{"id":3059,"date":"2018-06-15T03:06:19","date_gmt":"2018-06-15T06:06:19","guid":{"rendered":"http:\/\/ebp.org.br\/sp\/?p=3059"},"modified":"2018-06-15T03:06:19","modified_gmt":"2018-06-15T06:06:19","slug":"resenha-um-tipo-especial-de-escolha-de-objeto-feita-pelos-homens-i","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/resenha-um-tipo-especial-de-escolha-de-objeto-feita-pelos-homens-i\/","title":{"rendered":"Resenha: Um tipo especial de escolha de objeto feita pelos homens [i]"},"content":{"rendered":"<p><strong>Aparecida Berlitz <a href=\"#_edn2\" name=\"_ednref2\">[ii]<\/a><\/strong><\/p>\n<p>Freud inicia o texto diferenciando a forma de dizer sobre o amor dos escritores e dos cientistas. O primeiro utiliza a sexualidade para criar prazer intelectual e est\u00e9tico, que resulte algum impulso oculto nas mentes humanas. O segundo considera \u201ca ci\u00eancia a ren\u00fancia mais completa ao principio do prazer\u201d. <a href=\"#_edn3\" name=\"_ednref3\">[iii]<\/a><\/p>\n<p>Freud nos apresenta quatro tipos de escolha amorosa:<\/p>\n<p>A primeira seria a escolha do homem por uma mulher comprometida, o que ele considera a condi\u00e7\u00e3o de \u201cum terceiro prejudicado\u201d, ou seja, uma rela\u00e7\u00e3o trialgular. Como num momento do Complexo de Edipo, em que o filho rivaliza com o pai para ter a m\u00e3e.<\/p>\n<p>A segunda, o &#8220;amor \u00e0 cortes\u00e3&#8221;, \u00e9 uma forma que conjugaria com a primeira, pois a mulher casta n\u00e3o pode ser levada a condi\u00e7\u00e3o de objeto de desejo, e sim a outra, sexualmente de m\u00e1 reputa\u00e7\u00e3o. Esta forma de amor adv\u00e9m do Completo Materno, que designaria a fixa\u00e7\u00e3o das fantasias dos meninos na puberdade e que mais tarde dar\u00e3o vaz\u00e3o na vida real.<\/p>\n<p>Em outra forma, do amor normal, a mulher aparece como objeto amoroso de maior valor, pela sua integridade sexual e sua fidelidade. Nesta rela\u00e7\u00e3o h\u00e1 um gasto grande de energia mental, com a exclus\u00e3o dos demais interesses. Qualquer mudan\u00e7a de ambiente leva ao desamor e a procura de um novo objeto de amor. Estas caracter\u00edsticas s\u00e3o de natureza compulsiva e formar\u00e3o series amorosas.<\/p>\n<p>A quarta forma de conex\u00e3o \u00e9 a de \u201csalvar&#8221; a mulher amada. \u201cO homem se convence de que ela precisa dele, que sem ele perder\u00e1 todo o controle moral e, rapidamente descer\u00e1 para o n\u00edvel lament\u00e1vel.\u201d <a href=\"#_edn4\" name=\"_ednref4\">[iv]<\/a><\/p>\n<p>Em tempos de conex\u00e3o (des)conex\u00e3o, como \u00e9 o amor para os homens? Que dimens\u00e3o o amor toma nas parcerias amorosas na comtemporaneidade?<\/p>\n<hr \/>\n<h6><\/h6>\n<h6><\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref1\" name=\"_edn1\">[i]<\/a> FREUD, S. \u201cUm tipo especial de escolha de objeto feita pelos homens\u201d (Contribui\u00e7\u00f5es \u00e0 psicologia do amor I, 1910). In: <em>Obras Completas. <\/em>Rio de Janeiro: Imago, v. XI, p 147-57.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref2\" name=\"_edn2\">[ii]<\/a> Associada ao CLIN-a<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref3\" name=\"_edn3\">[iii]<\/a> Idem, p 149<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref4\" name=\"_edn4\">[iv]<\/a> Idem, p 151<\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Aparecida Berlitz [ii] Freud inicia o texto diferenciando a forma de dizer sobre o amor dos escritores e dos cientistas. O primeiro utiliza a sexualidade para criar prazer intelectual e est\u00e9tico, que resulte algum impulso oculto nas mentes humanas. 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[iii] Freud nos&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[18],"tags":[],"post_series":[],"class_list":["post-3059","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-textos_jornada","entry","no-media"],"aioseo_notices":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3059","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3059"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3059\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3059"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3059"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3059"},{"taxonomy":"post_series","embeddable":true,"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-json\/wp\/v2\/post_series?post=3059"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}