{"id":3131,"date":"2018-07-09T22:50:52","date_gmt":"2018-07-10T01:50:52","guid":{"rendered":"http:\/\/ebp.org.br\/sp\/?p=3131"},"modified":"2018-07-09T22:50:52","modified_gmt":"2018-07-10T01:50:52","slug":"conversacao-da-orientacao-lacaniana-ebp-secao-sp","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/conversacao-da-orientacao-lacaniana-ebp-secao-sp\/","title":{"rendered":"Conversa\u00e7\u00e3o da Orienta\u00e7\u00e3o Lacaniana \u2013 EBP \u2013 Se\u00e7\u00e3o SP"},"content":{"rendered":"<h4 style=\"text-align: right;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft wp-image-3103 size-full\" src=\"https:\/\/ebp.org.br\/new\/sp\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/Niraldo-1.jpg\" alt=\"\" width=\"231\" height=\"171\" \/>Niraldo de Oliveira Santos<\/h4>\n<h4>\u201cComo se articulam as tr\u00eas ordens de rela\u00e7\u00e3o que um analista mant\u00e9m: com seus analisantes, com a psican\u00e1lise e com os analistas?\u201d. Esta \u00e9 uma das perguntas que moveram Jacques-Alain Miller em seu Curso \u201cO banquete dos analistas\u201d, proferido em 1989-1990. A Se\u00e7\u00e3o S\u00e3o Paulo da Escola Brasileira de Psican\u00e1lise, atenta \u00e0s quest\u00f5es atuais, convida seus membros para a conversa\u00e7\u00e3o em torno deste Curso, n\u00e3o sem deixar as portas abertas para os analisantes e demais interessados no Ensino de Lacan.<\/h4>\n<h4>Coordenada por Carmen Silvia Cervelatti e Luiz Fernando Carrijo da Cunha, a conversa\u00e7\u00e3o, que teve in\u00edcio no dia 18 de abril deste ano, convidou C\u00e1ssia Guardado, Cl\u00e1udia Reis e Sandra Grostein para trazerem suas quest\u00f5es e provocarem a abertura para uma conversa em torno das aulas \u201cO banquete de Lacan\u201d e \u201cCl\u00ednica e pol\u00edtica\u201d.<\/h4>\n<h4>J\u00e1 em seu coment\u00e1rio de abertura, Carmen Cervelatti retoma o trecho onde Miller enfatiza, a partir do Ensino de Lacan, que para a dire\u00e7\u00e3o da cura em psican\u00e1lise \u00e9 necess\u00e1rio diferenciar o que depende da estrat\u00e9gia e o que se liga \u00e0 t\u00e1tica: \u201cA estrat\u00e9gia, que coordena as opera\u00e7\u00f5es a longo prazo, se localiza na cura psicanal\u00edtica na transfer\u00eancia. (&#8230;) a interpreta\u00e7\u00e3o \u00e9 do registro da t\u00e1tica e depende, pois, do momento, do terreno, de uma conjuntura favor\u00e1vel, do kair\u00f3s\u201d1. Em continua\u00e7\u00e3o, podemos retomar que Miller retoma tamb\u00e9m, al\u00e9m da estrat\u00e9gia e da t\u00e1tica, \u201cuma pol\u00edtica do analista\u201d, uma pol\u00edtica que convida o analista a localizar-se na sua \u201cfalta a ser\u201d e n\u00e3o em seu ser. E esta pol\u00edtica, nos diz Miller, refere-se \u00e0s condi\u00e7\u00f5es mesmas da a\u00e7\u00e3o psicanal\u00edtica sobre o paciente e se articula diretamente com as condi\u00e7\u00f5es de uma an\u00e1lise.<\/h4>\n<h4>As quest\u00f5es trazidas por Cl\u00e1udia Reis, Sandra Grostein e C\u00e1ssia Guardado convocaram ao debate a partir dos conceitos da transfer\u00eancia, supereu e pol\u00edtica. Todas elas articuladas \u00e0 forma\u00e7\u00e3o do analista, \u00e0 rela\u00e7\u00e3o estabelecida entre os pr\u00f3prios\u00a0psicanalistas da Escola, entre eles e seus analisandos e, principalmente, qual o lugar que cada um destes ocupa no banquete da Escola.<\/h4>\n<h4>Se, de acordo com Miller, o que alimenta o banquete \u00e9 a associa\u00e7\u00e3o livre2, tivemos na conversa\u00e7\u00e3o uma participa\u00e7\u00e3o viva dos presentes, animada pelo texto e pelas quest\u00f5es expostas. A \u201cfesta da puls\u00e3o\u201d.<\/h4>\n<h4>Um dos pontos centrais da conversa\u00e7\u00e3o desta data, e provavelmente tamb\u00e9m dos demais encontros, \u00e9 a pr\u00f3pria Escola. Colocar o Psicanalista da Escola em posi\u00e7\u00e3o de se questionar a respeito de sua inser\u00e7\u00e3o e trabalho institucional, era exatamente a inten\u00e7\u00e3o de Miller em seu curso: \u201cMinha inten\u00e7\u00e3o (&#8230;) \u00e9 faz\u00ea-los voltar a esse momento crucial de 1964, e ao Semin\u00e1rio \u201cOs quatro conceitos fundamentais da psican\u00e1lise\u201d, quando se produziu, tr\u00eas dias antes da \u00faltima aula de Lacan, a cria\u00e7\u00e3o de sua Escola, na qual ainda estamos\u201d3.<\/h4>\n<h4>Portanto, vale a pena destacar a acertada escolha do Curso de Miller para a conversa\u00e7\u00e3o, bem como a maturidade da Se\u00e7\u00e3o SP para debater este tema em um banquete aberto aos interessados. Testemunhamos, pois, um momento onde a cl\u00ednica, a pol\u00edtica e a Escola s\u00e3o objetos de discuss\u00f5es. Fundamental para um momento onde \u00e9 o pr\u00f3prio estado de direito que est\u00e1 sob amea\u00e7a em diversos pa\u00edses.<\/h4>\n<h4>A conversa\u00e7\u00e3o deste primeiro encontro foi encerrada com uma quest\u00e3o posta por Luiz Fernando, retomando uma discuss\u00e3o marcante na hist\u00f3ria da EBP: \u201ca Escola Brasileira de Psican\u00e1lise \u00e9 uma Escola de analistas ou de analisantes?\u201d. Para al\u00e9m do n\u00famero expressivo de Analistas da Escola (AE) que a EBP possui, n\u00e3o seria pr\u00f3prio de uma comunidade de analistas por em quest\u00e3o o ideal e a causa que os ligam \u00e0 pr\u00f3pria Escola?<\/h4>\n<p>_________________________________<\/p>\n<p>1. Miller, J.-A. El banquete de los analistas. Buenos Aires: Paid\u00f3s. 1989, p. 31.<\/p>\n<p>2. Ibid., p. 13.<\/p>\n<p>3. Ibid., p. 24.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Niraldo de Oliveira Santos \u201cComo se articulam as tr\u00eas ordens de rela\u00e7\u00e3o que um analista mant\u00e9m: com seus analisantes, com a psican\u00e1lise e com os analistas?\u201d. Esta \u00e9 uma das perguntas que moveram Jacques-Alain Miller em seu Curso \u201cO banquete dos analistas\u201d, proferido em 1989-1990. 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