugidios, pois se v\u00ea envolvido, como nos diz Lacan, pela sua pr\u00f3pria contiguidade. Dizer que o gozo feminino \u00e9 cont\u00edguo consigo pr\u00f3prio \u00e9 admitir que sua ancoragem no falo n\u00e3o \u00e9 uma necessidade imperiosa e que o destino desse gozo \u00e9 fazer-se existir como conting\u00eancia corporal.\u201d<a href=\"#_ftn15\" name=\"_ftnref15\"><sup><strong>[15]<\/strong><\/sup><\/a><\/em><\/p>\n<p>E, em dire\u00e7\u00e3o ao amor mais digno, aponta que<\/p>\n<p><em>\u201cGra\u00e7as \u00e0 l\u00f3gica da sexua\u00e7\u00e3o, acaba por se estabelecer que a paix\u00e3o entre os sexos se escreve sob a \u00e9gide do real imposs\u00edvel do gozo. Com fundamento na escrita do imposs\u00edvel da rela\u00e7\u00e3o entre os sexos, pode-se afirmar que a inven\u00e7\u00e3o da psican\u00e1lise \u00e9 o \u2018novo amor\u2019, no sentido do amor que inscreve a indignidade pulsional, a Coisa, o gozo de cada um.\u201d<a href=\"#_ftn16\" name=\"_ftnref16\"><sup><strong>[16]<\/strong><\/sup><\/a><\/em><\/p>\n<p>Seguindo com o \u201cnovo amor\u201d, acrescento o que Maurizio Mazzotti nos fala sobre amuro, distinguindo-o do amor \u201ccon-fus\u00e3o\u201d: amuro fala de um amor \u201cque n\u00e3o cr\u00ea na ilus\u00e3o dos dois que fazem um, porque n\u00e3o nega o irredut\u00edvel de um gozo que, aninhando-se no falar, faz muro, como o faz o objeto <em>a<\/em>, causa do desejo, enquanto irredut\u00edvel \u00e0 demanda.\u201d<a href=\"#_ftn17\" name=\"_ftnref17\"><sup>[17]<\/sup><\/a><\/p>\n<p>Para um ser falante que se deixe levar \u2018<em>por essas e outras\u2019<\/em>, o imprevisto pode ser admitido como um ponto de abertura a um jogo que n\u00e3o se conclui, mas \u00e9 jogado a cada vez, na medida em que se admite o espa\u00e7o vazio em que ele se apresenta \u2013 cedendo ao risco de preench\u00ea-lo com o ideal rom\u00e2ntico da completude, mas tomando-o como espa\u00e7o em que um gozo n\u00e3o assimil\u00e1vel pelo significante pode ser vivido, \u00e0s vezes.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<hr \/>\n<h6><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\"><sup>[1]<\/sup><\/a>LACAN, J. (1962-1963) <em>Semin\u00e1rio, livro 10: a ang\u00fastia<\/em>. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed. 2005, p.197<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\"><sup>[2]<\/sup><\/a>FREUD. S. (1931) \u201cSobre la sexualidad femenina\u201d. Em Obras Completas III. Madrid: Editorial Biblioteca Nueva, 1981.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\"><sup>[3]<\/sup><\/a>MILLER, J-A. \u201cIntrodu\u00e7\u00e3o \u00e0 leitura do Semin\u00e1rio da ang\u00fastia de Jacques Lacan\u201d. Em <em>Op\u00e7\u00e3o Lacaniana<\/em> 43 (maio 2005) p. 29<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref4\" name=\"_ftn4\"><sup>[4]<\/sup><\/a>Ibidem, p. 30<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref5\" name=\"_ftn5\"><sup>[5]<\/sup><\/a>Ibidem, p. 32<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref6\" name=\"_ftn6\"><sup>[6]<\/sup><\/a>LACAN, J. (1972-1973) <em>Semin\u00e1rio, livro 20: mais ainda<\/em>. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2008, p. 87<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref7\" name=\"_ftn7\"><sup>[7]<\/sup><\/a>Ibidem, p. 95<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref8\" name=\"_ftn8\"><sup>[8]<\/sup><\/a>Ibidem, p. 90<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref9\" name=\"_ftn9\"><sup>[9]<\/sup><\/a>OTONI-BRISSET, F. \u201cO la\u00e7o entre o amor e a coragem\u201d. http:\/\/ebp.org.br\/sp\/o-laco-entre-o-amor-e-a-coragem-fernanda-otoni-brisset\/<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref10\" name=\"_ftn10\"><sup>[10]<\/sup><\/a>COTTET, S. <em>Ensaios de cl\u00ednica psicanal\u00edtica<\/em>. Rio de Janeiro: Contra Capa, 2011, p. 69<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref11\" name=\"_ftn11\"><sup>[11]<\/sup><\/a>Ibidem, p. 68.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref12\" name=\"_ftn12\"><sup>[12]<\/sup><\/a>Ibidem, p. 69<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref13\" name=\"_ftn13\"><sup>[13]<\/sup><\/a>ALBERTI, C. Tinder: on baise d\u2019abord, on voit ensuite. Le symbolique a change de tempo. http:\/\/m.leplus.nouvelobs.com\/contribution\/1409836-tinder-on-baise-d-abord-on-voit-ensuite-le-symbolique-a-change-de-tempo.html<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref14\" name=\"_ftn14\"><sup>[14]<\/sup><\/a>LACAN, J. ibidem, p. 95.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref15\" name=\"_ftn15\"><sup>[15]<\/sup><\/a>SANTIAGO, J. \u201cJacques Lacan, o feminino e o amor mais digno\u201d. Em: <em>O feminino que acontece no corpo<\/em>. Belo Horizonte; Scriptum Livros, 2012, p. 236<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref16\" name=\"_ftn16\"><sup>[16]<\/sup><\/a>Ibidem, p. 237<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref17\" name=\"_ftn17\"><sup>[17]<\/sup><\/a>MAZZOTTI, M. \u201cAmuro\u201d. Em: <em>Scilicet: O Corpo Falante \u2013 Sobre o inconsciente no s\u00e9culo XXI<\/em>. S\u00e3o Paulo: Escola Brasileira de Psican\u00e1lise, 2016, p. 37<\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Para falar de amor e sexo, falo d\u023a mulher Por Cristiana Gallo \u201cS\u00f3 o amor permite ao gozo condescender ao desejo\u201d.[1] Inicio pelo aforismo lan\u00e7ado por Lacan no Semin\u00e1rio 10, a ang\u00fastia, que instiga a percorrer as condi\u00e7\u00f5es de gozo e desejo no ser falante, para retornar ao amor e ao sexo ou, em melhor&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[12],"tags":[],"post_series":[],"class_list":["post-3496","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-jornada-2018","entry","no-media"],"aioseo_notices":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3496","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3496"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3496\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3496"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3496"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3496"},{"taxonomy":"post_series","embeddable":true,"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-json\/wp\/v2\/post_series?post=3496"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}