{"id":3235,"date":"2018-08-10T12:54:27","date_gmt":"2018-08-10T15:54:27","guid":{"rendered":"http:\/\/ebp.org.br\/sp\/?p=3235"},"modified":"2018-08-10T12:54:27","modified_gmt":"2018-08-10T15:54:27","slug":"ecos-de-quarta-a-disjuncao-entre-o-sexo-e-o-saber-nos-adolescentes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/ecos-de-quarta-a-disjuncao-entre-o-sexo-e-o-saber-nos-adolescentes\/","title":{"rendered":"#ecos de quarta &#8211; A disjun\u00e7\u00e3o entre o sexo e o saber nos adolescentes"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_3225\" aria-describedby=\"caption-attachment-3225\" style=\"width: 173px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-3225\" src=\"https:\/\/ebp.org.br\/new\/sp\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/cupid04_004-1.png\" alt=\"\" width=\"173\" height=\"171\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-3225\" class=\"wp-caption-text\">Grafiti: Osgemeos (detalhe); Foto: Instagram @quelig<\/figcaption><\/figure>\n<h4><span style=\"color: #993300;\">Pontua\u00e7\u00f5es preparat\u00f3rias para VIII Jornadas da EBP-SP- Amor e sexo em tempos de (des)conex\u00f5es<\/span><\/h4>\n<p><strong>Adolesc\u00eancia, sintoma n\u00e3o necess\u00e1rio.<\/strong><\/p>\n<p>Segundo Stevens<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\"><sup>[1]<\/sup><\/a> a adolesc\u00eancia \u00e9 um sintoma, tentativa de subjetivar o real expresso nas transforma\u00e7\u00f5es do corpo na puberdade. Este se apresenta como estranho, pulsional, exigindo uma satisfa\u00e7\u00e3o frente \u00e0 qual o adolescente n\u00e3o tem nem um saber, nem um saber-fazer a respeito. A mudan\u00e7a, em termos da puls\u00e3o sexual, at\u00e9 ent\u00e3o expressa na satisfa\u00e7\u00e3o perverso polimorfa, aponta para uma satisfa\u00e7\u00e3o de cunho genital\/sexual, um novo modo de gozo que pode incluir um parceiro sexual.<\/p>\n<p>Ou seja, o sexual introduz um furo no saber, a partir da eclos\u00e3o de um real na carne e no modo de satisfa\u00e7\u00e3o do corpo, agora poss\u00edvel de remeter-se a outro corpo, tamb\u00e9m estranho.<\/p>\n<p>O imaginado encontro sexual aponta para um furo que por vezes pode ser incontorn\u00e1vel e produzir uma queda vertiginosa, por outras, pode ser evitado com o isolamento, ou ainda com objetos que produzam uma apar\u00eancia de solu\u00e7\u00e3o frente \u00e0 n\u00e3o exist\u00eancia da rela\u00e7\u00e3o sexual.<\/p>\n<p>A adolesc\u00eancia como sintoma, \u00e9 o quanto deste momento pode ser colocado em quest\u00e3o e o sujeito se propor a um trabalho sobre o que n\u00e3o sabe, mas deseja saber.<\/p>\n<p>Nesse ponto Cottet<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\"><sup>[2]<\/sup><\/a> nos lembra que a indiferen\u00e7a nos jovens levada ao extremo, no que se refere \u00e0s quest\u00f5es do sexo e do encontro sexual, podem funcionar como defesa frente ao vazio que a\u00ed se coloca, e ser, ent\u00e3o, entendida como sintoma. A evita\u00e7\u00e3o do encontro amoroso ou sexual como resposta ao mal-estar, a indiferen\u00e7a frente ao imposs\u00edvel da n\u00e3o-rela\u00e7\u00e3o entre os sexos se apresentam como sa\u00eddas que pretendem evitar a dimens\u00e3o real que est\u00e1 em jogo nesse momento. Nestes casos estamos diante do enfado e da morosidade como efeitos de uma subjetividade que se mant\u00e9m aparentemente aqu\u00e9m da satisfa\u00e7\u00e3o, mas plena de gozo mort\u00edfero. Do mesmo modo nos permitem questionar a l\u00f3gica de que o problema se encontraria na permissividade acentuada de nossos dias.<\/p>\n<p><strong>Saber disjunto do corpo<\/strong><\/p>\n<p>O corpo \u00e9 o ponto central, que nesse momento da puberdade aparece sob a forma de um real que precisa ser ultrapassado. A partir deste ponto, \u00e9 poss\u00edvel que isso ocorra via sintoma, entrando-se na adolesc\u00eancia, como afirma Stevens, ou apresentar-se como curto circuito do gozo.<\/p>\n<p>Fazer sintoma da n\u00e3o-jun\u00e7\u00e3o entre o ser e seu corpo pode ent\u00e3o, no contempor\u00e2neo, ser evitado, e na adolesc\u00eancia, quando este aspecto toma a cena, o <em>acting out<\/em> e a passagem ao ato podem vir no lugar de uma adolesc\u00eancia-sintoma.<\/p>\n<p>Fica em aberto, a cada adolescente, como construir um saber sobre o gozo para poder servir-se do corpo. Considerando n\u00e3o se tratar de um saber sobre os ideias, ou sobre o amor, mas sobre o gozo que assola o corpo de maneira nova. \u00c9 preciso uma elabora\u00e7\u00e3o de saber por alguma via, pois sem isso \u201cfica-se exposto a uma exig\u00eancia pulsional que pode levar o adolescente ao pior\u201d<a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\"><sup>[3]<\/sup><\/a>, nos lembra Maria Jose Salum.<\/p>\n<p><strong>Saber e consumo<\/strong><\/p>\n<p>Quando na puberdade o real da n\u00e3o rela\u00e7\u00e3o sexual retorna, e a resposta f\u00e1lica frente ao desejo da m\u00e3e, de ser ou ter um falo, se mostra insuficiente para amarrar as coisas, abre-se uma reconfigura\u00e7\u00e3o do lugar do desejo do Outro. \u00c9 frente a esse Outro que o p\u00fabere precisa se posicionar para al\u00e9m \u201cdos sintomas e fantasias constru\u00eddos na inf\u00e2ncia e mais al\u00e9m dos ideias e dos modelos\u201d<a href=\"#_ftn4\" name=\"_ftnref4\"><sup>[4]<\/sup><\/a><\/p>\n<p>Nesse momento a pergunta que sobressai \u00e9 sobre o gozo da mulher e n\u00e3o mais sobre o desejo da m\u00e3e, e \u00e9 exatamente esta pergunta que \u00e9 poss\u00edvel curto-circuitar.<\/p>\n<p>O decl\u00ednio do sujeito suposto saber em nossa \u00e9poca acentua o furo que a sexualidade faz no saber. De modo geral a rela\u00e7\u00e3o com o saber se modifica, sendo curto circuitada por objetos de informa\u00e7\u00e3o ininterrupta, que estancam a pergunta. Segundo Miller, \u201co saber que antes era extra\u00eddo por meio do Outro e seu desejo, hoje, est\u00e1 nos objetos tecnol\u00f3gicos\u201d<a href=\"#_ftn5\" name=\"_ftnref5\"><sup>[5]<\/sup><\/a>. A ades\u00e3o a objetos de consumo favorece o n\u00e3o-saber sobre o desejo na tentativa de evitar uma sintomatiza\u00e7\u00e3o ou problematiza\u00e7\u00e3o que o leve em conta, assim como ao pr\u00f3prio inconsciente.<\/p>\n<p><strong>Objetos que empuxam ao gozo e ao ato<\/strong><\/p>\n<p>Recha\u00e7ando a rela\u00e7\u00e3o com o saber alguns adolescentes se tornam ref\u00e9ns dos objetos para se fazerem reconhecer pelo outro, no movimento de ver e ser visto, o que acirra o terreno da rivalidade imagin\u00e1ria e incita a viol\u00eancia.<\/p>\n<p>Frente \u00e0 pergunta ou \u00e0 surpresa de uma nova satisfa\u00e7\u00e3o pulsional no corpo, objetos pode vir recobrir o que \u00e9 ser homem, mulher, <em>trans<\/em>, etc., e o adolescente n\u00e3o se propor a esbo\u00e7ar uma resposta \u00e0 pergunta sobre a sexua\u00e7\u00e3o. Os objetos como pr\u00f3teses identificat\u00f3rias respondem ali onde um ser sexuado n\u00e3o se definiu ainda, ou n\u00e3o se apropriou de um corpo pulsional do qual possa fazer uso.<\/p>\n<p>Com a prolifera\u00e7\u00e3o imagin\u00e1ria e o decl\u00ednio dos semblantes, o v\u00e9u do sexual por vezes cai e tem-se a apari\u00e7\u00e3o do obsceno e do violento. Do mesmo modo que no impasse amoroso, a viol\u00eancia pode ser uma solu\u00e7\u00e3o ali onde a palavra n\u00e3o nomeia os parceiros, n\u00e3o os reconhece ou n\u00e3o os enla\u00e7a.<\/p>\n<p><strong>Viol\u00eancia<\/strong><\/p>\n<p>Cottet nos orienta, a partir de Christian Baudelot e Roger Esabler<a href=\"#_ftn6\" name=\"_ftnref6\"><sup>[6]<\/sup><\/a>, que n\u00e3o \u00e9 a sociedade que esclarece o suic\u00eddio, e sim este que esclarece a sociedade. Levanta uma rela\u00e7\u00e3o entre o enfastio do gozo como consequ\u00eancia do contempor\u00e2neo e a sa\u00edda pelo suic\u00eddio, partindo da discuss\u00e3o de Abraham Baer<a href=\"#_ftn7\" name=\"_ftnref7\"><sup>[7]<\/sup><\/a>, que atribu\u00eda \u00e0 for\u00e7a da sexualidade a responsabilidade da autodestrui\u00e7\u00e3o. Tal rela\u00e7\u00e3o remete ao fato do sujeito frente ao real da n\u00e3o rela\u00e7\u00e3o encontrar somente a sa\u00edda vertiginosa da n\u00e3o exist\u00eancia, pela aus\u00eancia de algo que medie esse n\u00e3o-encontro.<\/p>\n<p>Com Laurent<a href=\"#_ftn8\" name=\"_ftnref8\"><sup>[8]<\/sup><\/a>, aprendemos que o sujeito n\u00e3o pode identificar-se nem com seu inconsciente, nem com seu gozo, pois ambos permanecem Outros. Ou seja, permanece um ponto de extimidade no corpo e em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 sexua\u00e7\u00e3o. Esse aspecto vem \u00e0 tona na adolesc\u00eancia, e pode ser sintomatizado buscando uma sa\u00edda que permita um gozo viv\u00edvel.<a href=\"#_ftn9\" name=\"_ftnref9\"><sup>[9]<\/sup><\/a> Em outros casos, o sujeito fica \u00e0 merc\u00ea do gozo e do n\u00e3o saber, tornando-se objeto do seu pr\u00f3prio \u201cadolescer\u201d, em suma, dos efeitos que sofre disso no seu corpo a partir da pergunta sobre a sexua\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Uma palavra sobre a fluidez<\/strong><\/p>\n<p>A partir de Butler podemos recortar<a href=\"#_ftn10\" name=\"_ftnref10\"><sup>[10]<\/sup><\/a> que a identidade de g\u00eanero \u00e9 um ideal identificat\u00f3rio e normativo, tratando-se de um processo que nunca se resolve de maneira definitiva. Aspectos como <em>o g\u00eanero fluido<\/em>, ou a desconstru\u00e7\u00e3o total das identidades de g\u00eanero se colocam como possibilidades frente ao imposs\u00edvel expresso no corpo, de cunho sexual, no adolescente.<\/p>\n<p>Se por um lado uma gera\u00e7\u00e3o fracassou em extinguir o mal-estar do sexo ao se opor ao recalque e pregar a liberdade sexual, por outro a possibilidade de ter qualquer g\u00eanero ou nenhum, independentemente de ser um direito, parece fundar-se em outra liberdade que tem como ideal \u201ca consigna <em>meu corpo \u00e9 meu\u201d<a href=\"#_ftn11\" name=\"_ftnref11\"><sup><strong>[11]<\/strong><\/sup><\/a>, <\/em>ainda de modo mais radical.<\/p>\n<p>\u00c9 o gozo que introduz a dimens\u00e3o do imposs\u00edvel e este resta sempre Outro, independentemente do n\u00famero e possibilidades de nomea\u00e7\u00f5es. Do mesmo modo que o corpo sempre nos escapar\u00e1, nos deixar\u00e1 na m\u00e3o, estruturalmente<a href=\"#_ftn12\" name=\"_ftnref12\"><sup>[12]<\/sup><\/a>. A extimidade inerente ao corpo impede, para qualquer um, uma propriedade absoluta do seu corpo. Esse campo, do gozo, n\u00e3o se resume ao campo do Direito, do mesmo modo que n\u00e3o pode ser abarcado totalmente por ele.<\/p>\n<p>Frente ao real do sexo, \u201cem tempos de vacila\u00e7\u00e3o dos semblantes tradicionais que poderiam dar alguma sustenta\u00e7\u00e3o ao ser em sua articula\u00e7\u00e3o ao campo das identidades sexuais, assistimos a uma imensa flexibilidade dos modos de viver a puls\u00e3o. Atualmente assistimos a uma grada\u00e7\u00e3o de eixos e tonalidades na experi\u00eancia sexual vem dilatar o intervalo entre um sexo e outro, intervalo que se expressa na cl\u00ednica com adolescentes por longos per\u00edodos de experimenta\u00e7\u00e3o no terreno da sexualidade\u201d<a href=\"#_ftn13\" name=\"_ftnref13\"><sup>[13]<\/sup><\/a>. Assistimos tamb\u00e9m a indefini\u00e7\u00e3o da posi\u00e7\u00e3o sexuada, ou ainda o desejo de congelar a puberdade para evitar o real do corpo e esperar por uma defini\u00e7\u00e3o futura.<\/p>\n<p>Em outros momentos as identifica\u00e7\u00f5es assumem o lugar de ins\u00edgnias do sujeito, uma modalidade de gozo elevada \u00e0 dignidade de um significante mestre<a href=\"#_ftn14\" name=\"_ftnref14\"><sup>[14]<\/sup><\/a> que padroniza o gozo e acarreta a forma\u00e7\u00e3o de sintomas articulados ao la\u00e7o social.<\/p>\n<p>\u00c9 por essa via que Ansermet<a href=\"#_ftn15\" name=\"_ftnref15\"><sup>[15]<\/sup><\/a> argumenta que as pr\u00e1ticas contempor\u00e2neas em torno da intersexualidade e da transexualidade demonstram que a escolha do sexo se situa para al\u00e9m do campo das identifica\u00e7\u00f5es. H\u00e1 diferentes dimens\u00f5es e modos de inscri\u00e7\u00e3o no plano sexuado para o ser falante: no plano imagin\u00e1rio h\u00e1 as identidades; no plano simb\u00f3lico, as quest\u00f5es em jogo na nomea\u00e7\u00e3o, filia\u00e7\u00e3o e lugar social; no plano real, os diferentes modos de gozo\u201d.<\/p>\n<p>O adolescente contempor\u00e2neo tem \u00e0 sua frente toda essa possibilidade de inven\u00e7\u00e3o, ao mesmo tempo que de evita\u00e7\u00e3o no que diz respeito \u00e0 sexua\u00e7\u00e3o e ao la\u00e7o social e amoroso da\u00ed advindo.<\/p>\n<p><strong>Conting\u00eancia como sa\u00edda para a recusa ao saber<\/strong><\/p>\n<p>Frente a explos\u00e3o da norma sexual, a presen\u00e7a maci\u00e7a de objetos de consumo que equivalem a vida er\u00f3tica \u00e0 econ\u00f4mica<a href=\"#_ftn16\" name=\"_ftnref16\"><sup>[16]<\/sup><\/a>, bem como a lista infinita de nomea\u00e7\u00f5es, os sujeitos se veem em uma balcaniza\u00e7\u00e3o<a href=\"#_ftn17\" name=\"_ftnref17\"><sup>[17]<\/sup><\/a> do consumo onde seus pr\u00f3prios corpos podem entrar como objetos. A primazia do ato vazio, sexual ou n\u00e3o, sem nostalgia, coloca a queda do ideal amoroso.<\/p>\n<p>Em alguns jovens o recrudescimento de normas parece ocupar o lugar de um <em>muro <\/em>frente ao furo engendrado pelo sexual e o radicalismo moral se mostra novamente.<\/p>\n<p>Para encerrar, Cottet afirma que a sexualidade tem seu mist\u00e9rio e, \u201clevantando o v\u00e9u da proibi\u00e7\u00e3o, encontra-se a n\u00e3o rela\u00e7\u00e3o. Ao discurso liberalizante que atribui a insatisfa\u00e7\u00e3o ao n\u00edvel do gozo \u00e0s normas da cultura, Lacan responde com a maldi\u00e7\u00e3o do real do sexo. O bendizer sobre o sexo \u00e9 imposs\u00edvel\u201d.<\/p>\n<p>Por n\u00e3o se tratar de uma quest\u00e3o de readequa\u00e7\u00e3o, exclus\u00e3o ou recrudescimento das normas de comportamento, nem mesmo de uma retomada rom\u00e2ntica do afeto e da solidariedade, apelemos novamente a Lacan que sempre abre a porta ao sujeito, \u201ca\u00ed onde n\u00e3o h\u00e1 rela\u00e7\u00e3o sexual (&#8230;) inventa-se. Inventamos o que podemos, \u00e9 claro\u201d.<a href=\"#_ftn18\" name=\"_ftnref18\"><sup>[18]<\/sup><\/a><\/p>\n<h6>Paola Salinas<\/h6>\n<hr \/>\n<p><a href=\"#_ftn18\" name=\"_ftnref18\"><\/a><\/p>\n<h6><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\"><sup>[1]<\/sup><\/a> Stevens, A. Adolesc\u00eancia: sintoma da puberdade. In: Revista Curinga, Belo Horizonte, n 20, pg. 27-39, 2004.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\"><sup>[2]<\/sup><\/a> Cottet, S. O sexo fraco dos adolescentes: sex-m\u00e1quina e mitologia do cora\u00e7\u00e3o. In: Cottet, S. Ensaios de cl\u00ednica psicanal\u00edtica. Rio de Janeiro, Contra Capa Editora, 2011, pg 63.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\"><sup>[3]<\/sup><\/a> Salum, M.J.G. Id. Ibid. Juventude, saber e gozo no impasse com a sexualidade. In: Revista Curinga, Belo Horizonte, n 42, pg. 47, 2016.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref4\" name=\"_ftn4\"><sup>[4]<\/sup><\/a> Oliveira, S. E. As trans-forma\u00e7\u00f5es da puberdade. In: Revista Curinga, Belo Horizonte, n 94, 2016.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref5\" name=\"_ftn5\"><sup>[5]<\/sup><\/a> Miller, J. A. A crian\u00e7a e o saber. In: Cien Digital, n 11. <a href=\"http:\/\/cien-brasil.blogspot.com\/p\/cien-digital.html\">http:\/\/cien-brasil.blogspot.com\/p\/cien-digital.html<\/a><\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref6\" name=\"_ftn6\"><sup>[6]<\/sup><\/a> Baudelot, C., Esabler, R. Suic\u00eddio: o avesso de nossa \u00e9poca (2006),<em> apaud<\/em> Cottet.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref7\" name=\"_ftn7\"><sup>[7]<\/sup><\/a> Baer,A. <em>Apaud <\/em>Cottet, S.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref8\" name=\"_ftn8\"><sup>[8]<\/sup><\/a> Laurent, E. G\u00e9nero y goce. Confer\u00eancia nas 13<sup>a<\/sup> Jornadas da ELP 2014. Ed. Gredos-ELP, Barcelona, 2014, pg. 362.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref9\" name=\"_ftn9\"><sup>[9]<\/sup><\/a> Express\u00e3o de Mauricio Tarrab em discuss\u00e3o do Caso Joana D\u00b4arc no Instituto Raul Soares, Belo Horizonte em 2000. (Ano aproximado, anota\u00e7\u00f5es pessoais).<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref10\" name=\"_ftn10\"><sup>[10]<\/sup><\/a> Alvarez, P. et al Trasnsexualismo e Travestismo desde la perspectiva del psiconalisis. In: Lacan XXI. Revista FAPOL on line, Vol 5 Maio de 2018.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref11\" name=\"_ftn11\"><sup>[11]<\/sup><\/a> Pittella. C. Quais os impasses e solu\u00e7\u00f5es do jovem para a sintomatiza\u00e7\u00e3o do sexual hoje? In: Revista Curinga, Belo Horizonte, n 94, 2016.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref12\" name=\"_ftn12\"><sup>[12]<\/sup><\/a> Lacan, J. Semin\u00e1rio 23, O sinthome. Rio de Janeiro, Jorge Zahar Editores, 2007.pg 64.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref13\" name=\"_ftn13\"><sup>[13]<\/sup><\/a> Rubi\u00e3o, L. A psicose frente ao real do sexo na adolesc\u00eancia. In: Revista Curinga, Belo Horizonte, n 94, 2016.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref14\" name=\"_ftn14\"><sup>[14]<\/sup><\/a> Fajnwaks, F. Lacan et les th\u00e9ories queer: malentendus e m\u00e9connaissances. In: Leguil, C. Subversion lacanienne des th\u00e9ories du genre. Paris, Mich\u00e9le, 2015, pg 31.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref15\" name=\"_ftn15\"><sup>[15]<\/sup><\/a> Ansermet, F. <a href=\"http:\/\/revistavirtualia.com\/articulos\/137\/lo-femenino-y-la-sexualidad\/elegir-el-propio-sexo-usos-contemporaneos-de-la-diferencia-sexual\">Elegir el propio sexo: Usos contempor\u00e1neos de la diferencia sexual<\/a>. In Virtualia. Revista digital da EOL. Noviembre 2014 \u2022 A\u00f1o XIII, n 29.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref16\" name=\"_ftn16\"><sup>[16]<\/sup><\/a> Lepovetsky. G. <em>Le bonheur paradoxal. Essai sur la soci\u00e9t\u00e9 d\u2019hyperconsommation<\/em>, Paris Gallimard, 2006, p. 107. <em>Apaud<\/em> Cottet.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref17\" name=\"_ftn17\"><sup>[17]<\/sup><\/a> Lepovetsky, G. Id. Ibid. <em>Apaud<\/em> Cottet.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref18\" name=\"_ftn18\"><sup>[18]<\/sup><\/a> Lacan, J. Semin\u00e1rio 21, Os n\u00e3o tolos erram. In\u00e9dito.<\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pontua\u00e7\u00f5es preparat\u00f3rias para VIII Jornadas da EBP-SP- Amor e sexo em tempos de (des)conex\u00f5es Adolesc\u00eancia, sintoma n\u00e3o necess\u00e1rio. Segundo Stevens[1] a adolesc\u00eancia \u00e9 um sintoma, tentativa de subjetivar o real expresso nas transforma\u00e7\u00f5es do corpo na puberdade. Este se apresenta como estranho, pulsional, exigindo uma satisfa\u00e7\u00e3o frente \u00e0 qual o adolescente n\u00e3o tem nem um&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[],"post_series":[],"class_list":["post-3235","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-boletins","entry","no-media"],"aioseo_notices":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3235","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3235"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3235\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3235"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3235"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3235"},{"taxonomy":"post_series","embeddable":true,"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-json\/wp\/v2\/post_series?post=3235"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}