{"id":9542,"date":"2025-04-16T15:52:57","date_gmt":"2025-04-16T18:52:57","guid":{"rendered":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/?page_id=9542"},"modified":"2025-07-23T15:38:53","modified_gmt":"2025-07-23T18:38:53","slug":"diretoria-bienio-2025-2027","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/sobre\/diretoria-bienio-2025-2027\/","title":{"rendered":"Diretoria bi\u00eanio 2025-2027"},"content":{"rendered":"<section class=\"wpb-content-wrapper\">[vc_row][vc_column][vc_column_text]\n<h3><span style=\"color: #993300;\"><strong>Ler um Sintoma na \u00c9poca em que o Outro N\u00e3o Existe<\/strong><\/span><\/h3>\n<p>Esse ser\u00e1 o tema de trabalho desta diretoria. Pretendemos nos debru\u00e7ar sobre aquilo que, desde sempre, \u00e9 o cerne da cl\u00ednica e da pol\u00edtica da psican\u00e1lise: o sintoma.<\/p>\n<p>Sabemos que a no\u00e7\u00e3o de sintoma tem percorrido um longo caminho, n\u00e3o apenas na psican\u00e1lise, mas, se esse conceito trouxe algo de original ao tratamento psicanal\u00edtico, \u00e9 que \u00e9 atrav\u00e9s dele que percebemos a rela\u00e7\u00e3o problem\u00e1tica que o sujeito estabelece consigo mesmo.<\/p>\n<p>O sintoma \u00e9 o que nos leva a procurar um analista, sendo inicialmente tomado como algo estrangeiro a n\u00f3s mesmos e que gostar\u00edamos de apagar de nossas vidas. No entanto, para um psicanalista, ele \u00e9 a express\u00e3o de nossa verdade mais \u00edntima e a manifesta\u00e7\u00e3o de nossa cria\u00e7\u00e3o mais singular.<\/p>\n<p>Seguindo a linha de trabalho da diretoria anterior, mantemos nosso interesse na cl\u00ednica contempor\u00e2nea e acreditamos que essa proposta est\u00e1 em continuidade com as quest\u00f5es levantadas nos \u00faltimos dois anos sobre o estatuto do objeto a e o Fantasma.<\/p>\n<p>A via que escolhemos ser\u00e1 a de retornar ao ensino de Lacan, sobretudo ao seu \u00faltimo ensino, mas n\u00e3o sem antes percorrermos o que chamamos de momento da primazia do simb\u00f3lico, guiados pela no\u00e7\u00e3o de letra, a fim de renovar o sentido do sintoma, introduzido por Lacan ao modificar a ortografia da palavra &#8216;sinthoma&#8217;<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a>.<\/p>\n<p>Partimos das seguintes quest\u00f5es: Como podemos recorrer \u00e0 obra de Lacan na atualidade para interpretar a cl\u00ednica contempor\u00e2nea e a emerg\u00eancia dos novos sintomas que surgem neste contexto? Quais la\u00e7os podemos construir entre pol\u00edtica e psican\u00e1lise a partir de Freud, revisitado por Lacan, para pensar o mal-estar na nossa civiliza\u00e7\u00e3o? Como isso ajuda na nossa pr\u00e1tica cl\u00ednica?<\/p>\n<p>Gostar\u00edamos que essas quest\u00f5es orientassem tamb\u00e9m as nossas atividades de quarta-feira, ou seja, que possamos ter apresenta\u00e7\u00f5es te\u00f3ricas articuladas \u00e0 cl\u00ednica e \u00e0 atualidade.<\/p>\n<p>Para apresentar este projeto de trabalho, faremos um breve percurso com o objetivo de situar essas quest\u00f5es e fundamentar o ponto em que desejamos chegar. Optamos por um percurso cronol\u00f3gico, estruturado em tr\u00eas tempos distintos, embora saibamos que essa seja apenas uma forma de apresenta\u00e7\u00e3o, e n\u00e3o uma cronologia que reflita uma evolu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Qual a diferen\u00e7a entre interpretar ou decifrar e ler um sintoma?<\/strong><\/p>\n<p>Tempo 1- Sintoma forma\u00e7\u00e3o do inconsciente, escrito hier\u00f3glifo, letra como elemento simb\u00f3lico, gozo do sentido.<\/p>\n<p>Lacan comparou Freud a Champollion<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\">[2]<\/a>, pai da egiptologia, respons\u00e1vel pela decifra\u00e7\u00e3o dos hier\u00f3glifos. \u00c9 verdade que Freud faz refer\u00eancia aos hier\u00f3glifos, particularmente em seu texto &#8220;A Interpreta\u00e7\u00e3o dos Sonhos&#8221;, onde indica a import\u00e2ncia da escrita e do deciframento para a psican\u00e1lise<a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\">[3]<\/a>.<\/p>\n<p>A interpreta\u00e7\u00e3o-decifra\u00e7\u00e3o sempre esteve no centro da psican\u00e1lise, desde que Freud come\u00e7ou a dar import\u00e2ncia a elementos que pareciam insignificantes, como os sonhos, os lapsos e os atos falhos, que ele chamou de forma\u00e7\u00f5es do inconsciente.<\/p>\n<p>E o que s\u00e3o as forma\u00e7\u00f5es do inconsciente? O que elas dizem?<\/p>\n<p>O problema \u00e9 que elas n\u00e3o dizem obrigatoriamente o que parecem dizer. Sob o texto manifesto, h\u00e1 um conte\u00fado latente que podemos alcan\u00e7ar por meio de uma opera\u00e7\u00e3o inversa \u00e0quela que o produziu \u2013 decifrar algo cifrado.<\/p>\n<p>H\u00e1 um querer dizer que o sujeito desconhece, e que aprendemos a interpretar como um rebus, uma escrita. O elemento do rebus \u00e9 um signo significante, mas, para decifrar essas forma\u00e7\u00f5es, cada sujeito, al\u00e9m da l\u00edngua que fala, possui uma l\u00edngua singular, e, portanto, sua tradu\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m \u00e9 singular.<\/p>\n<p>Ao contr\u00e1rio das outras forma\u00e7\u00f5es do inconsciente, como o sonho, que \u00e9 fugaz, o sintoma se caracteriza por sua perman\u00eancia; ele se repete e faz sofrer. Nesse tempo 1, o sintoma est\u00e1 ligado ao sentido e ao desejo de saber, permanecemos na l\u00f3gica significante. (A materialidade do significante).<\/p>\n<p>Tempo 2 &#8211; Sintoma Repeti\u00e7\u00e3o, escrita como resto, gozo do objeto, letra tanto elemento simb\u00f3lico como recept\u00e1culo de gozo<\/p>\n<p>Quando Freud interpreta um sonho, ele busca um sentido e um desejo que o sonhador desconhece, mas ele tamb\u00e9m assinala que, em um certo ponto do sonho, que ele chama de &#8220;umbigo&#8221;, h\u00e1 sempre um resto incompreens\u00edvel, fora de sentido, que persiste e resiste \u00e0 interpreta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Nesse ponto, a interpreta\u00e7\u00e3o n\u00e3o pode ser somente uma leitura deciframento, mas sim uma leitura que envia para al\u00e9m do sentido. Por mais paradoxal que possa parecer, essa leitura visa reduzir o sentido.<\/p>\n<p>Se, para Freud, a puls\u00e3o sempre se satisfaz, para Lacan, ela determina o modo e as coordenadas do gozo, estabelecendo consequ\u00eancias diretas sobre o estatuto do sintoma. O essencial do sintoma reside na repeti\u00e7\u00e3o. N\u00e3o est\u00e1 no simb\u00f3lico \u2013 como uma mensagem a ser decifrada, uma mensagem dirigida ao Outro, ou como palavra \u2013 nem no imagin\u00e1rio, mas no real, justamente porque ele tenta inscrever aquilo que n\u00e3o existe e retorna sempre ao mesmo lugar. (enquadre fantasm\u00e1tico)<\/p>\n<p>Em\u00a0<em>O Outro que N\u00e3o Existe<\/em>, <a href=\"#_ftn4\" name=\"_ftnref4\">[4]<\/a> Miller e Laurent afirmam que o sintoma possui uma parte vari\u00e1vel e uma parte fixa. A parte fixa \u00e9 o apego pulsional do sintoma, enquanto a parte vari\u00e1vel \u00e9 sua inscri\u00e7\u00e3o no campo do Outro.<\/p>\n<p>Ler essa fixa\u00e7\u00e3o de gozo s\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel entrelinhas; ela n\u00e3o \u00e9 capturada pelo sentido. O que se escreve sobre o gozo \u00e9 o real no ponto em que ele n\u00e3o mente. O paradoxo reside no fato de ser um real que qualifica algo que n\u00e3o existe. O sintoma seria, ent\u00e3o, uma mentira sobre o real? Ou, at\u00e9 que ponto o sintoma \u00e9 sincero? Retomaremos essa quest\u00e3o mais adiante.<\/p>\n<p>Tempo 3 &#8211; Sintoma Itera\u00e7\u00e3o, escrita selvagem do gozo, letra nome de gozo, (gozo excesso)<\/p>\n<p>Se no tempo 2 se procurava um elemento fixo e constante do sintoma na abordagem do objeto a e a significac\u0327a\u0303o a ele anexada no enquadre da fantasia, a e\u0302nfase aqui e\u0301 dada ao S1, significante primeiro que designa uma experie\u0302ncia de gozo fundadora do acontecimento de corpo, um corpo que se goza. O sintoma \u00e9 um acontecimento de corpo.<\/p>\n<p>O u\u0301ltimo ensino de Lacan privilegia o significante separado da significac\u0327a\u0303o e destaca o cara\u0301ter contingente do significante e seu efeito de gozo no corpo, experie\u0302ncia fundante do qual o sujeito nada sabe. Ha\u0301 o Um, independente da fala e da linguagem e seu efeito no corpo \u00e9 opaco ao sentido.<\/p>\n<p>A insist\u00eancia e reitera\u00e7\u00e3o do Um na\u0303o se confundem com a repetic\u0327a\u0303o como <em>automaton<\/em>, ou seja, o objeto perdido ativando permanentemente a simbolizac\u0327a\u0303o da ause\u0302ncia pela via da permutac\u0327a\u0303o significante. A repetic\u0327a\u0303o do Um e\u0301 correlata a\u0300 repetic\u0327a\u0303o como tiche\u0301, o real inassimila\u0301vel do trauma<a href=\"#_ftn5\" name=\"_ftnref5\">[5]<\/a>.<\/p>\n<p>Miller<a href=\"#_ftn6\" name=\"_ftnref6\">[6]<\/a> designa a reiterac\u0327a\u0303o do Um como \u201cescrita selvagem do gozo\u201d, escrita do Um sozinho, fora de qualquer sistema significante, ao passo que o S2, saber do qual ele seria correlato e\u0301 apenas suposto.<\/p>\n<p>Temos sons e letras, fala e escrita. Miller <a href=\"#_ftn7\" name=\"_ftnref7\">[7]<\/a> afirma que \u00e9 nesse espa\u00e7o, entre o falar e o ler, que a psican\u00e1lise opera. Ele prop\u00f5e separar, de um lado, o sentido e, de outro, a escrita; o ser e a exist\u00eancia; o sentido e o fora do sentido.<\/p>\n<p>Essa separa\u00e7\u00e3o implica uma n\u00e3o-rela\u00e7\u00e3o entre os dois, um corte radical. O sentido sempre remete a uma marca, enquanto a exist\u00eancia (o Um da exist\u00eancia) se liga a um efeito de escrita e n\u00e3o de significa\u00e7\u00e3o. Se existe uma l\u00f3gica entre eles, ela \u00e9 contingente.<\/p>\n<p>O gozo \u00e9 rebelde \u00e0s mudan\u00e7as, assim como o sintoma. Por isso, \u00e9 preciso tempo e um consentimento para essa leitura. Esse gozo que itera est\u00e1 sempre l\u00e1, movimentando, a diferen\u00e7a do gozo capturado pela fantasia que est\u00e1 sempre no mesmo lugar. Continuidade e descontinuidade.<\/p>\n<p><strong>O Outro N\u00e3o Existe<\/strong><\/p>\n<p>Como operar com o que se apresenta como um cont\u00ednuo? Como encontrar um interst\u00edcio nesse cont\u00ednuo de excesso, de forma a abrir um espa\u00e7o para a palavra do ser falante? E como essa palavra pode romper com esse cont\u00ednuo de excesso?<\/p>\n<p>Vivemos hoje o colapso da imago paterna, antecipado por Lacan em\u00a0<em>Complexos Familiares<a href=\"#_ftn8\" name=\"_ftnref8\"><strong>[8]<\/strong><\/a><\/em>, de 1938, que j\u00e1 prefigurava a realidade de nossa \u00e9poca, a qual alguns autores <em>queer<\/em> chamam de p\u00f3s-patriarcal.<\/p>\n<p>No\u00a0<em>Avesso da Psican\u00e1lise<a href=\"#_ftn9\" name=\"_ftnref9\"><strong>[9]<\/strong><\/a><\/em>, Lacan aborda essa dimens\u00e3o do gozo al\u00e9m da fun\u00e7\u00e3o do pai. Em\u00a0<em>Televis\u00e3o<a href=\"#_ftn10\" name=\"_ftnref10\"><strong>[10]<\/strong><\/a><\/em>, ele sugere que a desintegra\u00e7\u00e3o lenta e progressiva da ordem simb\u00f3lica levaria \u00e0 emerg\u00eancia de fantasmas in\u00e9ditos, uma vez que o &#8220;A&#8221; j\u00e1 n\u00e3o pode mais situar o gozo.<\/p>\n<p>A queda do Outro resulta na ascens\u00e3o de fantasmas in\u00e9ditos, mas tamb\u00e9m de sintomas in\u00e9ditos, pois o fantasma \u00e9 o ponto de origem de todos os sintomas.<\/p>\n<p>Esses fantasmas in\u00e9ditos se manifestam nas transforma\u00e7\u00f5es fluidas do corpo sexuado, quando o Outro j\u00e1 n\u00e3o fornece um indicador claro do que \u00e9 ser homem ou ser mulher. (Como exemplo: &#8220;homem pode dar \u00e0 luz&#8221;.)<\/p>\n<p>Outro reflexo dessa previs\u00e3o lacaniana \u00e9 a ascens\u00e3o das adi\u00e7\u00f5es, onde um mal-estar n\u00e3o consegue se organizar em sintoma e exp\u00f5e um gozo desarticulado da ordem simb\u00f3lica.<\/p>\n<p>Nesse contexto, tamb\u00e9m observamos o aumento dos diagn\u00f3sticos de psicopatologias, particularmente o da hiperatividade, um sintoma cada vez mais generalizado entre crian\u00e7as.<\/p>\n<p>Uma das demandas contempor\u00e2neas se formula frequentemente como uma aspira\u00e7\u00e3o para suprimir o real que perturba, sem que, portanto, o enigma do sintoma engendre a hip\u00f3tese de uma causalidade que envolva o sujeito. A ci\u00eancia e as pr\u00e1ticas normativas que oferecem solu\u00e7\u00f5es padronizadas encontram, nesse contexto, sua ades\u00e3o.<\/p>\n<p>Na cl\u00ednica, percebemos ainda o aumento das fobias difusas nos adolescentes, especialmente em rela\u00e7\u00e3o ao encontro com o outro sexo, ou mesmo a recusa a esse encontro, onde a fun\u00e7\u00e3o simb\u00f3lica do falo \u00e9 adiada \u2014 n\u00e3o como procrastina\u00e7\u00e3o, mas como uma estrat\u00e9gia para contornar o significante f\u00e1lico.<\/p>\n<p>Esses movimentos, que se situam no vazio deixado pela fun\u00e7\u00e3o paterna e pela fun\u00e7\u00e3o f\u00e1lica, s\u00e3o claros indicadores de um desarranjo quanto ao gozo em nossa civiliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Esses efeitos decorrem da inconsist\u00eancia do &#8220;A&#8221; nos tr\u00eas tempos do sintoma, um processo ainda muito vivo. N\u00e3o podemos afirmar que o sentido tenha se dissipado, nem que a repeti\u00e7\u00e3o tenha desaparecido; ao contr\u00e1rio, ambos se apresentam de outra forma, mais r\u00edgidos, n\u00e3o mais como fugidios, mas como rigidez, consequ\u00eancia de um imagin\u00e1rio endurecido. Como, ent\u00e3o, promover a abertura do sentido? Como permitir a fuga do sentido?<\/p>\n<p><strong>Como tratar esse excesso de gozo? Amor x cren\u00e7a <\/strong><\/p>\n<p>Para trabalhar com o sintoma, \u00e9 necess\u00e1rio, antes de tudo, acreditar nele. F.Leguil <a href=\"#_ftn11\" name=\"_ftnref11\">[11]<\/a> prop\u00f5e tencionar o sintoma e o fantasma, pois, enquanto o primeiro consiste em um &#8220;mentir verdadeiro&#8221;, o segundo \u00e9 um &#8220;mentir falso&#8221;. O fantasma \u00e9 o que impede o sujeito de dar cr\u00e9dito ao sintoma, pois, como bem vimos na discuss\u00e3o em nossa se\u00e7\u00e3o no ano passado, o fantasma organiza toda a vida do sujeito, cobrindo a verdade. Dizemos que ele enquadra a realidade, uma mentira que obtura a quest\u00e3o da verdade, enquanto o sintoma \u00e9 uma mentira que abre a uma verdade \u2013 uma mentira para se defender e para gozar.<\/p>\n<p>O amor ao sintoma est\u00e1 ligado ao amor ao saber que \u00e9 o inconsciente, e a visada de uma cura consiste em fazer com que essa cren\u00e7a n\u00e3o esteja mais ligada a esse amor. O percurso consiste, ent\u00e3o, em levar o sujeito a preferir o &#8220;mentir verdadeiro&#8221; de seu sintoma, essa necessidade que o limita, ao &#8220;mentir falso&#8221; do fantasma, essa institui\u00e7\u00e3o que cobre e fecha a rela\u00e7\u00e3o com a verdade. Que tipo de cren\u00e7a estamos nos referindo nesse ponto e que tipo de amor? Seria aqui o que chamamos de amor mais digno?<\/p>\n<p>O sintoma est\u00e1 organizado como uma necessidade de recalcar o fantasma, colocando assim o desejo a servi\u00e7o de uma defesa que isola o real. O fantasma fornece ao sujeito a ilus\u00e3o de que ele pode se virar com o objeto que o significante \u00e9 incapaz de nomear. Ele se apresenta como um saber fazer com o real do gozo, um saber fazer com o objeto que conv\u00e9m ao gozo do A (Perverso).<\/p>\n<p>Atrav\u00e9s da constru\u00e7\u00e3o e da travessia do fantasma, o trabalho anal\u00edtico consiste em cortar a cumplicidade gozosa do sintoma com seu axioma fantasm\u00e1tico.<\/p>\n<p>Esgotado o sentido, poderia o sujeito crer enfim que seu sintoma \u00e9 a marca de sua singularidade absoluta, seu sinthoma, que poder\u00e1 se reduzir a uma letra, a um nome de gozo.<\/p>\n<p>O sinthoma, como aquilo que confere ao sujeito seu estilo, ser\u00e1, a partir de ent\u00e3o, o que o representa no real. Saber no real?<\/p>\n<p>Ocupar-se do gozo, aparelh\u00e1-lo com os semblantes e com a lei \u00e9 o trabalho de uma pol\u00edtica, a nossa pol\u00edtica: aquela que toma o sintoma como um instrumento, ligado \u00e0 utiliza\u00e7\u00e3o do efeito da linguagem que \u00e9 o desejo.<\/p>\n<p>Pretendemos dedicar os pr\u00f3ximos dois anos de trabalho ao estudo desse conceito e demonstrar, em nossas atividades, como a leitura do sintoma, nesses tr\u00eas tempos distintos, opera em nossa pr\u00e1tica. Queremos mostrar de forma borromeana, por meio de articula\u00e7\u00f5es te\u00f3ricas e passagens cl\u00ednicas \u2014 seja de nossa pr\u00f3pria pr\u00e1tica ou de casos j\u00e1 estabelecidos \u2014 como sustentar e dar continuidade \u00e0s quest\u00f5es levantadas por este argumento.<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 13px;\">Veridiana Marucio<\/span><br \/>\n<span style=\"font-size: 13px;\">Diretora geral da se\u00e7\u00e3o SP<\/span><\/p>\n<hr \/>\n<p><span style=\"font-size: 13px;\"><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> Miller,J.A. Uma Fantasia. Confer\u00eancia de Jacques Allain Miller em Comandatuba.\u00a0 in <a href=\"https:\/\/2012.congresoamp.com\/pt\/template.php?file=Textos\/Conferencia-de-Jacques-Alain-Miller-en-Comandatuba.html\">https:\/\/2012.congresoamp.com\/pt\/template.php?file=Textos\/Conferencia-de-Jacques-Alain-Miller-en-Comandatuba.html<\/a> consultado em mar\u00e7o de 2025.<\/span><br \/>\n<span style=\"font-size: 13px;\"><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\">[2]<\/a> Entrevista de Jacques Lacan ao jornal L\u2019Express In:https:\/\/lavrapalavra.com\/2021\/04\/13\/entrevista-de-jacques-lacan-ao-jornal-lexpress\/<\/span><br \/>\n<span style=\"font-size: 13px;\"><a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\">[3]<\/a> <strong>Freud \u00e9 Crist\u00f3v\u00e3o Colombo!<br \/>\n<\/strong>Dr. Lacan \u2013&#8230; se voc\u00ea insiste em uma compara\u00e7\u00e3o, Freud seria Champollion! A experi\u00eancia freudiana n\u00e3o est\u00e1 no n\u00edvel da organiza\u00e7\u00e3o dos instintos ou das for\u00e7as vitais. Ela apenas os encontra praticando, por assim dizer, em uma segunda pot\u00eancia.<\/span><br \/>\n<span style=\"font-size: 13px;\"><a href=\"#_ftnref4\" name=\"_ftn4\">[4]<\/a> Miller, J.-A. (2005).\u00a0<em>O Outro que n\u00e3o existe e seus comit\u00eas de \u00e9tica<\/em>. Rio de Janeiro: Zahar.<\/span><br \/>\n<span style=\"font-size: 13px;\"><a href=\"#_ftnref5\" name=\"_ftn5\">[5]<\/a> Maron,G. In: <a href=\"http:\/\/www.opcaolacaniana.com.br\/nranterior\/numero7\/texto5.html.acessado\">http:\/\/www.opcaolacaniana.com.br\/nranterior\/numero7\/texto5.html.acessado<\/a> em mar\u00e7o de 2025.<\/span><br \/>\n<span style=\"font-size: 13px;\"><a href=\"#_ftnref6\" name=\"_ftn6\">[6]<\/a> Miller, J.-A. (2011). Curso de orienta\u00e7\u00e3o lacaniana &#8220;O Ser e o Um&#8221;, aula VI de 9 de mar\u00e7o de 2011 (In\u00e9dito).<\/span><br \/>\n<span style=\"font-size: 13px;\"><a href=\"#_ftnref7\" name=\"_ftn7\">[7]<\/a> Miller, J.-A. (2011). Ler um sintoma. Texto estabelecido por Dominique Helvoet. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/ler-um-sintoma\/?utm_source=chatgpt.com\">https:\/\/ebp.org.br\/sp\/ler-um-sintoma\/?utm_source=chatgpt.com<\/a>, acessado em mar\u00e7o de 2025.<\/span><br \/>\n<span style=\"font-size: 13px;\"><a href=\"#_ftnref8\" name=\"_ftn8\">[8]<\/a> Lacan, J. (1938). Os complexos familiares na forma\u00e7\u00e3o do indiv\u00edduo. In:\u00a0Outros Escritos\u00a0(pp. 29-90). Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2003.<\/span><br \/>\n<span style=\"font-size: 13px;\"><a href=\"#_ftnref9\" name=\"_ftn9\">[9]<\/a> Lacan, J.\u00a0(1992).\u00a0<em>O Semin\u00e1rio, Livro 17: O Avesso da Psican\u00e1lise<\/em>. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor.<\/span><br \/>\n<span style=\"font-size: 13px;\"><a href=\"#_ftnref10\" name=\"_ftn10\">[10]<\/a> Lacan, J.\u00a0(2004).\u00a0<em>Televis\u00e3o<\/em>. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor.<\/span><br \/>\n<span style=\"font-size: 13px;\"><a href=\"#_ftnref11\" name=\"_ftn11\">[11]<\/a> Leguil, F.\u00a0<em>(2003).\u00a0<\/em>O Sintoma<em>. <\/em>S\u00e3o Paulo: Editora Escuta.<em> P 40-70.<\/em><\/span>[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_separator color=&#8221;juicy_pink&#8221; border_width=&#8221;2&#8243;][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text]\n<h3><strong>\u00a0<\/strong><span style=\"color: #993300;\"><strong>Proposta de trabalho da Diretoria de Cartel e Interc\u00e2mbio<\/strong><\/span><\/h3>\n<p><span style=\"color: #993300;\"><strong>\u00a0(Bi\u00eanio 2025-2027)<\/strong><\/span><\/p>\n<p>O cartel tem rela\u00e7\u00e3o com a sociedade contempor\u00e2nea na medida em que atesta seu mal-estar, aceitando n\u00e3o seus valores mas sua presen\u00e7a<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a>. Miller diz que j\u00e1 havia, na leitura de Lacan sobre os grupos operativos de Bion, a perspectiva do decl\u00ednio da fun\u00e7\u00e3o paterna. Diante dos \u201cpoderes sombrios do supereu\u201d do p\u00f3s-guerra, a estrutura de funcionamento do grupo proposto em 1946 j\u00e1 era o \u201calcance dos princ\u00edpios da a\u00e7\u00e3o lacaniana na esfera social\u201d<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\">[2]<\/a>. Para Miller, o cartel \u00e9 \u201cuma micro-sociedade\u201d<a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\">[3]<\/a> anal\u00edtica que subverte o modo de funcionamento das outras sociedades ditas psicanal\u00edticas. Um jeito de ir mais al\u00e9m do Nome-do-pai, sabendo se servir dele.<\/p>\n<p>O mais 1 do cartel coloca em marcha o esvaziamento do lugar do mestre. Ou seja, aquele que faz essa fun\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 tanto uma pessoa, mas um lugar de estrutura<a href=\"#_ftn4\" name=\"_ftnref4\">[4]<\/a>. No cartel, a rela\u00e7\u00e3o entre a transmiss\u00e3o e o saber n\u00e3o passa pelo ensino suposto de um mestre<a href=\"#_ftn5\" name=\"_ftnref5\">[5]<\/a>. Assim, com o \u201ccar\u00e1ter funcional do mais-um, o cartel interpreta uma tend\u00eancia contempor\u00e2nea dos grupos sociais formados horizontalmente\u201d<a href=\"#_ftn6\" name=\"_ftnref6\">[6]<\/a>.<\/p>\n<p>De outro lado, o cartel \u00e9 o pr\u00f3prio meio pelo qual o trabalho se realiza na Escola. Trata-se de demonstrar em ato a transmiss\u00e3o da psican\u00e1lise, e por consequ\u00eancia o reconhecimento de um trabalho de Escola<a href=\"#_ftn7\" name=\"_ftnref7\">[7]<\/a>. Ent\u00e3o destaco o saber constru\u00eddo num cartel de duas formas: favorece a elabora\u00e7\u00e3o de saber e o ato da transmiss\u00e3o. A submiss\u00e3o de um produto de cartel \u00e0 Escola pretende que esse saber retorne a ela, mas tamb\u00e9m permite que ele esteja submetido a cr\u00edticas e controle.<\/p>\n<p>A\u00ed est\u00e1 a dobradi\u00e7a: o cartel em seu controle externo \u201catesta [e interpreta] a rela\u00e7\u00e3o do discurso anal\u00edtico com a sociedade\u201d<a href=\"#_ftn8\" name=\"_ftnref8\">[8]<\/a>. Mas ele tamb\u00e9m faz um controle interno na pr\u00f3pria Escola, no momento em que esse saber em forma de produto \u00e9 endere\u00e7ado a ela. Esse \u00e9 o modo poss\u00edvel de o discurso anal\u00edtico estar na sociedade e tratar o real desses v\u00ednculos no coletivo<a href=\"#_ftn9\" name=\"_ftnref9\">[9]<\/a>.<\/p>\n<p>O cartel se \u201cacopla \u00e0 pr\u00e1tica anal\u00edtica do analista, e a contrabalan\u00e7a\u201d<a href=\"#_ftn10\" name=\"_ftnref10\">[10]<\/a>. Assim, ele enoda o discurso anal\u00edtico em tr\u00eas vertentes: sua articula\u00e7\u00e3o com o social, a Escola e a pr\u00f3pria posi\u00e7\u00e3o do analista. A for\u00e7a interpretativa de um cartel est\u00e1 tanto no interior da Escola, quanto na leitura das mudan\u00e7as dos v\u00ednculos sociais contempor\u00e2neos<a href=\"#_ftn11\" name=\"_ftnref11\">[11]<\/a>.<\/p>\n<p>A atual Diretoria de Cartel e Interc\u00e2mbio da EBP publicar\u00e1, em breve, um novo n\u00famero do Boletim Dobradi\u00e7a sobre o tema do Interc\u00e2mbio. Enquanto isso, proponho ler a jun\u00e7\u00e3o dos significantes Cartel e Interc\u00e2mbio da seguinte maneira: como a transmiss\u00e3o de um saber em psican\u00e1lise se d\u00e1 no social quando o Outro n\u00e3o existe? Como discutimos um caso cl\u00ednico com profissionais que n\u00e3o s\u00e3o da nossa comunidade? Como se d\u00e1 a transmiss\u00e3o da psican\u00e1lise lacaniana em outras institui\u00e7\u00f5es, como universidades, por exemplo? \u00a0Assim coloco em causa, no desejo de saber, a transmiss\u00e3o da psican\u00e1lise nas vertentes da cl\u00ednica e do ensino para al\u00e9m de nossa comunidade. Como disse Brousse: \u201cn\u00e3o sabemos nada sobre Lacan, nem sobre a psican\u00e1lise, e isso n\u00e3o tem import\u00e2ncia, n\u00e3o sei nem se eu colocaria como condi\u00e7\u00e3o a se ter que fazer uma an\u00e1lise. Provavelmente n\u00e3o. Eu n\u00e3o colocaria nenhuma condi\u00e7\u00e3o para fazer um cartel, al\u00e9m do desejo\u201d<a href=\"#_ftn12\" name=\"_ftnref12\">[12]<\/a>.<\/p>\n<p>Desde j\u00e1 agrade\u00e7o o aceite de cada um dos integrantes desta Comiss\u00e3o:<\/p>\n<ul>\n<li>Eliane Costa dias<\/li>\n<li>Emelice Prado<\/li>\n<li>Francine Negr\u00e3o<\/li>\n<li>Jefferson Nascimento<\/li>\n<li>Licene Garcia<\/li>\n<li>Maria Veridiana Paes de Barros<\/li>\n<li>Patr\u00edcia Bichara<\/li>\n<li>Romulo Ferreira<\/li>\n<li>Ros\u00e2ngela Turim<\/li>\n<li>Rubens Berliz<\/li>\n<li>S\u00edglia Le\u00e3o<\/li>\n<\/ul>\n<p>Tamb\u00e9m proponho no calend\u00e1rio das quartas-feiras uma atividade sobre o dispositivo de cartel, no segundo semestre deste ano. Al\u00e9m disso, daremos continuidade ao \u201cProcura-se Cartel\u201d em um s\u00e1bado pela manh\u00e3. Por fim, anunciamos a Jornada de Carteis na se\u00e7\u00e3o S\u00e3o Paulo: dia 6 de dezembro, presencial.<\/p>\n<p>A Escola trata o sintoma, e o cartel trata o sintoma da Escola. Quanto a mim, ocupando a fun\u00e7\u00e3o de Diretora de Cartel e Interc\u00e2mbio da Se\u00e7\u00e3o S\u00e3o Paulo \u2013 inscrita em um tempo determinado \u2013 me sirvo de uma frase em que Miller falava dos carteis: \u201cum sozinho nada pode. Quando se est\u00e1 s\u00f3, o melhor \u00e9 conservar as tran\u00e7as\u201d<a href=\"#_ftn13\" name=\"_ftnref13\">[13]<\/a>. Assim, agrade\u00e7o minhas parceiras de Diretoria, Camila, Jovita e Veridiana, e o Conselho T\u00e9cnico pelas trocas.<\/p>\n<p><em>Abril de 2025<\/em><\/p>\n<p><strong><em>Mirmila Musse<\/em><\/strong><br \/>\n<em>\u00a0Diretora de Cartel e Interc\u00e2mbio EBP-SP 2025-207<\/em><\/p>\n<hr \/>\n<p><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\"><span style=\"font-size: 13px;\">[1]<\/span><\/a><span style=\"font-size: 13px;\">Miller. J-A., La Clinique Lacanienne. Cours du Mars 1982<br \/>\n<\/span><span style=\"font-size: 13px;\"><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\">[2]<\/a> Fuentes, M. J., Fratura no Coletivo, In: Cartel, novas leituras, S\u00e3o Paulo: Escola Brasileira de Psican\u00e1lise. 2021. p. 116.<br \/>\n<\/span><span style=\"font-size: 13px;\"><a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\">[3]<\/a> Miller. J-A. El banquete de los analistas, Buenos Aires, Paid\u00f3s. 2010 , p..142<br \/>\n<\/span><span style=\"font-size: 13px;\"><a href=\"#_ftnref4\" name=\"_ftn4\">[4]<\/a> ibid<br \/>\n<\/span><span style=\"font-size: 13px;\"><a href=\"#_ftnref5\" name=\"_ftn5\">[5]<\/a> Miller. J-A. El banquete de los analistas, Buenos Aires, Paid\u00f3s. 2010 , p.p.217<br \/>\n<\/span><span style=\"font-size: 13px;\"><a href=\"#_ftnref6\" name=\"_ftn6\">[6]<\/a> Mandil, R. Escola, cartel e passe, In: Cartel, novas leituras, S\u00e3o Paulo: Escola Brasileira de Psican\u00e1lise. 2021, p. 98<br \/>\n<\/span><span style=\"font-size: 13px;\"><a href=\"#_ftnref7\" name=\"_ftn7\">[7]<\/a> Miller. J-A. El banquete de los analistas, Buenos Aires, Paid\u00f3s. 2010 , p.208<br \/>\n<\/span><span style=\"font-size: 13px;\"><a href=\"#_ftnref8\" name=\"_ftn8\">[8]<\/a> Miller. J-A. Introducci\u00f3n a la cl\u00ednica lacaniana. Conferencias en Espa\u00f1a, edici\u00f3n digital: RBALibros, S.A., 2018. 255<br \/>\n<\/span><span style=\"font-size: 13px;\"><a href=\"#_ftnref9\" name=\"_ftn9\">[9]<\/a> Miller. J-A, El banquete de los analistas, Buenos Aires, Paid\u00f3s. 2010 , p.144<br \/>\n<\/span><span style=\"font-size: 13px;\"><a href=\"#_ftnref10\" name=\"_ftn10\">[10]<\/a> Ibid.<br \/>\n<\/span><span style=\"font-size: 13px;\"><a href=\"#_ftnref11\" name=\"_ftn11\">[11]<\/a> Mandil. R., Relat\u00f3rio apresentado na reuni\u00e3o anual do Conselho da AMP. 2016<br \/>\n<\/span><span style=\"font-size: 13px;\"><a href=\"#_ftnref12\" name=\"_ftn12\">[12]<\/a> Brousse. M-H., Sobre o Cartel Fulgurante. In: Manual de cart\u00e9is. Escola Brasileira de Psican\u00e1lise. Scriptum. p. 55<br \/>\n<\/span><span style=\"font-size: 13px;\"><a href=\"#_ftnref13\" name=\"_ftn13\">[13]<\/a> Miller, J.-A. A Escola ao avesso, In: Cartel, novas leituras, S\u00e3o Paulo: Escola Brasileira de Psican\u00e1lise. 2021, p. 29<\/span>[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_separator color=&#8221;juicy_pink&#8221; border_width=&#8221;2&#8243;][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text]\n<h3><span style=\"color: #993300;\"><strong>Proposta de trabalho da Diretoria de Biblioteca (Bi\u00eanio 2025-2027)<\/strong><\/span><\/h3>\n<p style=\"text-align: right;\"><em>\u201cPara que uma biblioteca? Isso poderia ser perguntado para todo trabalhador decidido do Campo Freudiano&#8221;<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\"><sup><strong>[1]<\/strong><\/sup><\/a><\/em><em>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <\/em><\/p>\n<p>Tomo esta frase de Judith Miller sobre as bibliotecas como uma orienta\u00e7\u00e3o de trabalho. Vivemos em um mundo onde estamos submetidos na era digital e somos engolidos pela pressa e prontid\u00e3o para obter acesso ao que queremos de forma r\u00e1pida e f\u00e1cil, e os livros n\u00e3o ficam de fora desse \u00ednterim. As palavras <em>e-book e Amazon<\/em> se tornaram dominantes no nosso meio a partir de 2010 e isso poderia ser um exemplo da onipot\u00eancia fomentada pelas m\u00e1quinas.<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\"><sup>[2]<\/sup><\/a> Certamente, n\u00e3o se trata de negar o avan\u00e7o da era digital e nem de dispensar os benef\u00edcios de termos um acervo eletr\u00f4nico de livros e artigos \u00e0 nossa disposi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Desse modo, a quest\u00e3o que se coloca \u00e9: o que uma biblioteca pode oferecer de diferente em rela\u00e7\u00e3o a um acervo digital?<\/p>\n<p>Djamila Ribeiro em uma reportagem intitulada, \u201cRevolu\u00e7\u00e3o das bibliotecas comunit\u00e1rias\u201d, para o Jornal Folha de SP de 3 de janeiro deste ano, traz um dado que desde 2015, o Brasil fechou 1.500 bibliotecas, enquanto em um projeto em Parelheiros, na zona sul de S\u00e3o Paulo, abriram quatro. \u201cO pa\u00eds fecha biblioteca, a gente abre; o pa\u00eds perde leitor, a gente aumenta. Apesar das dificuldades, as bibliotecas comunit\u00e1rias resistem\u201d.<\/p>\n<p>Miller<a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\"><sup>[3]<\/sup><\/a> faz uma analogia entre a biblioteca e o cemit\u00e9rio, afinal os livros n\u00e3o falam. Em contrapartida, afirma: a biblioteca tem um espa\u00e7o para que os nossos corpos possam vir, ao passo que n\u00f3s representamos o significante falando, e nos livros temos o significante escrito. Por isso, precisamos do leitor para que a biblioteca possa se tornar viva e n\u00e3o apenas um cemit\u00e9rio para alocar os livros.<\/p>\n<p>Em <em>Lacan hispano<a href=\"#_ftn4\" name=\"_ftnref4\"><sup><strong>[4]<\/strong><\/sup><\/a><\/em> uma rubrica intitulada J<em>udith, a presen\u00e7a de um desejo\u2026<\/em> Anna Arom\u00ed diz: \u201cJudith e os livros formavam um par-sintoma reconhecido por todos, mas tamb\u00e9m transmitia que os livros n\u00e3o s\u00e3o somente objetos a serem produzidos, movidos ou feitos para vender, os livros s\u00e3o condensadores de pol\u00edtica, por assim dizer, objetos que acumulam libido anal\u00edtica de alta densidade\u201d. Se os livros s\u00e3o condensadores de libido anal\u00edtica da pol\u00edtica de uma Escola, como vivificar o espa\u00e7o da biblioteca da Se\u00e7\u00e3o SP para que os livros encontrem o seu leitor? A quem se dirige uma biblioteca de psican\u00e1lise de Orienta\u00e7\u00e3o Lacaniana nos tempos de hoje? Quem \u00e9 o nosso leitor?<\/p>\n<p>Roberto Calasso, autor do livro <em>Como organizar uma biblioteca<\/em> \u00e9 certeiro sobre o \u00fanico caminho poss\u00edvel que uma biblioteca ou livraria podem ter de diferente em rela\u00e7\u00e3o ao acervo digital: \u00e9 o contato f\u00edsico com os livros, sendo que o importante \u00e9 que o leitor possa encontrar os livros que procurava e descobrir o que n\u00e3o sabia estar procurando. Assim, a aposta seguir\u00e1 por essa via, como passar do significante escrito do livro, <em>\u00e0 priori<\/em> morto, para o significante da fala, o leitor.<\/p>\n<p>A Diretoria de Biblioteca da Se\u00e7\u00e3o SP, para este bi\u00eanio, dar\u00e1 continuidade \u00e0s atividades que v\u00eam sendo feitas pelas diretorias anteriores e contar\u00e1 com algumas outras. Mas antes de apresent\u00e1-las, gostaria de agradecer a Camila Popadiuk pela generosa transmiss\u00e3o de trabalho na passagem para esta diretoria e pelas conversas sobre o desafio de ocupar esta fun\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A <strong>Revista Carta de S\u00e3o Paulo<\/strong> ter\u00e1 como editor Gustavo Oliveira Menezes e Sandra Grostein como consultora. O Conselho Editorial ser\u00e1 composto por mim, Paola Salinas, Silvia Sato e Tatiana Vidotti.<\/p>\n<p>A atividade <strong>Noite de Biblioteca <\/strong>ir\u00e1 manter a interlocu\u00e7\u00e3o e o debate em torno das publica\u00e7\u00f5es do Campo Freudiano. No dia 11\/06\/23 teremos a primeira atividade intitulada \u201cPublica\u00e7\u00f5es &#8211; Qual o lugar da Revista em uma Se\u00e7\u00e3o?\u201d, juntamente com o lan\u00e7amento da \u00faltima Carta de S\u00e3o Paulo <em>\u201c<\/em>Objeto <em>a <\/em>e fantasma<em>\u201d<\/em>. Camila Popadiuk ser\u00e1 a convidada e M\u00e1rcia Stival animar\u00e1 o debate.<\/p>\n<p>Na atividade<strong> Leituras de Biblioteca<\/strong> leremos dois textos de Freud, <em>Os caminhos da forma\u00e7\u00e3o de sintomas<\/em> (1917), passando para <em>Inibi\u00e7\u00f5es, Sintoma e Ang\u00fastia <\/em>(1926). A escolha foi feita em conson\u00e2ncia com a proposta de trabalho desta Diretoria, \u201cLer o sintoma na \u00e9poca que o Outro n\u00e3o existe\u201d. A atividade ter\u00e1 in\u00edcio neste primeiro semestre e acontecer\u00e1 mensalmente \u00e0s sextas-feiras, ainda com data de in\u00edcio e hor\u00e1rio a serem definidos.<\/p>\n<p><strong>Manh\u00e3 de Leitura <\/strong>acontecer\u00e1 pelas manh\u00e3s aos s\u00e1bados e contaremos com a presen\u00e7a de um convidado que ler\u00e1 um texto dentro do espa\u00e7o da nossa biblioteca com o intuito de vivificar esse lugar. Teremos duas datas ao longo deste ano.<\/p>\n<p>Uma nova modalidade de <strong>Interc\u00e2mbio <\/strong>ser\u00e1 realizada atrav\u00e9s do trabalho do bibliotec\u00e1rio Felipe Salles Silva com a Biblioteca M\u00e1rio de Andrade e as bibliotecas das Universidades p\u00fablicas e particulares de S\u00e3o Paulo. O objetivo \u00e9 propor uma parceria para que elas possam ter no acervo os n\u00fameros da Carta de S\u00e3o Paulo. Assim, com as publica\u00e7\u00f5es estando em outros lugares da cidade, algum leitor poder\u00e1 encontr\u00e1-la, e ent\u00e3o, vamos poder expandir a frase que Lacan deu atrav\u00e9s da primeira publica\u00e7\u00e3o, chamada <em>Scilicet<\/em>, que significa \u201cvoc\u00ea pode saber\u201d, para voc\u00ea pode saber o que pensa a Escola Brasileira de Psican\u00e1lise, Se\u00e7\u00e3o S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>Desejo a todos um \u00f3timo trabalho!<\/p>\n<p><strong>Camila Col\u00e1s \u2013<\/strong> Diretora de Biblioteca EBP-SP 2025-2027<\/p>\n<p><strong>Comiss\u00e3o de Biblioteca 2025-2027<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li>Andressa Cont\u00f3 Luz<\/li>\n<li>Ana Maria de Almeida Guerra<\/li>\n<li>Aparecida Santa Clara Berlitz<\/li>\n<li>Bianca Wierman<\/li>\n<li>Cl\u00e1udia Regina Santa Silva<\/li>\n<li>Fernanda C. Gomes de Carvalho<\/li>\n<li>Felipe Salles Silva (bibliotec\u00e1rio)<\/li>\n<li>Francisco Durante<\/li>\n<li>Jo\u00e3o Paulo Desconci<\/li>\n<li>Luciana Ernanny Legey<\/li>\n<li>Priscila Tavares Viviani<\/li>\n<li>Rodrigo Camargo<\/li>\n<li>Respons\u00e1vel pelo site: Ruth Galv\u00e3o<\/li>\n<\/ul>\n<div><span style=\"color: #993300;\">Revista Carta de S\u00e3o Paulo 2025-2027<\/span><\/div>\n<ul>\n<li>Editor: Gustavo Oliveira Menezes<\/li>\n<li>Consultora:\u00a0Sandra Grostein<\/li>\n<li>Conselho Editorial:\n<ul>\n<li>Camila Col\u00e1s<\/li>\n<li>Paola Salinas<\/li>\n<li>Silvia Sato<\/li>\n<li>Tatiana Vidotti<\/li>\n<\/ul>\n<\/li>\n<\/ul>\n<hr \/>\n<p><span style=\"font-size: 13px;\"><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\"><sup>[1]<\/sup><\/a> MILLER, J. Editorial, Colofon, n.1. primavera de 1991, p.3<\/span><br \/>\n<span style=\"font-size: 13px;\"><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\"><sup>[2]<\/sup><\/a> CALASSO, R. Como organizar uma biblioteca. S\u00e3o Paulo: Companhia das Letras, 2023, p.124-125.<\/span><br \/>\n<span style=\"font-size: 13px;\"><a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\"><sup>[3]<\/sup><\/a> <strong>L\u00b4exp\u00e9rience d\u00b4une analyse \u00bb. Dispon\u00edvel em :<\/strong> <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=JB9V3KT0Xhs\"><strong>L\u2019exp\u00e9rience d\u2019une analyse. Jacques-Alain Miller. <\/strong><strong>30-09-2010. \u2013 YouTube<\/strong><\/a><\/span><br \/>\n<span style=\"font-size: 13px;\"><a href=\"#_ftnref4\" name=\"_ftn4\"><sup>[4]<\/sup><\/a> AROM\u00cd, A. Lacan hispano. Olivos: Grama Ediciones, 2021, p.544. Tradu\u00e7\u00e3o livre.<\/span>[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row]\n[vc_row][vc_column][vc_column_text]\n<h3><span style=\"color: #993300;\">Atividades<\/span><\/h3>\n[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text]\n<h3><span style=\"color: #993300;\">Atividade da Diretoria de Biblioteca da EBP-SP na Livraria da Travessa<\/span><\/h3>\n<p>A Diretoria de Biblioteca da EBP-SP convida para uma conversa com o escritor e poeta Daniel Francoy (Pr\u00eamio Jabuti Poesia 2017, autor de \u201co livro de Martim\u201d, ed. Jabuticaba, 2022)<\/p>\n<p>A poesia n\u00e3o reside no sentido, mas nos sons, no ritmo, na letra. Oferece a possibilidade de inverter a ordem do mundo e experiment\u00e1-lo em outra perspectiva: a poesia \u00e9 o espelho que mostra o mundo de ponta cabe\u00e7a, e poetas s\u00e3o aqueles que plantam bananeiras diante do espelho de ponta cabe\u00e7a.<br \/>\n\u201co livro do martim\u201d, do poeta Daniel Francoy, \u00e9 um convite encantador para experimentar outra dimens\u00e3o da palavra, que n\u00e3o apenas aponta para o objeto, mas o inventa. Seus poemas n\u00e3o descrevem as coisas. Ele as recria e coloca na nossa frente.<br \/>\nDiante do mal-estar de um mundo ora sombrio, basta inventar um poema? A poesia e a psican\u00e1lise se servem da hi\u00e2ncia, e assim se pode inventar \u00cdtaca. Convidamos \u00e0 conversa, aos que s\u00e3o tocados por essa hi\u00e2ncia.<\/p>\n<p>Comiss\u00e3o de trabalho: Silvia Sato (EBP\/AMP) &#8211; coordena\u00e7\u00e3o<br \/>\nDiva Rubim Parentoni, Vagner Arakawa, Marcela Magalh\u00e3es, Carolline Rangel<\/p>\n<p>22 de outubro, \u00e0s 10:30<br \/>\nATIVIDADE PRESENCIAL EM RIBEIR\u00c3O PRETO<br \/>\nLOCAL: LIVRARIA da TRAVESSA (Ribeir\u00e3o Shopping)<br \/>\n*Atividade aberta e gratuita[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column width=&#8221;1\/3&#8243;][vc_single_image image=&#8221;9291&#8243; img_size=&#8221;large&#8221; alignment=&#8221;center&#8221; onclick=&#8221;link_image&#8221;][\/vc_column][vc_column width=&#8221;1\/3&#8243;][\/vc_column][vc_column width=&#8221;1\/3&#8243;][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_separator color=&#8221;juicy_pink&#8221; border_width=&#8221;3&#8243;][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text]\n<h3><span style=\"color: #993300;\">Leituras da Biblioteca<\/span><\/h3>\n<p><strong>Perspectivas de Lituraterra<\/strong><\/p>\n<p>\u201cLituraterra\u201d anuncia o \u00faltimo e o ultim\u00edssimo ensino de Lacan. Este texto abre os Outros Escritos n\u00e3o s\u00f3 para fazer ressoar \u201cO semin\u00e1rio sobre \u00b4A carta roubada\u00b4\u201d, texto que inicia os Escritos, mas para nos orientar no caminho que vai do significante \u00e0 letra e para al\u00e9m.<\/p>\n<p>Perspectivas de Lituraterra prop\u00f5e abrir as linhas de leitura que este texto traz a partir do deslocamento do objeto carta (lettre) para a letra sozinha, separada da significa\u00e7\u00e3o, e elaborar as implica\u00e7\u00f5es daquilo que se reescreve da \u201cInst\u00e2ncia da letra como raz\u00e3o do inconsciente\u201d fazendo da letra borda e litoral entre o saber e o gozo.<\/p>\n<ul>\n<li>Comiss\u00e3o Leituras da Biblioteca: Eduardo Vallejos, Mirmila Musse, Raquel Diaz Degenszajn, Ros\u00e2ngela Turim e Silvia Jacobo.<\/li>\n<li>Diretora de Biblioteca: Fabiola Ramon<\/li>\n<li>04 e 25 de outubro, 20h30<\/li>\n<li>Atividade presencial (sede EBP-SP) e online. Inscri\u00e7\u00f5es para o zoom:<\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/forms.gle\/LdxWMPCCXJEExzx97\">https:\/\/forms.gle\/LdxWMPCCXJEExzx97<\/a><\/li>\n<li>Informa\u00e7\u00f5es whatsApp: (11) 3081 8947<\/li>\n<\/ul>\n[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column width=&#8221;1\/3&#8243;][vc_single_image image=&#8221;9293&#8243; img_size=&#8221;large&#8221; alignment=&#8221;center&#8221; onclick=&#8221;link_image&#8221;][\/vc_column][vc_column width=&#8221;1\/3&#8243;][\/vc_column][vc_column width=&#8221;1\/3&#8243;][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_separator color=&#8221;juicy_pink&#8221; border_width=&#8221;3&#8243;][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text]\n<h3><span style=\"color: #993300;\">Leituras da Biblioteca<\/span><\/h3>\n<p>Atualidade do texto \u201cAl\u00e9m do princ\u00edpio do prazer&#8221;: um retorno \u00e0 letra de Freud<\/p>\n<p>A partir da posi\u00e7\u00e3o de Freud em interrogar seu pr\u00f3prio edif\u00edcio te\u00f3rico constru\u00eddo sobre a base do princ\u00edpio do prazer e do princ\u00edpio da realidade, podemos considerar o texto \u201cAl\u00e9m do princ\u00edpio do prazer\u201d \u00e9tico e pol\u00edtico. Ao n\u00e3o retroceder diante da satisfa\u00e7\u00e3o paradoxal, Freud avan\u00e7a no que se torna um dos pontos primordiais para a orienta\u00e7\u00e3o lacaniana. No centen\u00e1rio de sua publica\u00e7\u00e3o, qual a atualidade deste texto e o que h\u00e1 de subversivo nele? Quais as consequ\u00eancias do texto no interior da teoria freudiana e qual sua import\u00e2ncia na pr\u00e1tica psicanal\u00edtica de orienta\u00e7\u00e3o lacaniana hoje?<\/p>\n<ul>\n<li>Datas: 21\/09, 26\/10 e 15\/03<\/li>\n<li>Hor\u00e1rio: 20h30<\/li>\n<li>Integrantes da comiss\u00e3o: Eduardo Vallejos, Fabiola Ramon (Diretora de Biblioteca), Gabriela Malvezzi do Amaral, Mirmila Musse, Raquel Diaz Degenszajn, Ros\u00e2ngela Turim e Silvia Jacobo.<\/li>\n<li>Plataforma Zoom. Inscri\u00e7\u00f5es pelo formul\u00e1rio: https:\/\/forms.gle\/Gm7fpFegAodA3tuz6<\/li>\n<\/ul>\n[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column width=&#8221;1\/3&#8243;][vc_single_image image=&#8221;9294&#8243; img_size=&#8221;large&#8221; alignment=&#8221;center&#8221; onclick=&#8221;link_image&#8221;][\/vc_column][vc_column width=&#8221;1\/3&#8243;][vc_single_image image=&#8221;9295&#8243; img_size=&#8221;large&#8221; alignment=&#8221;center&#8221; onclick=&#8221;link_image&#8221;][\/vc_column][vc_column width=&#8221;1\/3&#8243;][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_separator color=&#8221;juicy_pink&#8221; border_width=&#8221;3&#8243;][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text]\n<h3><span style=\"color: #993300;\">ACERVO VIVO<\/span><\/h3>\n<p>\u201cO acervo e o percurso de um analista\u201d<\/p>\n<ul>\n<li>Conversam: Heloisa Prado da Silva Telles (EBP\/AMP), Felipe Salles Silva (bibliotec\u00e1rio da EBPSP) e Comiss\u00e3o de Biblioteca<\/li>\n<li>Coordena\u00e7\u00e3o: Fabiola Ramon (Diretora de biblioteca)<\/li>\n<\/ul>\n<p>Durante 2021, os integrantes da comiss\u00e3o de biblioteca Emelice Prado, Jos\u00e9 Danilo Canesin, Jovita Carneiro de Lima, Marisa Nubile, Mirmila Musse e Perp\u00e9tua Medrado, juntamente com o Bibliotec\u00e1rio Felipe Salles Silva e Heloisa Prado da Silva Telles (EBP\/AMP), respons\u00e1vel por encaminhar a doa\u00e7\u00e3o do acervo pessoal de livros do psicanalista membro da EBP-SP, Carlos Augusto Nic\u00e9as, para a EBP-SP, se debru\u00e7aram sobre as preciosidades e os achados dessa extensa e rica cole\u00e7\u00e3o de livros.<\/p>\n<p>Nessa atividade eles apresentar\u00e3o e conversar\u00e3o sobre alguns desses achados e colocar\u00e3o a trabalho uma pergunta que vem acompanhando as reuni\u00f5es de trabalho da comiss\u00e3o: \u201ccomo transmitir sobre a fun\u00e7\u00e3o da biblioteca na forma\u00e7\u00e3o de um analista e qual \u00e9 a import\u00e2ncia dessa transmiss\u00e3o?\u201d.<\/p>\n<ul>\n<li>12\/04 ter\u00e7a-feira \u00e0s 20h30.<\/li>\n<li>Local: plataforma Zoom e sede EBP-SP<\/li>\n<\/ul>\n[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column width=&#8221;1\/3&#8243;][vc_single_image image=&#8221;9296&#8243; alignment=&#8221;center&#8221; onclick=&#8221;link_image&#8221;][\/vc_column][vc_column width=&#8221;1\/3&#8243;][vc_single_image image=&#8221;9297&#8243; alignment=&#8221;center&#8221; onclick=&#8221;link_image&#8221;][\/vc_column][vc_column width=&#8221;1\/3&#8243;][vc_column_text]https:\/\/open.spotify.com\/episode\/4qtaHxuhxOjtRYwjeo7I8e?si=7b167379b5e445a2&amp;fbclid=IwAR1nkVPZu26e0dg1RUQPOvLzYk_9hbmlL1NQesaJGTDW1Rj4bPwVDZKeVPU&amp;nd=1[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_separator color=&#8221;juicy_pink&#8221; border_width=&#8221;3&#8243;][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text]\n<h3><span style=\"color: #993300;\">NOITES DA BIBLIOTECA<\/span><\/h3>\n[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column width=&#8221;1\/3&#8243;][vc_single_image image=&#8221;9298&#8243; img_size=&#8221;large&#8221; alignment=&#8221;center&#8221; onclick=&#8221;link_image&#8221;][\/vc_column][vc_column width=&#8221;1\/3&#8243;][vc_single_image image=&#8221;9299&#8243; img_size=&#8221;large&#8221; alignment=&#8221;center&#8221; onclick=&#8221;link_image&#8221;][\/vc_column][vc_column width=&#8221;1\/3&#8243;][vc_single_image image=&#8221;9300&#8243; img_size=&#8221;large&#8221; alignment=&#8221;center&#8221; onclick=&#8221;link_image&#8221;][\/vc_column][\/vc_row]\n<\/section>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[vc_row][vc_column][vc_column_text] Ler um Sintoma na \u00c9poca em que o Outro N\u00e3o Existe Esse ser\u00e1 o tema de trabalho desta diretoria. 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