{"id":3494,"date":"2018-10-07T10:39:50","date_gmt":"2018-10-07T13:39:50","guid":{"rendered":"http:\/\/ebp.org.br\/sp\/?p=3494"},"modified":"2018-10-07T10:39:50","modified_gmt":"2018-10-07T13:39:50","slug":"conversa-com-a-desconexao-de-hilda-hilst-um-furacao-na-poesia-brasileira-contemporanea-entrevista-com-o-poeta-claudio-daniel","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/conversa-com-a-desconexao-de-hilda-hilst-um-furacao-na-poesia-brasileira-contemporanea-entrevista-com-o-poeta-claudio-daniel\/","title":{"rendered":"#Conversa.com &#8211; A (des)conex\u00e3o de Hilda Hilst: um furac\u00e3o na poesia brasileira contempor\u00e2nea \u2013 Entrevista com o poeta Claudio Daniel*"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_3487\" aria-describedby=\"caption-attachment-3487\" style=\"width: 220px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-3487 size-full\" src=\"https:\/\/ebp.org.br\/new\/sp\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/boletim006_005-1.jpg\" alt=\"\" width=\"220\" height=\"220\" srcset=\"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/boletim006_005-1.jpg 220w, https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/boletim006_005-1-150x150.jpg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 220px) 100vw, 220px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-3487\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Instagram @contemporary_art<\/figcaption><\/figure>\n<h6><strong><em>Por Fabiola Ramon<\/em><\/strong><\/h6>\n<p style=\"padding-left: 60px;\">Pois pode ser.<\/p>\n<p style=\"padding-left: 60px;\">Para pensar o Outro, eu deliro ou versejo.<\/p>\n<p style=\"padding-left: 60px;\">Pens\u00e1-LO \u00e9 gozo. Ent\u00e3o n\u00e3o sabes? INCORP\u00d3REO \u00c9 O DESEJO.<\/p>\n<h6 style=\"padding-left: 60px;\">Hilda Hilst, in &#8216;Do Desejo&#8217;\u00a0(1992, publicado pela Ed Globo, 2004)<\/h6>\n<p>N\u00e3o por acaso Hilda Hilst (Ja\u00fa-SP, 1930- Campinas-SP, 2004) foi homenageada na \u00faltima edi\u00e7\u00e3o da FLIP, a famosa Feira de Literatura de Paraty (RJ). Poeta, ficcionista, cronista e dramaturga, Hilda escreveu seu nome na hist\u00f3ria da literatura e \u00e9 considerada uma das maiores escritoras de l\u00edngua portuguesa do s\u00e9culo XX.<\/p>\n<p>Uma mulher \u00e0 frente de seu tempo, com uma linguagem inovadora e abrangente que rompeu com diversos limites no campo da escrita liter\u00e1ria, Hilda produziu mais de quarenta t\u00edtulos, entre poesia, teatro e fic\u00e7\u00e3o, e escreveu por quase 50 anos, recebendo importantes pr\u00eamios liter\u00e1rios.<\/p>\n<p>Muitos dos seus textos s\u00e3o atemporais, com um entrela\u00e7amento entre a realidade e a fantasia, engendrando o desvelamento da fragilidade dos tecidos que bordam a condi\u00e7\u00e3o humana, a partir de uma po\u00e9tica na qual toda a pot\u00eancia de Eros toma corpo na letra.<\/p>\n<p>Seu sintoma com a escrita n\u00e3o est\u00e1 circunscrito apenas ao ato de escrever, ele transborda para uma quest\u00e3o particularmente importante para a escritora: de sua obra \u201cser lida\u201d. Ao lan\u00e7ar o livro \u201cO caderno rosa de Lori Lamby\u201d (1990), um \u201clivro pornogr\u00e1fico\u201d, Hilda foi a p\u00fablico dizer que essa obra havia sido feita para ser lida.<\/p>\n<p>Ser lida n\u00e3o trata de ser f\u00e1cil ou palat\u00e1vel, mas de causar o Outro da linguagem, decifr\u00e1-lo e recifr\u00e1-lo, incessantemente. Ao empreender o trabalho de ser lida, ela incluiu em sua escrita os leitores, o mercado editorial, os escritores de sua gera\u00e7\u00e3o, os cr\u00edticos liter\u00e1rios etc. Sem medo de ousar em sua inven\u00e7\u00e3o e reinven\u00e7\u00e3o de seus modos de escrita, o produto de sua cria\u00e7\u00e3o n\u00e3o faz simples apelo ao outro, como foi acusada por escritores conservadores da \u00e9poca que n\u00e3o alcan\u00e7aram a extens\u00e3o de sua escrita, mas serviu e continua servindo de mat\u00e9ria preciosa para o deleite, a frui\u00e7\u00e3o e a constata\u00e7\u00e3o perturbadora de que a escrita comporta em si uma er\u00f3tica. Hilda deixou esse legado para a literatura brasileira de todos os tempos.<\/p>\n<p>Ademais, Hilda n\u00e3o apenas escreveu <strong>sobre<\/strong> o amor e o sexo, ela deixou marcado e impresso, na p\u00e1gina da hist\u00f3ria da literatura e no corpo dos seus textos, uma escrita <strong>de<\/strong> amor e sexo. L\u00e1 onde a rela\u00e7\u00e3o sexual n\u00e3o existe e a escrita pode fazer supl\u00eancia, Hilda faz, em ato, a letra copular, o significante trepar e o corpo de sua obra erotizar-se. Com a for\u00e7a e a pot\u00eancia de sua escrita, Hilda abalou e esgar\u00e7ou a p\u00e1gina, o livro, o corpo, a sexualidade, a pol\u00edtica, a transcend\u00eancia, o mundano, o sexo, o amor e a morte.<\/p>\n<p>Sint\u00e9tica e precisa \u00e9 a forma como Claudio Daniel, poeta de fino rigor est\u00e9tico e amante da inven\u00e7\u00e3o com a l\u00edngua, <em>\u201cpoematiza\u201d<\/em> a escritora: \u201cHilda, um furac\u00e3o na poesia brasileira\u201d.<\/p>\n<p>Claudio Daniel foi entrevistado pelo Boletim # Cupid# sobre Hilda Hilst. A partir de sua intimidade com o texto da escritora e de sua pr\u00f3pria rela\u00e7\u00e3o visceral com a escrita, nos trouxe sobre o lugar do poeta, esse que, segundo suas palavras, com seu ato, \u201cjoga o dardo cada vez mais longe, para n\u00e3o se acomodar a uma \u00fanica forma\u201d. Nessa jogada, Hilda faz da des(conex\u00e3o) mat\u00e9ria de sua causa. Com a palavra, o poeta Cla\u00fadio Daniel!<\/p>\n<p>Fabiola Ramon: Na sua concep\u00e7\u00e3o, que tipo\u00a0de conex\u00e3o e desconex\u00e3o h\u00e1 entre o amor e o sexo na escrita de Hilda Hilst?<\/p>\n<p><strong>Claudio Daniel: <\/strong>A poesia de Hilda Hilst, desde o seu livro de estreia,\u00a0Press\u00e1gio\u00a0(1950), que a autora publicou com apenas 20 anos de idade, at\u00e9 o \u00faltimo,\u00a0Cantares do sem nome e de partidas\u00a0(1995), sempre girou em torno dos temas do amor, do sexo e da morte. Claro: n\u00e3o h\u00e1 novidade alguma nisso, grande parte da poesia ocidental trata das rela\u00e7\u00f5es entre Eros e Thanatos, desde Safo e Alceu, na Gr\u00e9cia cl\u00e1ssica, at\u00e9 os dias de hoje. O que surpreende, na poesia de HH, \u00e9 a pluralidade de aspectos e abordagens do tema amoroso, que por vezes transcende a dimens\u00e3o sexual para alcan\u00e7ar a metaf\u00edsica: o Outro amoroso pode ser o companheiro, mas tamb\u00e9m um aspecto dela pr\u00f3pria (o seu duplo), um personagem ficcional, ou s\u00edmbolo de sua profunda solid\u00e3o, sempre em busca de algo ou algu\u00e9m inalcan\u00e7\u00e1vel, o eterno ignorado e ainda a manifesta\u00e7\u00e3o do divino. Outras vezes, o amor \u00e9 simplesmente o Incomunic\u00e1vel, o Ausente, o Inexistente. A sexualidade, por sua vez, se \u00e9 associada ao amor f\u00edsico, tamb\u00e9m o ultrapassa, manifestando-se, inclusive, na escrita libidinosa: a poesia como ato er\u00f3tico. Na poesia de HH, imperam a polissemia dos voc\u00e1bulos, a incerteza, o deslizamento e incessante transforma\u00e7\u00e3o dos sentidos do poema.<\/p>\n<p>Fabiola Ramon: O que voc\u00ea poderia dizer sobre a escrita porn\u00f4 (porno<em>grafia<\/em>) de Hilda Hilst?<\/p>\n<p><strong>Claudio Daniel: <\/strong>\u00c9 sobretudo uma escrita fescenina, ou seja, que faz a s\u00e1tira do er\u00f3tico e do pornogr\u00e1fico, como nos poemas de\u00a0Buf\u00f3licas\u00a0(1992), incorporando temas do cotidiano, misturados \u00e0 fantasia (contos de fadas e relatos mitol\u00f3gicos ou lend\u00e1rios, por exemplo), a coloquialidade, a g\u00edria e o palavr\u00e3o, elementos antes ausentes em sua poesia \u201cs\u00e9ria\u201d, que alguns consideravam \u201cherm\u00e9tica\u201d ou \u201cobscura\u201d. Sem d\u00favida, \u00e9 a partir de sua l\u00edrica fescenina que a obra de Hilda come\u00e7ou realmente a ser lida, a conquistar a aten\u00e7\u00e3o da cr\u00edtica liter\u00e1ria, da universidade, das grandes editoras e, sobretudo, do p\u00fablico. Ela pr\u00f3pria admitia ter escrito\u00a0O caderno rosa de Lori Lamby (1990) porque desejava ser lida, sair da condi\u00e7\u00e3o de autora \u201cmaldita\u201d e exclu\u00edda do c\u00e2none liter\u00e1rio por ser mulher, ter um comportamento irreverente para a \u00e9poca e praticar uma escrita densa, que n\u00e3o se enquadrava no cen\u00e1rio liter\u00e1rio. Com a popularidade tardia, HH conseguiu ser lida e hoje est\u00e1 definitivamente incorporada na hist\u00f3ria da literatura brasileira.<\/p>\n<p>Fabiola Ramon: Nos \u00faltimos anos verificamos no campo da cultura, das artes e das rela\u00e7\u00f5es amorosas, principalmente virtuais, a estetiza\u00e7\u00e3o do obsceno, onde o objeto fetiche ganha a cena, sem velamento. Nesse ponto, voc\u00ea acha que Hilda Hilst\u00a0antecipou em sua escrita um modo de gozo caracter\u00edstico de uma \u00e9poca que estava por vir?<\/p>\n<p><strong>Claudio Daniel:<\/strong>\u00a0Acredito que a dimens\u00e3o er\u00f3tica mais profunda da poesia de HH est\u00e1 em suas primeiras obras, em que a amor e o erotismo s\u00e3o abordados desde o self at\u00e9 o divino. Ela passou a trabalhar com a tem\u00e1tica pornogr\u00e1fica para sair do ostracismo em que se encontrava, ampliar o seu p\u00fablico e, claro, renovar a linguagem, fazendo algo totalmente diferente em sua trajet\u00f3ria liter\u00e1ria. N\u00e3o creio que ela antecipou a estetiza\u00e7\u00e3o do obsceno, que j\u00e1 tem uma longa presen\u00e7a em nossa tradi\u00e7\u00e3o liter\u00e1ria, desde as cantigas de esc\u00e1rnio e mal-dizer do s\u00e9culo XII at\u00e9 Greg\u00f3rio de Matos, Bocage e o nosso Glauco Mattoso.<\/p>\n<p>Fabiola Ramon: Quando Hilda Hilst publica \u201cO caderno rosa de Lori Lamby\u201d, em 1990, j\u00e1 era uma escritora consagrada. Mesmo assim, causou pol\u00eamica e rejei\u00e7\u00e3o no meio liter\u00e1rio. Escritores conservadores a atacaram, mas Hilda sustentou sua escrita, localizando-a como \u201cum ato de agress\u00e3o\u201d, uma \u201ca\u00e7\u00e3o vigorosa\u201d, n\u00e3o apenas pelo conte\u00fado pornogr\u00e1fico, mas tamb\u00e9m pela forma de sua escrita. Voc\u00ea poderia comentar em que sentido a escrita de Hilda Hilst foi revolucion\u00e1ria e rompeu com a tradi\u00e7\u00e3o no pr\u00f3prio modo de escrita?<\/p>\n<p><strong>Claudio Daniel:<\/strong> Hilda Hilst era lida e conhecida por um pequeno c\u00edrculo de leitores; os seus livros eram publicados por editoras independentes, como a de Massao Ohno, e recusados por grandes editoras, como a Companhia das Letras (que curiosamente publicou a poesia completa de HH, em 2017, treze anos ap\u00f3s o falecimento da autora). A publica\u00e7\u00e3o de suas obras \u201cpornogr\u00e1ficas\u201d causou surpresa a certos leitores e cr\u00edticos, que a acusaram de ter aderido a uma escrita \u201cf\u00e1cil\u201d, \u201ccomercial\u201d ou \u201cpopular\u201d para \u201cfazer sucesso\u201d, abandonando a \u201cseriedade\u201d de sua l\u00edrica anterior. Claro que, por tr\u00e1s de tais acusa\u00e7\u00f5es, h\u00e1 tamb\u00e9m o moralismo de quem n\u00e3o suporta o sexo e o palavr\u00e3o na literatura; neste sentido, podemos falar, sim, numa rea\u00e7\u00e3o conservadora. Sem d\u00favida, HH revolucionou a sua pr\u00f3pria escrita, ampliando a tem\u00e1tica, o vocabul\u00e1rio e as formas narrativas de seus poemas. Todo grande poeta, em minha opini\u00e3o, almeja superar-se sempre, jogar o dardo cada vez mais longe, para n\u00e3o se acomodar a uma \u00fanica forma. E HH foi um verdadeiro furac\u00e3o na poesia brasileira contempor\u00e2nea.<\/p>\n<p><strong>*Claudio Daniel<\/strong>\u00a0\u00e9 poeta, autor de Yum\u00ea\u00a0(Ci\u00eancia do Acidente, 1999),\u00a0A Sombra do Leopardo\u00a0(Azougue Editorial, 2001, pr\u00eamio Redescoberta da Literatura Brasileira) Figuras Met\u00e1licas (Perspectiva, 2005), entre outros livros de poesia, tradu\u00e7\u00e3o, fic\u00e7\u00e3o e ensaio . Doutor em Literatura Portuguesa pela Universidade de S\u00e3o Paulo, \u00e9 tamb\u00e9m editor do blog Cantar a Pele de Lontra\u00a0<a href=\"http:\/\/cantarapeledelontra.blogspot.com\/\">http:\/\/cantarapeledelontra.blogspot.com<\/a>) e da revista eletr\u00f4nica Zun\u00e1i, Revista de Poesia e Debates (<a href=\"http:\/\/www.revistazunai.com\/\">www.revistazunai.com<\/a>). Foi colunista da revista CULT e curador de Literatura e Poesia no Centro Cultural S\u00e3o Paulo. Hoje, Claudio Daniel ministra cursos de poesia no Laborat\u00f3rio de Cria\u00e7\u00e3o Po\u00e9tica, via Skype. E-mail de contato:\u00a0<a href=\"mailto:claudio.dan@gmail.com\">claudio.dan@gmail.com<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Porque h\u00e1 desejo em mim, \u00e9 tudo cintil\u00e2ncia.<\/p>\n<p>Antes, o cotidiano era um pensar alturas<\/p>\n<p>Buscando Aquele Outro decantado<\/p>\n<p>Surdo \u00e0 minha humana ladradura.<\/p>\n<p>Visgo e suor, pois nunca se faziam.<\/p>\n<p>Hoje, de carne e osso, laborioso, lascivo<\/p>\n<p>Tomas-me o corpo. E que descanso me d\u00e1s<\/p>\n<p>Depois das lidas. Sonhei penhascos<\/p>\n<p>Quando havia o jardim aqui ao lado.<\/p>\n<p>Pensei subidas onde n\u00e3o havia rastros.<\/p>\n<p>Extasiada, fodo contigo<\/p>\n<p>Ao inv\u00e9s de ganir diante do Nada.<\/p>\n<h6>Hilda Hilst, in &#8216;Do Desejo&#8217;\u00a0(1992, publicado pela Ed Globo, 2004)<\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Fabiola Ramon Pois pode ser. Para pensar o Outro, eu deliro ou versejo. Pens\u00e1-LO \u00e9 gozo. Ent\u00e3o n\u00e3o sabes? INCORP\u00d3REO \u00c9 O DESEJO. 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