{"id":9554,"date":"2025-05-09T06:34:49","date_gmt":"2025-05-09T09:34:49","guid":{"rendered":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/?page_id=9554"},"modified":"2025-05-23T18:06:41","modified_gmt":"2025-05-23T21:06:41","slug":"argumento","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/jornadas\/xiii-jornadas-jogos-do-amor-parcerias-contemporaneas\/argumento\/","title":{"rendered":"XIII JORNADAS &#8211; Argumento"},"content":{"rendered":"<section class=\"wpb-content-wrapper\">[vc_row][vc_column][vc_single_image image=&#8221;9552&#8243;][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text]\n<h3><span style=\"color: #800000;\">Jogos do amor, parcerias contempor\u00e2neas<\/span><\/h3>\n<p><span style=\"font-size: 13px;\"><em>Sandra Arruda Grostein\u00a0 &#8211; AME da EBP\/AMP<br \/>\nCoordenadora da Comiss\u00e3o de Orienta\u00e7\u00e3o<\/em><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">N\u00e3o facilite com a palavra amor.<br \/>\nN\u00e3o a jogue no espa\u00e7o, bolha de sab\u00e3o.<br \/>\nN\u00e3o se inebrie com seu engalanado som.<br \/>\nN\u00e3o a empregue sem raz\u00e3o acima de toda raz\u00e3o (e \u00e9 raro).<br \/>\nN\u00e3o brinque, n\u00e3o experimente, n\u00e3o cometa a loucura<br \/>\nsem remiss\u00e3o de espalhar aos quatro ventos do mundo essa palavra que \u00e9 todo sigilo e nudez, perfei\u00e7\u00e3o e ex\u00edlio na Terra.<br \/>\n<em>(Carlos Drumond de Andrade, \u201cO seu santo nome\u201d, em Corpo 1984)<\/em><\/p>\n<p>O t\u00edtulo proposto para as d\u00e9cimas terceiras Jornadas de Psican\u00e1lise da EBP-SP articulam ao modo borromeano quatro termos diferentes: jogo, parceria, contempor\u00e2neo e amor \u2013 sendo este \u00faltimo o elemento central que permite aos outros tr\u00eas permanecerem ligados. Uma articula\u00e7\u00e3o poss\u00edvel entre o tema destas Jornadas e outros eventos no \u00e2mbito da EBP e da AMP pode ser pensada como uma s\u00e9rie: as XII Jornadas de 2023, centradas no riso \u2013 onde foi lembrado, com Lacan, que \u201co amor \u00e9 um sentimento c\u00f4mico\u201d; o XXV Encontro Brasileiro, em 2024, voltado para o Semin\u00e1rio XIX, sobre os Corpos aprisionados pelo discurso; e agora estas Jornadas em conson\u00e2ncia com as discuss\u00f5es rumo ao Congresso da AMP de 2026, dedicado ao aforisma lacaniano \u201cn\u00e3o h\u00e1 rela\u00e7\u00e3o sexual\u201d.<\/p>\n<p>Tomemos como ponto de partida \u201cAs condi\u00e7\u00f5es do amor em Freud\u201d<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\"><sup>[1]<\/sup><\/a> para apresent\u00e1-las e, quem sabe, atualiz\u00e1-las, perguntando: o amor continua sob condi\u00e7\u00e3o com o passar do tempo? Poder\u00edamos dizer que elas s\u00e3o as mesmas apresentadas por Freud em 1911? Se sim, por que resistiram \u00e0s mudan\u00e7as de \u00e9poca? Se n\u00e3o, que mudan\u00e7as podemos localizar?<\/p>\n<p>Jacques-Alain Miller, em seu curso \u201cDivinos detalhes\u201d<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\"><sup>[2]<\/sup><\/a>, releu o texto acima citado\u00a0\u00a0 de Freud privilegiando a rela\u00e7\u00e3o de objeto como paradigma das condi\u00e7\u00f5es de escolha amorosa. No ensino de Lacan, a refer\u00eancia central nesse ponto \u00e9 a rela\u00e7\u00e3o do sujeito com o Outro \u2013 seja em sua dimens\u00e3o imagin\u00e1ria ou simb\u00f3lica. Miller retoma e comenta, uma a uma, as condi\u00e7\u00f5es recolhidas por Freud em sua cl\u00ednica, que nos guia neste argumento.<\/p>\n<p><strong>O amor como jogo com regras <\/strong><\/p>\n<p>Entendido como um conjunto de condi\u00e7\u00f5es, regras e conven\u00e7\u00f5es, o jogo nos oferece uma boa met\u00e1fora para a abordagem psicanal\u00edtica do amor. Freud, em \u201cUm tipo especial de escolha de objeto feita pelo homem\u201d<a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\"><sup>[3]<\/sup><\/a>, enumera quatro condi\u00e7\u00f5es:<\/p>\n<p>Condi\u00e7\u00e3o de um terceiro prejudicado;<\/p>\n<p>Amor \u00e0 prostituta;<\/p>\n<p>Objeto precioso substitu\u00edvel na s\u00e9rie;<\/p>\n<p>Salvar a mulher.<\/p>\n<p>Vale lembrar que, nesse momento da obra freudiana, o sujeito \u00e9 designado pelo masculino e o objeto, pelo feminino. Freud parte ent\u00e3o da bissexualidade infantil e do complexo de \u00c9dipo como matriz da escolha amorosa. A solu\u00e7\u00e3o desse complexo, como \u00e9 amplamente conhecido, estabelece o tra\u00e7o identificat\u00f3rio a partir do qual se torna poss\u00edvel a escolha da parceria sexual. Para ele, existe a matriz do primeiro amor, do qual n\u00e3o se pode desligar, uma teoria sobre o amor que o faz repeti\u00e7\u00e3o. E o encontro com o objeto amoroso \u00e9 sempre um reencontro, portanto faltoso por defini\u00e7\u00e3o. As condi\u00e7\u00f5es amorosas s\u00e3o aquelas segundo as quais o sujeito faz a sua escolha de objeto buscando \u201charmonizar\u201d as exig\u00eancias da realidade com sua fantasia.<\/p>\n<p><strong>Amor cort\u00eas<\/strong><strong>: regra da priva\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>O historiador Johan Huizinga, em \u201cO outono da Idade M\u00e9dia\u201d, diz que \u201co esp\u00edrito medieval sofreu uma das mudan\u00e7as mais importantes ao desenvolver pela primeira vez um ideal amoroso com uma t\u00f4nica negativa\u201d<a href=\"#_ftn4\" name=\"_ftnref4\"><sup>[4]<\/sup><\/a>. Foi no amor cort\u00eas dos trovadores que a insatisfa\u00e7\u00e3o em si se tornou o motivo principal. Ainda segundo o autor, \u201ccriou-se uma forma de pensamento er\u00f3tico capaz de abranger uma profus\u00e3o de aspira\u00e7\u00f5es \u00e9ticas, sem por isso renunciar por completo \u00e0 sua conex\u00e3o ao amor das mulheres. Do pr\u00f3prio amor sensual brotara a servid\u00e3o cort\u00eas \u00e0 mulher, sem nunca exigir a realiza\u00e7\u00e3o amorosa. O amante nobre segundo a teoria do amor cort\u00eas torna-se virtuoso e puro pelo seu amor. Todas as virtudes crist\u00e3s e sociais, a estrutura inteira das formas de vida, foram encaixadas na moldura do \u201cverdadeiro amor\u201d pelo sistema do amor cort\u00eas.\u201d<a href=\"#_ftn5\" name=\"_ftnref5\"><sup>[5]<\/sup><\/a><\/p>\n<p>Ou ainda \u201co anseio por estilizar o amor era mais do que um jogo f\u00fatil. Era o poder da paix\u00e3o em si que exigia, da sociedade do final da Idade m\u00e9dia, que transformasse a vida amorosa em um belo jogo com regras nobres. E, acima de tudo, havia a necessidade de enquadrar as emo\u00e7\u00f5es em formas fixas para que o homem n\u00e3o se entregasse \u00e0 barb\u00e1rie.\u201d<a href=\"#_ftn6\" name=\"_ftnref6\"><sup>[6]<\/sup><\/a><\/p>\n<p>Lacan, no <em>Semin\u00e1rio VII: A \u00e9tica da psican\u00e1lise<\/em>, retoma o amor cort\u00eas para destacar a \u201cregra\u201d de abstin\u00eancia em an\u00e1lise. Ele diz: \u201co objeto, nomeadamente aqui, o objeto feminino, se introduz pela porta mui singular da priva\u00e7\u00e3o, da inacessibilidade\u201d<a href=\"#_ftn7\" name=\"_ftnref7\"><sup>[7]<\/sup><\/a>. Cabe aqui ressaltar a caracter\u00edstica sublimat\u00f3ria desse objeto: \u201cA cria\u00e7\u00e3o da poesia consiste em colocar, segundo o modo da sublima\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria \u00e0 arte, um objeto que eu chamaria de enlouquecedor, um parceiro desumano\u201d.<a href=\"#_ftn8\" name=\"_ftnref8\"><sup>[8]<\/sup><\/a><\/p>\n<p>Esse tipo de parceria se presta muito bem para estabelecer os limites e os contornos do amor de transfer\u00eancia, pois a psican\u00e1lise \u201cinstala a proibi\u00e7\u00e3o no presente\u201d, onde a regra da abstin\u00eancia est\u00e1 ligada \u00e0 regra da associa\u00e7\u00e3o livre ao possibilitar o amor de transfer\u00eancia e n\u00e3o a satisfa\u00e7\u00e3o pulsional. Miller vai dizer que \u201ca satisfa\u00e7\u00e3o \u00e9 inimiga do amor\u201d, em seu curso \u201cDivinos detalhes.\u201d<a href=\"#_ftn9\" name=\"_ftnref9\"><sup>[9]<\/sup><\/a><\/p>\n<p>Lacan, no <em>Semin\u00e1rio VIII: A transfer\u00eancia<\/em>, diz que o que vamos encontrar a todo momento numa an\u00e1lise, e que nos servir\u00e1 de guia, \u00e9 que \u201co amor \u00e9 dar o que n\u00e3o se tem\u201d<a href=\"#_ftn10\" name=\"_ftnref10\"><sup>[10]<\/sup><\/a>. \u00c9 aqui que vamos encontrar o impasse e o problema do amor, a saber, que o sujeito n\u00e3o pode satisfazer a demanda do Outro sen\u00e3o rebaixando-o, fazendo desse Outro o objeto do seu desejo.<\/p>\n<p><strong>O amor al\u00e9m das regras<\/strong><\/p>\n<p>Miller, ao esbo\u00e7ar sua teoria do parceiro, define que o amor n\u00e3o se estabelece na rela\u00e7\u00e3o com o Outro pela via direta do instinto, e sim indiretamente atrav\u00e9s do sintoma. Com isso ele deixa claro que o parceiro amoroso do sujeito, segundo a psican\u00e1lise, \u00e9 algo do pr\u00f3prio sujeito, \u201cseja sua pr\u00f3pria imagem, teoria do narcisismo retomada por Lacan no Est\u00e1dio do espelho, seu objeto a, seu mais de gozar, e fundamentalmente seu sintoma\u201d<a href=\"#_ftn11\" name=\"_ftnref11\"><sup>[11]<\/sup><\/a>.<\/p>\n<p>Ele esclarece a import\u00e2ncia do parceiro para a psican\u00e1lise ao dizer que o sujeito lacaniano \u00e9 impens\u00e1vel sem um parceiro, ele tem de maneira essencial um parceiro, isto \u00e9, de maneira n\u00e3o contingencial; ela \u00e9 necess\u00e1ria e de estrutura.<\/p>\n<p>Como a parceria \u00e9 estrutural e o Outro n\u00e3o existe, foi preciso incluir mais uma refer\u00eancia. \u201cO Outro n\u00e3o existe. H\u00e1 o Um\u201d, diz Miller em \u201cL\u2019 Un est lettre\u201d<a href=\"#_ftn12\" name=\"_ftnref12\"><sup>[12]<\/sup><\/a>, diferenciando o ser do existir. Em tempos em que o inconsciente cede seu lugar ao falasser, neologismo lacaniano que re\u00fane o sujeito do inconsciente e seu corpo, essa foi a alternativa encontrada por Lacan, no <em>Semin\u00e1rio XX<\/em>, ao constatar que o \u201cOutro n\u00e3o se adiciona ao Um\u201d. O esfor\u00e7o de Lacan nesse momento de elabora\u00e7\u00e3o era situar o amor no real, encontrar um novo lugar para ele, diferenciando-o do amor no imagin\u00e1rio, narc\u00edsico, mas tamb\u00e9m do seu lugar no simb\u00f3lico, tendo o falo como significante da falta, segundo sua celebre defini\u00e7\u00e3o: \u201co amor \u00e9 dar o que n\u00e3o se tem a algu\u00e9m que n\u00e3o o quer\u201d<a href=\"#_ftn13\" name=\"_ftnref13\"><sup>[13]<\/sup><\/a>.<\/p>\n<p><strong>Amor e real: parceria sintom\u00e1tica<\/strong><\/p>\n<p>Em seus \u00faltimos Semin\u00e1rios, Lacan procura situar a rela\u00e7\u00e3o do amor com o real, portanto, na medida em que a media\u00e7\u00e3o f\u00e1lica perde import\u00e2ncia, o saber vem substituir essa marca que assegura o amoroso do encontro. A parceria sintom\u00e1tica \u00e9 a resposta lacaniana ao amor no registro do real.<\/p>\n<p>Podemos observar as modifica\u00e7\u00f5es que uma an\u00e1lise introduz na rela\u00e7\u00e3o de um ser falante com o amor considerando que o amor \u00e9, via transfer\u00eancia, \u201cum dos principais instrumentos da cura\u201d, segundo express\u00e3o de Fabian Fajnwaks<a href=\"#_ftn14\" name=\"_ftnref14\"><sup>[14]<\/sup><\/a>. Mesmo que uma an\u00e1lise se ocupe mais dos \u201cdestinos do sintoma\u201d, podemos acompanhar no desenrolar do trabalho anal\u00edtico as modifica\u00e7\u00f5es, quando elas acontecem, na rela\u00e7\u00e3o do sujeito no campo do amor.<\/p>\n<p>Embora a an\u00e1lise trate essencialmente dos destinos do sintoma, ela transforma, quando bem-sucedida, a rela\u00e7\u00e3o do falasser com o amor. Lembrando que, para Lacan, no <em>Semin\u00e1rio XXIV<\/em>, o amor \u00e9 uma experi\u00eancia ligada ao saber, mas possivelmente o saber sobre o gozo ou o saber dos efeitos de verdade.<a href=\"#_ftn15\" name=\"_ftnref15\"><sup>[15]<\/sup><\/a><\/p>\n<p><strong>Do recalque \u00e0 exibi\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Como n\u00e3o reconhecer a fissura entre o tempo de Freud \u2013 sob o imp\u00e9rio da era vitoriana \u2013 e o s\u00e9culo XXI, onde o porn\u00f4 prolifera e a sexualidade se torna espet\u00e1culo acess\u00edvel com um clique? Sa\u00edmos da interdi\u00e7\u00e3o para a permiss\u00e3o, e desta para a incita\u00e7\u00e3o, a provoca\u00e7\u00e3o e o for\u00e7amento.<\/p>\n<p>\u201cNada melhor que a profus\u00e3o imagin\u00e1ria de corpos se entregando a um se dar e a um se pegar para mostrar a aus\u00eancia da rela\u00e7\u00e3o sexual no real\u201d, diz Miller em \u201cO inconsciente e o corpo falante\u201d.<a href=\"#_ftn16\" name=\"_ftnref16\"><sup>[16]<\/sup><\/a><\/p>\n<p>Isso nos leva \u00e0 pergunta que norteia estas Jornadas: h\u00e1 algo novo nesse campo extremamente diversificado das parcerias atuais (amor virtual, aplicativos de encontro, poliamor, rela\u00e7\u00f5es abertas, casamento lavanda etc). Que mudan\u00e7as os sintomas contempor\u00e2neos no campo amoroso imp\u00f5em \u00e0 cl\u00ednica e \u00e0s nossas refer\u00eancias te\u00f3ricas?<\/p>\n<p>Atendendo \u00e0 recomenda\u00e7\u00e3o do poeta, n\u00e3o vamos facilitar com a palavra-amor, que elevada \u00e0 dignidade de conceito vai nos permitir debater, questionar, rever, enfim, atualizar nossas refer\u00eancias sobre o tema!<\/p>\n<p>Contrariando o poeta, por favor espalhem aos quatro ventos do mundo que a EB-PSP far\u00e1 uma jornada de trabalho dedicada ao amor na psican\u00e1lise.<\/p>\n<p>Por favor, espalhem&#8230;<\/p>\n<hr \/>\n<p><span style=\"font-size: 13px;\"><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\"><sup>[1]<\/sup><\/a>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 FREUD, S. (1910). \u201cUm tipo especial de escolha de objeto feita pelo homem\u201d. In<em>: Obras Completas. v. 8: Observa\u00e7\u00f5es sobre um caso de neurose obsessiva [\u201cO homem dos ratos\u201d], uma recorda\u00e7\u00e3o de inf\u00e2ncia de Leonardo da Vinci e outros textos<\/em> (1909-1910). Trad. Paulo C\u00e9sar de Souza. S\u00e3o Paulo: Companhia das Letras, 2013, p.335.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 13px;\"><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\"><sup>[2]<\/sup><\/a>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 MILLER, J.-A. (1989). \u201cDegradaci\u00f3n de la vida amorosa\u201d. In: <em>Los divinos detalhes<\/em>. Buenos Aires: Paid\u00f3s, 2010, p. 85.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 13px;\"><a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\"><sup>[3]<\/sup><\/a>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 FREUD, S. (1910). \u201cUm tipo especial de escolha de objeto feita pelo homem\u201d. In<em>: Obras Completas. v. 8: Observa\u00e7\u00f5es sobre um caso de neurose obsessiva [\u201cO homem dos ratos\u201d], uma recorda\u00e7\u00e3o de inf\u00e2ncia de Leonardo da Vinci e outros textos<\/em> (1909-1910). Trad. Paulo C\u00e9sar de Souza. S\u00e3o Paulo: Companhia das Letras, 2013, p.335.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 13px;\"><a href=\"#_ftnref4\" name=\"_ftn4\"><sup>[4]<\/sup><\/a>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 HUIZINGA, J. \u201cO sonho de amor e hero\u00edsmo\u201d. In<em>: O outono da Idade M\u00e9dia. <\/em>COSACNAIFY, p.115.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 13px;\"><a href=\"#_ftnref5\" name=\"_ftn5\"><sup>[5]<\/sup><\/a>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Idem.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 13px;\"><a href=\"#_ftnref6\" name=\"_ftn6\"><sup>[6]<\/sup><\/a>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Idem, p.116.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 13px;\"><a href=\"#_ftnref7\" name=\"_ftn7\"><sup>[7]<\/sup><\/a>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 LACAN, J. \u201cO amor cort\u00eas em anamorfose\u201d. In: <em>O Semin\u00e1rio, livro 7: A \u00e9tica da psican\u00e1lise<\/em>. Rio de Janeiro, Zahar, 1988, p. 182.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 13px;\"><a href=\"#_ftnref8\" name=\"_ftn8\"><sup>[8]<\/sup><\/a>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Idem, pg. 181.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 13px;\"><a href=\"#_ftnref9\" name=\"_ftn9\"><sup>[9]<\/sup><\/a>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 MILLER, J-A.1989<em>. op,cit., <\/em>49.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 13px;\"><a href=\"#_ftnref10\" name=\"_ftn10\"><sup>[10]<\/sup><\/a>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 LACAN, J. <em>O Semin\u00e1rio. Livro 8: Transfer\u00eancia<\/em>, Rio de Janeiro, Zahar, 1988.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 13px;\"><a href=\"#_ftnref11\" name=\"_ftn11\"><sup>[11]<\/sup><\/a>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 MILLER, J.-A. \u201cA teoria do parceiro\u201d. In: <em>Os circuitos do desejo na vida e na an\u00e1lise<\/em> \u2013 Escola Brasileira de Psican\u00e1lise. Rio de Janeiro: Contracapa, 2000, p. 153.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 13px;\"><a href=\"#_ftnref12\" name=\"_ftn12\"><sup>[12]<\/sup><\/a>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 MILLER, J.-A. \u201cL\u2019Un est lettre\u201d. In: <em>La Cause du D\u00e9sir<\/em> \u2013 Revue de psychanalyse, v. 107. Paris: Navarin Editeur, 2021, p. 15.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 13px;\"><a href=\"#_ftnref13\" name=\"_ftn13\"><sup>[13]<\/sup><\/a>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 LACAN, J. <em>O Semin\u00e1rio livro 12<\/em>, aula de 17 de mar\u00e7o 1965 (in\u00e9dito).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 13px;\"><a href=\"#_ftnref14\" name=\"_ftn14\"><sup>[14]<\/sup><\/a>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 FAJNWAKS, F. \u201cL\u2019amour apr\u00e8s l\u2019amour: un amour r\u00e9el?\u201d. In: <em>La Cause du D\u00e9sir<\/em> \u2013 Revue de psychanalyse, v. 110. Paris: Navarin Editeur, 2022, p. 65.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 13px;\"><a href=\"#_ftnref15\" name=\"_ftn15\"><sup>[15]<\/sup><\/a>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 LACAN, J. <em>O Semin\u00e1rio, livro 24: Lo no sabido que sabe de la una \u2013 equivocaci\u00f3n se ampara en la morra<\/em>. (in\u00e9dito.).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 13px;\"><a href=\"#_ftnref16\" name=\"_ftn16\"><sup>[16]<\/sup><\/a>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 MILLER, J.-A. \u201cOrienta\u00e7\u00e3o: O inconsciente e o Corpo falante\u201d. In: <em>Scilicet: O Corpo falante \u2013 Sobre o inconsciente no s\u00e9culo XXI<\/em>. S\u00e3o Paulo: Escola Brasileira de Psican\u00e1lise, 2016, p. 27.<\/span>[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row]\n<\/section>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[vc_row][vc_column][vc_single_image image=&#8221;9552&#8243;][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text] Jogos do amor, parcerias contempor\u00e2neas Sandra Arruda Grostein\u00a0 &#8211; AME da EBP\/AMP Coordenadora da Comiss\u00e3o de Orienta\u00e7\u00e3o N\u00e3o facilite com a palavra amor. N\u00e3o a jogue no espa\u00e7o, bolha de sab\u00e3o. N\u00e3o se inebrie com seu engalanado som. N\u00e3o a empregue sem raz\u00e3o acima de toda raz\u00e3o (e \u00e9 raro). N\u00e3o brinque, n\u00e3o&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"parent":9548,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"footnotes":""},"class_list":["post-9554","page","type-page","status-publish","hentry","entry","no-media"],"aioseo_notices":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/9554","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=9554"}],"version-history":[{"count":8,"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/9554\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":9714,"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/9554\/revisions\/9714"}],"up":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/9548"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=9554"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}