{"id":3049,"date":"2018-06-15T02:59:05","date_gmt":"2018-06-15T05:59:05","guid":{"rendered":"http:\/\/ebp.org.br\/sp\/?p=3049"},"modified":"2018-06-15T02:59:05","modified_gmt":"2018-06-15T05:59:05","slug":"so-o-amor-permite-ao-gozo-condescender-ao-desejoi","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/so-o-amor-permite-ao-gozo-condescender-ao-desejoi\/","title":{"rendered":"\u201cS\u00f3 o amor permite ao gozo condescender ao desejo\u201d[i]"},"content":{"rendered":"<h6>Jovita Carneiro de Lima<\/h6>\n<p><em>\u201cO amor me pegou<\/em><em><br \/>\nE eu n\u00e3o descanso enquanto n\u00e3o pegar<br \/>\nAquela criatura\u201d <a href=\"#_edn2\" name=\"_ednref2\"><strong>[ii]<\/strong><\/a><\/em><\/p>\n<p>O gozo \u00e9 do corpo pr\u00f3prio, o desejo \u00e9 do sujeito, efeito da articula\u00e7\u00e3o significante tribut\u00e1ria da submiss\u00e3o \u00e0 linguagem. Entre eles, o amor como ponte, como o que faz la\u00e7o, como o que \u201cpega\u201d.<\/p>\n<p>O gozo n\u00e3o descansa, tem a mesma batida sempre, \u00e9 autoer\u00f3tico, \u00e9 atributo do corpo vivo. No entanto, a partir da a\u00e7\u00e3o da linguagem sobre o corpo, da entrada no campo do Outro, perde-se o acesso direto ao gozo. Ser falante implica em necessitar do amor para alcan\u00e7ar o gozo. Inversamente, enquanto localizado no corpo, o gozo dever\u00e1 passar pelo amor para encontrar o desejo ou, como diz Lacan \u201cpropor-me como desejante, <em>eron<\/em>,\u00e9 propor-me como falta de <em>a<\/em> e \u00e9 por essa via que abro a porta para o gozo do meu ser\u201d<a href=\"#_edn3\" name=\"_ednref3\">[iii]<\/a>.<\/p>\n<p>No ensino de Lacan o <em>Semin\u00e1rio 10<\/em> \u00e9, digamos o ponto alto do objeto<em> a <\/em>sen\u00e3o vejamos: \u00e9 o que anuncia a presen\u00e7a da ang\u00fastia, afeto que n\u00e3o engana e sinal do real; \u00e9 resto que cai do corpo e deixa bordas pulsantes; \u00e9 marca singular de gozo e \u00e9 segundo Lacan, o que d\u00e1 acesso ao Outro.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, como \u00e9 que o amor entra nessa hist\u00f3ria? Como engano, diz Lacan, como v\u00e9u, cuja f\u00f3rmula escreveu i(a). \u00c9 a imagem, por onde o corpo \u00e9 apreendido em sua forma, que vem esconder o estatuto de resto, de dejeto do objeto mais-de-gozar, tornando-o brilhante e belo, am\u00e1vel, para al\u00e9m da criatura que se procura na pista escura, sempre extraordin\u00e1ria, para quem nela v\u00ea um tra\u00e7o do seu gozo singular.<\/p>\n<hr \/>\n<h6><\/h6>\n<h6><\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref1\" name=\"_edn1\">[i]<\/a> Lacan, J. \u2013 <em>Semin\u00e1rio Livro 10: A ang\u00fastia<\/em>. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, p. 197.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref2\" name=\"_edn2\">[ii]<\/a> Caetano Veloso\/C\u00e1ssia Eller \u2013 Gatas Extraordin\u00e1rias: \u00c1lbum: Sem voc\u00ea meu mundo ficaria completo. Universal Music.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref3\" name=\"_edn3\">[iii]<\/a> Cf. Lacan, J. \u2013 Op. cit., p. 198<\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Jovita Carneiro de Lima \u201cO amor me pegou E eu n\u00e3o descanso enquanto n\u00e3o pegar Aquela criatura\u201d [ii] O gozo \u00e9 do corpo pr\u00f3prio, o desejo \u00e9 do sujeito, efeito da articula\u00e7\u00e3o significante tribut\u00e1ria da submiss\u00e3o \u00e0 linguagem. Entre eles, o amor como ponte, como o que faz la\u00e7o, como o que \u201cpega\u201d. O gozo&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[18],"tags":[],"post_series":[],"class_list":["post-3049","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-textos_jornada","entry","no-media"],"aioseo_notices":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3049","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3049"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3049\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3049"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3049"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3049"},{"taxonomy":"post_series","embeddable":true,"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-json\/wp\/v2\/post_series?post=3049"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}