{"id":7299,"date":"2023-08-15T06:22:02","date_gmt":"2023-08-15T09:22:02","guid":{"rendered":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/?page_id=7299"},"modified":"2023-08-15T06:22:02","modified_gmt":"2023-08-15T09:22:02","slug":"eixo-iii-riso-modo-de-usar-ou-manual-do-riso-na-clinica","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/jornadas\/xii-jornadas-r-i-s-o\/xii-jornadas-r-i-s-o-eixos-tematicos\/eixo-iii-riso-modo-de-usar-ou-manual-do-riso-na-clinica\/","title":{"rendered":"\u00a0EIXO III &#8211; RISO: MODO DE USAR ou MANUAL DO RISO NA CL\u00cdNICA"},"content":{"rendered":"<section class=\"wpb-content-wrapper\">[vc_row][vc_column][vc_single_image image=&#8221;6885&#8243; img_size=&#8221;full&#8221; add_caption=&#8221;yes&#8221;][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text]\n<figure id=\"attachment_7302\" aria-describedby=\"caption-attachment-7302\" style=\"width: 250px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-7302\" src=\"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/mini_gaio004_004.jpg\" alt=\"\" width=\"250\" height=\"250\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-7302\" class=\"wp-caption-text\">Friends II (2021), Johnson\u00a0Tsang<\/figcaption><\/figure>\n<p><strong>EIXO III &#8211; RISO: MODO DE USAR<\/strong><\/p>\n<p><strong><em>ou<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong>MANUAL DO RISO NA CL\u00cdNICA<\/strong><\/p>\n<blockquote><p><strong>\u00a0<\/strong><em>\u201cA beleza do mundo [&#8230;] tem dois gumes, um de riso, outro de ang\u00fastia, cortando o cora\u00e7\u00e3o ao meio\u201d. Virg\u00ednia Woolf<\/em><a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a><\/p><\/blockquote>\n<h6>Cartel respons\u00e1vel:<br \/>\nMaria do Carmo Dias Batista (+ 1)<br \/>\nMirmila Alves Musse<br \/>\nTatiana Vidotti<br \/>\nTeresinha Natal Meirelles do Prado<br \/>\nVeridiana Marucio<\/h6>\n<ol>\n<li><strong> Informa\u00e7\u00f5es de seguran\u00e7a<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p>No pensamento ocidental h\u00e1 uma forte tradi\u00e7\u00e3o de considerar o riso e o ris\u00edvel pelo prisma do julgamento, seja ele est\u00e9tico (Arist\u00f3teles), intelectual ou moral (Bergson). N\u00e3o exploraremos esses pontos, j\u00e1 destacados nas apresenta\u00e7\u00f5es dos eixos epist\u00eamico e pol\u00edtico. Na vers\u00e3o da cl\u00ednica, terceira da s\u00e9rie, trabalharemos o paradigma que inscreve o riso na descontinuidade do julgamento.<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\">[2]<\/a><\/p>\n<p>Kant postula que o efeito de surpresa que desencadeia o riso reduz ao nada a tens\u00e3o de uma espera. Freud, a partir da ideia kantiana, interessado e motivado pela perspectiva cl\u00ednica, criou uma abordagem pr\u00f3pria atrav\u00e9s da no\u00e7\u00e3o do riso como redutor da tens\u00e3o. Introduzida em seu modelo econ\u00f4mico, a redu\u00e7\u00e3o da tens\u00e3o permitiu-lhe extrair tr\u00eas modalidades de riso: o c\u00f4mico, o chiste e o humor.<\/p>\n<ol start=\"2\">\n<li><strong> Especifica\u00e7\u00f5es t\u00e9cnicas<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p>O C\u00f4mico \u2013 n\u00e3o confundir com a com\u00e9dia, definidora de um g\u00eanero liter\u00e1rio ou c\u00eanico \u2013neutraliza momentaneamente a inibi\u00e7\u00e3o e produz uma descarga. Esse mecanismo pode ocasionar uma identifica\u00e7\u00e3o passageira com um personagem c\u00f4mico e aliviar os fardos pesados e insuport\u00e1veis da cultura. \u00c9 indicado para reencontrar o riso infantil perdido.<\/p>\n<p>O Chiste \u2013 recomenda-se tamb\u00e9m n\u00e3o o confundir com a com\u00e9dia. Sua a\u00e7\u00e3o pode neutralizar o senso-comum e o uso habitual das palavras. \u00c0 diferen\u00e7a do c\u00f4mico, que age sobre a imagem do corpo e nas primeiras inibi\u00e7\u00f5es que organizaram a vida do homem cultural (<em>homo culturalis<\/em>). O chiste opera com representa\u00e7\u00f5es\u00a0(<em>Vorstellungen<\/em>) que passaram pelo processo de recalque.<\/p>\n<table border=\"0\" width=\"70%\" cellspacing=\"0\" cellpadding=\"10\" align=\"center\">\n<tbody>\n<tr>\n<td bgcolor=\"#E8E8E8\">Aten\u00e7\u00e3o! Esta modalidade pode n\u00e3o estar presente em todos os casos. Nota-se seu efeito instant\u00e2neo, vivo e fulgurante. \u00c0s vezes, produz riso, mas n\u00e3o o riso da queda da imagem de um adulto s\u00e9rio e inibido pelos ideais correntes. Trata-se aqui de outro tipo de surpresa.<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p>O Humor \u2013 tem a fun\u00e7\u00e3o de drenar o afeto doloroso. Para ilustrar seu mecanismo, Freud evoca a anedota de um condenado que, levado \u00e0 forca em uma segunda-feira, comenta: \u201cA semana est\u00e1 come\u00e7ando bem!\u201d [&#8230;]. Em seguida, a caminho da execu\u00e7\u00e3o, pede um cachecol para seu pesco\u00e7o nu, para n\u00e3o pegar um resfriado.<a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\">[3]<\/a><\/p>\n<ol start=\"3\">\n<li><strong>A\u00e7\u00e3o na pr\u00e1tica cl\u00ednica<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p>Alguns analistas relatam fatos constrangedores e engra\u00e7ados que levaram ao riso c\u00f4mico, por exemplo, quando um analisante derruba um vaso na sala de espera e espalha terra por todo lado, ou quando o analista se atrapalha e trope\u00e7a no tapete da sala. Pode ser que um dos dois n\u00e3o ache gra\u00e7a, mas o efeito c\u00f4mico est\u00e1 presente.<\/p>\n<p>Com rela\u00e7\u00e3o ao riso do chiste, o analista deve prestar aten\u00e7\u00e3o tanto \u00e0 cadeia ac\u00fastica quanto \u00e0 cadeia significante e seus efeitos de sentido. Aten\u00e7\u00e3o: durante uma sess\u00e3o de an\u00e1lise, pode acontecer passagem do lapso ao chiste.<a href=\"#_ftn4\" name=\"_ftnref4\">[4]<\/a> As condensa\u00e7\u00f5es ou deslocamentos, constru\u00eddos como no exemplo conhecido de Freud, o <em>familion\u00e1rio<\/em>, s\u00e3o irrup\u00e7\u00f5es intempestivas que produzem um corte no sentido do que se quer dizer e consideradas lapsos que escapam ao sujeito. Aquele que o pronuncia n\u00e3o visa o riso, mas quem escuta pode dar-lhe o estatuto de chiste. O analista, portanto, na posi\u00e7\u00e3o de terceiro, faz passar do lapso ao chiste.<a href=\"#_ftn5\" name=\"_ftnref5\">[5]<\/a><\/p>\n<table border=\"0\" width=\"70%\" cellspacing=\"0\" cellpadding=\"10\" align=\"center\">\n<tbody>\n<tr>\n<td bgcolor=\"#E8E8E8\">Ex.: dizer uma palavra em vez de outra, dobr\u00e1-la, comprimi-la, dar-lhe outro sentido.<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p>O chiste, ligado ao material verbal e \u00e0 criatividade pr\u00f3pria \u00e0 linguagem, instala-se no registro da l\u00edngua. Esse ponto o diferencia sensivelmente do humor, que pode produzir riso de algo que n\u00e3o \u00e9 engra\u00e7ado, podendo at\u00e9 ser tr\u00e1gico. O dito espirituoso, ao fazer rir, diminui a tens\u00e3o e a carga da ang\u00fastia.<\/p>\n<table border=\"0\" width=\"70%\" cellspacing=\"0\" cellpadding=\"10\" align=\"center\">\n<tbody>\n<tr>\n<td bgcolor=\"#E8E8E8\">Aten\u00e7\u00e3o! O chiste s\u00f3 \u00e9 humor\u00edstico e desperta o riso quando preenche determinadas condi\u00e7\u00f5es: surpresa, ambiguidade, afeto doloroso suprimido.<\/p>\n<p>Woody Allen: \u201cN\u00e3o \u00e9 que eu tenha medo da morte, mas preferiria estar em outro lugar quando ela acontecer\u201d.<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p>O humor sup\u00f5e trabalho, elabora\u00e7\u00e3o e cria\u00e7\u00e3o. N\u00e3o \u00e9 a realidade que \u00e9 engra\u00e7ada, mas aquilo que dizemos, como prop\u00f5e Lacan no <em>Semin\u00e1rio 5<\/em>, ao se perguntar sobre o que provoca o riso. N\u00e3o seu sentido, mas sua interpreta\u00e7\u00e3o, ou seu <em>nonsense<\/em>. N\u00e3o o prazer que ele nos oferece, mas o que obtemos ao constatarmos que n\u00e3o h\u00e1 nada que possa nos satisfazer.<\/p>\n<table border=\"0\" width=\"70%\" cellspacing=\"0\" cellpadding=\"10\" align=\"center\">\n<tbody>\n<tr>\n<td bgcolor=\"#E8E8E8\">Aten\u00e7\u00e3o! Humor n\u00e3o \u00e9 ironia. Diferem em reflexibilidade e universalidade. O ir\u00f4nico ri dos outros, o humorista ri de si ou de todos, inclui-se no riso.<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p>Freud apresenta formas poss\u00edveis do riso: do tipo colapso sonoro, descarga, irrup\u00e7\u00e3o brusca e para enfrentar a depend\u00eancia inexor\u00e1vel em rela\u00e7\u00e3o ao Outro da linguagem, desdramatizando e contornando aspectos rid\u00edculos dos sujeitos e das coisas. De um lado, potencializa o desamparo; de outro, h\u00e1 o triunfo de reduzi-lo a nada.<\/p>\n<p>Se o riso c\u00f4mico opera com a inibi\u00e7\u00e3o e o riso do chiste com o sintoma, poder\u00edamos definir o riso do humor, considerado por Freud uma defesa digna na vertente c\u00f4mica do supereu, uma posi\u00e7\u00e3o \u00e9tica com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 ang\u00fastia? Maiores informa\u00e7\u00f5es no item 5.<\/p>\n<ol start=\"4\">\n<li><strong> Informa\u00e7\u00f5es Pr\u00e1ticas <\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p>No <em>Semin\u00e1rio 5<\/em>, Lacan evoca as variedades desse fen\u00f4meno, afirmando que \u201c[&#8230;] a quest\u00e3o do riso ultrapassa muito amplamente tanto a do espirituoso quanto a do c\u00f4mico\u201d<a href=\"#_ftn6\" name=\"_ftnref6\">[6]<\/a>. Segundo ele, h\u00e1 ainda o riso do riso, o que n\u00e3o conv\u00e9m, o incontido das crian\u00e7as, o de ang\u00fastia, o de nervoso da v\u00edtima, o de desespero. O riso toca tamb\u00e9m a imita\u00e7\u00e3o, o dubl\u00ea, o s\u00f3sia, a m\u00e1scara e o que desmascara. Est\u00e1 situado no campo da imagem: \u201cO riso eclode [ao ver algu\u00e9m levar um tombo] na medida que, em nossa imagina\u00e7\u00e3o, o personagem continua sua marcha enquanto o que o sustenta de real fica ali, plantado e esborrachado no ch\u00e3o\u201d<a href=\"#_ftn7\" name=\"_ftnref7\">[7]<\/a>. O riso \u00e9, portanto, o rid\u00edculo da verdade&#8230;<\/p>\n<p>Como um afeto o riso escoa o que n\u00e3o tem cabimento, por exemplo, quando nos referimos aos acessos de riso como catarse. Mas, lembra Lacan, para que se possa rir do que remete ao c\u00f4mico, ao chiste e ao humor, \u00e9 preciso ser da mesma par\u00f3quia. \u00c9 preciso minimamente acreditar no Outro.<\/p>\n<p>Ainda no <em>Semin\u00e1rio 5<\/em>, Lacan retomar\u00e1 o riso como \u201ca primeira comunica\u00e7\u00e3o verdadeira\u201d<a href=\"#_ftn8\" name=\"_ftnref8\">[8]<\/a> do beb\u00ea, mesmo antes da fala. Esse mecanismo fisiol\u00f3gico do sor<em>riso<\/em>, inclui relaxamento e satisfa\u00e7\u00e3o, mas tamb\u00e9m chamado, apreens\u00e3o e reconhecimento da presen\u00e7a de quem cuida. Na brincadeira que modula a presen\u00e7a do Outro, encontra-se a raiz da identifica\u00e7\u00e3o, que ao mesmo tempo se op\u00f5e ao riso.<\/p>\n<p>H\u00e1 algo de preestabelecido, anterior \u00e0 nossa exist\u00eancia, que determina os modos de fazer rir. O riso pode amortecer o absurdo de nosso destino e ao mesmo tempo afastar algo que s\u00f3 a experi\u00eancia de uma an\u00e1lise proporciona, pois \u00e9 conduzida pela paix\u00e3o e n\u00e3o pelos afetos (tema que talvez requeira outro manual).<\/p>\n<p>Os afetos s\u00e3o secund\u00e1rios, atingem o corpo de quem os experimenta, dir\u00e1 Lacan. Eles enganam, assim como os sentimentos, pois nos afastam do real que nos interessa, n\u00e3o o sem-sentido, mas o fora do sentido, que extrapola o curso habitual de nossa exist\u00eancia. A regra n\u00e3o se aplica \u00e0 ang\u00fastia.<\/p>\n<p>O riso apresentado neste manual pode ser um leve despertar, que antes de recobrir a falha que se abre como o rid\u00edculo da verdade, logo \u00e9 recoberto de sentido; por isso a gargalhada \u00e9 o sinal de que voltamos a dormir.<\/p>\n<p>Para a psican\u00e1lise, interessa esse riso aqui nomeado como \u2018do sujeito\u2019?<\/p>\n<p>Talvez o riso possa levar algu\u00e9m a procurar um analista por nunca ter se levado a s\u00e9rio na vida ou, durante um tratamento, quando n\u00e3o pode falar de seu sofrimento sem rir.<\/p>\n<table border=\"0\" width=\"70%\" cellspacing=\"0\" cellpadding=\"10\" align=\"center\">\n<tbody>\n<tr>\n<td bgcolor=\"#E8E8E8\">Ex.: Freud ficou intrigado com o estranho sorriso do Homem dos Ratos ao relatar o supl\u00edcio chin\u00eas. Sorria ao narrar a voracidade dos ratos escavando o \u00e2nus do prisioneiro. Sabe-se, h\u00e1 muito, da associa\u00e7\u00e3o entre o \u201cestranho sorriso\u201d e o prazer na dor \u2013 primeira no\u00e7\u00e3o freudiana de gozo, conceituada por Lacan como gozo do sentido (jouis-sens).<\/p>\n<p>Em outra cena, o HR conta que, aos tr\u00eas anos, foi surrado pelo pai. Enquanto era atingido nas n\u00e1degas, por n\u00e3o saber xingar, gritava: \u201cseu l\u00e2mpada! seu len\u00e7o! seu prato!\u201d. Ri o leitor de Freud. O menino foi punido por ter mordido a bab\u00e1, num ind\u00edcio de atividade autoer\u00f3tica. Pode ter se iniciado a\u00ed certo sadomasoquismo, descrito por Freud na neurose obsessiva (Observa\u00e7\u00f5es sobre um caso de Neurose Obsessiva. In: Obras Completas, v. 9, p. 67-69).<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<ol start=\"5\">\n<li><strong> Solu\u00e7\u00e3o de problemas?<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p>Haveria outro modo de riso que interesse \u00e0 psican\u00e1lise? Qual? O riso do humor ou fora de todo humor? Recorremos \u00e0 varia\u00e7\u00e3o, em franc\u00eas, do que em portugu\u00eas designamos apenas como <em>h<\/em><em>umor<\/em>: h\u00e1 o <em>humour<\/em>, como trabalham Freud e Lacan nos textos j\u00e1 citados e h\u00e1 o <em>humeur<\/em>, destacado por JAM.<a href=\"#_ftn9\" name=\"_ftnref9\">[9]<\/a><\/p>\n<p>Para ele, o <em>humeur<\/em> n\u00e3o \u00e9 um termo cl\u00ednico, pois a psican\u00e1lise n\u00e3o o considera um afeto. Diferentemente da ang\u00fastia que, por sua estreita rela\u00e7\u00e3o com a verdade, \u201cpara o sujeito, n\u00e3o engana\u201d. O diagn\u00f3stico de transtorno do humor pressup\u00f5e, para a psiquiatria, uma linha que balize e determine os efeitos de regula\u00e7\u00e3o do <em>humeur.<\/em> Um equ\u00edvoco, segundo JAM: al\u00e9m de n\u00e3o ser afeto, caso fosse poss\u00edvel fazer essa regula\u00e7\u00e3o, deveria ser entendido como gozo. O <em>humeur<\/em> se situa na \u201cbase cont\u00ednua da exist\u00eancia subjetiva ou, se quisermos, na jun\u00e7\u00e3o mais \u00edntima do sentimento de vida para cada um.\u201d<a href=\"#_ftn10\" name=\"_ftnref10\">[10]<\/a><\/p>\n<p>Essa varia\u00e7\u00e3o \u00e9 esclarecedora: h\u00e1 o riso como efeito do <em>humour <\/em>e de fen\u00f4menos de corpo. O <em>humour<\/em> se associa \u00e0 vertente c\u00f4mica do supereu, tocando o sujeito na mis\u00e9ria de sua impot\u00eancia; provoca riso no Outro e pode ser um tipo de tratamento diante do supereu e da ang\u00fastia de castra\u00e7\u00e3o. Por outro lado, h\u00e1 o <em>humeur<\/em>, na vertente do gozo do corpo, \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o de uma desregula\u00e7\u00e3o do temperamento. Neste, o riso \u201cestaria fora de todo humor\u201d<a href=\"#_ftn11\" name=\"_ftnref11\">[11]<\/a>. Ao contr\u00e1rio daquele, este tipo de humor n\u00e3o faz la\u00e7o, pois em se tratando do gozo do Um, exclui e segrega o Outro.<\/p>\n<table border=\"0\" width=\"70%\" cellspacing=\"0\" cellpadding=\"10\" align=\"center\">\n<tbody>\n<tr>\n<td bgcolor=\"#E8E8E8\">Aten\u00e7\u00e3o! Qual riso seria uma posi\u00e7\u00e3o \u00e9tica diante da ang\u00fastia? O do <em>humour<\/em> ou o do <em>humeur<\/em>?<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<ol start=\"6\">\n<li><strong> Usos do riso na cl\u00ednica<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p>A quest\u00e3o central deste eixo s\u00e3o os usos do riso na cl\u00ednica. Vejamos:<\/p>\n<p><strong>6.1 <\/strong>Gustavo Stiglitz<a href=\"#_ftn12\" name=\"_ftnref12\">[12]<\/a> apresenta, a partir do riso, duas vertentes do humor: a da evid\u00eancia da n\u00e3o-rela\u00e7\u00e3o sexual \u00e0 possibilidade de tomar o supereu como \u201cmotor de orienta\u00e7\u00e3o em dire\u00e7\u00e3o ao outro sexo\u201d. Com o riso sustentava a ilus\u00e3o da exist\u00eancia da rela\u00e7\u00e3o sexual, quando suas escolhas amorosas eram cristalizadas pelo tra\u00e7o materno: \u201cum olhar triste\u201d. \u201cFazer-se palha\u00e7o do Outro\u201d permitia-lhe devolver \u201caquilo que escasseava no Outro\u201d.<\/p>\n<p>Associar o significante palha\u00e7o \u00e0 figura do analista ser\u00e1 o motor da transfer\u00eancia negativa em seu \u00faltimo segmento de an\u00e1lise. Na inf\u00e2ncia, o palha\u00e7o era um \u201cobjeto de horror, com suas bocas abertas, devoradoras, de risos estridentes.\u201d O humor, antes do lado do supereu, adquire outra vers\u00e3o para encarar o desejo do analista. Na transforma\u00e7\u00e3o do objeto-voz materno de imposi\u00e7\u00e3o ao gozo, ocorre uma invers\u00e3o: o humor no amor p\u00f4de se transformar em <em>ahumor<\/em>, sem abandonar aquilo que caracterizava o mais singular de sua exist\u00eancia: \u201cas palavras engenhosas e as tor\u00e7\u00f5es da l\u00edngua\u201d.<\/p>\n<p><strong>6.2 <\/strong>Oscar Ventura \u00e9 claro ao falar sobre a irrup\u00e7\u00e3o de uma gargalhada ap\u00f3s a surpresa da decomposi\u00e7\u00e3o de um significante no sonho, quando \u201cuma figura sem forma salta [&#8230;] e se precipita no vazio\u201d. Esse impacto produzia \u201cum ru\u00eddo seco, fulminante e fugaz\u201d, seguido de sil\u00eancio, ang\u00fastia, mas tamb\u00e9m curiosidade. Ele pergunta: \u201cQuem \u00e9?\u201d Uma voz an\u00f4nima responde: \u201c\u00c9 sueco\u201d<a href=\"#_ftn13\" name=\"_ftnref13\">[13]<\/a>. Ao despertar, a opera\u00e7\u00e3o realizada pelo pensamento decomp\u00f5e \u201csueco\u201d em \u201csu-eco\u201d, produzindo uma \u201cgargalhada intempestiva\u201d que toma o corpo, como na inf\u00e2ncia, \u201cquando uma palavra estranha, sem significa\u00e7\u00e3o alguma, ao ser dita, precipitava um ataque de riso, desses que n\u00e3o se pode parar e que deixam o corpo leve, preparado para a conting\u00eancia da vida.\u201d<a href=\"#_ftn14\" name=\"_ftnref14\">[14]<\/a><\/p>\n<p>Neste caso, o riso, como um acontecimento de corpo, produziu um corte: a partir do equ\u00edvoco, a meton\u00edmia cessa, restando a letra. Ao corpo que ri, n\u00e3o h\u00e1 sentidos a serem atribu\u00eddos, restando outra satisfa\u00e7\u00e3o: menos \u201cescravo da meton\u00edmia\u201d e mais \u201c<em>buscador <\/em>de letras\u201d.<\/p>\n<p><strong>6.3<\/strong> Esthela Solano<a href=\"#_ftn15\" name=\"_ftnref15\">[15]<\/a> relata um epis\u00f3dio de sua an\u00e1lise. Como de costume, \u00e0s seis da tarde, chegou \u00e0 sess\u00e3o. Alguns minutos depois, Lacan a faz entrar no consult\u00f3rio. Ela diz: \u201cSonhei com uma mulher que vinha [<em>venait<\/em>] a Paris\u201d. Lacan responde: \u201c\u00c9 isso\u201d. E corta. Em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 sa\u00edda, t\u00e3o desconcertada como sempre, escutou de repente de outro modo o que havia dito: \u201cUma mulher que quer [<em>veut<\/em>] nascer [<em>na\u00eetre<\/em>] em Paris.\u201d Ela pensa: Eureka! E come\u00e7a a rir \u00e0s gargalhadas. Uma nova dimens\u00e3o se abriu. A partir desse dia \u201cp\u00f4de segurar o sintoma pelas orelhas, pois n\u00e3o estavam mais tampadas, fechadas pela circularidade das significa\u00e7\u00f5es [&#8230;]. O tamp\u00e3o do sentido soltou-se de repente liberando a lal\u00edngua do envolt\u00f3rio da linguagem\u201d. Note-se que ela nasceu em C\u00f3rdoba, Argentina, fez an\u00e1lise com Lacan por seis anos em Paris, cidade onde vive e pratica a psican\u00e1lise. A produ\u00e7\u00e3o abrupta de sentido a partir do \u201cquerer nascer em Paris\u201d, provocou uma gargalhada em vez de uma amplifica\u00e7\u00e3o significante. Um acontecimento de corpo, vinculado ao gozo e ao real.<\/p>\n<p><strong>6.4<\/strong> \u201cQuanto mais somos santos, mais rimos\u201d<a href=\"#_ftn16\" name=\"_ftnref16\">[16]<\/a>, frase de Lacan que encerra um dos textos de Dalila Arpin.<a href=\"#_ftn17\" name=\"_ftnref17\">[17]<\/a> Jovem s\u00e9ria e estudiosa, sempre a melhor aluna da classe, cheia de louvores e medalhas. Adulta, \u00e9 a \u201cmulher-orquestra\u201d, escabelo no qual sobe para parecer bela. Por\u00e9m, ang\u00fastia, pusilanimidade e pensamentos \u201ccinzas\u201d a assaltam a cada prova. Sua certeza \u00e9 de fracasso, mesmo obtendo a nota m\u00e1xima. Malgrado o pessimismo eterno, exibe um sorriso de mascarada. Depois de duas an\u00e1lises, escuta do terceiro e \u00faltimo analista: \u201c\u00c9 a sua morosidade\u201d. Tenta de todas as formas separar-se desse fundo triste, identificada \u00e0 m\u00e3e e ao av\u00f4 materno, depressivos. Por outro lado, o bom humor do pai respondia perfeitamente \u00e0 seriedade da m\u00e3e. Assim, ela escolhe parceiros belos e tenebrosos. Depois do encontro com a imagem de um primo humorista c\u00e9lebre, esbo\u00e7a sua solu\u00e7\u00e3o: o humor pode tratar a morosidade. \u00c9 o tra\u00e7o de liga\u00e7\u00e3o com seu parceiro atual, jovem e bem-humorado. Em efeito retardado, esse sinthoma, o humor, retoma o acontecimento origin\u00e1rio do encontro do corpo com o gozo: a alegria. O equ\u00edvoco est\u00e1 na entrada, a interjei\u00e7\u00e3o \u201cQue s\u00e9ria!\u201d transforma-se em \u201cQue se ria!\u201d.<\/p>\n<p><strong>6.5 <\/strong>Na contracapa do <em>Semin\u00e1rio 23<\/em>, JAM escreve:<\/p>\n<p>\u201cAssim como Dante pegando a m\u00e3o de Virg\u00edlio para avan\u00e7ar pelos c\u00edrculos do Inferno, Lacan pegava a de James Joyce, o ileg\u00edvel irland\u00eas, e, seguindo esse franzino Comandante dos Incr\u00e9dulos, entrava com um passo titubeante na zona incandescente onde ardem e se retorcem mulheres-sintomas e homens-devasta\u00e7\u00f5es. [&#8230;] Riam, meus caros! Por favor, zombem! Nossa ilus\u00e3o c\u00f4mica est\u00e1 a\u00ed para isso. Assim, n\u00e3o saber\u00e3o nada do que se desenrola aos seus olhos arregalados: o questionamento mais meditado, mais l\u00facido, mais intr\u00e9pido da arte sem similar que Freud inventou, e que conhecemos sob o pseud\u00f4nimo de psican\u00e1lise\u201d.<a href=\"#_ftn18\" name=\"_ftnref18\">[18]<\/a><\/p>\n<p>Esse questionamento ris\u00edvel da psican\u00e1lise, feito por Lacan, torna-se evidente em <em>O aturdito<\/em>, escrito no qual encontramos um Lacan Joyceano, como na frase a seguir, alusiva ao sem-sentido e ao riso: \u201cO que me aborrece \u00e9 que os aforismos, que ali\u00e1s contento-me em apresentar em bot\u00e3o, transformem em refletores os fossos da metaf\u00edsica (porque o n\u00fameno [<em>noum\u00e8ne<\/em>] \u00e9 a chacota, a subsist\u00eancia f\u00fatil&#8230;). Digo que eles provar\u00e3o ser o mais-de-nonsense [<em>plus-de-nonsense<\/em>] mais engra\u00e7ados, numa palavra, do que aquilo que assim nos conduz [<em>nous m\u00e8ne<\/em>] &#8230;\u201d<a href=\"#_ftn19\" name=\"_ftnref19\">[19]<\/a><\/p>\n<p>O chiste de Lacan na frase acima, n\u00fameno \u2013 n\u00f3s mesmos [<em>noum\u00e8ne \u2013 nous m\u00e8me<\/em>] e a resson\u00e2ncia de mais-de-nonsense com mais-de-gozar, conforme destaca Marie-Claude Sureau,<a href=\"#_ftn20\" name=\"_ftnref20\">[20]<\/a> s\u00e3o demonstra\u00e7\u00f5es do <em>esp de<\/em> <em>nonsense<\/em> que surge no fim da an\u00e1lise e pode fazer rir.<\/p>\n<ol start=\"7\">\n<li><strong> Manuten\u00e7\u00e3o e cuidados<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p><strong>7.1<\/strong> Qual riso interessa \u00e0 psican\u00e1lise? Algum riso n\u00e3o interessaria?<\/p>\n<p>&#8211; O riso \u00e9 um afeto e pode tocar o real, j\u00e1 o <em>humeur<\/em> n\u00e3o \u00e9 um afeto e est\u00e1 ligado ao gozo.<\/p>\n<p>&#8211; O riso \u00e9 o rid\u00edculo da verdade, por isso nos interessa.<\/p>\n<p>&#8211; H\u00e1 uma diferen\u00e7a entre riso-afeto e riso-acontecimento. O riso-acontecimento n\u00e3o \u00e9 o riso no Outro, nem o gozo tal como trabalhado por JAM com o termo em franc\u00eas <em>Humeur<\/em>.<\/p>\n<p>&#8211; E quanto ao riso que seria a encarna\u00e7\u00e3o do supereu contempor\u00e2neo (Goze!)?<\/p>\n<p><strong>7.2<\/strong> Georges Perec escreveu <em>A vida modo de usar<\/em><a href=\"#_ftn21\" name=\"_ftnref21\">[21]<\/a> em 1987. Um manual, uma bula para mostrar o imposs\u00edvel de normatizar a vida; acaba descrevendo, uma a uma, as vidas dos moradores de um edif\u00edcio em Paris, cortado longitudinalmente, tornando o manual um quebra-cabe\u00e7as ir\u00f4nico e sem padr\u00f5es.<\/p>\n<p>Este \u00e9 o texto do eixo cl\u00ednico: seu t\u00edtulo, inspirado em Perec; seu produto, um antimanual.<\/p>\n<hr \/>\n<h6><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> WOOLF, V. <em>Um quarto s\u00f3 seu<\/em>. S\u00e3o Paulo: L&amp;PM, 2019, p.14.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\">[2]<\/a> ARKHIPOV, G. Le rire et le n\u00e9ant dans, l\u2019\u0153uvre freudienne<em>. <\/em>https:\/\/enversdeparis.org\/le-rire-et-le-neant-dans-loeuvre-freudienne\/<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\">[3]<\/a> FREUD, S. O chiste e sua rela\u00e7\u00e3o com o inconsciente. <em>In<\/em>: <em>Obras Completas<\/em>, v. 7, Cia. das Letras, 2017, p. 324.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref4\" name=\"_ftn4\">[4]<\/a> LACAN, J. <em>O Semin\u00e1rio, livro 5. As forma\u00e7\u00f5es do inconsciente.<\/em> Rio de Janeiro: Zahar, 1999.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref5\" name=\"_ftn5\">[5]<\/a> WIENER, S. <em>Entre Witz et humour.<\/em> https:\/\/www.cairn.info\/revue-champ-psy-2015-1-page-115.html<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref6\" name=\"_ftn6\">[6]<\/a> LACAN, J. <em>Op.cit.<\/em>, p. 135.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref7\" name=\"_ftn7\">[7]<\/a> <em>Idem<\/em>, p. 137.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref8\" name=\"_ftn8\">[8]<\/a> <em>Idem<\/em>, p. 343.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref9\" name=\"_ftn9\">[9]<\/a> MILLER, J.-A. <em>Variaciones del humor.<\/em> Buenos Aires: Paid\u00f3s, 2015, p. 72.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref10\" name=\"_ftn10\">[10]<\/a> <em>Ibidem<\/em>.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref11\" name=\"_ftn11\">[11]<\/a> GOM\u00c9Z, M. O riso nos processos de segrega\u00e7\u00e3o e os fanatismos \u2013 O humor vs. a zombaria (chacota). <em>Lacan XXI, Revista Fapol Online<\/em>, maio 2019, v. 1.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref12\" name=\"_ftn12\">[12]<\/a> STIGLITZ, G. Testemunho de passe. <em>Revista Arteira<\/em>, v. 1, n.1, 2008.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref13\" name=\"_ftn13\">[13]<\/a> VENTURA, O. \u201cCuando el sue\u00f1o despierta un cuerpo\u201d<em>. In: Papers<\/em>, n. 6. https:\/\/congresoamp2020.com\/en\/el-tema\/papers\/papers_006.pdf<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref14\" name=\"_ftn14\">[14]<\/a> <em>Ibidem.<\/em><\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref15\" name=\"_ftn15\">[15]<\/a> SOLANO-SU\u00c1REZ, E. <em>Tres segundos con Lacan. <\/em>Barcelona: Gredos, 2021, p. 20.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref16\" name=\"_ftn16\">[16]<\/a> LACAN, J. \u201cTelevis\u00e3o\u201d. <em>In<\/em>: <em>Outros Escritos<\/em>. Rio de Janeiro: Zahar, 2003, p. 519.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref17\" name=\"_ftn17\">[17]<\/a> ARPIN, D. \u201cLa femme qui rit\u201d. <em>In: <\/em><em>La cause du d\u00e9sir \u2013 Revue de Psychanalyse.<\/em> n. 95, p. 138.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref17\" name=\"_ftn17\">[18]<\/a>MILLER, J.-A. \u201cContracapa\u201d<em>.<\/em> <em>In<\/em>: LACAN, J. <em>O semin\u00e1rio, livro 23<\/em>. Rio de Janeiro, Zahar, 2007.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref17\" name=\"_ftn17\">[19]<\/a>LACAN, J. \u201cO aturdito\u201d. <em>In<\/em>: <em>Outros Escritos<\/em>. <em>Op. cit.<\/em>, p. 480.<a href=\"#_ftnref19\" name=\"_ftn19\"><\/a><\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref17\" name=\"_ftn17\">[20]<\/a> SUREAU, M.-C. \u201cEscrita Gaia ou Esp de um riso\u201d. <em>In: GAIO. Boletim das Jornadas R.I.S.o da EBP-SP<\/em>. n. 3, p. 5. A autora retoma \u00c9ric Laurent em <em>Rire des normes.<\/em><\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref21\" name=\"_ftn21\">[21]<\/a> PEREC, G. <em>A vida modo de usar<\/em>. S\u00e3o Paulo: Companhia de Bolso, 2020.<\/h6>\n[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row]\n<\/section>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[vc_row][vc_column][vc_single_image image=&#8221;6885&#8243; img_size=&#8221;full&#8221; add_caption=&#8221;yes&#8221;][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text] EIXO III &#8211; RISO: MODO DE USAR ou MANUAL DO RISO NA CL\u00cdNICA \u00a0\u201cA beleza do mundo [&#8230;] tem dois gumes, um de riso, outro de ang\u00fastia, cortando o cora\u00e7\u00e3o ao meio\u201d. Virg\u00ednia Woolf[1] Cartel respons\u00e1vel: Maria do Carmo Dias Batista (+ 1) Mirmila Alves Musse Tatiana Vidotti Teresinha Natal Meirelles&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"parent":6905,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"footnotes":""},"class_list":["post-7299","page","type-page","status-publish","hentry","entry","no-media"],"aioseo_notices":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/7299","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7299"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/7299\/revisions"}],"up":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/6905"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7299"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}