{"id":3399,"date":"2018-09-16T06:53:29","date_gmt":"2018-09-16T09:53:29","guid":{"rendered":"http:\/\/ebp.org.br\/sp\/?p=3399"},"modified":"2018-09-16T06:53:29","modified_gmt":"2018-09-16T09:53:29","slug":"editorial-boletim-cupid-05","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/editorial-boletim-cupid-05\/","title":{"rendered":"Editorial Boletim #CUPID #05"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_3411\" aria-describedby=\"caption-attachment-3411\" style=\"width: 200px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-3411\" src=\"https:\/\/ebp.org.br\/new\/sp\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/boletim005_002-1.jpg\" alt=\"\" width=\"200\" height=\"266\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-3411\" class=\"wp-caption-text\">Foto : Instagram @smashtransit<\/figcaption><\/figure>\n<p>Ao propor o tema das VIII Jornadas evidentemente era esperado que provocasse, conectasse as pessoas ao redor dele. Devo confessar que o trabalho de nossa comunidade se fez notar, ressoou, conectou: surpreendentemente as inscri\u00e7\u00f5es tiveram que ser encerradas antes mesmo que o prazo do envio dos trabalhos para as simult\u00e2neas se encerrasse. Foi uma surpresa, caso contr\u00e1rio, ter\u00edamos escolhido outro local que pudesse receber aqueles que n\u00e3o conseguiram se inscrever a tempo. Lamentamos n\u00e3o poder receber a todos, nossos objetos ausentes, que p\u00f5em \u201cem ato a \u2018n\u00e3o-rela\u00e7\u00e3o sexual\u2019\u201d, como disse Leonardo Gorostiza, que t\u00e3o gentilmente respondeu \u00e0 nossa provoca\u00e7\u00e3o. Ele falou: \u201cos la\u00e7os virtuais fazem uso, cada vez mais, das imagens. As quais, se bem n\u00e3o se confundem com o objeto \u2018carnal\u2019, est\u00e3o longe de produzir, como as cartas de amor o fazem, uma circunscri\u00e7\u00e3o, um contorno, em torno do objeto ausente.\u201d<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m a poesia comparece nesta flecha de <em>Cupid<\/em> por este vi\u00e9s. Felipe Futada em \u201cJogo\u201d joga com a falta da pegada e a palavra que acende o corpo. Os \u201camores, o rom\u00e2ntico idealizado e o desconexo, s\u00e3o estados da mesma mat\u00e9ria em movimento que \u00e9 o ato de amar. Nesse sentido \u00e9 imposs\u00edvel inscrever uma propor\u00e7\u00e3o fixa entre esses sexos\u201d, disse ele em entrevista.<\/p>\n<p>Desconex\u00f5es, conex\u00f5es desfeitas, conex\u00f5es na desconex\u00e3o. Nas (des)conex\u00f5es as conex\u00f5es s\u00e3o colocadas em fun\u00e7\u00e3o, como os par\u00eanteses na matem\u00e1tica, quando trazem em si a possibilidade de serem feitas e desfeitas \u2013 basta que o la\u00e7o se desconecte, deixando tudo (des)iludir. Essa \u00e9 uma maneira de ler a (des)localiza\u00e7\u00e3o de nossos tempos. Nossa convidada das Jornadas, Christiane Alberti, n\u00e3o nos deixa mentir, j\u00e1 que a verdade \u00e9 mentirosa: o Outro \u00e9 de meia tigela! \u201cPara fazer par \u00e9 preciso passar pelo sintoma que em seu princ\u00edpio nos isola. Neste plano, o Outro ser\u00e1 sempre de meia-tigela. Permanece a conting\u00eancia. N\u00e3o d\u00e1 para fazer par sem o pr\u00e9-requisito do encontro. O cupido tem sempre os olhos vendados e atira suas flechas ao acaso!\u201d.<\/p>\n<p>O acaso! Mas e o apaixonamento? \u201cFreud sublinha que frequentemente tais condi\u00e7\u00f5es n\u00e3o ocorrem apenas uma vez na vida amorosa dos indiv\u00edduos, mas que tais condi\u00e7\u00f5es para o apaixonamento se repetem, com as mesmas particularidades \u2018cada uma a exata c\u00f3pia da outra (&#8230;) formando uma longa s\u00e9rie\u2019\u201d. <em>It`s a match!<\/em> Andr\u00e9 Antunes da Costa. Que agora associo ao texto de Niraldo de Oliveira Santos. \u201cCada um com seu modo de gozo &#8230; nada garante que vai \u201cdar liga\u201d, que vai vingar, mantendo a conjun\u00e7\u00e3o \u2019amor e sexo\u2019, do encontro, do fazer par, no campo do mist\u00e9rio\u201d.<\/p>\n<p>R\u00f4mulo Ferreira da Silva tamb\u00e9m n\u00e3o me deixa mentir: \u201cPor n\u00e3o existir vida sexual t\u00edpica, h\u00e1 que ter coragem para colocar em pr\u00e1tica a sexualidade que anima o corpo.\u201d Ainda mais: \u201cPodemos pensar que os (des)encontros sexuais e \u201camorosos\u201d que ocorrem pela via da internet configuram um sintoma contempor\u00e2neo. A internet oferece ao sujeito a possibilidade de tentar driblar os impasses da vida sexual marcada pelo imposs\u00edvel da rela\u00e7\u00e3o sexual&#8230; Resta \u00e0 psican\u00e1lise recolher os efeitos do imposs\u00edvel da rela\u00e7\u00e3o sexual.\u201d<\/p>\n<p>Leiam os textos deste (des)encontro, des(cupido) que se faz agora em conex\u00e3o. Talvez voc\u00ea possa descobrir que \u201ca verdade \u00e9 o seu dom de iludir. Como pode querer que a mulher v\u00e1 viver sem mentir\u201d (Caetano Veloso) \u2013 uma an\u00e1lise \u00e9 um tempo de des(conectar) \u201ca dor e a del\u00edcia de ser o que \u00e9\u201d.<\/p>\n<h6><em>Carmen Silvia Cervelatti<br \/>\n<\/em>Diretora geral da EBP-SP<\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ao propor o tema das VIII Jornadas evidentemente era esperado que provocasse, conectasse as pessoas ao redor dele. 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