{"id":9880,"date":"2025-08-20T07:10:48","date_gmt":"2025-08-20T10:10:48","guid":{"rendered":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/?page_id=9880"},"modified":"2025-08-20T07:10:48","modified_gmt":"2025-08-20T10:10:48","slug":"referencias-bibliograficas-eixo-1","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/jornadas\/xiii-jornadas-jogos-do-amor-parcerias-contemporaneas\/referencias-bibliograficas-eixo-1\/","title":{"rendered":"Refer\u00eancias Bibliogr\u00e1ficas &#8211; Eixo 1"},"content":{"rendered":"<section class=\"wpb-content-wrapper\">[vc_row][vc_column][vc_single_image image=&#8221;9552&#8243;][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text href=&#8221;#_ftn1&#8243;]\n<div class=\"vc_row wpb_row vc_row-fluid\">\n<div class=\"wpb_column vc_column_container vc_col-sm-12\">\n<div class=\"vc_column-inner\">\n<div class=\"wpb_wrapper\">\n<div class=\"wpb_text_column wpb_content_element \">\n<div class=\"wpb_wrapper\">\n<h3><span style=\"color: #ff0000;\"><strong>Eixo 1 \u2013 MetAMORfoses<\/strong><\/span><\/h3>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\"><strong>Sigmund Freud<\/strong><\/span><\/p>\n<p><strong>FREUD, S. (1912). \u201cSobre a mais geral degrada\u00e7\u00e3o da vida amorosa (Contribui\u00e7\u00f5es para a psicologia da vida amorosa \u2013 II)\u201d. In:\u00a0<em>Amor, sexualidade, feminilidade<\/em>. (Obras Incompletas de Sigmund Freud). BH: Aut\u00eantica, 2020.<\/strong><\/p>\n<p>\u201cA corrente terna e a sensual fundiram-se adequadamente em um n\u00famero m\u00ednimo de pessoas entre as instru\u00eddas; quase sempre o homem se sente limitado em sua atividade sexual pelo respeito \u00e0 mulher e s\u00f3 desenvolve sua plena pot\u00eancia quando tem diante de si um objeto sexual degradado, o que novamente \u00e9 justificado, entre outros motivos, pelo fato de entrarem em suas metas sexuais componentes perversos, os quais ele n\u00e3o ousa satisfazer na mulher respeitada.\u201d (p.144-145)<\/p>\n<p><strong>FREUD, S. (1912). \u201cSobre a mais geral degrada\u00e7\u00e3o da vida amorosa (Contribui\u00e7\u00f5es para a psicologia da vida amorosa \u2013 II)\u201d. In:\u00a0<em>Amor, sexualidade, feminilidade<\/em>. (Obras Incompletas de Sigmund Freud). BH: Aut\u00eantica, 2020.<\/strong><\/p>\n<p>\u201cO homem infringe essa proibi\u00e7\u00e3o, na maioria das vezes, sob a condi\u00e7\u00e3o de degrada\u00e7\u00e3o do objeto e, por isso, leva consigo essa condi\u00e7\u00e3o para a sua futura vida amorosa\u201d. (p.147)<\/p>\n<p><strong>FREUD, S. (1915).\u00a0<em>As puls\u00f5es e seus destinos<\/em>. (Obras Incompletas de Sigmund Freud). BH: Aut\u00eantica, 2020.<\/strong><\/p>\n<p>\u201cO amor adv\u00e9m da capacidade do Eu de satisfazer de modo autoer\u00f3tico uma parte de suas mo\u00e7\u00f5es pulsionais pela obten\u00e7\u00e3o de prazer de \u00f3rg\u00e3o. Ele \u00e9 originalmente narc\u00edsico e passa ent\u00e3o para os objetos que foram incorporados ao Eu ampliado, expressando ent\u00e3o os esfor\u00e7os motores do Eu em dire\u00e7\u00e3o a esses objetos tidos como fontes de prazer\u201d. (p.59-61)<\/p>\n<p>\u201cA hist\u00f3ria da origem e das rela\u00e7\u00f5es de amor nos faz entender como ele t\u00e3o frequentemente se apresenta como \u201cambivalente\u201d, quer dizer, acompanhado de mo\u00e7\u00f5es de \u00f3dio contra o mesmo objeto\u201d. (p.61-63)<\/p>\n<p><strong>FREUD, S. (1916[1915]). \u201cSobre a transitoriedade\u201d. In:\u00a0<em>Obras psicol\u00f3gicas completas de Sigmund Freud<\/em>: edi\u00e7\u00e3o standard brasileira, V. XIV. RJ: Imago, 1996.<\/strong><\/p>\n<p>\u201cPossu\u00edmos, segunda parece, certa dose de capacidade para o amor \u2013 que denominamos de libido \u2013 que nas etapas iniciais do desenvolvimento \u00e9 dirigido no sentido de nosso pr\u00f3prio ego\u201d. (p.318)<\/p>\n<hr \/>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\"><strong>Jacques Lacan<\/strong><\/span><\/p>\n<p><strong>LACAN, J. (1962-1963).\u00a0<em>O Semin\u00e1rio, livro 10: a ang\u00fastia<\/em>. RJ: Zahar, 2005.<\/strong><\/p>\n<p>\u201cS\u00f3 o amor permite ao gozo condescender ao desejo.\u201d (p.197)<\/p>\n<p><strong>LACAN, J. (1968-1969).\u00a0<em>O semin\u00e1rio, livro 16: de um Outro ao outro<\/em>. RJ: Zahar, 2008.<\/strong><\/p>\n<p>\u201cNo n\u00edvel do amor, ele distinguiu a rela\u00e7\u00e3o anacl\u00edtica e a rela\u00e7\u00e3o narc\u00edsica. Como ocorre que, em outros pontos, ele contrastou o investimento no pr\u00f3prio corpo, na ocasi\u00e3o chamado narc\u00edsico, julgou-se poder edificar sobre isso (\u2026) segundo o qual o investimento no objeto provaria, por si s\u00f3 que a pessoa saiu de si, que fez a subst\u00e2ncia libidinal passar por onde convinha.\u201d (p.293)<\/p>\n<p><strong>LACAN, J. (1969-1970).\u00a0<em>O Semin\u00e1rio, livro 17: o avesso da psican\u00e1lise<\/em>. RJ: Zahar, 1992.<\/strong><\/p>\n<p>\u201cQue haja amor \u00e0 fraqueza, est\u00e1 a\u00ed sem d\u00favida a ess\u00eancia do amor. Como j\u00e1 disse, o amor \u00e9 dar o que n\u00e3o se tem, ou seja, aquilo que poderia reparar essa fraqueza original.\u201d (p.54)<\/p>\n<p><strong>LACAN, J. (1972-1973).\u00a0<em>O Semin\u00e1rio, livro 20: mais, ainda<\/em>. RJ: Zahar, 2008.<\/strong><\/p>\n<p>\u201cA an\u00e1lise demonstra que o amor, em sua ess\u00eancia, \u00e9 narc\u00edsico, e denuncia que a subst\u00e2ncia do pretenso objetal (\u2026) \u00e9 de fato o que, no desejo, \u00e9 resto, isto \u00e9, sua causa, e esteio de sua insatisfa\u00e7\u00e3o, sen\u00e3o de sua impossibilidade.\u201d (p.14)<\/p>\n<p>\u201cO que vem em supl\u00eancia \u00e0 rela\u00e7\u00e3o sexual, \u00e9 precisamente o amor.\u201d (p.62)<\/p>\n<p>\u201cUm sujeito, como tal, n\u00e3o tem grande coisa a fazer com o gozo. Mas, por outro lado seu signo \u00e9 suscet\u00edvel de provocar o desejo. A\u00ed est\u00e1 a mola do amor.\u201d (p.69)<\/p>\n<p><strong>LACAN, J. \u201cTelevis\u00e3o\u201d. In:\u00a0<em>Outros escritos<\/em>. RJ: Zahar, 2003.<\/strong><\/p>\n<p>\u201cComo dei a entender h\u00e1 pouco, \u00e9 mais da sexologia que n\u00e3o h\u00e1 nada a esperar. N\u00e3o se pode, pela observa\u00e7\u00e3o do que nos chega aos sentidos, isto \u00e9, pela pervers\u00e3o, construir nada de novo no amor.\u201d (p.532)<\/p>\n<hr \/>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\"><strong>Jacques-Alain Miller<\/strong><\/span><\/p>\n<p><strong>MILLER, J.-A. \u201cA teoria do parceiro\u201d. In:\u00a0<em>Os circuitos do desejo na vida e na an\u00e1lise<\/em>. EBP: Contracapa, 2000.<\/strong><\/p>\n<p>\u201c(\u2026) o fim da an\u00e1lise n\u00e3o \u00e9 deixar de ter sintoma \u2013 esta seria a perspectiva terap\u00eautica \u2013 mas sim, ao contr\u00e1rio, amar o sintoma como se ama a pr\u00f3pria imagem, e at\u00e9 mesmo am\u00e1-lo em vez\u00a0de\u00a0sua\u00a0imagem.\u201d (p.200)<\/p>\n<p><strong>MILLER, J.-A. \u201cUma conversa sobre o amor\u201d. In:\u00a0<em>Op\u00e7\u00e3o Lacaniana On-line<\/em>, ano 1, n. 2, julho 2010.<\/strong><\/p>\n<p>\u201cO que Freud inventou foi um novo tipo de Outro ao qual dirigir o amor: um novo Outro que fornece novas respostas ao amor.\u201d (p.3)<\/p>\n<p>\u201cAssim, h\u00e1 amor, poder\u00edamos dizer, quando se trata desse e n\u00e3o de outro, quando se trata de algo que n\u00e3o se pode substituir. Essa \u00e9 a ideia sublime do amor. Ao contr\u00e1rio, na psicologia da vida amorosa ou er\u00f3tica de Freud, vemos que ele emprega a palavra\u00a0<em>amor<\/em>\u00a0sempre que se trata da possibilidade de alguma substitui\u00e7\u00e3o, da necessidade de uma substitui\u00e7\u00e3o. E, de certo modo, quando se trata do gozo n\u00e3o h\u00e1 substitui\u00e7\u00e3o. Entretanto h\u00e1 uma articula\u00e7\u00e3o, que devemos buscar entre esse amor e algo diferente do amor, isto \u00e9, a problem\u00e1tica do gozo que Freud coloca claramente em \u201cContribui\u00e7\u00f5es \u00e0 psicologia do amor\u201d, de tal modo que tamb\u00e9m s\u00e3o contribui\u00e7\u00f5es \u00e0 doutrina do gozo.\u201d (p.8-9)<\/p>\n<p>\u201cSem desenvolver essa vertente, pode-se dizer que Freud foi, na psicologia da vida amorosa, um L\u00e9vi-Strauss da vida amorosa, j\u00e1 que apresenta as estruturas elementares da referida vida e mostra em que o amor tamb\u00e9m obedece a regras. \u00c9 o que ele chama de \u201ccondi\u00e7\u00f5es de amor\u201d. A condi\u00e7\u00e3o de amor, em alem\u00e3o,\u00a0<em>Liebesbedingung<\/em>. Diz\u00ea-lo em alem\u00e3o constata o car\u00e1ter formalizado \u2013 que se perde na l\u00edngua latina \u2013 dessa express\u00e3o que recobre a ideia das condi\u00e7\u00f5es de amor sob as quais os seres humanos escolhem seu objeto. S\u00e3o as primeiras frases do primeiro texto das \u201cContribui\u00e7\u00f5es\u2026\u201d de Freud. Poder-se-ia dizer que, quando ele fala das \u201ccondi\u00e7\u00f5es de\u00a0<em>Liebe<\/em>\u201d, se trata, efetivamente, de condi\u00e7\u00f5es de gozo que determinam a escolha do objeto de amor.\u201d (p.14)<\/p>\n<p>\u201cO horr\u00edvel do que ensina a vida amorosa, segundo Freud \u2013 j\u00e1 que o amor freudiano n\u00e3o tem nada de \u201cam\u00e1vel\u201d \u2013 \u00e9 que somente h\u00e1 substitutos.\u201d (p.17)<\/p>\n<p>\u201cDesse modo, pode-se falar em tr\u00eas met\u00e1foras: a famosa met\u00e1fora paterna, a met\u00e1fora da metapsicologia e a pr\u00f3pria met\u00e1fora do Outro. Assim, ao mesmo tempo, isso \u2013 se \u00e9 como acredito \u2013 constitui a base da l\u00f3gica da vida amorosa: fundada sobre um gozo proibido ao qual n\u00e3o se pode aceder e, no n\u00edvel superior, o Outro do desejo com sua meton\u00edmia infinita. Isso pode ser a l\u00f3gica. Contudo \u2013 e como indica o plural que colocamos em nosso t\u00edtulo do pr\u00f3ximo ano \u2013 h\u00e1 v\u00e1rias l\u00f3gicas. H\u00e1 v\u00e1rias l\u00f3gicas do v\u00ednculo do gozo com o Outro, com o Outro do significante, com o Outro do amor.\u00a0 Porque no n\u00edvel do gozo como tal, n\u00e3o existe o Outro: no n\u00edvel do gozo como tal h\u00e1 a Coisa,\u00a0<em>das Ding<\/em>. Essa \u00e9 a antinomia destacada e trabalhada por Lacan e que j\u00e1 se encontra em Freud.\u201d (p.19)<\/p>\n<p>\u201cSeria interessante \u2013 isso poderia ser uma confer\u00eancia \u2013 diferenciar a fala de amor e a carta de amor. Agora n\u00e3o se escrevem tantas cartas de amor, fazem chamadas telef\u00f4nicas\u2026 Nesse ponto Lacan era de outra \u00e9poca\u2026\u201d (p.20)<\/p>\n<p>\u201cO que Freud chama de \u201co insubstitu\u00edvel eficaz dentro do inconsciente\u201d \u00e9 o gozo como inesquec\u00edvel, e a quest\u00e3o que se pode anunciar \u00e9 a de que n\u00edvel s\u00e3o as condi\u00e7\u00f5es de amor, que h\u00e1 condi\u00e7\u00f5es no n\u00edvel significante e condi\u00e7\u00f5es propriamente de gozo.\u201d (p.22)<\/p>\n<p>\u201cO interessante nisso seria diferenciar fala e escritura, j\u00e1 que a escritura permite filtrar o gozo de outra maneira. A letra e a carta de amor, na medida em que \u00e9 escrita, permitem separar o gozo de maneira precisa, mas diferente da fala.\u201d (p.26)<\/p>\n<p><strong>MILLER, J.-A. \u201cO amor entre a inven\u00e7\u00e3o e a repeti\u00e7\u00e3o\u201d. In:\u00a0<em>Op\u00e7\u00e3o Lacaniana On-line<\/em>, ano 1, n. 2, julho 2010.<\/strong><\/p>\n<p>\u201cO amor \u00e9 um modo de se dirigir ao\u00a0<em>a<\/em>, a partir do Outro do significante. Na teoria do amor, esse \u00e9 o papel das palavras de amor, das cartas de amor. Amor \u00e9 o esfor\u00e7o para dar um nome pr\u00f3prio a\u00a0<em>a<\/em>, encontrar o a no olhar de uma mulher e poder dar a isso, como Dante fez, um nome pr\u00f3prio e construir em torno disso uma obra liter\u00e1ria.\u201d (p.15)<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row]\n<\/section>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[vc_row][vc_column][vc_single_image image=&#8221;9552&#8243;][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text href=&#8221;#_ftn1&#8243;] Eixo 1 \u2013 MetAMORfoses Sigmund Freud FREUD, S. 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