{"id":9765,"date":"2025-06-29T07:11:37","date_gmt":"2025-06-29T10:11:37","guid":{"rendered":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/?page_id=9765"},"modified":"2025-06-29T07:15:12","modified_gmt":"2025-06-29T10:15:12","slug":"eixo-02-transferencia-e-amor-que-amor-e-esse","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/jornadas\/xiii-jornadas-jogos-do-amor-parcerias-contemporaneas\/eixos-tematicos\/eixo-02-transferencia-e-amor-que-amor-e-esse\/","title":{"rendered":"XIII JORNADAS &#8211; EIXO 02 \u2013 Transfer\u00eancia \u00e9 amor \u2013 que amor \u00e9 esse?"},"content":{"rendered":"<section class=\"wpb-content-wrapper\">[vc_row][vc_column][vc_single_image image=&#8221;9552&#8243;][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text href=&#8221;#_ftn1&#8243;]<span style=\"color: #ff0000;\">EIXO 02 \u2013 Transfer\u00eancia \u00e9 amor \u2013 que amor \u00e9 esse?<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 13px;\"><em>Maria Bernadette Soares de Sant\u00b4Ana Pitteri<br \/>\nMembro da EBP\/AMP<br \/>\n<\/em><em>Participante da Comiss\u00e3o de Orienta\u00e7\u00e3o das XIII Jornadas da EBP-SP<\/em><\/span><\/p>\n<p>Falar de transfer\u00eancia \u00e9 falar de amor. Que amor \u00e9 esse? Outro amor, amor diferente, novo amor? Freud diz haver, \u201cdesde sempre, uma suspens\u00e3o no problema do amor, uma disc\u00f3rdia interna, n\u00e3o se sabe que duplicidade\u201d<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\"><sup>[1]<\/sup><\/a>.<\/p>\n<p>Numa an\u00e1lise manifesta-se o curioso fen\u00f4meno da transfer\u00eancia, amor que, na situa\u00e7\u00e3o anal\u00edtica, nada tem a ver com as qualidades do analista, que \u201cn\u00e3o tem nenhum motivo para orgulhar-se de tal \u2018conquista\u2019\u201d<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\"><sup>[2]<\/sup><\/a>.<\/p>\n<p>Diante do amor de transfer\u00eancia seria insensato invocar a moral, a ren\u00fancia ou a sublima\u00e7\u00e3o das puls\u00f5es, \u201ccomo se, ap\u00f3s invocar um esp\u00edrito dos infernos, mediante astutos encantamentos, dev\u00eassemos mand\u00e1-lo de volta para baixo, sem lhe haver feito uma \u00fanica pergunta\u201d <a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\"><sup>[3]<\/sup><\/a>.<\/p>\n<p>No <em>Semin\u00e1rio 11<\/em>, considerando a transfer\u00eancia produto da situa\u00e7\u00e3o anal\u00edtica, Lacan afirma que esta n\u00e3o poderia criar o fen\u00f4meno; para produzi-lo \u00e9 preciso haver, fora da an\u00e1lise, possibilidades presentes na vida do sujeito \u00e0s quais a transfer\u00eancia dar\u00e1 uma composi\u00e7\u00e3o \u00fanica. Todo analista conhece o fen\u00f4meno da transfer\u00eancia, mas procura em v\u00e3o evitar o peso que a an\u00e1lise introduz: a ambival\u00eancia amor\/\u00f3dio<a href=\"#_ftn4\" name=\"_ftnref4\"><sup>[4]<\/sup><\/a>.<\/p>\n<p>Embora a situa\u00e7\u00e3o anal\u00edtica seja uma situa\u00e7\u00e3o anormal, o amor tal como ocorre na transfer\u00eancia \u00e9 aut\u00eantico e se reveste do sujeito suposto saber.<\/p>\n<p>No Semin\u00e1rio 8, Lacan explora os di\u00e1logos sobre o amor<a href=\"#_ftn5\" name=\"_ftnref5\"><sup>[5]<\/sup><\/a> em O banquete<a href=\"#_ftn6\" name=\"_ftnref6\"><sup>[6]<\/sup><\/a>, de Plat\u00e3o. O problema do amor interessa por permitir compreender o que se passa na transfer\u00eancia.<\/p>\n<p>S\u00f3crates, segundo Lacan, est\u00e1 na origem \u201cda mais longa transfer\u00eancia j\u00e1 conhecida pela hist\u00f3ria\u201d, o que intriga, visto que os gregos valorizavam a beleza f\u00edsica e S\u00f3crates era muito feio. Ora,<\/p>\n<p style=\"padding-left: 120px;\">\u201cO fato de que os pr\u00f3prios analistas [&#8230;] n\u00e3o primam pela harmonia corporal \u00e9 aquilo a que a feiura socr\u00e1tica d\u00e1 seu mais nobre antecedente, ao mesmo tempo, ali\u00e1s, em que nos recorda que isso n\u00e3o \u00e9, em absoluto, um obst\u00e1culo ao amor\u201d [&#8230;] \u201cEm suma, a an\u00e1lise \u00e9 a \u00fanica pr\u00e1xis na qual o encanto \u00e9 um inconveniente. Quebraria o encanto. Quem j\u00e1 ouviu falar num analista encantador?<a href=\"#_ftn7\" name=\"_ftnref7\"><sup>[7]<\/sup><\/a><\/p>\n<p>No Banquete, mitos<a href=\"#_ftn8\" name=\"_ftnref8\"><sup>[8]<\/sup><\/a> sobre o amor s\u00e3o contados pelos simposiarcas, o que permite articular o que se passa entre o par formado pelo amante e pelo amado, <em>\u03ad\u03c1\u03b1\u03c3\u03c4\u03ae\u03c2\/<\/em><em>\u03ad\u03c1\u03ce\u03bc\u03b5\u03bd\u03bf\u03c2<\/em>:<\/p>\n<p style=\"padding-left: 120px;\">\u201cvoc\u00eas ver\u00e3o aparecer claramente o amante como o sujeito do desejo \u2013 com todo o peso que tem para n\u00f3s este termo, o desejo \u2013 e o amado como aquele que, nesse par, \u00e9 o \u00fanico a ter alguma coisa. [&#8230;] A quest\u00e3o \u00e9 saber se aquilo que ele possui tem rela\u00e7\u00e3o, [&#8230;] uma rela\u00e7\u00e3o qualquer, com aquilo que ao outro, o sujeito do desejo, falta\u201d.<a href=\"#_ftn9\" name=\"_ftnref9\"><sup>[9]<\/sup><\/a><\/p>\n<p>Esses termos n\u00e3o coincidem, e amar \u00e9 ser presa dessa hi\u00e2ncia, dessa disc\u00f3rdia. Quando o erast\u00e9s, o amante, o sujeito da falta, substitui o er\u00f4menos,\u00a0o\u00a0objeto\u00a0amado, produz-se a significa\u00e7\u00e3o do amor. O amor como significante \u00e9 uma met\u00e1fora, uma substitui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A presen\u00e7a de Arist\u00f3fanes no Banquete traz o c\u00f4mico com o \u201cmito das almas g\u00eameas\u201d: de in\u00edcio os seres humanos eram completos (uma esfera com quatro bra\u00e7os, quatro pernas, duas cabe\u00e7as), at\u00e9 se revoltarem contra Zeus, que ordena cort\u00e1-los ao meio como castigo. As metades errantes buscam sua metade e, quando se encontram, agarram-se num abra\u00e7o at\u00e9 a morte. Zeus, apiedado, permite a Eros que lhes d\u00ea \u00f3rg\u00e3os sexuais, para apazigu\u00e1-los e tornar o encontro poss\u00edvel.<\/p>\n<p>O discurso de Agaton gera o questionamento socr\u00e1tico, desenvolve-se em torno do desejo e do amor; ele substitui o termo desejo por amor. S\u00f3crates capta o momento no qual, na conjun\u00e7\u00e3o do desejo com seu objeto, surge a significa\u00e7\u00e3o do \u201camor\u201d: o desejo, enquanto falta, dirige-se ao amor em busca de uma completude imagin\u00e1ria.<\/p>\n<p>Nesse ponto se interrompe o discurso de S\u00f3crates, discurso da <em>epistheme<\/em>, do saber transparente a si mesmo, pois este n\u00e3o pode \u201cprosseguir para al\u00e9m de um certo limite referente a tal objeto, [&#8230;] quando este objeto \u00e9 o amor\u201d.<a href=\"#_ftn10\" name=\"_ftnref10\"><sup>[10]<\/sup><\/a><\/p>\n<p>Algo escapa \u00e0 epistheme e, para ir mais al\u00e9m, Plat\u00e3o recorre ao mito<a href=\"#_ftn11\" name=\"_ftnref11\"><sup>[11]<\/sup><\/a>. Diotima entra em cena, S\u00f3crates a faz contar o mito de Eros, que n\u00e3o \u00e9 um deus, mas um fil\u00f3sofo, sempre em busca de algo, sempre desejante. Filho de Poros (recurso, expediente, ast\u00facia) e Penia (pobreza, mis\u00e9ria, sem recursos), Eros \u00e9 um h\u00edbrido; desprovido de tudo, como a m\u00e3e, mas cheio de recursos e ast\u00facia, como o pai, para conseguir o que deseja. Penia n\u00e3o p\u00f4de entrar na casa onde se festejava o nascimento de Afrodite, de onde sai Poros embriagado, e, quando este adormece no jardim, Penia v\u00ea a ocasi\u00e3o de engravidar dele e parir o filho Eros. Amar \u00e9 dar o que n\u00e3o se tem, diz Lacan.<\/p>\n<p style=\"padding-left: 120px;\">\u201cSe lhes trago, nesse sentido, a f\u00f3rmula de que o amor \u00e9 dar o que n\u00e3o se tem, nada existe a\u00ed de for\u00e7ado, de lhes mostrar uma das minhas invencionices. \u00c9 evidente que se trata disso mesmo, j\u00e1 que a pobre Penia (aporia), por defini\u00e7\u00e3o e por estrutura, n\u00e3o tem nada a dar, sen\u00e3o sua falta, aporia, constitutiva. A express\u00e3o \u2018dar o que n\u00e3o se tem\u2019 encontra-se escrita, com todas as letras, no \u00edndice 202a do texto do Banquete\u201d.<a href=\"#_ftn12\" name=\"_ftnref12\"><sup>[12]<\/sup><\/a><\/p>\n<p>Mas o Banquete n\u00e3o se esgota nos mitos e na dial\u00e9tica socr\u00e1tica. Os discursos s\u00e3o interrompidos por Alcib\u00edades, que, b\u00eabado, irrompe desarranjando a cena do simp\u00f3sio, exigindo fazer o elogio do seu amor. Assusta-se com a presen\u00e7a de S\u00f3crates, acusa-o de persegui-lo, al\u00e9m de observar que S\u00f3crates escolheu deitar-se ao lado do mais belo dos simposiarcas, o poeta Agat\u00e3o.<\/p>\n<p>O b\u00eabado Alcib\u00edades acusa S\u00f3crates de haver ignorado os v\u00e3os esfor\u00e7os que fazia, no tempo em que amava S\u00f3crates, para torn\u00e1-lo seu amante. E Alcib\u00edades continua: aqueles que ouvem S\u00f3crates ficam aturdidos e empolgados, encantados por suas palavras, n\u00e3o exatamente pelo que ele dizia, mas por ser ele a dizer. S\u00f3crates se reveste com uma atitude de n\u00e3o saber, assim como as est\u00e1tuas de silenos, muito feios, mas por dentro plenos de beleza e de sabedoria, agalma. Alcib\u00edades constr\u00f3i uma met\u00e1fora: as imagens de s\u00e1tiros ou de silenos traziam em seu interior coisas preciosas, e Alcib\u00edades compara S\u00f3crates a esses objetos.<\/p>\n<p>Mas S\u00f3crates, sem se deixar enganar, afirma que, ao Alcib\u00edades dizer que quer seu agalma, que quer seu \u201c<em>agathon<\/em>\u201d (como aparece no texto grego), o que Alcib\u00edades quer \u00e9 o Agat\u00e3o, aquele que se deitava ao lado de S\u00f3crates. O discurso de Alcib\u00edades dirigido a S\u00f3crates endere\u00e7ava-se a Agat\u00e3o, e o agalma que ele dizia estar no interior de S\u00f3crates s\u00e3o as qualidades que o significante \u201c<em>agath\u00f3n<\/em>\u201d carrega. A interpreta\u00e7\u00e3o de S\u00f3crates n\u00e3o \u00e9 aleat\u00f3ria, pois, se S\u00f3crates ama Agat\u00e3o, Alcib\u00edades o quer; ele quer aquilo que imagina que S\u00f3crates queira: o desejo do homem \u00e9 o desejo do outro.<\/p>\n<p>A irrup\u00e7\u00e3o do personagem Alcib\u00eddades tem estreita rela\u00e7\u00e3o com a quest\u00e3o do amor, e tamb\u00e9m com a transfer\u00eancia.<\/p>\n<p>Na conclus\u00e3o do <em>IX Congr\u00e9s de L\u00b4\u00c9cole Freudienene<\/em><a href=\"#_ftn13\" name=\"_ftnref13\"><sup>[13]<\/sup><\/a>, Lacan afirma que as pessoas se curam da neurose e at\u00e9 da pervers\u00e3o, mas tamb\u00e9m diz nada saber do que acontece numa an\u00e1lise que produza tal cura, embora marque a import\u00e2ncia do \u201csujeito suposto saber\u201d \u2013 algu\u00e9m que conhece o aparelhamento (<em>truquage<\/em>), o modo de curar uma neurose.<\/p>\n<p>A suspeita de Lacan \u00e9 de que, sendo o significante da ordem do sinthoma, o significante opera por interm\u00e9dio do sinthoma, e a pergunta que surge refere-se a como comunicar esse v\u00edrus.<\/p>\n<p>Pela via do \u201csujeito suposto saber\u201d h\u00e1 alguma transmiss\u00e3o, a partir do \u201cinconsciente estruturado como linguagem\u201d, inconsciente transferencial. O <em>sinthoma<\/em>, no entanto, absolutamente singular, n\u00e3o \u00e9 transmiss\u00edvel, e se a cura prov\u00e9m da\u00ed, pode-se pensar em <em>lal\u00edngua<\/em><a href=\"#_ftn14\" name=\"_ftnref14\"><sup>[14]<\/sup><\/a> enquanto elucubra\u00e7\u00e3o de saber sobre a linguagem.<\/p>\n<p>O que \u00e9 do inconsciente transferencial pode ser transmitido, em contraste com a intransmissibilidade do inconsciente Real, se \u00e9 que h\u00e1 transmiss\u00e3o poss\u00edvel em psican\u00e1lise, arremata Lacan.<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 13px;\"><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\"><sup>[1]<\/sup><\/a>\u00a0 FREUD, S. \u201cObserva\u00e7\u00f5es sobre o amor de transfer\u00eancia\u201d<em>.<\/em> <em>In: Obras completas volume 10<\/em>. S\u00e3o Paulo: Cia. das Letras, 2010, p. 211.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 13px;\"><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\"><sup>[2] \u00a0<\/sup><\/a>Idem, p. 213.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 13px;\"><a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\"><sup>[3]<\/sup><\/a> \u00a0Idem, Ibidem. p. 213.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 13px;\"><a href=\"#_ftnref4\" name=\"_ftn4\"><sup>[4]<\/sup><\/a>\u00a0 LACAN, J. <em>O Semin\u00e1rio, livro 11: Os quatro conceitos fundamentais da psican\u00e1lise<\/em>. Rio de Janeiro: Zahar, 2008.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 13px;\"><a href=\"#_ftnref5\" name=\"_ftn5\"><sup>[5]<\/sup><\/a> \u00a0LACAN, J. (1960\/1961).<em> O Semin\u00e1rio, livro 8: A transfer\u00eancia<\/em>. Ed. Zahar, 1992, p. 21.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 13px;\"><a href=\"#_ftnref6\" name=\"_ftn6\"><sup>[6]<\/sup><\/a>\u00a0 PLAT\u00c3O (428\/347 a.C.). \u201cO banquete\u201d. <em>In: Di\u00e1logos<\/em>. Abril Cultural, 1972.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 13px;\"><a href=\"#_ftnref7\" name=\"_ftn7\"><sup>[7]<\/sup><\/a>\u00a0 LACAN, J. (1960\/1961). <em>Op. cit<\/em>., p. 21.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 13px;\"><a href=\"#_ftnref8\" name=\"_ftn8\"><sup>[8]<\/sup><\/a>\u00a0 Idem, p. 59. <em>\u201c<\/em>Todo mito se relaciona com o inexplic\u00e1vel do real, e \u00e9 sempre inexplic\u00e1vel que o que quer que seja responda ao desejo.\u201d<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 13px;\"><a href=\"#_ftnref9\" name=\"_ftn9\"><sup>[9]<\/sup><\/a>\u00a0 Idem, p. 42.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 13px;\"><a href=\"#_ftnref10\" name=\"_ftn10\"><sup>[10]<\/sup><\/a>\u00a0 Idem, p. 122.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 13px;\"><a href=\"#_ftnref11\" name=\"_ftn11\"><sup>[11]<\/sup><\/a>\u00a0 Idem, p. 123.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 13px;\"><a href=\"#_ftnref12\" name=\"_ftn12\"><sup>[12]<\/sup><\/a> Idem, p. 126.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 13px;\"><a href=\"#_ftnref13\" name=\"_ftn13\"><sup>[13]<\/sup><\/a> LACAN, J. \u201cConclusions\u201d. In: <em>Lettres E.F.P. n\u00ba 25<\/em>. 1979, vol. 2, p. 219. Dispon\u00edvel em: https:\/\/ecole-lacanienne.net\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/LettresEFP-N25-La-Transmission-2.pdf.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 13px;\"><a href=\"#_ftnref14\" name=\"_ftn14\"><sup>[14]<\/sup><\/a> LACAN, J. <em>O Semin\u00e1rio, livro 20: Mais, ainda<\/em>. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 1985, p. 188. \u201ca linguagem \u00e9 apenas aquilo que o discurso cient\u00edfico elabora para dar conta do que chamo lal\u00edngua\u201d.<\/span>[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row]\n<\/section>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[vc_row][vc_column][vc_single_image image=&#8221;9552&#8243;][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text href=&#8221;#_ftn1&#8243;]EIXO 02 \u2013 Transfer\u00eancia \u00e9 amor \u2013 que amor \u00e9 esse? Maria Bernadette Soares de Sant\u00b4Ana Pitteri Membro da EBP\/AMP Participante da Comiss\u00e3o de Orienta\u00e7\u00e3o das XIII Jornadas da EBP-SP Falar de transfer\u00eancia \u00e9 falar de amor. Que amor \u00e9 esse? Outro amor, amor diferente, novo amor? Freud diz haver, \u201cdesde sempre, uma&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"parent":9627,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"footnotes":""},"class_list":["post-9765","page","type-page","status-publish","hentry","entry","no-media"],"aioseo_notices":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/9765","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=9765"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/9765\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":9769,"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/9765\/revisions\/9769"}],"up":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/9627"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=9765"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}