{"id":9627,"date":"2025-05-21T07:35:14","date_gmt":"2025-05-21T10:35:14","guid":{"rendered":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/?page_id=9627"},"modified":"2025-08-26T19:54:05","modified_gmt":"2025-08-26T22:54:05","slug":"eixos-tematicos","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/jornadas\/xiii-jornadas-jogos-do-amor-parcerias-contemporaneas\/eixos-tematicos\/","title":{"rendered":"XIII JORNADAS &#8211; Eixos Tem\u00e1ticos"},"content":{"rendered":"<section class=\"wpb-content-wrapper\">[vc_row][vc_column][vc_single_image image=&#8221;9552&#8243;][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column width=&#8221;2\/3&#8243;][vc_column_text href=&#8221;#_ftn1&#8243;]\n<h3><span style=\"color: #993300;\">EIXO 01 \u2013 MetAMORfoses<\/span><\/h3>\n<p><em>Eliane Costa Dias<br \/>\n<\/em><em>Membro da EBP\/AMP<br \/>\n<\/em><em>Participante da Comiss\u00e3o de Orienta\u00e7\u00e3o das XIII Jornadas da EBP-SP<\/em><\/p>\n<p><strong>Falamos de amor, ainda.<\/strong><\/p>\n<p>Desde o advento da civiliza\u00e7\u00e3o, o amor vive e circula na letra e nas imagens dos fil\u00f3sofos e pensadores, dos poetas, dos compositores, das obras de arte mais diversas, mas, principalmente, nas palavras, nos sussurros, nos sil\u00eancios e nos estranhamentos dos (des)encontros cotidianos dos seres falantes.<\/p>\n<p>Como assinala Patr\u00edcia Bosquin-Caroz, o amor \u00e9 sens\u00edvel aos ideais transmitidos pela cultura e pela subjetividade da \u00e9poca que ordena as rela\u00e7\u00f5es entre os sexos.<\/p>\n<p>Na contemporaneidade, a alian\u00e7a do capitalismo avan\u00e7ado com a ci\u00eancia e a tecnologia produz efeitos, produz muta\u00e7\u00f5es nos discursos e nas subjetividades. No entanto, como adverte Laurent, \u201cEsta dimens\u00e3o d<em>o novo\u00a0<\/em>tem dificuldades para permanecer como tal na nossa civiliza\u00e7\u00e3o, sua dura\u00e7\u00e3o \u00e9\u00a0 cada vez mais breve, de menor tempo, e, assim, \u00e9 um dos nomes das formas contempor\u00e2neas da puls\u00e3o de morte\u201d.[\/vc_column_text][vc_empty_space]<a href=\"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/jornadas\/xiii-jornadas-jogos-do-amor-parcerias-contemporaneas\/eixos-tematicos\/eixo-01-metamorfoses\/\" class=\"vcex-button theme-button inline\"><span class=\"vcex-button-inner theme-button-inner\">Leia+<\/span><\/a> [vc_empty_space]<div class=\"vcex-module vcex-divider vcex-divider-solid vcex-divider-center wpex-mx-auto wpex-block wpex-h-0 wpex-border-b wpex-border-solid wpex-border-main\" style=\"border-color:var(--wpex-accent);\"><\/div>[vc_empty_space][vc_column_text href=&#8221;#_ftn1&#8243;]\n<h3><span style=\"color: #993300;\">EIXO 02 \u2013 Transfer\u00eancia \u00e9 amor \u2013 que amor \u00e9 esse?<\/span><\/h3>\n<p><span style=\"font-size: 13px;\"><em>Maria Bernadette Soares de Sant\u00b4Ana Pitteri<br \/>\nMembro da EBP\/AMP<br \/>\n<\/em><em>Participante da Comiss\u00e3o de Orienta\u00e7\u00e3o das XIII Jornadas da EBP-SP<\/em><\/span><\/p>\n<p>Falar de transfer\u00eancia \u00e9 falar de amor. Que amor \u00e9 esse? Outro amor, amor diferente, novo amor? Freud diz haver, \u201cdesde sempre, uma suspens\u00e3o no problema do amor, uma disc\u00f3rdia interna, n\u00e3o se sabe que duplicidade\u201d.<\/p>\n<p>Numa an\u00e1lise manifesta-se o curioso fen\u00f4meno da transfer\u00eancia, amor que, na situa\u00e7\u00e3o anal\u00edtica, nada tem a ver com as qualidades do analista, que \u201cn\u00e3o tem nenhum motivo para orgulhar-se de tal \u2018conquista\u2019\u201d.<\/p>\n<p>Diante do amor de transfer\u00eancia seria insensato invocar a moral, a ren\u00fancia ou a sublima\u00e7\u00e3o das puls\u00f5es, \u201ccomo se, ap\u00f3s invocar um esp\u00edrito dos infernos, mediante astutos encantamentos, dev\u00eassemos mand\u00e1-lo de volta para baixo, sem lhe haver feito uma \u00fanica pergunta\u201d\u00a0.[\/vc_column_text][vc_empty_space]<a href=\"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/jornadas\/xiii-jornadas-jogos-do-amor-parcerias-contemporaneas\/eixos-tematicos\/eixo-02-transferencia-e-amor-que-amor-e-esse\/\" class=\"vcex-button theme-button inline\"><span class=\"vcex-button-inner theme-button-inner\">Leia+<\/span><\/a> [vc_empty_space]<div class=\"vcex-module vcex-divider vcex-divider-solid vcex-divider-center wpex-mx-auto wpex-block wpex-h-0 wpex-border-b wpex-border-solid wpex-border-main\" style=\"border-color:var(--wpex-accent);\"><\/div>[vc_empty_space][vc_column_text href=&#8221;#_ftn1&#8243;]\n<h3><span style=\"color: #993300;\"><strong>Eixo 3 \u2013 (a)muro \u201c\u00e9 o que aparece em signos bizarros no corpo\u201d<\/strong><\/span><\/h3>\n<p><span style=\"font-size: 13px;\">Camila Popadiuk<\/span><br \/>\n<span style=\"font-size: 13px;\"><em>Membro da EBP\/AMP<\/em><\/span><br \/>\n<span style=\"font-size: 13px;\">Cristiana Chacon Gallo<\/span><br \/>\n<span style=\"font-size: 13px;\"><em>Membro da EBP\/AMP<br \/>\nParticipantes da Comiss\u00e3o de Orienta\u00e7\u00e3o das XIII Jornadas da EBP-SP<\/em><\/span><\/p>\n<p>O tema deste eixo de trabalho \u00e9 uma cita\u00e7\u00e3o de Lacan em seu Semin\u00e1rio 20 &#8211; <em>Mais, ainda<\/em>, momento de seu ensino em que ele nos apresenta uma nova dimens\u00e3o do amor, articulada ao saber e ao gozo. Trata-se, no entanto, de um gozo cuja causa \u00e9 a itera\u00e7\u00e3o do significante Um sozinho e que produz marcas indel\u00e9veis, chamadas por Lacan de <em>lal\u00edngua<\/em>, cujos efeitos se manifestam como afetos enigm\u00e1ticos sobre o corpo. O saber em jogo aqui n\u00e3o \u00e9 a articula\u00e7\u00e3o significante S1-S2, mas sim um saber pr\u00f3prio ao gozo de <em>lal\u00edngua<\/em>, isto \u00e9, \u201c[&#8230;] um saber que se trata apenas de decifrar, j\u00e1 que ele consiste em um ciframento\u201d. Estamos, portanto, no campo do gozo n\u00e3o-todo f\u00e1lico, o que abre as vias para a vertente do real no amor.<\/p>\n<p>Situadas brevemente essas novas perspectivas sobre o gozo e o saber, abordemos o amor pela via da l\u00f3gica do n\u00e3o-todo &#8211; distinta da vertente do simb\u00f3lico no amor e da dial\u00e9tica do desejo, onde a falta ocupa um lugar central. Nesta perspectiva do gozo feminino, o amor tem como refer\u00eancia o corpo, e, portanto, o gozo do corpo do Outro, tendo como princ\u00edpio de partida a inexist\u00eancia da rela\u00e7\u00e3o sexual.<\/p>\n<p>A partir dessa perspectiva conceitual, na qual o Outro \u00e9 o corpo pr\u00f3prio, o amor assume a modalidade do encontro, pois ele acontece de maneira sempre contingente, atestando, assim, a impossibilidade de escrever a rela\u00e7\u00e3o sexual. Dito de outra forma: se a conting\u00eancia \u00e9 o que <em>cessa de n\u00e3o se escrever,<\/em> \u00e9 porque isso <em>n\u00e3o cessa de n\u00e3o se escrever<\/em>, ou seja, a rela\u00e7\u00e3o entre os sexos. N\u00e3o h\u00e1 um saber sobre a sexualidade humana, ou seja, n\u00e3o h\u00e1 um saber pr\u00e9vio que diga como abordar o Outro sexo. O amor vela, portanto, a aus\u00eancia da rela\u00e7\u00e3o sexual. Ele \u201c\u00e9, como indica Miller, a abrevia\u00e7\u00e3o do encontro com o gozo e com o Outro, sob a forma do contingente\u201d.[\/vc_column_text][vc_empty_space]<a href=\"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/jornadas\/xiii-jornadas-jogos-do-amor-parcerias-contemporaneas\/eixos-tematicos\/xiii-jornadas-eixo-3-amuro-e-o-que-aparece-em-signos-bizarros-no-corpo\/\" class=\"vcex-button theme-button inline\"><span class=\"vcex-button-inner theme-button-inner\">Leia+<\/span><\/a> [vc_empty_space]<div class=\"vcex-module vcex-divider vcex-divider-solid vcex-divider-center wpex-mx-auto wpex-block wpex-h-0 wpex-border-b wpex-border-solid wpex-border-main\" style=\"border-color:var(--wpex-accent);\"><\/div>[vc_empty_space][vc_column_text href=&#8221;#_ftn1&#8243;]\n<h2><span style=\"color: #993300;\"><strong>Eixo 4: \u201cpara\u00edso dos amores infantis\u201d<\/strong><\/span><\/h2>\n<p><span style=\"font-size: 13px;\">Carmen Silvia Cervelatti<\/span><br \/>\n<span style=\"font-size: 13px;\"><em>Membro da EBP\/AMP<\/em><\/span><br \/>\n<span style=\"font-size: 13px;\">Camila Col\u00e1s<\/span><br \/>\n<span style=\"font-size: 13px;\"><em>Membro da EBP\/AMP<\/em><\/span><br \/>\n<span style=\"font-size: 13px;\"><em>Participantes da Comiss\u00e3o de Orienta\u00e7\u00e3o das XIII Jornadas da EBP-SP<\/em><\/span><\/p>\n<p style=\"padding-left: 80px;\">\u201c\u00c9 claro que entre os sexos que sexuados s\u00e3o (embora o sexo s\u00f3 se inscreva pela n\u00e3o rela\u00e7\u00e3o) existem encontros.<br \/>\nExiste o feliz acaso [<em>bon heur]<\/em>. Ali\u00e1s, s\u00f3 existe isso: felicidade do acaso! Os \u2018seres\u2019 falantes s\u00e3o felizes, felizes por natureza, \u00e9 desta maneira, inclusive, tudo o que lhes resta.\u201d<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a><\/p>\n<p>\u201cFalar de amor, com efeito, n\u00e3o se faz outra coisa no discurso anal\u00edtico\u201d<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\">[2]<\/a>, por isso se n\u00e3o existissem os impasses do amor, n\u00e3o existiria a psican\u00e1lise. As pessoas falam muito dos encontros e dos desencontros amorosos, associando-os, de alguma maneira, ao amor objetal infantil.<\/p>\n<p>A express\u00e3o \u201cpara\u00edso dos amores infantis\u201d foi cunhada por Lacan<a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\">[3]<\/a> para nos dizer que o inconsciente s\u00e3o pensamentos articulados, o \u201cAlhures\u201d. Ele pode ser reduzido \u201c\u00e0 forma de uma nostalgia, de um Para\u00edso perdido ou futuro; o que encontramos a\u00ed \u00e9 o para\u00edso dos amores infantis, onde Baudelaire de Deus!, ele se abst\u00e9m de coisas escandalosas\u201d. No para\u00edso dos amores infantis n\u00e3o h\u00e1 o escandaloso do encontro com o corpo sexuado, o corpo como instrumento de gozo no encontro sexual.<\/p>\n<p>Em \u201cPara\u00edsos artificiais\u201d, Baudelaire associa tais para\u00edsos a um estado de esp\u00edrito que se busca a transcend\u00eancia, muitas vezes ligada \u00e0 arte e ao uso de drogas. S\u00e3o artif\u00edcios para fugir da realidade humana, para fazer existir a rela\u00e7\u00e3o sexual, l\u00e1 onde n\u00e3o h\u00e1.<\/p>\n<p>Sigamos Freud com os amores infantis. O \u201camor feliz\u201d est\u00e1 relacionado \u00e0 nostalgia de um objeto perdido, o qual n\u00e3o passaria de uma cena fantasiada, que o sujeito busca repetir no decorrer de sua hist\u00f3ria. \u201cO impasse sexual secreta as fic\u00e7\u00f5es que racionalizam a impossibilidade da qual prov\u00e9m\u201d<a href=\"#_ftn4\" name=\"_ftnref4\">[4]<\/a>.[\/vc_column_text][vc_empty_space]<a href=\"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/jornadas\/xiii-jornadas-jogos-do-amor-parcerias-contemporaneas\/eixos-tematicos\/xiii-jornadas-eixo-4-paraiso-dos-amores-infantis\/\" class=\"vcex-button theme-button inline\"><span class=\"vcex-button-inner theme-button-inner\">Leia+<\/span><\/a> [vc_empty_space][\/vc_column][vc_column width=&#8221;1\/3&#8243;]<figure class=\"vcex-image vcex-module\"><div class=\"vcex-image-inner wpex-relative wpex-inline-block\"><img width=\"1080\" height=\"1350\" src=\"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/CARDS-EIXOS.jpg\" class=\"vcex-image-img wpex-align-middle\" alt=\"\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" srcset=\"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/CARDS-EIXOS.jpg 1080w, https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/CARDS-EIXOS-240x300.jpg 240w, https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/CARDS-EIXOS-819x1024.jpg 819w, https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/CARDS-EIXOS-768x960.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 1080px) 100vw, 1080px\" \/><\/div><\/figure>[\/vc_column][\/vc_row]\n<\/section>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[vc_row][vc_column][vc_single_image image=&#8221;9552&#8243;][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column width=&#8221;2\/3&#8243;][vc_column_text href=&#8221;#_ftn1&#8243;] EIXO 01 \u2013 MetAMORfoses Eliane Costa Dias Membro da EBP\/AMP Participante da Comiss\u00e3o de Orienta\u00e7\u00e3o das XIII Jornadas da EBP-SP Falamos de amor, ainda. Desde o advento da civiliza\u00e7\u00e3o, o amor vive e circula na letra e nas imagens dos fil\u00f3sofos e pensadores, dos poetas, dos compositores, das obras de arte&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"parent":9548,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"footnotes":""},"class_list":["post-9627","page","type-page","status-publish","hentry","entry","no-media"],"aioseo_notices":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/9627","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=9627"}],"version-history":[{"count":6,"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/9627\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":9905,"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/9627\/revisions\/9905"}],"up":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/9548"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=9627"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}