{"id":2999,"date":"2018-06-02T06:47:27","date_gmt":"2018-06-02T09:47:27","guid":{"rendered":"http:\/\/ebp.org.br\/sp\/?p=2999"},"modified":"2018-06-02T06:47:27","modified_gmt":"2018-06-02T09:47:27","slug":"be-right-here-marcus-andre-vieira","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/be-right-here-marcus-andre-vieira\/","title":{"rendered":"Be right here &#8211; Marcus Andr\u00e9 Vieira"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_3003\" aria-describedby=\"caption-attachment-3003\" style=\"width: 335px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-3003\" src=\"http:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/cupid002_003.png\" alt=\"\" width=\"335\" height=\"188\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-3003\" class=\"wp-caption-text\">(Foto: Cena do epis\u00f3dio \u2018Be right back\u2019, da s\u00e9rie Black Mirror. Fonte: em.wikipedia.org<\/figcaption><\/figure>\n<p>I<\/p>\n<p>Gostei muito, na prepara\u00e7\u00e3o para esse encontro, de ter descoberto Charlie Brooker, criador da s\u00e9rie <em>Black Mirror <\/em>e roteirista da maior parte dos epis\u00f3dios, incluindo o que acabamos de ver. Ele tem uma coluna no <em>The Guardian<\/em> com aquele humor ingl\u00eas que ajuda muito a entender a s\u00e9rie. Trago, por exemplo, para essa discuss\u00e3o uma frase dele que resume, a meu ver, o forte da coisa: \u201c<em>Quis escrever sobre o que vai acontecer daqui a dez minutos se n\u00f3s formos desastrados<\/em>\u201d. N\u00e3o \u00e9 essa a impress\u00e3o que temos com a s\u00e9rie? De algo que est\u00e1 na nossa porta, ou j\u00e1 dentro de casa?<\/p>\n<p>Com rela\u00e7\u00e3o ao epis\u00f3dio a que assistimos, <em>Be right back, <\/em>por exemplo, descobri que existe um aplicativo na <em>Apple Store<\/em> que se chama LUCA, um <em>memorial boot<\/em>, um rob\u00f4 de mem\u00f3ria que j\u00e1 \u00e9 praticamente o que o epis\u00f3dio prop\u00f5e como fic\u00e7\u00e3o, voc\u00eas podem baixar e comprar. \u00c9 um ajudante, como a Siri, mas pode ser programado para responder seus e-mails como se fosse voc\u00ea, ali\u00e1s \u00e9 o que o <em>Google<\/em> j\u00e1 come\u00e7ou a fazer, mas ele \u00e9 mais preciso, pode ser configurado para fazer uma pesquisa do seu pr\u00f3prio material e responder seus e-mails. Eles fizeram ainda, exatamente como no epis\u00f3dio, uma vers\u00e3o beta de um rob\u00f4 de um morto, um amigo da dona da startup assim como um do Prince. Estamos realmente a dez minutos da situa\u00e7\u00e3o da s\u00e9rie, em que o marido, praticamente volta da morte, ressuscitado pelos poderes do algoritmo, chegando inclusive a ganhar voz em um segundo tempo e um corpo a seguir.<\/p>\n<p>O grande objetivo de Brooker, com o tema do desastre em dez minutos, segundo ele pr\u00f3prio, era nos mostrar o que a tecnologia produz em n\u00f3s, no sentido de uma altera\u00e7\u00e3o, n\u00e3o apenas do que chamam \u201csubjetividade\u201d, essa coisa vaga que se usa hoje para n\u00e3o dizer \u201calma\u201d, mais na concretude do corpo. Ele conta a seguinte situa\u00e7\u00e3o que o levou a imaginar a s\u00e9rie: Ele estava no mict\u00f3rio de um restaurante. Nesses lugares \u00e9 costume colocar uma foto, uma propaganda ou um texto na altura dos olhos enquanto o sujeito est\u00e1 de p\u00e9 urinando. Nesse restaurante havia um <em>Ipad<\/em> preso nos azulejos que mudava de p\u00e1gina conforme a dire\u00e7\u00e3o do jato da urina.<\/p>\n<p>\u00c9 nosso corpo sendo reconfigurado, conformado por um objeto da ci\u00eancia \u2013 passa a ter outra fun\u00e7\u00e3o, meu p\u00eanis ou minha urina. \u00c9 um novo uso de um ap\u00eandice do corpo que, a princ\u00edpio, nada tem a ver com aqueles at\u00e9 aqui considerados naturais, mas n\u00e3o se enganem! Se todo mundo passar a usar desse modo, ele se torna natural. Esse \u00e9 nosso mundo.<\/p>\n<p>A cena do mict\u00f3rio \u00e9 bem mais eloquente para encarnar o que j\u00e1 sabemos e dizemos, por exemplo que o celular j\u00e1 faz parte de nosso corpo e que \u00e9 imposs\u00edvel se separar dele. Brooker usa esse meio para produzir em n\u00f3s ao mesmo tempo del\u00edcia e desconforto. A s\u00e9rie toda produz essa sensa\u00e7\u00e3o de del\u00edcia e de desconforto: a del\u00edcia do seu marido poder voltar da morte e a estranheza <strong>de ele <\/strong>ser e n\u00e3o ser mais exatamente ele mesmo! Muitas das possibilidades abertas pelos objetos da ci\u00eancia produzem esse efeito, o de uma droga, sempre <em>pharmakon<\/em>, b\u00e1lsamo e veneno.<\/p>\n<p>II<\/p>\n<p>Especificamente sobre esse epis\u00f3dio, o que dizer do ponto de vista do psicanalista? Para come\u00e7ar, diria que fico mais interessado em Marta, a esposa e vi\u00fava, mais do que na discuss\u00e3o do que seria esse Ash ressuscitado. Toda a dificuldade da personagem na rela\u00e7\u00e3o com ele me interessa muito! Marta somos n\u00f3s todos \u00e0s voltas com esses objetos novos, estranhos, da tecnoci\u00eancia. Eles nos perturbam, reviram do avesso nosso corpo e exigem mil reviravoltas subjetivas. Supondo que Ash j\u00e1 esteja entre n\u00f3s, o que importa \u00e9 perguntar que efeitos sua presen\u00e7a teria.<\/p>\n<p>S\u00f3 que, apesar do meu interesse, \u00e9 quase imposs\u00edvel evitar a discuss\u00e3o sobre o status do <em>Ash<\/em>. Ent\u00e3o vamos come\u00e7ar por ela para depois podermos nos dedicar \u00e0 Marta.<\/p>\n<p>Ash, em si, \u00e9 apenas uma reedi\u00e7\u00e3o do aut\u00f4mato do s\u00e9culo retrasado, e do rob\u00f4 do s\u00e9culo passado. \u00c9 um velho fantasma bem conhecido, que aparece sempre que se trata, hoje, de intelig\u00eancia artificial \u2013 o de uma m\u00e1quina que \u00e9 igual a n\u00f3s ou melhor ainda e que, dessa forma, vai tomar nosso lugar.<\/p>\n<p>Para nos reconfortar, para fugir da estranheza de nossos tempos e nos refugiar em nosso humanismo ainda arraigado, supomos n\u00e3o sei que coisa especial no humano que o torna \u00fanico e que faltaria ao Ash rob\u00f4. Assim, tendemos a insistir que ele \u00e9 falso, que o epis\u00f3dio demonstraria como \u00e9 imposs\u00edvel copiar a obra de arte que o homem \u00e9.<\/p>\n<p>Ora, todo o epis\u00f3dio foi escrito para fazer o efeito contr\u00e1rio. Ele leva t\u00e3o longe a proximidade dos dois que a gente tem a impress\u00e3o de que n\u00e3o faz tanta diferen\u00e7a assim se \u00e9 um rob\u00f4 ou se \u00e9 uma pessoa, se \u00e9 uma m\u00e1quina ou n\u00e3o, a gente chega no limite do desconforto de pensar que talvez fosse melhor se fosse um rob\u00f4, por que n\u00e3o? Ele \u00e9 o amante ideal, o marido ideal, sempre \u00e0 postos, inclusive nunca nega fogo na cama.<\/p>\n<p>A presen\u00e7a dos objetos da ci\u00eancia em nossas vidas e corpos no n\u00edvel em que se faz hoje nos impede de ficar no humanismo, na certeza de que o humano n\u00e3o seria <em>fake<\/em>! O exemplo do <em>ipad<\/em> mostra que somos todos ciborgues hoje em dia, todos aparelhados com alguma coisa que nos deixa j\u00e1 meio humanos meio m\u00e1quinas, o que realiza a profecia de Donna Haraway<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a> com seu manifesto ciborgue dos anos oitenta. Ent\u00e3o Marta somos n\u00f3s, \u00e0s voltas com os Ashs em n\u00f3s, ou vivendo conosco.<\/p>\n<p>III<\/p>\n<p>Sobre a Marta, ent\u00e3o, o personagem principal do epis\u00f3dio, qual o efeito do encontro com Ash 2?<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 o de evitar a dor da perda. Deixemos, tamb\u00e9m, de lado a discuss\u00e3o que sempre se espera do psicanalista, sobre a perda e o luto. Espera-se que o analista nos ensine como assumir dignamente a perda, como nos livrar dela e partir para outra. No mesmo registro viria a cr\u00edtica \u00e0 Marta do tipo: \u201cela s\u00f3 compra o rob\u00f4 porque n\u00e3o tem coragem de enfrentar a morte do marido!\u201d Ou, em nosso jarg\u00e3o psicanal\u00edtico, \u201cela n\u00e3o assume a castra\u00e7\u00e3o\u201d! Como se ser adulto fosse superar a morte de um ente amado. Talvez o mais maduro seja saber que \u00e9 imposs\u00edvel superar completamente uma perda dessas, apenas viver com ela.<\/p>\n<p>N\u00e3o. A quest\u00e3o do epis\u00f3dio, a meu ver, n\u00e3o \u00e9 tanto do luto e sim do amor ciborgue. Se estamos em tempos ciborgues, se j\u00e1 somos um pouco ciborgues, o que interessa \u00e9 saber o que \u00e9 namorar um, casar com um e por a\u00ed vai. Ent\u00e3o tr\u00eas perguntas para a Marta que somos todos n\u00f3s:<\/p>\n<ol>\n<li><span style=\"color: #993300;\">Para que serve a singularidade em tempos ciborgues?<\/span><\/li>\n<\/ol>\n<p>Se somos todos meio <em>fakes<\/em> e um pouco tamb\u00e9m de verdade, a pergunta n\u00e3o \u00e9 tanto o que em n\u00f3s n\u00e3o podemos tirar ao pre\u00e7o de deixarmos de ser humanos, mas talvez mais importante: at\u00e9 que ponto podemos mudar e ainda assim fazer parte de alguma coisa, sermos desejados? Dito de outro modo, o que Ash 2 precisa ter para ser amado por Marta? Parece que o humor era necess\u00e1rio. Ele tinha humor? Dif\u00edcil responder. \u00c0s vezes parece que sim. O que importa \u00e9 que Marta s\u00f3 consegue desej\u00e1-lo se sup\u00f5e que era o mesmo do marido. A cada vez que ela dizia: vai embora daqui! Ele dava uma sacada de humor e ent\u00e3o ela se derretia. Como voc\u00eas v\u00eaem, a quest\u00e3o da singularidade se desloca um pouco, tem menos valor em si e mais um relacional.<\/p>\n<ol start=\"2\">\n<li><span style=\"color: #993300;\">O amor por uma m\u00e1quina pode ser verdadeiro, real?<\/span><\/li>\n<\/ol>\n<p>Parece que sim. Isso \u00e9 mais pol\u00eamico! Quando gostamos de algu\u00e9m, gostamos pelo que esse algu\u00e9m tem de diferente ou pelo que ele tem de igual? Pelo que ele tem de previs\u00edvel ou imprevis\u00edvel? Em um momento ela diz: \u201cO Ash vivo, teria me batido!\u201d, \u201cMas ele j\u00e1 bateu?\u201d Pergunta o rob\u00f4. N\u00e3o! <strong>Por que<\/strong> ent\u00e3o voc\u00ea acha que ele bateria? Ele n\u00e3o entende. A gente entende, ela precisa que ele, o rob\u00f4, a surpreenda! Por outro lado, o Ash 2 tinha algo que o 1 n\u00e3o tinha: aten\u00e7\u00e3o, carinho, submiss\u00e3o e isso encanta a Marta no in\u00edcio. Ela n\u00e3o poderia ficar apaixonada pelas qualidades do Ash2? No mesmo registro: um cyborgue pode ser pai? Porque parece que ele acabou servindo como pai mais ou menos prot\u00e9tico para a filha do Ash. J\u00e1 foi um tema explorado nos filmes do <em>exterminador do futuro<\/em> e tudo leva a crer que se no amor j\u00e1 d\u00e1, imagina na paternidade, porque se alguma coisa \u00e9 adotada \u00e9 um pai.<\/p>\n<ol start=\"3\">\n<li><span style=\"color: #993300;\">O gozo com o ciborgue, \u00e9 o mesmo ou \u00e9 diferente?<\/span><\/li>\n<\/ol>\n<p>N\u00e3o o amor, mas o gozo. Neste debate entram todas as situa\u00e7\u00f5es envolvendo as bonecas japonesas, por exemplo. Alguns j\u00e1 querem se casar com as suas. Pode-se ter tes\u00e3o por um objeto inanimado, isso sabemos desde que os fetichistas est\u00e3o no mundo, mas e por um rob\u00f4? Ele diz que aprendeu a transar fazendo uma varredura em filmes pornogr\u00e1ficos, uma coisa maquinal, e funciona! \u00c9 s\u00f3 porque ela gostaria de estar com o marido? Ou \u00e9 porque ela gosta desse meio homem meio m\u00e1quina que ela pode moldar? At\u00e9 que ponto o amor e o desejo n\u00e3o precisam mais de rotina do que de inven\u00e7\u00e3o? O autor nos leva at\u00e9 esse limite.<\/p>\n<p>Para concluir, suponho que sim, podemos nos apaixonar por quase qualquer coisa. Marie-Hel\u00e8ne Brousse, a respeito desse epis\u00f3dio me soprou essa: De qualquer maneira, n\u00e3o importa se ele \u00e9 um rob\u00f4 ou n\u00e3o, se ela se apaixonasse por ele, se perguntaria: ser\u00e1 que ele gostou do que eu fiz? O que ser\u00e1 que ele achou de mim? Ser\u00e1 que ele me achou bonita hoje? Para n\u00f3s, analistas, o que importa s\u00e3o essas quest\u00f5es, o enigma do desejo do Outro. Mesmo sabendo que \u00e9 um rob\u00f4, ela ia querer ser interessante para ele, pois \u00e9 isso que fazemos com as pessoas com que temos uma rela\u00e7\u00e3o, nos perguntamos sobre o desejo do Outro porque nosso desejo \u00e9 o desejo do Outro. Vale para os animais de estima\u00e7\u00e3o que adotamos tamb\u00e9m. Remeto voc\u00eas ao conto de J. Cazote \u201cO diabo apaixonado<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\">[2]<\/a>\u201d que encarna isso de forma admir\u00e1vel. Ent\u00e3o talvez n\u00f3s nos apaixonar\u00edamos pela m\u00e1quina, mesmo sabendo que \u00e9 uma m\u00e1quina, mas jogando, projetando nela nossas inseguran\u00e7as e tamb\u00e9m o amor, nossas d\u00favidas e com isso continuamos a ser candidatos \u00e0 psican\u00e1lise.<\/p>\n<hr \/>\n<h6><em>Texto estabelecido por Veridiana Marucio e revisado pelo autor, a partir de um debate promovido no ano de 2017 ap\u00f3s a transmiss\u00e3o do epis\u00f3dio mencionado da s\u00e9rie Black Mirror, na Fnac de Campinas &#8211; A\u00e7\u00e3o Lacaniana &#8211; Escola Brasileira de Psicanalise, Se\u00e7\u00e3o SP.<\/em><\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> HARAWAY, D. Manifesto Ciborgue, Ci\u00eancia, tecnologia e feminismo-socialista no final do s\u00e9culo XX. In: HARAWAY, D.; KUNZRU, H.; TADEU, T.\u00a0Antropologia do Ciborgue: as vertigens do p\u00f3s-humano<em>.<\/em> Aut\u00eantica, Belo Horizonte, 2009, p. 33-118<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\">[2]<\/a> Cazotte,J. O Diabo Apaixonado, Editora Jos\u00e9 Olympio, 2014<\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>I Gostei muito, na prepara\u00e7\u00e3o para esse encontro, de ter descoberto Charlie Brooker, criador da s\u00e9rie Black Mirror e roteirista da maior parte dos epis\u00f3dios, incluindo o que acabamos de ver. Ele tem uma coluna no The Guardian com aquele humor ingl\u00eas que ajuda muito a entender a s\u00e9rie. 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