{"id":3172,"date":"2018-07-22T05:42:12","date_gmt":"2018-07-22T08:42:12","guid":{"rendered":"http:\/\/ebp.org.br\/sp\/?p=3172"},"modified":"2018-07-22T05:42:12","modified_gmt":"2018-07-22T08:42:12","slug":"orientacao-mais-longe-que-o-amor-christiane-alberti","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/orientacao-mais-longe-que-o-amor-christiane-alberti\/","title":{"rendered":"#Orienta\u00e7\u00e3o &#8211; Mais longe que o amor &#8211; Christiane Alberti"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_3163\" aria-describedby=\"caption-attachment-3163\" style=\"width: 169px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-3163\" src=\"https:\/\/ebp.org.br\/new\/sp\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/boletim3_003-1.png\" alt=\"\" width=\"169\" height=\"169\" srcset=\"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/boletim3_003-1.png 169w, https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/boletim3_003-1-150x150.png 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 169px) 100vw, 169px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-3163\" class=\"wp-caption-text\">(Foto: Instagram sp_arte)<\/figcaption><\/figure>\n<p>Um nada enigm\u00e1tico, a express\u00e3o de Lacan \u201cfazer par\u201d logo nos arrastou, em um ritmo vertiginoso, a um trabalho de estudo com os m\u00faltiplos recursos da doutrina e uma explora\u00e7\u00e3o nos quatro cantos dos discursos contempor\u00e2neos.<\/p>\n<p>O par empurra cada um a saber. Sabemos verdadeiramente por que escolhemos tal parceiro? Por qual alquimia nos unimos para animar nossa exist\u00eancia? N\u00e3o sem ele, n\u00e3o sem ela&#8230; por que permanecer com este quando \u00e9 insuport\u00e1vel para mim? E por que abandonar aquele, se o amo? Por qual bizarrice meu irm\u00e3o \u00e9 t\u00e3o presente nos meus amores? Por que constru\u00ed esse la\u00e7o t\u00e3o doloroso, ou t\u00e3o aditivo ou ainda t\u00e3o inc\u00f4modo com meu parceiro?<\/p>\n<p>Quando acontece de essas quest\u00f5es conduzirem a procurar um psicanalista, trata-se menos de incriminar o outro na sua queixa ou sua reivindica\u00e7\u00e3o do que de saber qual harmonia obscura me liga a ele ou, para al\u00e9m disso, aos rastros da minha inf\u00e2ncia. Fazer par \u00e9 um enigma para cada um porque \u201ca significa\u00e7\u00e3o da parceria \u00e9 para cada um de n\u00f3s uma quest\u00e3o que permanece aberta<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a>\u201d, como se o mist\u00e9rio permanecesse, como se a parceria ocultasse obviamente uma raz\u00e3o insond\u00e1vel, um sem porqu\u00ea, um gozo obscuro n\u00e3o questionado. Fazer par vai mais longe que o amor, e \u00e9 por isto que essas jornadas de estudo se ligam ao fundamento da parceria, para al\u00e9m do amor e do desejo. N\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio amar ou desejar para fazer parcerias: podemos fazer par em torno de uma causa, de um objeto comum, do ci\u00fame, bem como de uma separa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O par \u00e9 mais atual do que nunca. Por quais raz\u00f5es? As identifica\u00e7\u00f5es que tradicionalmente nos vinham da fam\u00edlia foram embaralhadas, qui\u00e7\u00e1 est\u00e3o obsoletas. O ideal do <em>conjugare<\/em> se deteriora, a ponto de ultrapassar tendencialmente o poder da imagem silenciosa, assim como aquela marca de roupas que exibe nos grandes espa\u00e7os publicit\u00e1rios a pose de casais comuns. S\u00e3o exemplos disto igualmente a moda atual do <em>Just divorced<\/em><a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\">[2]<\/a>, que nosso blog divulgou, na qual o evento \u00e9 celebrado alegremente por meio de uma <em>selfie<\/em> sorridente. N\u00e3o se trataria a\u00ed de fixar na imagem o fato de que esse casal realmente existiu, e at\u00e9 existe, pura e simplesmente?<\/p>\n<p>Nossa civiliza\u00e7\u00e3o \u00e9 aquela em que predomina o <em>consumir sem desejar<\/em>; a do primado do gozo fora da norma e do imperativo: um gozar o tempo todo e a qualquer pre\u00e7o, que nos isola e nos delega a n\u00f3s mesmos. Esse estado da civiliza\u00e7\u00e3o nos convence e nos empurra precisamente a fazer par, a trabalhar para se ligar ao Outro, quer dizer, a moldar um tipo de la\u00e7o mais ou menos problem\u00e1tico, pois para os seres falantes que somos, esse la\u00e7o \u00e9 realmente vital. Fazer par nos arranca de n\u00f3s mesmos: esse movimento em dire\u00e7\u00e3o ao Outro tem valor de causa para nossa vida. Em suma, como o la\u00e7o social hoje n\u00e3o \u00e9 mais regrado pela fam\u00edlia, fazer par se apresenta como uma solu\u00e7\u00e3o privilegiada para a dor de existir, para a solid\u00e3o fundamental do <em>falasser<\/em>. Na falha do Outro, o desejo de parceria se instala rapidamente e faz sintoma hoje.<\/p>\n<p>Jacques-Alain Miller nos convida a tomar a medida dessas perturba\u00e7\u00f5es atuais do la\u00e7o social, daquilo que mant\u00e9m juntos os corpos: \u201cNessa recomposi\u00e7\u00e3o comunit\u00e1ria, exigida pelo desenraizamento que vence, sem d\u00favida o par \u00e9 a comunidade fundamental. Ao menos, o formato casal \u00e9 subjetivamente essencial\u201d.<a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\">[3]<\/a> Fazer par, portanto, como forma essencial do la\u00e7o social, na qual o m\u00faltiplo domina \u2013 uma infinita variedade de parcerias poss\u00edveis.<\/p>\n<p>Na aus\u00eancia da rela\u00e7\u00e3o sexual programada, s\u00f3 se pode construir seu par inventando semblantes. Cada um se apaixona, especialmente, por toda sorte de fic\u00e7\u00f5es que nos capturam e fascinam. Elas nos fazem sonhar em fingir que fazemos existir a rela\u00e7\u00e3o sexual, rela\u00e7\u00e3o sexual que n\u00e3o existe: a soma um homem mais uma mulher, um homem mais um homem&#8230; n\u00e3o resulta automaticamente em uma parceria; \u00e9 preciso mais. \u00c9 por isso que admiramos casais c\u00e9lebres: Sartre e Beauvoir (a liberdade do casal existencialista), Vadim\/Bardot (a nudez sem culpa), Bacall\/Bogart, e mais recentemente Barack e Michelle Obama (fazer <em>team<\/em>), casais sublimes ou casais extraordin\u00e1rios, que convidaram ou encarnaram novos cen\u00e1rios com suas poss\u00edveis identifica\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Mas, para al\u00e9m desse fasc\u00ednio, algo al\u00e9m da ilus\u00e3o rom\u00e2ntica do casal perfeito vale realmente. Outra coisa nos orienta em dire\u00e7\u00e3o ao outro no que ele tem de mais real. \u00c9 isto que Lacan nomeou como objeto <em>a: \u201c<\/em>Nele, meu parceiro, h\u00e1 algo mais do que ele\u201d, \u00e0s vezes quase nada: um olhar, uma voz, a partir do qual tudo se constr\u00f3i, sabendo que, igualmente em n\u00f3s, algo mais forte nos habita. \u00c9 o casal mascarado, aquele que surpreende seu pr\u00f3ximos entorno <em>\u2013 O que ela v\u00ea nele?<\/em> &#8211; Frequentemente resultado de um encontro improv\u00e1vel em que dois seres de mundos diferentes (que o filme de Lucas Delvaux nomeia de maneira excelente como <em>Pas son genre<\/em>!<a href=\"#_ftn4\" name=\"_ftnref4\">[4]<\/a>) que acabam por fazer o par.<\/p>\n<p>A psican\u00e1lise aposta nesse la\u00e7o <em>poss\u00edvel<\/em>, alijado dos ideais. Ela leva de fato a s\u00e9rio os impasses do casal, seus fracassos, a fim de tornar mais leve o mal-entendido entre os sexos. Pois a falha \u00e9 tamb\u00e9m o lugar de um gozo poss\u00edvel, compat\u00edvel com o outro: um gosto, um desejo de estar nessa rela\u00e7\u00e3o. Em suma, fazer par, <em>apesar<\/em> do mal-entendido entre os sexos e <em>com<\/em> aquilo que do outro me toca, acerta no alvo! Se o amor implica uma espera, a espera de um ser para al\u00e9m do parceiro idealizado, fazer par implica um trabalho e, portanto, uma energia, digamos uma <em>boa sa\u00fade<\/em>! O gozo da vida que nos transborda passa nesse <em>fazer<\/em> que o trata.<\/p>\n<p>Para terminar, n\u00e3o resisto ao prazer de evocar esse <em>tac au tac<\/em><a href=\"#_ftn5\" name=\"_ftnref5\">[5]<\/a> do programa das Jornadas do s\u00e1bado<a href=\"#_ftn6\" name=\"_ftnref6\">[6]<\/a>: os duetos de psicanalistas que eu propus na abertura das simult\u00e2neas. Esses colegas da Escola da Causa Freudiana concordaram em encarar o jogo de vinte e duas quest\u00f5es sobre fazer par hoje. Abaixo alguns trechos escolhidos.<\/p>\n<p><em>Margueritte Duras, o trio<\/em><a href=\"#_ftn7\" name=\"_ftnref7\">[7]<\/a><\/p>\n<p>Margueritte nos prop\u00f5e encontrar uma sa\u00edda para os tormentos do dueto. Como o dois \u00e9 tormento, dor, ent\u00e3o nos aventuremos a tr\u00eas! \u201cSempre pensei, diz ela, que o amor se dava a tr\u00eas: Um olho que olha, enquanto o desejo circula de um a outro. \u201c<\/p>\n<p><em>Don Juan<\/em><a href=\"#_ftn8\" name=\"_ftnref8\">[8]<\/a><\/p>\n<p>\u201cFazer par comigo \u00e9 fazer par com um sonho. Elvire, aquela que me amava mais do que tudo, queria que eu sobrevivesse para me amar ao infinito, gozar de mim ainda e sempre\u201d.<\/p>\n<p><em>Molly Bloom, a briga<\/em><a href=\"#_ftn9\" name=\"_ftnref9\">[9]<\/a><\/p>\n<p>Molly detesta as longas brigas na cama. Ent\u00e3o n\u00e3o dizemos mais nada um ao outro. Brigamos em sil\u00eancio.<\/p>\n<p><em>Leopold Bloom:<\/em> E se eu tivesse falado com ela. Para lhe dizer o qu\u00ea? \/ Nunca \u00e9 um bom plano come\u00e7ar uma conversa sem saber como termin\u00e1-la. Colocar uma quest\u00e3o para elas \/ elas colocam outra para voc\u00ea. Coisa boa quando estamos apressados. Economiza tempo. Por\u00e9m, podemos nos tornar tolos.<\/p>\n<p><em>Molly Bloom<\/em>: &#8230; o que o deixa louco \/ s\u00e3o as roupas \u00edntimas \/ \u00e9 claro \/ sempre a espiar essas esp\u00e9cies de mulheres audaciosas em suas bicicletas com suas saias que sobem at\u00e9 o umbigo&#8230;<\/p>\n<p>De todo modo, sozinha no meio da noite, Molly se surpreende com o que \u201cseu\u201d Leopold lhe pediu, antes de adormecer, que lhe servisse, na manh\u00e3 seguinte, seu caf\u00e9 da manh\u00e3 na cama com dois ovos. Por que, portanto, ele pede isso a ela? N\u00f3s tamb\u00e9m procuramos ainda a resposta!<\/p>\n<p>Boris Vian e o casal do progresso: \u201cLa complainte du progr\u00e9s\u201d<a href=\"#_ftn10\" name=\"_ftnref10\">[10]<\/a> <em>O lamento do progresso<\/em><\/p>\n<p>Autrefois pour faire sa cour (Em outros tempos para fazer a corte)<br \/>\nOn parlait d&#8217;amour (Se falava de amor)<br \/>\nPour mieux prouver son ardeur (Para provar seu ardor)<br \/>\nOn offrait son c\u0153ur ( Oferecia seu cora\u00e7\u00e3o)<br \/>\nAujourd&#8217;hui, c&#8217;est plus pareil (Hoje, n\u00e3o \u00e9 mais assim)<br \/>\n\u00c7a change, \u00e7a change ( Isso muda, isso muda)<br \/>\nPour s\u00e9duire le cher ange\u00a0\u00a0 ( Para seduzir o anjo querido)<br \/>\nOn lui glisse \u00e0 l&#8217;oreille\u00a0\u00a0 (Desliza-se em seu ouvido)<br \/>\nAh, Gudule!\u00a0 Ah, Gudule\u00a0!<\/p>\n<p>Viens m&#8217;embrasser (Vem me beijar)<br \/>\nEt je te donnerai (E eu te darei)<br \/>\nUn frigidaire\u00a0\u00a0 (Uma geladeira)<br \/>\nUn joli scooter (Um lindo scooter)<br \/>\nUn atomixer (um mixer)<br \/>\nEt du Dunlopillo (e colch\u00e3o Dunlopillo)<br \/>\nUne cuisini\u00e8re (Um fog\u00e3o)<br \/>\nAvec un four en verre (com um forno em vidro)<br \/>\nDes tas de couverts ( V\u00e1rios talheres)<br \/>\nEt des pell&#8217; \u00e0 g\u00e2teaux (Esp\u00e1tulas de bolo)<\/p>\n<p>Une tourniquette (um fatiador)<br \/>\nPour fair&#8217; la vinaigrette (Para fazer vinagrete)<br \/>\nUn bel a\u00e9rateur (Um aerador)<br \/>\nPour bouffer les odeurs (Para espantar os odores)<\/p>\n<p>Des draps qui chauffent (Lenc\u00f3is que esquentam)<br \/>\nUn pistolet \u00e0 gaufres (um injetor de waffles)<br \/>\nUn avion pour deux (uma avi\u00e3o para dois)<br \/>\nEt nous serons heureux (e seremos felizes )<\/p>\n<p><em>Emma Bovary\u00a0: Fazer par para existir enfim<\/em><a href=\"#_ftn11\" name=\"_ftnref11\">[11]<\/a><\/p>\n<p>E para terminar, Emma Bovary. Emma sofre de um inc\u00f4modo mortal, um sentimento de vazio doloroso. Como n\u00e3o encontrou uma escuta benevolente com o padre de Yonville, ela poderia se endere\u00e7ar a um psicanalista nestes termos: \u201cTeria eu podido, nisto que voc\u00eas chamam de uma psican\u00e1lise lacaniana, n\u00e3o acabar morrendo desse mal que nem chega a ser um? Acredito, voc\u00eas n\u00e3o teriam permitido a v\u00e1rios de seus pacientes, t\u00e3o pr\u00f3ximos a mim, essas mulheres assoladas por um <em>bovarismo<\/em>, de encontrar em si, ainda que min\u00fasculo, um gosto, um desejo de estar aqui, de estar ali&#8230;\u201d<\/p>\n<p>Emma n\u00e3o demandava nada al\u00e9m de fazer par, segundo sua express\u00e3o: \u201cpara me apoiar em algo mais s\u00f3lido que o amor\u201d.<\/p>\n<h6>Tradu\u00e7\u00e3o: Veridiana Marucio<\/h6>\n<h6>Revis\u00e3o: Teresinha N. M. Prado.<\/h6>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<hr \/>\n<h6><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> Lacan, J. (1955 \u2013 56) O semin\u00e1rio, livro 3: As psicoses, Jorge Zahar Ed., Rio de Janeiro, 1985, p.152<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\">[2]<\/a> Rec\u00e9m divorciados http:\/\/www.fairecouple.fr\/just-divorced-par-herve-damase\/<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\">[3]<\/a> Miller,J.-A., La th\u00e9orie du partenaire, les effets de la sexuation dans le monde\u00a0\u00bb, <em>Quarto<\/em> 77, julho 2002.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref4\" name=\"_ftn4\">[4]<\/a> N\u00e3o \u00e9 seu tipo!<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref5\" name=\"_ftn5\">[5]<\/a> Bate-pronto<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref6\" name=\"_ftn6\">[6]<\/a> O leitor pode encontrar os vinte e dois Bate-pronto, publica\u00e7\u00e3o num\u00e9rica da Escola da Causa Freudiana: www.ecf.echoppe.com<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref7\" name=\"_ftn7\">[7]<\/a> Jaudel N. e La Sagna PH., \u00ab\u00a0Dialogue des ravissements\u00a0\u00bb,<em> Tac au tac, op.cit.<\/em><\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref8\" name=\"_ftn8\">[8]<\/a> Lazarus-Matet C. e Hellebois Ph., \u201cLe donjuanismo sera f\u00e9minin\u201d. <em>ibid<\/em><\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref9\" name=\"_ftn9\">[9]<\/a> Naveau P., \u201cMolly Bloom et la dispute\u201d. <em>ibid<\/em><\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref10\" name=\"_ftn10\">[10]<\/a> Marret S. e Adam R., Instruments, machines et autres partenaires\u201d, <em>ibid<\/em> N.T. Em portugu\u00eas, esse poema foi traduzido e musicado, gravado na voz de Let\u00edcia Cora, com o t\u00edtulo: \u00ab\u00a0Balada triste do progresso\u00a0\u00bb.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref11\" name=\"_ftn11\">[11]<\/a> Biagi-Chai F., \u201cEmma, l\u2019ennui\u201d, <em>ibid.<\/em><\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um nada enigm\u00e1tico, a express\u00e3o de Lacan \u201cfazer par\u201d logo nos arrastou, em um ritmo vertiginoso, a um trabalho de estudo com os m\u00faltiplos recursos da doutrina e uma explora\u00e7\u00e3o nos quatro cantos dos discursos contempor\u00e2neos. O par empurra cada um a saber. Sabemos verdadeiramente por que escolhemos tal parceiro? 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