{"id":3492,"date":"2018-10-07T10:37:41","date_gmt":"2018-10-07T13:37:41","guid":{"rendered":"http:\/\/ebp.org.br\/sp\/?p=3492"},"modified":"2018-10-07T10:37:41","modified_gmt":"2018-10-07T13:37:41","slug":"cinema-conexoes-e-desconexoes-deixe-a-luz-do-sol-entrar-o-que-dos-desencontros-amorosos-nao-cessa-de-se-escrever","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/cinema-conexoes-e-desconexoes-deixe-a-luz-do-sol-entrar-o-que-dos-desencontros-amorosos-nao-cessa-de-se-escrever\/","title":{"rendered":"#Cinema conex\u00f5es e desconex\u00f5es &#8211; Deixe a luz do sol entrar: o que dos desencontros amorosos n\u00e3o cessa de se escrever?"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_3488\" aria-describedby=\"caption-attachment-3488\" style=\"width: 220px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-3488\" src=\"https:\/\/ebp.org.br\/new\/sp\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/boletim006_006-1.jpg\" alt=\"\" width=\"220\" height=\"220\" srcset=\"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/boletim006_006-1.jpg 220w, https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/boletim006_006-1-150x150.jpg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 220px) 100vw, 220px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-3488\" class=\"wp-caption-text\">Foto: \u201cO Muro do Eu te Amo\u201d, por Janaina de Paula Costa Ver\u00edssimo<\/figcaption><\/figure>\n<h6><em><strong>Por Janaina de Paula Costa Ver\u00edssimo<\/strong><\/em><\/h6>\n<p style=\"padding-left: 60px;\">\u201c[&#8230;] o discurso amoroso \u00e9 hoje em dia de uma <em>extrema solid\u00e3o<\/em>.\u201d<\/p>\n<h6 style=\"padding-left: 60px;\">(Roland Barthes)<\/h6>\n<p><em>Deixe a luz do sol entrar <\/em>j\u00e1 revela um paradoxo de sa\u00edda, ao ser lan\u00e7ado como uma \u201ccom\u00e9dia rom\u00e2ntica\u201d. O que, basicamente, fundamenta o argumento de um longa desse subg\u00eanero cinematogr\u00e1fico \u00e9 que dois personagens se conhe\u00e7am, n\u00e3o se envolvam amorosamente por certo tempo, reencontrem-se, ap\u00f3s diversas cenas c\u00f4micas, e descubram que foram feitos um para o outro. Existem vari\u00e1veis poss\u00edveis na escrita do roteiro e o final feliz n\u00e3o \u00e9 condi\u00e7\u00e3o <em>sine qua non<\/em>.<\/p>\n<p>No entanto, o longa de Claire Denis, que contou com Christine Angot, figura j\u00e1 bastante cara no meio psicanal\u00edtico, como roteirista, revela elementos nada c\u00f4micos. Pois se os reiterados desencontros de uma mulher em sua infinita demanda de amor relan\u00e7am o espectador em algum riso, ele pode ser, no m\u00ednimo, um riso que comporta desconforto.<\/p>\n<p>A sinopse nos indica que Isabelle \u00e9 m\u00e3e, divorciada, parisiense, uma artista pl\u00e1stica de sucesso que se v\u00ea \u00e0s voltas com os seus insucessos no amor. Ela se revela infortunada em seus relacionamentos, mas segue em busca do parceiro ideal. Trata-se de uma bela mulher que demanda, al\u00e9m de um novo, um verdadeiro amor.<\/p>\n<p>O longa n\u00e3o se constitui exatamente em uma adapta\u00e7\u00e3o do precioso <em>Fragmentos de um discurso amoroso<\/em>, de Roland Barthes, mas uma sutil inspira\u00e7\u00e3o pode ser lida em suas entrelinhas. Em uma entrevista de Juliette Binoche<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\"><sup>[1]<\/sup><\/a>, ela diz que a pr\u00f3pria Claire afirma que o filme tem um \u201cperfume\u201d de Barthes. Binoche, ali\u00e1s, est\u00e1 brilhante na pele de Isabelle, sua performance realmente ilumina o filme e captura o espectador.<\/p>\n<p>Comecemos por alguns fragmentos:<\/p>\n<p>***<\/p>\n<p>\u201cABISMAR-SE. Lufada de aniquilamento que atinge o sujeito apaixonado de desespero [&#8230;]\u201d<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\"><sup>[2]<\/sup><\/a><\/p>\n<p>Assistimos a uma mulher abismada, em seu ponto de desespero e n\u00e3o-lugar, diante de uma demanda desenfreada de amor. Ela se endere\u00e7a, ora para um banqueiro est\u00fapido ou para um jovem ator narcisista, ora para o ex-marido e, ainda, para um desconhecido, com quem dan\u00e7a a bel\u00edssima <em>At last<\/em>, na voz de Etta James. Mas na contram\u00e3o da can\u00e7\u00e3o<a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\"><sup>[3]<\/sup><\/a>, sua tranquilidade dura pouco e ela se v\u00ea em uma s\u00e9rie que parece n\u00e3o ter fim, e que a coloca diante da solid\u00e3o e da ang\u00fastia.<\/p>\n<p>***<\/p>\n<p>\u201cANG\u00daSTIA. O sujeito apaixonado [&#8230;] se deixa levar pelo medo [&#8230;] de um abandono, de uma reviravolta \u2013 sentimento que ele exprime sob o nome de <em>ang\u00fastia<\/em>.\u201d<a href=\"#_ftn4\" name=\"_ftnref4\"><sup>[4]<\/sup><\/a><\/p>\n<p>A mulher cai abandonada. O roteiro do filme gira, precisamente, em torno dos desencontros amorosos de Isabelle. Mas o que pode fundar o amor sen\u00e3o o encontro? O que faz fracassar o encontro, al\u00e9m do imperativo que circunda e orienta essa mulher? H\u00e1 um ideal: o verdadeiro amor, um amor que se torna imposs\u00edvel.<\/p>\n<p>Dos desencontros, n\u00e3o cessa de se escrever a impossibilidade e Isabelle paga por isso com o alto pre\u00e7o da ang\u00fastia. H\u00e1 um insuport\u00e1vel desse lugar que, paradoxalmente, ela segue ocupando. Um gozo paradoxal e insuport\u00e1vel.<\/p>\n<p>***<\/p>\n<p>\u201cINSUPORT\u00c1VEL. O sentimento de um ac\u00famulo de sofrimentos amorosos explode neste grito: \u201cIsso n\u00e3o pode continuar.\u201d<\/p>\n<p>Ela trope\u00e7a nos desencontros e se v\u00ea \u00e0s voltas com as botas pretas de cano alto atadas ao corpo. Na solid\u00e3o de seu ex\u00edlio particular, tenta impetuosamente retir\u00e1-las e arremess\u00e1-las longe ap\u00f3s, mais uma vez, fracassar no encontro.<\/p>\n<p>Durante todo o filme, o que se recolhe \u00e9 algo que poder\u00edamos aproximar da ideia de uma foraclus\u00e3o do acaso; Isabelle coloca-se incessantemente em um enredo dram\u00e1tico. Ela se lan\u00e7a na necessidade de encontrar um verdadeiro amor, enquanto n\u00e3o abre espa\u00e7o para o contingente. Trava, ent\u00e3o, uma luta feroz, na qual o campo da conting\u00eancia tem como grande inimiga a necessidade. Ela precisa de um amor de verdade.<\/p>\n<p>Precisamente, o que d\u00e1 contorno \u00e0 hist\u00e9rica \u00e9 a divis\u00e3o que se evidencia pelo par antin\u00f4mico desejo e gozo. \u201cDe um lado, a hist\u00e9rica recusa ser a mulher; do outro, por\u00e9m, \u00e9 \u00e0 mulher que ela se refere\u201d.<a href=\"#_ftn5\" name=\"_ftnref5\"><sup>[5]<\/sup><\/a> Na histeria, a mulher \u00e9, com efeito, o que ela n\u00e3o sabe ser. Por esse motivo, Dora interroga a Sra. K. sobre a sexualidade feminina. O que est\u00e1 em jogo para ela, Dora, \u00e9 a pergunta sobre como proceder para que um homem goze. A hist\u00e9rica aposta que a mulher comporta esse saber.<\/p>\n<p>\u201cEssa dist\u00e2ncia entre a hist\u00e9rica e a mulher \u00e9 a raz\u00e3o do drama da ruptura. O homem a deixa [&#8230;], ou, ao contr\u00e1rio, \u00e9 ela que o deixa\u201d<a href=\"#_ftn6\" name=\"_ftnref6\"><sup>[6]<\/sup><\/a>, perpetuando, assim, o desejo insatisfeito e a err\u00e2ncia amorosa.<\/p>\n<p>***<\/p>\n<p>\u201cERR\u00c2NCIA. [&#8230;] o sujeito [&#8230;] compreende ent\u00e3o que est\u00e1 destinado a errar at\u00e9 a morte, de amor em amor.\u201d<a href=\"#_ftn7\" name=\"_ftnref7\"><sup>[7]<\/sup><\/a><\/p>\n<p>\u201cPara uma mulher, um homem \u00e9 uma devasta\u00e7\u00e3o [&#8230;].\u201d<a href=\"#_ftn8\" name=\"_ftnref8\"><sup>[8]<\/sup><\/a> Isabelle se v\u00ea devastada diante daquilo que os homens lhe dizem. A devasta\u00e7\u00e3o do desejo tamb\u00e9m irrompe diante daqueles que fecham a boca e lhe ferem por nada dizerem. Ela se sente privada da palavra de amor que selaria o encontro.<\/p>\n<p>O discurso amoroso intenta \u201cexplicar as vers\u00f5es dos amantes para a causa enigm\u00e1tica disso que os enla\u00e7a e sustentar seu futuro. Enquanto tal conversa durar, dura o amor.\u201d<a href=\"#_ftn9\" name=\"_ftnref9\"><sup>[9]<\/sup><\/a> Em uma cena bastante emblem\u00e1tica, aquela mulher, n\u00e3o sem ang\u00fastia, insiste na dura\u00e7\u00e3o de uma conversa. Ela posiciona a m\u00e3o na ma\u00e7aneta interna do carro, ensaiando abri-la, mas s\u00f3 abandona o ve\u00edculo quando o amante aceita o convite para subirem juntos at\u00e9 o seu apartamento. N\u00e3o h\u00e1 qualquer sinal de la\u00e7o, nem de futuro. Fazem amor, mas n\u00e3o sustentam o encontro.<\/p>\n<p>\u201c<em>Qual \u00e9 o real que assim insiste<\/em>? N\u00e3o haveria, no cerne de uma tal insist\u00eancia, <em>o real da dura\u00e7\u00e3o de um n\u00e3o?<\/em>\u201d<a href=\"#_ftn10\" name=\"_ftnref10\"><sup>[10]<\/sup><\/a> Haveria na busca obstinada de Isabelle, uma recusa do encontro? O que dos desencontros amorosos se escreve, que n\u00e3o a insatisfa\u00e7\u00e3o, elevada \u00e0 sua m\u00e1xima pot\u00eancia?<\/p>\n<p>O amor \u00e9 aquilo que inevitavelmente fracassa e exige inven\u00e7\u00e3o, novas declara\u00e7\u00f5es, para fazer ressurgir a parceria. Sem amor, torna-se imposs\u00edvel o trabalho que \u201cmove os amantes, em termos de desejo e gozo\u201d<a href=\"#_ftn11\" name=\"_ftnref11\"><sup>[11]<\/sup><\/a> e sua dissimetria.<\/p>\n<p>O que faz de uma mulher um sintoma para um homem? Certamente, a conting\u00eancia de um real em jogo que mobiliza o encontro. \u201c\u00c9 preciso, ent\u00e3o, que um encontro com o real, de um modo ou de outro, se produza.\u201d<a href=\"#_ftn12\" name=\"_ftnref12\"><sup>[12]<\/sup><\/a><\/p>\n<p>O amor engendra uma originalidade por ser posto em causa, a cada momento, em fun\u00e7\u00e3o do saber inconsciente que o sustenta. Assim, para Lacan, \u201cfato, \u00e9 que, se eu amo, eu quero saber. E, em particular, quero saber o que advir\u00e1 do encontro.\u201d<a href=\"#_ftn13\" name=\"_ftnref13\"><sup>[13]<\/sup><\/a><\/p>\n<p>Os amantes se interessam pelo tema da dura\u00e7\u00e3o, por um saber que gira em torno da seguinte quest\u00e3o: o que sustenta o amor? \u201c[&#8230;] diante do encontro, n\u00e3o se espera mais do que um contorno para o sentido da vida, vivido, se poss\u00edvel, com a alegria da surpresa.\u201d \u2013 sim, as surpresas do amor, advindas do encontro! Trata-se de viabilizar uma aposta, um saber fazer com aquilo que produz surpresa, com o que atravessa o real dos dias, n\u00e3o sem avan\u00e7ar em dire\u00e7\u00e3o a uma inven\u00e7\u00e3o cotidiana.<\/p>\n<p>***<\/p>\n<p>E do que exatamente Isabelle parece n\u00e3o querer saber?<\/p>\n<p>Um pen\u00faltimo verbete:<\/p>\n<p>\u201cMAGIA. Consultas m\u00e1gicas, pequenos ritos secretos e a\u00e7\u00f5es de gra\u00e7a n\u00e3o est\u00e3o ausentes da vida do sujeito apaixonado, qualquer que seja sua cultura.\u201d<a href=\"#_ftn14\" name=\"_ftnref14\"><sup>[14]<\/sup><\/a><\/p>\n<p>Isabelle se dirige a uma c\u00f4mica figura, esp\u00e9cie de vidente, guru, encarnado pelo genial G\u00e9rard Depardieu, que n\u00e3o hesita em recomendar-lhe: \u201cEsteja aberta\u201d.<\/p>\n<p>Talvez o c\u00f4mico, possa advir de uma virada que fa\u00e7a corte na infinitiza\u00e7\u00e3o do gozo, l\u00e1 onde a rela\u00e7\u00e3o sexual n\u00e3o cessa de n\u00e3o se escrever, pois \u201cs\u00f3 amor permite ao gozo condescender ao desejo\u201d,<a href=\"#_ftn15\" name=\"_ftnref15\"><sup>[15]<\/sup><\/a> aprendemos com Lacan.<\/p>\n<p>Uma coisa \u00e9 fato: cada um tem sua responsabilidade naquilo que lhe ocorre, e n\u00e3o seria diferente no acontecimento que \u00e9 o amor. \u201cCom efeito, n\u00e3o \u00e9 a mesma coisa que estar aberto ou fechado para o encontro. Se alguma coisa como isso acontece, \u00e9 preciso que, neste momento, eu queira alguma coisa e que uma porta se tenha aberto.\u201d<a href=\"#_ftn16\" name=\"_ftnref16\"><sup>[16]<\/sup><\/a><\/p>\n<p>O guru segue certeiro: \u201ctalvez voc\u00ea j\u00e1 esteja cansada de tanta desconex\u00e3o\u201d. Ele convida Isabelle a um salto: da estafante miss\u00e3o \u201cprocura-se um verdadeiro amor\u201d ao consentimento com a conting\u00eancia.<\/p>\n<p>Deixe a luz do sol e a conting\u00eancia entrarem. Quando elas batem \u00e0 porta, alguns raios solares j\u00e1 podem estar invadindo a casa, pelas frestas das janelas uma luminosidade furta-cor se espalha. As cortinas balan\u00e7am, pode haver vento, assim a vida pulsa.<\/p>\n<p>***<\/p>\n<p>Por fim, trata-se de:<\/p>\n<p>\u201cCOMPREENDER: \u2018Quero compreender (o que me acontece!)\u2019<\/p>\n<p>Ao sair do cinema, sozinho, remoendo o meu problema amoroso, que o filme n\u00e3o pudera me fazer esquecer, solto esse grito estranho: n\u00e3o: <em>que isso termine<\/em>!\u201d<a href=\"#_ftn17\" name=\"_ftnref17\"><sup>[17]<\/sup><\/a><\/p>\n<p>Eis aqui, reiterada, a possibilidade de uma virada c\u00f4mica, rir da pr\u00f3pria novela ed\u00edpica e do que ela comporta de resposta fantasm\u00e1tica frente ao Outro. Um querer saber sobre o seu sintoma abriria vias para um novo modo de satisfa\u00e7\u00e3o? \u201cA experi\u00eancia de uma an\u00e1lise poderia produzir para o falasser algo da ordem de um feliz encontro?\u201d<a href=\"#_ftn18\" name=\"_ftnref18\"><sup>[18]<\/sup><\/a> Quanto a Isabelle, de nada podemos nos certificar, apenas que ela sorri diante das palavras do guru. Aos analistas, cabe a aposta decidida na transfer\u00eancia, fundamento bastante atual, em tempos de des(conex\u00f5es) do amor.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<hr \/>\n<h6><strong>REFER\u00caNCIAS:<\/strong><\/h6>\n<h6>BARTHES, Roland. <em>Fragmentos de um discurso amoroso<\/em>. 2. ed. Rio de Janeiro: Francisco Alves Editora, 1981.<\/h6>\n<h6>CALDAS, Heloisa. O amor nosso de cada dia. In:_____. <em>Op\u00e7\u00e3o lacaniana online. <\/em>Dispon\u00edvel em: &lt;http:\/\/www.opcaolacaniana.com.br\/antigos\/pdf\/artigos\/HECOamor.pdf&gt; Acesso em: 28 de jun. 2018.<\/h6>\n<h6>CALDAS, Heloisa. O del\u00edrio no cotidiano do amor. In:_____. <em>Latusa digital<\/em>, ano 7, n. 42\/43, ago. dez, 2010. Dispon\u00edvel em: &lt;http:\/\/www.latusa.com.br\/pdfs\/pdf_latusa_digital_42_43_a2.pdf&gt; Acesso em: 28 de jun. 2018.<\/h6>\n<h6>NAVEAU, Pierre. <em>O que do encontro se escreve<\/em>. Belo Horizonte: EBP Editora, 2017.<\/h6>\n<h6>LACAN, Jacques. Aforismos sobre o amor. In:______. <em>O semin\u00e1rio, livro 10: <\/em>a ang\u00fastia (1962-1963). 2. ed. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1998, p. 188-200.<\/h6>\n<h6>PAMPONET, Reinaldo. Felicidade&#8230; um encontro que n\u00e3o faz la\u00e7o. <em>Op\u00e7\u00e3o lacaniana online. <\/em>Dispon\u00edvel em: &lt;<a href=\"http:\/\/www.opcaolacaniana.com.br\/antigos\/pdf\/artigos\/REPFeliz.pdf\">http:\/\/www.opcaolacaniana.com.br\/antigos\/pdf\/artigos\/REPFeliz.pdf<\/a>&gt; 28 de jun. 2018.<\/h6>\n<hr \/>\n<h6><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\"><sup>[1]<\/sup><\/a> Dispon\u00edvel em: &lt;https:\/\/istoe.com.br\/juliette-binoche-fala-sobre-deixe-a-luz-do-sol-entrar-de-claire-denis\/&gt; Acesso em: 27 de jun. 2018.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\"><sup>[2]<\/sup><\/a> BARTHES. <em>Fragmentos de um discurso amoroso<\/em>, p. 09.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\"><sup>[3]<\/sup><\/a> \u201cOhh yeah yeah\/At last\/The skies above are blue\/My heart was wrapped up in clovers\u201d (Ohh sim sim\/Enfim\/O c\u00e9u est\u00e1 azul\/Meu cora\u00e7\u00e3o estava coberto de tranquilidade).<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref4\" name=\"_ftn4\"><sup>[4]<\/sup><\/a> BARTHES. <em>Fragmentos de um discurso amoroso<\/em>, p. 22.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref5\" name=\"_ftn5\"><sup>[5]<\/sup><\/a> NAVEAU. <em>O que do encontro se escreve<\/em>, p. 179.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref6\" name=\"_ftn6\"><sup>[6]<\/sup><\/a> NAVEAU. <em>O que do encontro se escreve<\/em>, p. 180.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref7\" name=\"_ftn7\"><sup>[7]<\/sup><\/a> BARTHES. <em>Fragmentos de um discurso amoroso<\/em>, p. 86.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref8\" name=\"_ftn8\"><sup>[8]<\/sup><\/a> NAVEAU. <em>O que do encontro se escreve<\/em>, p. 226.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref9\" name=\"_ftn9\"><sup>[9]<\/sup><\/a> CALDAS. <em>O del\u00edrio no cotidiano do amor<\/em>, 02.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref10\" name=\"_ftn10\"><sup>[10]<\/sup><\/a> NAVEAU. <em>O que do encontro se escreve<\/em>, p. 78.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref11\" name=\"_ftn11\"><sup>[11]<\/sup><\/a> CALDAS. <em>O del\u00edrio no cotidiano do amor<\/em>, 03.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref12\" name=\"_ftn12\"><sup>[12]<\/sup><\/a> NAVEAU. <em>O que do encontro se escreve<\/em>, p. 222.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref13\" name=\"_ftn13\"><sup>[13]<\/sup><\/a> NAVEAU. <em>O que do encontro se escreve<\/em>, p. 277.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref14\" name=\"_ftn14\"><sup>[14]<\/sup><\/a> BARTHES. <em>Fragmentos de um discurso amoroso<\/em>, p. 146.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref15\" name=\"_ftn15\"><sup>[15]<\/sup><\/a> LACAN. <em>O Semin\u00e1rio, livro 10<\/em>: a ang\u00fastia, p. 197.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref16\" name=\"_ftn16\"><sup>[16]<\/sup><\/a> NAVEAU. <em>O que do encontro se escreve<\/em>, p. 258.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref17\" name=\"_ftn17\"><sup>[17]<\/sup><\/a> BARTHES. <em>Fragmentos de um discurso amoroso<\/em>, p. 50.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref18\" name=\"_ftn18\"><sup>[18]<\/sup><\/a> PAMPONET. <em>Felicidade&#8230; um encontro que n\u00e3o faz la\u00e7o<\/em>, p. 04.<\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Janaina de Paula Costa Ver\u00edssimo \u201c[&#8230;] o discurso amoroso \u00e9 hoje em dia de uma extrema solid\u00e3o.\u201d (Roland Barthes) Deixe a luz do sol entrar j\u00e1 revela um paradoxo de sa\u00edda, ao ser lan\u00e7ado como uma \u201ccom\u00e9dia rom\u00e2ntica\u201d. 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