{"id":9875,"date":"2025-08-20T07:07:47","date_gmt":"2025-08-20T10:07:47","guid":{"rendered":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/?page_id=9875"},"modified":"2025-08-20T07:07:57","modified_gmt":"2025-08-20T10:07:57","slug":"referencias-bibliograficas-eixo-4","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/jornadas\/xiii-jornadas-jogos-do-amor-parcerias-contemporaneas\/referencias-bibliograficas-eixo-4\/","title":{"rendered":"Refer\u00eancias Bibliogr\u00e1ficas &#8211; Eixo 4"},"content":{"rendered":"<section class=\"wpb-content-wrapper\">[vc_row][vc_column][vc_single_image image=&#8221;9552&#8243;][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text href=&#8221;#_ftn1&#8243;]\n<h3><span style=\"color: #ff0000;\"><strong>Eixo 4 &#8211; \u201cPara\u00edso dos amores infantis\u201d<\/strong><\/span><\/h3>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><span style=\"color: #ff0000;\"><strong>Sigmund Freud<\/strong><\/span><\/p>\n<p><strong>FREUD, S. (1914). Introdu\u00e7\u00e3o ao narcisismo. In: <em>Introdu\u00e7\u00e3o ao narcisismo: ensaios de metapsicologia e outros textos (1914-1916)<\/em>. SP: Companhia das Letras, 2010.<\/strong><\/p>\n<p>\u201cUm forte ego\u00edsmo protege contra o adoecimento, mas afinal \u00e9 preciso come\u00e7ar a amar, para n\u00e3o adoecer, e \u00e9 inevit\u00e1vel adoecer, quando, devido \u00e0 frustra\u00e7\u00e3o, n\u00e3o se pode amar\u201d. (p. 29)<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 f\u00e1cil observar, al\u00e9m disso, que o investimento libidinal de objetos n\u00e3o aumenta o amor-pr\u00f3prio. A depend\u00eancia do objeto amado tem efeito rebaixador; o apaixonado \u00e9 humilde. Algu\u00e9m que ama perdeu, por assim dizer, uma parte de seu narcisismo, e apenas sendo amado pode reav\u00ea-la. Em todos esses v\u00ednculos o amor-pr\u00f3prio parece guardar rela\u00e7\u00e3o com o elemento narc\u00edsico da vida amorosa\u201d. (p. 46)<\/p>\n<p>\u201cO retorno da libido objetal ao Eu, sua transforma\u00e7\u00e3o em narcisismo, representa como que um amor feliz novamente e, por outro lado, um real amor feliz corresponde ao estado primordial em que libido de objeto e libido do Eu n\u00e3o se distinguem uma da outra\u201d. (p. 47-48)<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><strong>FREUD, S. (1926). Inibi\u00e7\u00e3o, sintoma e ang\u00fastia. In: <em>Obras completas, volume 17: inibi\u00e7\u00e3o, sintoma e ang\u00fastia, o futuro de uma ilus\u00e3o e outros textos (1926-1929)<\/em>. SP: Companhia das Letras, 2014.<\/strong><\/p>\n<p>\u201c\u00c9 l\u00edcito fazermos, em sua condi\u00e7\u00e3o para a ang\u00fastia, a pequena modifica\u00e7\u00e3o de que j\u00e1 n\u00e3o se trata da falta ou da perda real do objeto, mas da perda do amor do objeto\u201d. (p. 86-87)<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><strong>FREUD, S. (1930). O mal-estar na civiliza\u00e7\u00e3o. In: <em>O mal-estar na civiliza\u00e7\u00e3o, novas confer\u00eancias introdut\u00f3rias \u00e0 psican\u00e1lise e outros textos (1930-1936)<\/em>. SP: Companhia das Letras, 2010.<\/strong><\/p>\n<p>\u201cNunca estamos mais desprotegidos ante o sofrimento do que quando amamos, nunca mais desesperadamente infelizes do que quando perdemos o objeto amado ou seu amor\u201d. (p. 39)<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\"><strong>Jacques Lacan<\/strong><\/span><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><strong>LACAN, J. De uma quest\u00e3o preliminar a todo tratamento poss\u00edvel da psicose. In: <em>Escritos<\/em>. RJ: Zahar, 1998.<\/strong><\/p>\n<p>\u201cMais um meio, portanto, de reduzir esse Alhures \u00e0 forma imagin\u00e1ria de uma nostalgia, de um Para\u00edso perdido ou futuro, o que encontramos a\u00ed \u00e9 o para\u00edso dos amores infantis, onde, baudelaire de Deus!, ele se abst\u00e9m de coisas escandalosas.\u201d (p. 554)<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><strong>LACAN, J. (1962-1963). <em>O Semin\u00e1rio, livro 10: a ang\u00fastia<\/em>. RJ: Zahar, 2005.<\/strong><\/p>\n<p>\u201cO problema do luto \u00e9 o da manuten\u00e7\u00e3o, no n\u00edvel esc\u00f3pico, das liga\u00e7\u00f5es pelas quais o desejo se prende n\u00e3o ao objeto <em>a<\/em>, mas \u00e0 <em>i(a)<\/em>, pela qual todo amor \u00e9 narcisicamente estruturado, na medida em que esse termo implica a dimens\u00e3o idealizada a que me referi. \u00c9 isso que faz a diferen\u00e7a entre o que acontece no luto e o que acontece na mania e na melancolia.\u201d (p. 364)<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><strong>LACAN, J. (1964). <em>O Semin\u00e1rio, livro 11: os quatro conceitos fundamentais da psican\u00e1lise<\/em>. RJ: Zahar, 1998.<\/strong><\/p>\n<p>\u201c[&#8230;] queria simplesmente faz\u00ea-los notar o car\u00e1ter cl\u00e1ssico dessa concep\u00e7\u00e3o de amor, <em>querer seu bem para si<\/em>, ser\u00e1 preciso sublinhar que \u00e9 exatamente o equivalente do se chama, na tradi\u00e7\u00e3o, a teoria f\u00edsica do amor, o <em>velle bonum alicui <\/em>de S\u00e3o Tom\u00e1s, que tem para n\u00f3s, em raz\u00e3o da fun\u00e7\u00e3o do narcisismo, exatamente o mesmo valor? H\u00e1 muito tempo que sublinho o car\u00e1ter capcioso desse pretenso altru\u00edsmo que se satisfaz com preservar o bem de quem? \u2013 daquele que, precisamente, nos \u00e9 necess\u00e1rio.\u201d (p. 181)<\/p>\n<p>\u201c[&#8230;] o campo do amor, quer dizer, do quadro do narcisismo, sobre o qual Freud nos indica em termos pr\u00f3prios [&#8230;] que ele \u00e9 feito da inser\u00e7\u00e3o do <em>autoerotisch<\/em> nos interesses organizados do eu.\u201d (p. 182)<\/p>\n<p>\u201c[&#8230;] <em>efeito de transfer\u00eancia<\/em>. Este efeito \u00e9 o amor. \u00c9 claro que, como todo amor, ele s\u00f3 \u00e9 referenci\u00e1vel, como Freud nos indica, no campo do narcisismo. Amar \u00e9, essencialmente, querer ser amado.\u201d (p. 239)<\/p>\n<p>\u201cH\u00e1 enigmas na identifica\u00e7\u00e3o, e os h\u00e1 para o pr\u00f3prio Freud. Ele parece espantar-se de a regress\u00e3o do amor se fazer t\u00e3o facilmente nos termos da identifica\u00e7\u00e3o. E isto, ao lado dos textos que articula que amor e identifica\u00e7\u00e3o t\u00eam equival\u00eancia num certo registro e que narcisismo e superestima\u00e7\u00e3o do objeto, a <em>Verliebtheit<\/em>, s\u00e3o exatamente a mesma coisa no amor.\u201d (p. 241)<\/p>\n<p><strong>LACAN, J. (1971-1972). <em>O Semin\u00e1rio, livro 19: &#8230;ou pior<\/em>. RJ: Zahar, 2012.<\/strong><\/p>\n<p>\u201cO que vem a ser para a mulher essa segunda barra, que s\u00f3 pude escrever ao defini-la como <em>n\u00e3o-toda<\/em>? Ela n\u00e3o est\u00e1 contida na fun\u00e7\u00e3o f\u00e1lica, mas nem por isso \u00e9 sua nega\u00e7\u00e3o. Sua forma de presen\u00e7a est\u00e1 entre o centro e a aus\u00eancia. Centro \u2013 essa \u00e9 a fun\u00e7\u00e3o f\u00e1lica de que ela participa singularmente, posto que o <em>ao menos um<\/em> que \u00e9 seu parceiro no amor renuncia a tal fun\u00e7\u00e3o por ela, esse <em>ao menos um<\/em> que ela s\u00f3 encontra no estado de ser apenas pura exist\u00eancia. Aus\u00eancia \u2013 \u00e9 o que lhe permite deixar aquilo por cujo meio ela n\u00e3o participa disso, na aus\u00eancia que n\u00e3o \u00e9 menos gozo por ser aus\u00eancia de gozo, <em>gozoaus\u00eancia<\/em> [<em>jouissabsence<\/em>].\u201d (p. 117-118)<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><strong>LACAN, J. (1972-1973). <em>O Semin\u00e1rio, livro 20: mais, ainda<\/em>. RJ: Zahar, 2008.<\/strong><\/p>\n<p>\u201cA an\u00e1lise demonstra que o amor, em sua ess\u00eancia, \u00e9 narc\u00edsico, e denuncia que a subst\u00e2ncia do pretenso objetal \u2013 papo furado \u2013 \u00e9 de fato o que, no desejo, \u00e9 resto, isto \u00e9, sua causa, e esteio de sua insatisfa\u00e7\u00e3o, se n\u00e3o de sua impossibilidade. O amor \u00e9 impotente, ainda que seja rec\u00edproco, porque ele ignora que \u00e9 apenas o desejo de ser Um, o que nos conduz ao imposs\u00edvel de estabelecer a rela\u00e7\u00e3o dos [&#8230;] <em>dois<\/em> sexos.\u201d (p. 13)<\/p>\n<p>\u201cA conting\u00eancia, eu a encarnei no <em>para de n\u00e3o se escrever<\/em>. Pois a\u00ed n\u00e3o h\u00e1 outra coisa sen\u00e3o o encontro, no parceiro, dos sintomas, dos afetos, de tudo que em cada um marca o tra\u00e7o de seu ex\u00edlio, n\u00e3o como sujeito, mas como falante, do seu ex\u00edlio da rela\u00e7\u00e3o sexual.\u201d (p. 156)<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><strong>LACAN, J. (1975-1976). <em>O Semin\u00e1rio, livro 23: o sinthoma<\/em>. RJ: Zahar, 2007.<\/strong><\/p>\n<p>\u201cS de A barrado \u00e9 uma coisa bem diferente de F. N\u00e3o \u00e9 com isso que o homem faz amor. No final das contas, ele faz amor com seu inconsciente, e mais nada. Quanto ao que fantasia a mulher [&#8230;] \u00e9 alguma coisa que, de todo modo, impede o encontro.\u201d (p. 123)<\/p>\n<p>\u201cO grande A \u00e9 barrado porque n\u00e3o h\u00e1 Outro \u2013 n\u00e3o a\u00ed onde h\u00e1 supl\u00eancia, a saber o Outro como lugar do inconsciente, esse de quem eu disse que \u00e9 com isso que o homem faz amor, em outro sentido da palavra <em>com<\/em> e que \u00e9 o parceiro \u2013 o grande A \u00e9 barrado porque n\u00e3o h\u00e1 Outro do Outro.\u201d (p. 123)<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\"><strong>Jacques-Alain Miller<\/strong><\/span><\/p>\n<p><strong>MILLER, J.-A. A teoria do parceiro. In: Escola Brasileira de Psican\u00e1lise (org.). <em>Os circuitos do desejo na vida e na an\u00e1lise<\/em>. RJ: Contra Capa, 2000.<\/strong><\/p>\n<p>\u201cSe nos interessamos hoje pela toxicomania, que existe desde sempre, \u00e9 porque ela traduz maravilhosamente a solid\u00e3o de cada um com seu parceiro-mais-de-gozar. A toxicomania pertence ao liberalismo, \u00e0 \u00e9poca em que nos lixamos para os ideais, em que n\u00e3o nos ocupamos de construir o Outro, em que os valores ideais do Outro empalidecem, desagregam-se frente \u00e0 globaliza\u00e7\u00e3o de que ningu\u00e9m est\u00e1 a cargo, enfim, uma globaliza\u00e7\u00e3o que prescinde do Ideal.\u201d (p. 170)<\/p>\n<p>\u201cGostaria de evocar a toxicomania no fio que come\u00e7a a ser tecido a partir da dimens\u00e3o aut\u00edstica do sintoma. Por que nosso interesse? A toxicomania \u00e9 um modo-de-gozar em que aparentemente se prescinde do outro, que existiria para que se dispense o Outro, e no qual se goza a s\u00f3s. Ponhamos de lado, sem esquec\u00ea-lo, que em um certo sentido o pr\u00f3prio corpo \u00e9 o Outro. Creio ser poss\u00edvel transmitir algo se simplesmente digo, se repito que \u00e9 um modo-de-gozar em que se dispensa o Outro, e que por isso o gozo toxic\u00f4mano tornou-se emblem\u00e1tico do autismo contempor\u00e2neo do gozo.\u201d (p. 172)<\/p>\n<p><strong>MILLER, J.-A. (1982-1983). <\/strong><strong><em>Del s\u00edntoma al fantasma. Y retorno<\/em><\/strong><strong>. <\/strong><strong>Buenos Aires: Paid\u00f3s, 2018.<\/strong><\/p>\n<p>\u201cTomemos o primeiro tempo do fantasma: <em>o pai bate em outra crian\u00e7a<\/em>. A an\u00e1lise de Freud \u00e9 simples. Faz parte dessa comunidade de crian\u00e7as. Para a crian\u00e7a, bater em outra crian\u00e7a equivale a neg\u00e1-la, a ficar privada de seu amor. Afinal, bater \u00e9 um significado relativamente aceito. \u00c9 claro, pois se diz que <em>quem bem ama, bem castiga<\/em>.\u201d (p. 131-132)<\/p>\n<h3><span style=\"color: #616161; font-size: 17px;\">[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row]<\/span><\/h3>\n<\/section>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[vc_row][vc_column][vc_single_image image=&#8221;9552&#8243;][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text href=&#8221;#_ftn1&#8243;] Eixo 4 &#8211; \u201cPara\u00edso dos amores infantis\u201d \u00a0Sigmund Freud FREUD, S. (1914). Introdu\u00e7\u00e3o ao narcisismo. In: Introdu\u00e7\u00e3o ao narcisismo: ensaios de metapsicologia e outros textos (1914-1916). SP: Companhia das Letras, 2010. \u201cUm forte ego\u00edsmo protege contra o adoecimento, mas afinal \u00e9 preciso come\u00e7ar a amar, para n\u00e3o adoecer, e \u00e9 inevit\u00e1vel adoecer,&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"parent":9548,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"footnotes":""},"class_list":["post-9875","page","type-page","status-publish","hentry","entry","no-media"],"aioseo_notices":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/9875","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=9875"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/9875\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":9879,"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/9875\/revisions\/9879"}],"up":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/9548"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=9875"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}