{"id":3237,"date":"2018-08-10T13:12:54","date_gmt":"2018-08-10T16:12:54","guid":{"rendered":"http:\/\/ebp.org.br\/sp\/?p=3237"},"modified":"2018-08-10T13:12:54","modified_gmt":"2018-08-10T16:12:54","slug":"orientacao-desencanto-da-sexualidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/orientacao-desencanto-da-sexualidade\/","title":{"rendered":"#Orienta\u00e7\u00e3o &#8211; Desencanto da sexualidade"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_3224\" aria-describedby=\"caption-attachment-3224\" style=\"width: 227px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-3224\" src=\"https:\/\/ebp.org.br\/new\/sp\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/cupid04_003-1.png\" alt=\"\" width=\"227\" height=\"178\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-3224\" class=\"wp-caption-text\">Escultura: Tunga; Foto: Instagram @luhringaugustine<\/figcaption><\/figure>\n<p><em>Ser\u00e1 que podemos dizer que Freud formula propriamente a impossibilidade da rela\u00e7\u00e3o sexual? Ele n\u00e3o a formula como tal. Se eu o fa\u00e7o, \u00e9 simplesmente porque isso \u00e9 muito simples de dizer. Est\u00e1 escrito de todas as maneiras. Basta l\u00ea-lo <\/em>(J. Lacan)<\/p>\n<p>Mais do que uma leitura de Freud, o ensino de Lacan \u00e9 sua resposta singular ao que foi o acontecimento Freud na cultura, ou, como diz Miller<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\"><sup>[1]<\/sup><\/a>, ao \u201ctraumatismo Freud\u201d, j\u00e1 que Lacan a ele reage sintomaticamente, em traumatismo, procurando com seu ensino transmitir a radicalidade da descoberta freudiana que esburaca o discurso universal desvelando o furo da estrutura.<\/p>\n<p>Mal compreendido, foi um esc\u00e2ndalo Freud afirmar que o inconsciente s\u00f3 reconhece a inscri\u00e7\u00e3o do falo para diferenciar os dois sexos em termos de castra\u00e7\u00e3o. A puls\u00e3o genital \u2013 aquela que conduziria \u00e0 rela\u00e7\u00e3o com o objeto total, <em>A<\/em> mulher \u2013 revela-se problem\u00e1tica. Contrariamente ao sonho dos p\u00f3s-freudianos, Freud insiste na puls\u00e3o que permanece parcial quanto \u00e0 finalidade de reprodu\u00e7\u00e3o e cujo objeto repousa sobre a Coisa perdida.<\/p>\n<p>Mas, a arte precede o psicanalista. Segundo indica Lacan, o dramaturgo de<em> O despertar da primavera<\/em> \u201cantecipa Freud e muito\u201d<sup> <a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\">[2]<\/a><\/sup>. Em 1891, enquanto Freud ainda cogitava sobre o inconsciente, o jovem Moritz, \u00e0s voltas com o despertar da sexualidade e do gozo enigm\u00e1tico, se lan\u00e7a \u201centre os mortos exclu\u00eddos do real\u201d, revelando tragicamente que nessa delicada transi\u00e7\u00e3o nem sempre o jovem alcan\u00e7a uma idade para o desejo.<\/p>\n<p>Para Lacan, o essencial naquilo que Freud chama de sexualidade \u00e9 que esta faz furo no real e, enquanto Freud levava-a para todos os campos, Lacan a restringe ao encontro com o Outro sexual, que n\u00e3o existe. A puls\u00e3o finalmente n\u00e3o representa a sexualidade, uma vez que o parceiro em jogo \u00e9 o objeto <em>a<\/em> que vem substituir o Outro sexual na forma de causa de desejo, ou o S(A) barrado, outra vers\u00e3o do furo da estrutura de onde parte o gozo dito feminino. Persegue-se uma satisfa\u00e7\u00e3o ignorada, aberrante, sintom\u00e1tica, marcas e afetos do ex\u00edlio do que \u201cn\u00e3o h\u00e1\u201d.<\/p>\n<p>O ponto de vista estrutural na psican\u00e1lise inaugurado por Lacan<a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\"><sup>[3]<\/sup><\/a> implica anular as quest\u00f5es da g\u00eanese, separando-a de uma teoria do desenvolvimento da libido baseada na gen\u00e9tica e no indiv\u00edduo. Em contrapartida, o sujeito do significante sup\u00f5e a estrutura da linguagem que recorta o circuito da puls\u00e3o a partir da demanda do Outro. Oral, anal, sejam quais forem os revestimentos para o objeto da puls\u00e3o, este n\u00e3o repousa no desenvolvimento do organismo mas se inscreve com as opera\u00e7\u00f5es l\u00f3gicas de causa\u00e7\u00e3o do sujeito: aliena\u00e7\u00e3o e separa\u00e7\u00e3o. O olhar, a voz e o nada, objetos que Lacan fez surgir na psican\u00e1lise, n\u00e3o se situam em est\u00e1gio algum, generalizando o estatuto de objeto <em>a<\/em> como consist\u00eancia l\u00f3gica e topol\u00f3gica, causa ausente, o objeto perdido que \u00e9 o suporte do desejo.<\/p>\n<p>Nesse sentido, a fase f\u00e1lica \u00e9, para Lacan, central, pois a fun\u00e7\u00e3o do objeto <em>a <\/em>\u00e9 representada por uma falta, ou seja, a falta do falo como constitutiva da disjun\u00e7\u00e3o do desejo e do gozo\u201d<a href=\"#_ftn4\" name=\"_ftnref4\"><sup>[4]<\/sup><\/a>. Com a elabora\u00e7\u00e3o dos anos 70, Lacan esclarece que o <em>falo <\/em>como significante, que funda a identifica\u00e7\u00e3o f\u00e1lica diferenciando meninas e meninos, o famoso bin\u00e1rio criticado pelas teorias do g\u00eanero, n\u00e3o se confunde com o <em>gozo f\u00e1lico, <\/em>que \u00e9 a encarna\u00e7\u00e3o da n\u00e3o-rela\u00e7\u00e3o. Uma leitura equivocada das f\u00f3rmulas criticadas da sexua\u00e7\u00e3o sup\u00f5e que o gozo f\u00e1lico e n\u00e3o-todo f\u00e1lico reeditam o bin\u00e1rio homem\/mulher impondo a \u201cheterossexualidade obrigat\u00f3ria\u201d, como denuncia J. Butler, quando se trata, ao contr\u00e1rio, de modos de fazer fracassar a rela\u00e7\u00e3o sexual que n\u00e3o h\u00e1 e da imposs\u00edvel simboliza\u00e7\u00e3o do real do sexo que nenhuma identifica\u00e7\u00e3o de g\u00eanero, nem mesmo as mais <em>estranhas<\/em>, poder\u00e1 eliminar. \u201cN\u00e3o-h\u00e1\u201d sen\u00e3o o \u201cnada\u201d que se desvela para o jovem Moritz e presentifica a fugacidade do sentido sexual, que nem o significante f\u00e1lico nem o saber sexual podem estancar.<\/p>\n<p>Nesse ponto, Lacan articula o que em Freud permanece desarticulado<a href=\"#_ftn5\" name=\"_ftnref5\"><sup>[5]<\/sup><\/a>: o circuito da palavra e o circuito da libido. Enquanto Freud mant\u00e9m um paralelismo entre o recalque (que impede que o dizer se esgote), e a regress\u00e3o (que obstaculiza a plena realiza\u00e7\u00e3o do sexual), Lacan demonstra sua articula\u00e7\u00e3o. O car\u00e1ter parcial das puls\u00f5es decorre da estrutura da linguagem que j\u00e1 nasce recortada pela linguagem. \u201cO sexo \u00e9 um dizer\u201d<a href=\"#_ftn6\" name=\"_ftnref6\"><sup>[6]<\/sup><\/a> que surge do significante do qual padece em torno de um real, ele mesmo dessexualizado.<\/p>\n<p><strong><em>Despertar para a idade do desejo? <\/em><\/strong><\/p>\n<p>Posto isso, cabe indagar a natureza dessa escans\u00e3o e do \u201cdespertar\u201d que opera na puberdade instaurando uma ruptura em rela\u00e7\u00e3o ao per\u00edodo infantil, tal como postula Freud.<\/p>\n<p>Se o conceito de adolesc\u00eancia \u00e9 uma constru\u00e7\u00e3o \u00e9 porque este n\u00e3o repousa na realidade org\u00e2nica que anunciaria sua chegada que talvez nem sempre tenha existido. Seria a adolesc\u00eancia uma constru\u00e7\u00e3o da nossa sociedade adolescente que a valoriza eternizando-a, postergando o ato da vida adulta no culto ao aperfei\u00e7oamento intermin\u00e1vel de si mesmo?<a href=\"#_ftn7\" name=\"_ftnref7\"><sup>[7]<\/sup><\/a><\/p>\n<p>De todo modo, \u00e9 necess\u00e1rio um segundo tempo para situar a puberdade como uma ruptura, localiz\u00e1vel somente a partir dos seus efeitos de subjetiva\u00e7\u00e3o sintom\u00e1tica. Nessa dire\u00e7\u00e3o, Stevens situa a adolesc\u00eancia como um \u201csintoma da puberdade\u201d, uma resposta diante de um real que irrompe, o que requer do jovem sustentar-se como desejante diante do despertar pulsional e n\u00e3o mais como desejado (ou n\u00e3o desejado) pelo Outro parental do qual ter\u00e1 de se separar.<\/p>\n<p>Para Lacan, o que separa a crian\u00e7a do adulto n\u00e3o \u00e9 nem a idade nem a puberdade, mas a posi\u00e7\u00e3o \u00e9tica de responsabilizar-se por seu gozo. Trata-se, como comenta Laurent<a href=\"#_ftn8\" name=\"_ftnref8\"><sup>[8]<\/sup><\/a>, daquele que foi at\u00e9 o fundo de um desejo e encontrou seus restos, a causa que o anima. Por isso, o adulto, como diz Lacan, \u00e9 aquele que n\u00e3o desconhece a causa de seu desejo, aquele que soube extrair do furo da estrutura a sustenta\u00e7\u00e3o do desejar e a certeza de seu ato. Mas, onde est\u00e3o os adultos? A quest\u00e3o j\u00e1 se colocava para Lacan em 67, quando se referia \u00e0 \u201ccrian\u00e7a generalizada\u201d<a href=\"#_ftn9\" name=\"_ftnref9\"><sup>[9]<\/sup><\/a> na sociedade na qual \u201cn\u00e3o existe gente grande\u201d que possa responsabilizar-se pelo irredut\u00edvel do gozo que n\u00e3o conv\u00e9m \u00e0 rela\u00e7\u00e3o sexual.<\/p>\n<p>Cabe sublinhar que o despertar pulsional da puberdade n\u00e3o equivale ao despertar para o desejo que poder\u00e1 dar marcha \u00e0 inicia\u00e7\u00e3o sexual do adolescente. N\u00e3o sem efeitos, a sexualidade da era vitoriana aos dias atuais sofreu uma grande transforma\u00e7\u00e3o. J\u00e1 em 74, Lacan<a href=\"#_ftn10\" name=\"_ftnref10\"><sup>[10]<\/sup><\/a> assinalava \u201ca dimens\u00e3o p\u00fablica da retirada do v\u00e9u\u201d em uma \u00e9poca em que a permissividade sexual nas ruas \u2013 longe de eliminar os embara\u00e7os frente \u00e0 sexualidade que perdia sua \u00e1urea clandestina \u2013 afetava o apetite sexual. Ao que parece, como dizia Serge Cottet<a href=\"#_ftn11\" name=\"_ftnref11\"><sup>[11]<\/sup><\/a>, Don Juan, anda cansado\u201d, e cada vez mais desencantado frente ao empuxo-ao-gozo da hipermodernidade \u2013 o que lhe d\u00e1 pouca oportunidade de confrontar-se com \u201caquilo que da sexualidade faz furo\u201d.<\/p>\n<p>Em \u201cTelevis\u00e3o\u201d, Lacan indaga: \u201ccomo desconhecer que esses dois afetos \u2013 o t\u00e9dio e a morosidade \u2013 se denunciem nos jovens que se entregam a rela\u00e7\u00f5es sem repress\u00e3o?\u201d<a href=\"#_ftn12\" name=\"_ftnref12\"><sup>[12]<\/sup><\/a> A indiferen\u00e7a e apatia do desejo, distante do mito rom\u00e2ntico do jovem em crise estruturante, levam Domenico Cosenza<a href=\"#_ftn13\" name=\"_ftnref13\"><sup>[13]<\/sup><\/a> a indagar os efeitos da aus\u00eancia de um v\u00e9u em torno do enigma da sexualidade no adolescente contempor\u00e2neo, uma vez que, para \u201cfazer amor com as mocinhas\u201d, como diz ironicamente Lacan, \u00e9 preciso antes \u201co despertar de seus sonhos\u201d.<\/p>\n<p>Se h\u00e1 um despertar que agita o corpo do p\u00faber em ebuli\u00e7\u00e3o, n\u00e3o \u00e9 certo que haja necess\u00e1ria e paradoxalmente um despertar da sexualidade na \u00e9poca em que a f\u00faria copulat\u00f3ria da pornografia dispon\u00edvel na prateleira mostra antes um v\u00e9u que n\u00e3o h\u00e1, um saber inconsciente indispon\u00edvel para mobilizavar o sonho da Outra cena, mas um puro sem-sentido que cada vez menos encoraja o jovem \u00e0 inicia\u00e7\u00e3o da vida sexual.<\/p>\n<p>Como sair do t\u00e9dio do gozo autista masturbat\u00f3rio, da indiferen\u00e7a ap\u00e1tica ao ato sexual? A promessa f\u00e1lica encanta cada vez menos e o gozo, disjunto do desejo, desarticulado do dizer, des\u00e1gua frequentemente no afeto central da contemporaneidade, a tristeza, dita depress\u00e3o, como sinaliza Lacan, ali onde o saber inconsciente permanece indispon\u00edvel \u2013 quando n\u00e3o termina na passagem, cada vez mais frequentada pelos adolescentes, ao ato suicida.<\/p>\n<p>Muitas vezes encerrado na bolha entediante do Um, o jovem de hoje, contudo, se agarra aos seus aparelhos que o mant\u00e9m hiperconectado nas redes ditas sociais. Novas respostas dos adolescentes diante do furo da estrutura, da inquietante fugacidade do sentido vital que se esvai continuamente nos tempos do Outro que n\u00e3o existe?<\/p>\n<p>Para que o gozo possa condescender com o desejo e o jovem possa por fim despertar para <em>a idade do desejo<\/em>, n\u00e3o seria hoje antes preciso velar a nudez da puls\u00e3o para introduzir um mist\u00e9rio diante do inomin\u00e1vel do objeto, uma vers\u00e3o do objeto <em>a<\/em> que cause o desejo? A prop\u00f3sito, servir-se de \u201cum entre tantos nomes-do-pai\u201d, de uma <em>p\u00e8re-version<\/em> diante do imposs\u00edvel, \u00e9 a orienta\u00e7\u00e3o com a qual Lacan conclui <em>O despertar da primavera<\/em>.<\/p>\n<p>Caso a fun\u00e7\u00e3o de supl\u00eancia do amor ainda zele por esta fun\u00e7\u00e3o, o psicanalista poder\u00e1 ser um parceiro fundamental que sustente, com sua presen\u00e7a e seu dizer, o la\u00e7o transferencial a partir do qual o analisante decidido poder\u00e1 extrair um objeto privilegiado n\u00e3o dispon\u00edvel no mercado: o objeto separador causa do desejo.<\/p>\n<h6>Maria Josefina Sota Fuentes<\/h6>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<hr \/>\n<h6><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\"><sup>[1]<\/sup><\/a> MILLER, J.-A. <em>El ultim\u00edsimo Lacan. <\/em>Buenos Aires: Paid\u00f3s, 2012, p\u00e1g. 11.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\"><sup>[2]<\/sup><\/a> LACAN, J. \u201cPref\u00e1cio a <em>O despertar da primavera<\/em>\u201d. In <em>Outros escritos<\/em>. Rio de Janeiro: Zahar, 2003, pp. 558-559.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\"><sup>[3]<\/sup><\/a> Cf. MILLER, J.-A. \u201cConcepts et math\u00e8mes\u201d. In <em>Quarto<\/em> n. 54, junho, 1994, pp. 30-34.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref4\" name=\"_ftn4\"><sup>[4]<\/sup><\/a> Cf. LACAN, J. <em>O semin\u00e1rio, livro X: a ang\u00fastia<\/em>. Rio de Janeiro: Zahar, 2005, p\u00e1g. 321.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref5\" name=\"_ftn5\"><sup>[5]<\/sup><\/a> MILLER, J.-A. \u201cSemin\u00e1rio sobre las v\u00edas de formaci\u00f3n de los s\u00edntomas\u201d. In <em>Introducci\u00f3n a la cl\u00ednica lacaniana. <\/em>Barcelona: RBA Libros, 2007, p\u00e1g.465.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref6\" name=\"_ftn6\"><sup>[6]<\/sup><\/a> LACAN, J. \u00ab\u00a0Le moment de conclure\u00a0: une pratique de bavardage\u00a0\u00bb. In: <em>Ornicar\u00a0?<\/em>, n\u00ba 19, 1979 (tradu\u00e7\u00e3o livre).<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref7\" name=\"_ftn7\"><sup>[7]<\/sup><\/a> La Sagna, P. \u201cL\u2019adolescence prolong\u00e9e, hier, aujourd\u2019hui et demain\u201d. In <em>Mental<\/em>, n. 23, dez, 2009, Clamecy, p\u00e1g. 18.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref8\" name=\"_ftn8\"><sup>[8]<\/sup><\/a> LAURENT, E. <em>Hay un fin de an\u00e1lisis para los ni\u00f1os<\/em>. Buenos Aires: Colecci\u00f3n Diva, 2003, p\u00e1g. 37.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref9\" name=\"_ftn9\"><sup>[9]<\/sup><\/a> LACAN, J. \u201cAlocu\u00e7\u00e3o sobre as psicoses da crian\u00e7a\u201d. In <em>Outros escritos. <\/em>Op. cit, p\u00e1g. 367.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref10\" name=\"_ftn10\"><sup>[10]<\/sup><\/a> LACAN, J. \u201cO despertar da primavera\u201d. <em>Op. cit<\/em>, p\u00e1g. 558.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref11\" name=\"_ftn11\"><sup>[11]<\/sup><\/a> COTTET, S. \u201cO sexo fraco dos adolescents: sexo-m\u00e1quina e mitologia do cora\u00e7\u00e3o\u201d. In <em>Ensaios de cl\u00ednica psicanal\u00edtica<\/em>. Rio de Janeiro: Contracapa, 2011, p\u00e1g. 68.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref12\" name=\"_ftn12\"><sup>[12]<\/sup><\/a> LACAN, J. \u201cTelevis\u00e3o\u201d. In <em>Outros escritos<\/em>. Op. cit, p\u00e1g. 530.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref13\" name=\"_ftn13\"><sup>[13]<\/sup><\/a> COSENZA, D. \u201cL \u2018initiation dans l\u2019adolecence: entre mythe et structure\u201d. In <em>Mental<\/em>, n. 23, dez, 2009, Clamecy, p\u00e1g. 48.<\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ser\u00e1 que podemos dizer que Freud formula propriamente a impossibilidade da rela\u00e7\u00e3o sexual? Ele n\u00e3o a formula como tal. Se eu o fa\u00e7o, \u00e9 simplesmente porque isso \u00e9 muito simples de dizer. Est\u00e1 escrito de todas as maneiras. Basta l\u00ea-lo (J. 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