{"id":3008,"date":"2018-06-02T06:53:16","date_gmt":"2018-06-02T09:53:16","guid":{"rendered":"http:\/\/ebp.org.br\/sp\/?p=3008"},"modified":"2018-06-02T06:53:16","modified_gmt":"2018-06-02T09:53:16","slug":"love-rat-de-banksy-sobre-a-imagem-do-cartaz-das-jornadas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/love-rat-de-banksy-sobre-a-imagem-do-cartaz-das-jornadas\/","title":{"rendered":"Love Rat, de Banksy &#8211; sobre a imagem do cartaz das Jornadas"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_3016\" aria-describedby=\"caption-attachment-3016\" style=\"width: 225px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-3016\" src=\"https:\/\/ebp.org.br\/new\/sp\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/bansky-1.png\" alt=\"\" width=\"225\" height=\"251\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-3016\" class=\"wp-caption-text\">BANKSY &#8211; Because I\u2019m Worthless (Placard Rat)<\/figcaption><\/figure>\n<p>Banksy, artista an\u00f4nimo brit\u00e2nico<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a>, que assim como o rato do cartaz das VIII Jornadas da Se\u00e7\u00e3o S. Paulo, se lan\u00e7a na arte a partir do que faz furo na cidade, estilha\u00e7ando a ideia de interven\u00e7\u00e3o art\u00edstica e estabelecendo novas conex\u00f5es e desconex\u00f5es a partir da pintura do grafite.<\/p>\n<p>No lugar da moldura, enquadramento do ideal rom\u00e2ntico que vela o objeto e que almeja fazer supl\u00eancia \u00e0 n\u00e3o exist\u00eancia da rela\u00e7\u00e3o sexual, o grafite de Banksy invade os (a)muros e brechas da cidade, fazendo sua arte existir em qualquer parte sem permiss\u00e3o, sem uma ordem ou norma estabelecida. Suas interven\u00e7\u00f5es exp\u00f5em e interpretam os furos da cidade, da pol\u00edtica, das rela\u00e7\u00f5es e do la\u00e7o, sendo esses o seu suporte, sua \u201cmoldura\u201d. A partir desse enquadre sem tela, suas obras mostram e criam novas e antigas conex\u00f5es e desconex\u00f5es que, ao serem interpretadas, reinventam a cidade e o la\u00e7o.<\/p>\n<p><em>Love rat<\/em>, que ilustra o cartaz das Jornadas, faz parte de uma s\u00e9rie. Banksy espalhou seus <em>rats<\/em> por v\u00e1rias cidades por mais de tr\u00eas anos, tocando em m\u00faltiplas quest\u00f5es desconcertantes e instigantes. Em uma declara\u00e7\u00e3o sobre os <em>rats<\/em> publicada no livro \u201cGuerra e Spray\u201d, Banksy sentencia: \u201cEles existem sem permiss\u00e3o. S\u00e3o odiados, ca\u00e7ados e perseguidos. Vivem no lixo em um desespero silencioso. E, mesmo assim, s\u00e3o capazes de fazer com que civiliza\u00e7\u00f5es inteiras caiam de joelhos\u201d<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\">[2]<\/a>. A partir deste ponto de causa, ele faz explodir seu rat(anagrama de art) pela cidade em cenas, temas, quest\u00f5es e lugares que desalojam e despacificam os olhares e os corpos.<\/p>\n<p>Os <em>rats<\/em> encarnam algo daquilo que n\u00e3o se escreve, mas que se apresenta como um \u00edndice (cifra) do retorno de um real, que, ao mesmo tempo em que incomoda e desconserta, exp\u00f5e e agalmatiza o objeto em jogo nas mentes e nos corpos dos falasseres contempor\u00e2neos, que se procuram, se perdem, se encontram e se desencontram em seus (a)muros\/amores.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h6>Fabiola Ramon (correspondente da Se\u00e7\u00e3o S Paulo)<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> Banksy \u00e9 o pseud\u00f4nimo do(s) artista(s?) que desde o final dos anos 80 inscreve sua arte pelos muros das cidades, principalmente no Reino Unido. Sua assinatura, seu tra\u00e7o e os temas abordados comp\u00f5em sua linguagem art\u00edstica. Muito se especula sobre sua identidade, uma das hip\u00f3teses \u00e9 que Banksy \u00e9 um grupo e n\u00e3o apenas uma pessoa&#8230;. No ano passado um jornal escoc\u00eas publicou que Banksy seria Robert Del Naja, um veterano grafiteiro, vocalista da banda Massive Attack.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\">[2]<\/a> Banksy- Guerra e Spray. Tradu\u00e7\u00e3o Rog\u00e9rio Durst. Rio de Janeiro: Ed Intr\u00ednseca, 2012.<\/h6>\n<h6><\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Banksy, artista an\u00f4nimo brit\u00e2nico[1], que assim como o rato do cartaz das VIII Jornadas da Se\u00e7\u00e3o S. Paulo, se lan\u00e7a na arte a partir do que faz furo na cidade, estilha\u00e7ando a ideia de interven\u00e7\u00e3o art\u00edstica e estabelecendo novas conex\u00f5es e desconex\u00f5es a partir da pintura do grafite. 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