{"id":6970,"date":"2023-04-17T18:18:35","date_gmt":"2023-04-17T21:18:35","guid":{"rendered":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/?page_id=6970"},"modified":"2023-10-13T08:19:08","modified_gmt":"2023-10-13T11:19:08","slug":"xii-jornadas-r-i-s-o-abertura","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/jornadas\/xii-jornadas-r-i-s-o\/xii-jornadas-r-i-s-o-abertura\/","title":{"rendered":"Abertura"},"content":{"rendered":"<section class=\"wpb-content-wrapper\">[vc_row][vc_column][vc_single_image image=&#8221;8970&#8243;][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column width=&#8221;2\/3&#8243;][vc_column_text]\n<h3>ABERTURA<\/h3>\n<h3><strong>DA VERDADE AO RISO<\/strong><\/h3>\n<h6>Gustavo Oliveira Menezes<br \/>\n<em>Membro da EBP\/AMP<br \/>\n<\/em><em>Coordenador Geral das XII Jornadas da EBP-SP<\/em><\/h6>\n<p>\u201cTalvez a tarefa de quem ama os homens seja fazer rir da verdade, fazer rir a verdade, porque a \u00fanica verdade e\u0301 aprender a libertar-nos da paix\u00e3o insana pela verdade\u201d<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a>. Recorro a esta cita\u00e7\u00e3o de Umberto Eco em <em>O nome da rosa<\/em> na tentativa de encontrar um ponto de conex\u00e3o entre o que trabalhamos nas \u00faltimas jornadas sobre a verdade e o gozo, e aquilo que pretendemos explorar este ano com o tema do riso.<\/p>\n<p>Assim como a verdade s\u00f3 pode ser semi-dita, o universal do riso n\u00e3o existe. Os sujeitos riem, mas n\u00e3o todos, e riem de diferentes modos<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\">[2]<\/a>. Em qualquer tentativa de cingir o riso, algo resta. Ao mesmo tempo, h\u00e1 uma dist\u00e2ncia entre dizer a verdade e rir desta. Tomando pela oposi\u00e7\u00e3o que Miller nos ensinou a ler entre inconsciente transferencial e real, podemos nos perguntar: h\u00e1 o riso que se molda na fic\u00e7\u00e3o e o riso do Um sozinho?<\/p>\n<p>No ensino de Lacan, quanto mais a verdade aparece como semblante e se abre a orienta\u00e7\u00e3o do real, a experi\u00eancia passa a ser conduzida em dire\u00e7\u00e3o ao encontro do gozo n\u00e3o negativiz\u00e1vel. Na perspectiva do imposs\u00edvel de dizer, o efeito de verdade \u00e9 uma elucubra\u00e7\u00e3o de saber sobre a lal\u00edngua do corpo falante, e \u201co lugar do Outro deve ser buscado no corpo e n\u00e3o na linguagem\u201d<a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\">[3]<\/a> como superf\u00edcie de inscri\u00e7\u00e3o. Nesta mesma via, o <em>sinthoma<\/em> de um <em>falasser<\/em> \u201c\u00e9 um acontecimento de corpo, uma emerg\u00eancia de gozo\u201d<a href=\"#_ftn4\" name=\"_ftnref4\">[4]<\/a> que resiste ao sentido.<\/p>\n<p>A cl\u00ednica que tem como princ\u00edpio \u201cTodo mundo \u00e9 louco\u201d n\u00e3o anula a cl\u00ednica estrutural, mas vai al\u00e9m e apaga as fronteiras, pois o <em>sinthoma<\/em> \u00e9 fora da norma e das classifica\u00e7\u00f5es. A forma neur\u00f3tica de amarra\u00e7\u00e3o dos tr\u00eas registros \u2013 Real, Simb\u00f3lico, Imagin\u00e1rio \u2013 baseada na cren\u00e7a do Nome-do-Pai, torna-se apenas um regime particular do <em>sinthoma<\/em>. O n\u00f3 borromeano, como uma escrita, muda o sentido a cada uso. O saber passa a ser da ordem do leg\u00edvel, \u00e9 um ler de outro modo. N\u00e3o tendo mais uma supremacia do Simb\u00f3lico, deve-se tomar os tr\u00eas registros como equivalentes e enodados.<\/p>\n<p>A verdade d\u00e1 lugar ao n\u00f3<a href=\"#_ftn5\" name=\"_ftnref5\">[5]<\/a>. O que toma a frente \u00e9 o corpo, o corpo que se tem.<\/p>\n<p>Diante do sintoma freudiano, a resposta de Lacan \u00e9 seu <em>sinthoma<\/em> real: falar em deciframento nos remete \u00e0 no\u00e7\u00e3o de \u201cverdade do sintoma\u201d, ao passo que seu uso l\u00f3gico levaria ao real. Ao separar sintoma e verdade, Lacan d\u00e1 lugar ao gozo. Seria o riso, para al\u00e9m do deciframento do sintoma, uma via para o real do gozo? O \u00faltimo ensino \u00e9 um ir-al\u00e9m do Pai. N\u00e3o existindo o Outro, o que mant\u00e9m juntos o R.I.S.?<\/p>\n<p>Miller afirma que \u201cao deslocar a interpreta\u00e7\u00e3o do enquadre edipiano para o enquadre borromeano, \u00e9 o pr\u00f3prio funcionamento da interpreta\u00e7\u00e3o que muda e passa da escuta do sentido \u00e0 leitura do fora de sentido\u201d<a href=\"#_ftn6\" name=\"_ftnref6\">[6]<\/a>. Se equ\u00edvoco, mal-entendido, sil\u00eancio, tornam-se chaves para a interpreta\u00e7\u00e3o, poderia o riso tamb\u00e9m fazer surgir um real fora do sentido? No final, um falasser n\u00e3o mais \u201catormentado pela verdade\u201d<a href=\"#_ftn7\" name=\"_ftnref7\">[7]<\/a> encontraria no riso o limite de \u201cuma satisfa\u00e7\u00e3o que marca o fim da an\u00e1lise\u201d<a href=\"#_ftn8\" name=\"_ftnref8\">[8]<\/a>?<\/p>\n<p>Em seu semin\u00e1rio sobre <em>O sinthoma<\/em>, Lacan se coloca ao lado de Joyce para dizer que ambos fizeram uma escolha her\u00e9tica. Ele convoca a palavra latina <em>haeresis<\/em> por sua homofonia a com pron\u00fancia francesa dos termos R.S.I. Segundo Lacan, \u201c\u00e9 preciso escolher a via por onde tomar a verdade\u201d<a href=\"#_ftn9\" name=\"_ftnref9\">[9]<\/a>: a escolha de ser her\u00e9tico de uma boa maneira \u201c\u00e9 aquela que, por ter reconhecido a natureza do sinthoma, n\u00e3o se priva de usar isso logicamente, isto \u00e9, de usar isso at\u00e9 atingir seu real, at\u00e9 se fartar\u201d<a href=\"#_ftn10\" name=\"_ftnref10\">[10]<\/a>. A escolha \u00e9 entre o sinthoma \u201cortodoxo\u201d, \u201celevado ao semblante\u201d, e entre \u201co sinthoma desnudado em sua estrutura e em seu real\u201d<a href=\"#_ftn11\" name=\"_ftnref11\">[11]<\/a>. Nesse sentido, \u201ca via her\u00e9tica do <em>sinthoma<\/em> abre menos a perspectiva de encontrar a verdade revelada como saber inconsciente recalcado e mais a do <em>saber-fazer<\/em> com o Real sem lei nem sentido\u201d<a href=\"#_ftn12\" name=\"_ftnref12\">[12]<\/a>. A heresia lacaniana, o R.S.I., o R.I.S.o, \u00e9 uma escolha pela singularidade do sinthoma.<\/p>\n<p>\u201cO riso \u00e9 sat\u00e2nico, ele \u00e9, assim, profundamente humano. Ele \u00e9 no homem a consequ\u00eancia da ideia de sua pr\u00f3pria superioridade\u201d<a href=\"#_ftn13\" name=\"_ftnref13\">[13]<\/a>, nos diz Baudelaire. No s\u00e9culo XIX, o riso era sinal da loucura dos homens, estes que se creem superiores a tudo, e tem sua origem no fim da inoc\u00eancia diante das na\u00e7\u00f5es corrompidas que inventam a com\u00e9dia e \u201cse colocam a rir diabolicamente\u201d<a href=\"#_ftn14\" name=\"_ftnref14\">[14]<\/a>.<\/p>\n<p>Hoje em dia, o riso se generalizou e tomou diferentes formas. N\u00e3o apenas a com\u00e9dia saiu dos palcos para as telas dos smartphones, para os momentos cotidianos e por vezes para os debates pol\u00edticos, como sofreu muta\u00e7\u00f5es at\u00e9 chegar aos memes que invadem os grupos de mensagem. Por\u00e9m, o riso, mais \u201cnormatizado\u201d, tamb\u00e9m se mant\u00e9m na mira da censura e do cancelamento. Diante da cren\u00e7a n\u2019A verdade, do relativismo absoluto que leva ao pior, talvez o riso possa fazer tremer o car\u00e1ter fict\u00edcio deste sistema por vezes segregativo, vertical e racista. Se, frente \u00e0 nova ordem simb\u00f3lica, a psican\u00e1lise orientada sobre o real restitui que nem tudo \u00e9 semblante, n\u00e3o poderia o psicanalista, nesta orienta\u00e7\u00e3o, convocar o riso?<\/p>\n<p>Agrade\u00e7o \u00e0 Diretoria da Se\u00e7\u00e3o S\u00e3o Paulo pela escolha do meu nome para coordenar essas XII Jornadas. Al\u00e9m disso, tenho a alegria de compartilhar o trabalho com R\u00f4mulo Ferreira da Silva, coordenador da comiss\u00e3o de orienta\u00e7\u00e3o, e com nosso convidado Gustavo Stiglitz. Agrade\u00e7o igualmente a todos que aceitaram o convite para comporem as comiss\u00f5es organizadoras.<\/p>\n<p>Temos adiante um grande trabalho. Ser\u00e3o mais tr\u00eas preparat\u00f3rias, cada uma sobre um dos eixos tem\u00e1ticos, al\u00e9m do lan\u00e7amento mensal do boletim \u201cGaio\u201d que contar\u00e1 com contribui\u00e7\u00f5es de nossos colegas do Campo freudiano e daqueles que circulam na Se\u00e7\u00e3o S\u00e3o Paulo. O evento ocorrer\u00e1 exclusivamente em formato presencial no Hotel Meli\u00e1 Paulista, local que j\u00e1 nos \u00e9 familiar. Teremos uma programa\u00e7\u00e3o especialmente pensada para esta aposta. Antecipo que as mesas simult\u00e2neas, as quais v\u00eam ganhando vivacidade nas \u00faltimas Jornadas, ter\u00e3o um lugar de maior destaque este ano. Em breve voc\u00eas ter\u00e3o acesso \u00e0s normas de envio de trabalho, bem como as informa\u00e7\u00f5es para as inscri\u00e7\u00f5es. Enfatizo tamb\u00e9m o trabalho em cartel: a organiza\u00e7\u00e3o das Jornadas, juntamente com a Diretoria de Cart\u00e9is da Se\u00e7\u00e3o SP, incentiva a forma\u00e7\u00e3o destes pequenos grupos em torno do tema. Os interessados podem escrever para o e-mail <a href=\"mailto:cartelebpsp@gmail.com\">cartelebpsp@gmail.com<\/a>.<\/p>\n<p>Para encerrar, gostaria de chamar a aten\u00e7\u00e3o para a imagem do cartaz: Dem\u00f3crito, conhecido como o fil\u00f3sofo que ri. Citado por diversos escritores que abordaram o riso, como Rabelais em \u201cPantagruel e Garg\u00e2ntua\u201d e Erasmus de Rotterdam em \u201cO elogio da loucura\u201d, sua propens\u00e3o a rir sem cessar de tudo e de viver isolado do mundo o fez ser considerado louco. Diz a lenda que Hip\u00f3crates, o m\u00e9dico, \u00e9 convidado para avaliar o fil\u00f3sofo. Ao longo da conversa regrada por cont\u00ednuos risos, Hip\u00f3crates fica encantado por ter conhecido algu\u00e9m de tamanha sabedoria. No di\u00e1logo, Dem\u00f3crito zomba da condi\u00e7\u00e3o humana, do rid\u00edculo, da gan\u00e2ncia e dos grandes v\u00edcios.<\/p>\n<p>E voc\u00ea, ri do qu\u00ea?<\/p>\n<p>Que possamos escolher pelo R.I.S.o de uma boa maneira!<\/p>\n<hr \/>\n<h6><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> Eco, U. <em>O nome da Rosa<\/em>. RJ: Record, 2011.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\">[2]<\/a> Arkhipov, G. <em>Le spectre du rire et la clinique du sujet \u2013 Varias th\u00e9oriques et psychopathologiques<\/em>. Rennes: Presses Universitaires de Rennes, 2021, p.12.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\">[3]<\/a> Miller, J-A. <em>Perspectivas dos Escritos e Outros escritos de Lacan<\/em>. RJ: Zahar, 2011, p.183.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref4\" name=\"_ftn4\">[4]<\/a> Miller, J-A. \u201cO inconsciente e o corpo falante\u201d. In: <em>Scilicet<\/em>. SP: EBP, 2016, p.26.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref5\" name=\"_ftn5\">[5]<\/a> Miller, J-A. <em>El lugar y el lazo.<\/em> Buenos Aires: Paid\u00f3s, 2020.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref6\" name=\"_ftn6\">[6]<\/a> Miller, J-A. \u201cLer um sintoma\u201d. In: <em>Op\u00e7\u00e3o Lacaniana<\/em>, n\u00b070, 2015.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref7\" name=\"_ftn7\">[7]<\/a> Miller, J-A. (2011) <em>Op.cit.<\/em>, p.226.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref8\" name=\"_ftn8\">[8]<\/a> Lacan, J. \u201cPref\u00e1cio \u00e0 edi\u00e7\u00e3o inglesa do <em>Semin\u00e1rio 11<\/em>\u201d. In: <em>Outros escritos<\/em>. RJ: Zahar, 2003, p.568.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref9\" name=\"_ftn9\">[9]<\/a> Lacan, J. [1975-76] <em>O Semin\u00e1rio, livro 23: o sinthoma<\/em>. RJ: Zahar, 2007, p.16.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref10\" name=\"_ftn10\">[10]<\/a> Idem.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref11\" name=\"_ftn11\">[11]<\/a> Miller, J-A. \u201cNota passo a passo\u201d. In: Lacan, J. (2007 [1975-76]) <em>Op.cit.<\/em>, p.208.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref12\" name=\"_ftn12\">[12]<\/a> Fuentes, M. J. S. \u201cHeresia\u201d. In: <em>Scilicet: as psicoses ordin\u00e1rias e as outras, sob transfer\u00eancia<\/em>. SP: EBP, 2018, p.205.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref13\" name=\"_ftn13\">[13]<\/a> Baudelaire, C. <em>De l\u2019essence du rire \u2013 et autres textes<\/em>. Paris: Gallimard, 2021, p.37.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref14\" name=\"_ftn14\">[14]<\/a> Idem, p.38.<\/h6>\n[\/vc_column_text][\/vc_column][vc_column width=&#8221;1\/3&#8243;][vc_single_image image=&#8221;9269&#8243; add_caption=&#8221;yes&#8221; alignment=&#8221;right&#8221;][\/vc_column][\/vc_row]\n<\/section>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[vc_row][vc_column][vc_single_image image=&#8221;8970&#8243;][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column width=&#8221;2\/3&#8243;][vc_column_text] ABERTURA DA VERDADE AO RISO Gustavo Oliveira Menezes Membro da EBP\/AMP Coordenador Geral das XII Jornadas da EBP-SP \u201cTalvez a tarefa de quem ama os homens seja fazer rir da verdade, fazer rir a verdade, porque a \u00fanica verdade e\u0301 aprender a libertar-nos da paix\u00e3o insana pela verdade\u201d[1]. 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