{"id":6893,"date":"2023-04-15T11:12:33","date_gmt":"2023-04-15T14:12:33","guid":{"rendered":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/?page_id=6893"},"modified":"2023-10-13T08:18:11","modified_gmt":"2023-10-13T11:18:11","slug":"xii-jornadas-r-i-s-o-argumento","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/jornadas\/xii-jornadas-r-i-s-o\/xii-jornadas-r-i-s-o-argumento\/","title":{"rendered":"Argumento"},"content":{"rendered":"<section class=\"wpb-content-wrapper\">[vc_row][vc_column][vc_single_image image=&#8221;8970&#8243;][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column width=&#8221;1\/2&#8243;][vc_column_text]\n<h3>ARGUMENTO<\/h3>\n<h6><em>R\u00f4mulo Ferreira da Silva<\/em><br \/>\n<em>AME da EBP\/AMP<br \/>\nCoordenador da Comiss\u00e3o de Orienta\u00e7\u00e3o<\/em><\/h6>\n<p>Na festa de encerramento das XI Jornadas da EBP-SP <em>\u023a Verdade e o gozo que n\u00e3o mente<\/em>, ocorrida em novembro de 2022, surgiu a proposta para as Jornadas de 2023.<\/p>\n<p>O tema? O riso! De cara uma rea\u00e7\u00e3o que contagiou o entorno da conversa com justificativas as mais diversas: a sa\u00edda do per\u00edodo mais grave da pandemia do COVID, possibilitando o reencontro presencial na Se\u00e7\u00e3o S\u00e3o Paulo; o resultado da elei\u00e7\u00e3o presidencial que trouxe perspectivas de manuten\u00e7\u00e3o da democracia em nosso pa\u00eds; f\u00e9rias; festas de final de ano!<\/p>\n<p>Os sorrisos escancarados nos rostos, <em>per si<\/em>, j\u00e1 fizeram rufar os tambores para a nova empreitada.<\/p>\n<p>Uma chuva de ideias e de articula\u00e7\u00f5es com os temas anunciados para o pr\u00f3ximo bi\u00eanio de trabalho no Campo Freudiano inundou as mentes tocadas por vapores et\u00edlicos.<\/p>\n<p>A partir da\u00ed, as refer\u00eancias foram se apresentando:<\/p>\n<p>O riso proibido na Idade M\u00e9dia, bem transmitido pela obra de Umberto Eco, <em>O nome da rosa<\/em><a href=\"#_edn1\" name=\"_ednref1\">[1]<\/a>, da qual podemos extrair os tra\u00e7os de domina\u00e7\u00e3o do discurso religioso pela interdi\u00e7\u00e3o ao prazer e pelo culto do \u00f3dio ao diferente. Nessa \u00e9poca, em nome de Deus, foi poss\u00edvel chegar a requintes de crueldade dirigidos \u00e0s \u201cbruxas\u201d que insistiam em manter o riso em suas vidas.<\/p>\n<p><em>O Elogio da loucura<\/em>, de Erasmo de Rotterdam<a href=\"#_edn2\" name=\"_ednref2\">[2]<\/a>, ocorreu pela articula\u00e7\u00e3o ao tema do pr\u00f3ximo Congresso da AMP <em>Todo mundo \u00e9 louco<\/em><a href=\"#_edn3\" name=\"_ednref3\">[3]<\/a><em>. <\/em>N\u00e3o apenas pelo vi\u00e9s da loucura, mas tamb\u00e9m pelo elogio ao riso, que nos embala e ensina sobre a aproxima\u00e7\u00e3o da loucura ao feminino.<\/p>\n<p>\u201cO processo civilizador\u201d, empreendido ap\u00f3s a Idade M\u00e9dia e retratado na obra de Norbet Elias<a href=\"#_edn4\" name=\"_ednref4\">[4]<\/a>, fornece um material hil\u00e1rio quando nos deparamos com as regras de boas maneiras prescritas \u00e0 \u00e9poca, escancarando formas de vida hostis com pouco espa\u00e7o para a frui\u00e7\u00e3o do prazer de rir.<\/p>\n<p>Recuando um pouco mais no tempo, as Saturnais<a href=\"#_edn5\" name=\"_ednref5\">[5]<\/a>, festas romanas que se assemelhavam ao que hoje conhecemos como carnaval, permitiam aos senhores e escravos se misturarem em uma comemora\u00e7\u00e3o do solst\u00edcio de inverno finalizando o ano agr\u00e1rio, em um culto ao prazer e \u00e0 alegria. Havia troca de presentes e os banquetes eram oferecidos ao povo. A data das Saturnais? 25 de dezembro! Tratava-se tamb\u00e9m de um momento de renova\u00e7\u00e3o, como o Natal. Por\u00e9m, o nascimento de Cristo, que ocupou essa mesma data, n\u00e3o veio acompanhado da satisfa\u00e7\u00e3o carnal da Roma antiga.<\/p>\n<p>Se hoje desejamos um \u201cFeliz Natal\u201d aos nossos familiares e amigos, os votos n\u00e3o v\u00eam sem o ran\u00e7o das recomenda\u00e7\u00f5es de uma vida regrada pelo culto \u00e0 sa\u00fade, \u00e0 fam\u00edlia, a Deus e \u201cmuito dinheiro do bolso\u201d. O riso, portanto, nessas circunst\u00e2ncias, n\u00e3o deve se apresentar sem condi\u00e7\u00f5es <em>a priori.<\/em> Ele deve aparecer desde que haja o encarceramento da libido regulada, mais uma vez, pelo poder religioso.<\/p>\n<p>Com a descoberta do inconsciente por Freud, o <em>Witz<\/em> aparece como uma de suas forma\u00e7\u00f5es privilegiadas. N\u00e3o apenas por revel\u00e1-lo, mas tamb\u00e9m por evidenciar o ganho de prazer, pois o homem \u201c\u00e9 mesmo um incans\u00e1vel buscador do prazer\u201d<a href=\"#_edn6\" name=\"_ednref6\">[6]<\/a>. Desde Freud, h\u00e1 duas vertentes principais do riso: a do chiste e a do humor, do rid\u00edculo, do esc\u00e1rnio, da zombaria.<\/p>\n<p>Para Freud, o chiste n\u00e3o \u00e9 simplesmente uma piada que pretende gerar o riso, trata-se tamb\u00e9m de algo que escapa ao sujeito e o revela em uma estrutura lingu\u00edstica na rela\u00e7\u00e3o com o outro. \u201cSua fun\u00e7\u00e3o consiste, desde logo, em suspender as inibi\u00e7\u00f5es internas e fazer fecundas as fontes de prazer tornadas inacess\u00edveis por tais inibi\u00e7\u00f5es\u201d<a href=\"#_edn7\" name=\"_ednref7\">[7]<\/a>.<\/p>\n<p>\u00c9 em tal revela\u00e7\u00e3o que, ao tocar o outro, o riso adv\u00e9m em curto-circuito. \u201cAssim estritamente falando, n\u00e3o sabemos do que estamos rindo\u201d<a href=\"#_edn8\" name=\"_ednref8\">[8]<\/a>. Da\u00ed podermos nos questionar sobre o lugar do riso no processo anal\u00edtico.<\/p>\n<p>Como<em> come\u00e7ar a se analisar<\/em>?<a href=\"#_edn9\" name=\"_ednref9\">[9]<\/a><\/p>\n<p>Como localizar o riso nas entrevistas preliminares e nas entradas em an\u00e1lise? E o riso que se manifesta nos sonhos e desperta? O riso que se apresenta na associa\u00e7\u00e3o livre \u00e9 sempre um chiste?<\/p>\n<p>Qual a diferen\u00e7a do riso no come\u00e7o do percurso anal\u00edtico e no final de uma an\u00e1lise?<\/p>\n<p>Com Lacan, podemos avan\u00e7ar para al\u00e9m dos jogos lingu\u00edsticos propostos por Freud e outros autores, como Henri Bergson<a href=\"#_edn10\" name=\"_ednref10\">[10]<\/a>, que apontaram uma busca de al\u00edvio e harmonia alcan\u00e7ados pelo riso. Lacan prefere traduzir <em>Witz <\/em>por tirada espirituosa, que est\u00e1 entre o chiste e o esp\u00edrito, dizendo que ela \u201c\u00e9, vez ou outra, objeto de uma certa deprecia\u00e7\u00e3o \u2013 que \u00e9 leviandade, falta de seriedade, extravag\u00e2ncia, capricho\u201d<a href=\"#_edn11\" name=\"_ednref11\">[11]<\/a>. N\u00e3o \u00e9 por essa via que conduz seu trabalho sobre o <em>Witz<\/em>.<\/p>\n<p>Sem compromisso com o al\u00edvio ou a harmonia, Lacan nos introduz o objeto <em>a<\/em> como elemento fundamental para pensarmos o fen\u00f4meno do riso, suas incid\u00eancias na cl\u00ednica e orienta\u00e7\u00f5es para a condu\u00e7\u00e3o do tratamento no caso a caso.<\/p>\n<p>O riso como objeto \u00e9 um resto de opera\u00e7\u00e3o do c\u00f4mico. O absurdo que se desvela ganha vida nas bocas que se adulteram e ganham um tra\u00e7ado chamado riso. Podemos dizer que o riso \u00e9 efeito da ca\u00edda do semblante que deixa escapar algo do real que atinge o corpo? Trata-se de um fen\u00f4meno de corpo?<\/p>\n<p>Lacan distingue o chiste do belo, dizendo nessa via que a primeira coisa a ser feita seria \u201cextinguir a no\u00e7\u00e3o do belo. N\u00e3o temos nada a dizer sobre o belo. \u00c9 de uma outra resson\u00e2ncia que se trata, a ser fundada sobre o chiste. Um chiste n\u00e3o \u00e9 belo. Ele se ocupa de um equ\u00edvoco\u201d<a href=\"#_edn12\" name=\"_ednref12\">[12]<\/a>. Em rela\u00e7\u00e3o ao bem-dizer, ele associa \u00e0 sua \u00e9tica o gaio saber como uma virtude, em oposi\u00e7\u00e3o \u00e0 tristeza<a href=\"#_edn13\" name=\"_ednref13\">[13]<\/a>.<\/p>\n<p>Seguindo a filosofia de Espinosa, que \u00e9 \u201cuma \u00e9tica da alegria, da felicidade, do contentamento intelectual e da liberdade individual e pol\u00edtica\u201d<a href=\"#_edn14\" name=\"_ednref14\">[14]<\/a>, alegria \u00e9 o afeto que aumenta a nossa pot\u00eancia de agir. E podemos tamb\u00e9m dizer que o riso a\u00ed se junta.<\/p>\n<p>Em tempos de preval\u00eancia do real, o gaio saber n\u00e3o morde o sentido e n\u00e3o est\u00e1 ligado \u00e0 satisfa\u00e7\u00e3o de seu deciframento, mas apenas de \u201cro\u00e7\u00e1-lo\u201d<a href=\"#_edn15\" name=\"_ednref15\">[15]<\/a>.<\/p>\n<p>Ao lado do chiste, n\u00e3o coincidindo com este, encontramos a ironia. Tomando a cl\u00e1ssica triparti\u00e7\u00e3o: T\u00e1tica, Estrat\u00e9gia e Pol\u00edtica em uma an\u00e1lise, a ironia pode ficar rapidamente identificada \u00e0 t\u00e1tica, a um modo de interpreta\u00e7\u00e3o. Por\u00e9m, a ironia esquizofr\u00eanica se relaciona com a inexist\u00eancia do Outro, a partir do que <em>todo mundo \u00e9 louco<\/em>. Para persistir na perspectiva da cl\u00ednica universal do del\u00edrio, \u00e9 preciso alcan\u00e7ar a ironia infernal do esquizofr\u00eanico que incide na raiz de toda rela\u00e7\u00e3o social<a href=\"#_edn16\" name=\"_ednref16\">[16]<\/a>. Assim, \u00e9 preciso distinguir ironia e humor.<\/p>\n<p>O riso articula-se ao la\u00e7o social; ao resto, como real que n\u00e3o cessa de n\u00e3o se escrever e \u00e9 moldura para a fantasia na neurose; e ao furo, ang\u00fastia frente ao real sem lei.<\/p>\n<p>E o que nos faz rir? No <em>Semin\u00e1rio, livro 7: A \u00c9tica da psican\u00e1lise<a href=\"#_edn17\" name=\"_ednref17\"><strong>[17]<\/strong><\/a><\/em>, Lacan diz que \u201co que nos satisfaz na com\u00e9dia, nos faz rir, nos faz apreci\u00e1-la em sua dimens\u00e3o humana, n\u00e3o excetuando o inconsciente, n\u00e3o \u00e9 tanto o triunfo da vida quanto sua escapada, o fato de a vida escorregar, furtar-se, fugir, escapar a tudo o que lhe \u00e9 oposto como barreira, e precisamente as mais essenciais, as que s\u00e3o constitu\u00eddas pela inst\u00e2ncia do significante\u201d.<\/p>\n<p>H\u00e1 outras vers\u00f5es do riso a explorar: o riso ligado ao medo, ao horror, o lado macabro do riso, o riso contido e involunt\u00e1rio dos atores em uma pe\u00e7a de teatro, o morrer de rir, o chorar de rir, o riso da cl\u00ednica com crian\u00e7as, que \u00e9 al\u00edvio ou mesmo conclus\u00e3o de um ponto de enrosco. O riso tamb\u00e9m ocupa um lugar de opressor na hist\u00f3ria, o lugar do rancor, da inveja, da malevol\u00eancia na vida dos homens e em seu <em>habitat pol\u00edtico<\/em>: \u00e9 o riso da alegria de ver a desgra\u00e7a alheia. O riso nem sempre pertence ao campo do humor, ele pode ser o riso da blasf\u00eamia que articula o gozo ao sagrado.<\/p>\n<p>Com seu <em>R.I.S.<\/em>, Lacan aponta para uma solu\u00e7\u00e3o da an\u00e1lise bem intrigante, que nos interessa avan\u00e7ar. N\u00e3o se trata simplesmente dos tr\u00eas registros articulados em tr\u00eas letras, mas de uma resson\u00e2ncia joyceana do riso, um real disjunto dos semblantes pass\u00edveis de serem compartilhados.<\/p>\n<p>Um tratamento anal\u00edtico conduz \u00e0 passagem da trag\u00e9dia \u00e0 com\u00e9dia? Como n\u00e3o dar risadas ao retomar a hist\u00f3ria t\u00e3o sofrida? Depois que tudo se desfez em um bl\u00e1-bl\u00e1-bl\u00e1 sem sentido, de voltas e voltas ao redor de um tal objeto, vale um sorriso de satisfa\u00e7\u00e3o?<\/p>\n<p>Como n\u00e3o explorarmos os diversos testemunhos de AEs que mencionaram o riso em seus finais de an\u00e1lise, demonstrando a restaura\u00e7\u00e3o da ironia na neurose como efeito do tratamento anal\u00edtico?<\/p>\n<p>O riso \u00e9 uma chave pol\u00edtica, tanto da sociedade como da cl\u00ednica de orienta\u00e7\u00e3o lacaniana. Quer apostar?!<\/p>\n<hr \/>\n<h6><a href=\"#_ednref1\" name=\"_edn1\">[1]<\/a> ECO, H. <em>O nome da rosa<\/em>. Rio de Janeiro: Ed. Record, 2009.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref2\" name=\"_edn2\">[2]<\/a> ROTTERDAM, E. \u201cO elogio da loucura\u201d. In: <em>Os Pensadores<\/em>, vol. X. S\u00e3o Paulo: Ed. Abril Cultural, 1972.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref3\" name=\"_edn3\">[3]<\/a> XIV Congresso da AMP: \u201cTodo mundo \u00e9 louco\u201d. Ocorrer\u00e1 de 22 a 25 de fevereiro de 2024.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref4\" name=\"_edn4\">[4]<\/a> ELIAS, N. <em>O processo Civilizador I e II<\/em>. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1990.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref5\" name=\"_edn5\">[5]<\/a> CROUZET, M. <em>Histoire G\u00e9n\u00e9rale des Civilisations. Vol. II &#8211; Rome et son Empire<\/em>. Paris: PUF, 1980, p.570.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref6\" name=\"_edn6\">[6]<\/a> FREUD, S. (1905) \u201cOs chistes e sua rela\u00e7\u00e3o com o inconsciente\u201d. In:<em> ESBOPC, vol. VIII.<\/em> Rio de Janeiro: Imago, 1969, p.149.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref7\" name=\"_edn7\">[7]<\/a> Ibidem, p. 153.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref8\" name=\"_edn8\">[8]<\/a> Ibidem, p.122.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref9\" name=\"_edn9\">[9]<\/a> <em>Come\u00e7ar a se analisar. <\/em>Tema do XI ENAPOL que ocorrer\u00e1 em setembro\/outubro de 2023 em Buenos Aires. <a href=\"https:\/\/enapol.com\/xi\/pt\/home\/\">https:\/\/enapol.com\/xi\/pt\/home\/<\/a><\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref10\" name=\"_edn10\">[10]<\/a> BERGSON, H. <em>Riso: Ensaio sobre o significado do riso<\/em>. S\u00e3o Paulo: Edipro, 2018.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref11\" name=\"_edn11\">[11]<\/a> LACAN, J. <em>O Semin\u00e1rio, livro 5: As forma\u00e7\u00f5es do inconsciente<\/em>. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1999. p.22.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref12\" name=\"_edn12\">[12]<\/a> LACAN, L. \u201cRumo a um significante novo\u201d. In: <em>Op\u00e7\u00e3o Lacaniana<\/em>, n\u00b022, agosto\/1998, p.11.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref13\" name=\"_edn13\">[13]<\/a> LACAN, J. \u201cTelevis\u00e3o\u201d. In: <em>Outros escritos<\/em>. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2003, p.525.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref14\" name=\"_edn14\">[14]<\/a> CHAU\u00cd, M. <em>Desejo, paix\u00e3o e a\u00e7\u00e3o na \u00e9tica de Espinosa<\/em>. S\u00e3o Paulo: Companhia das Letras, 2011, p.67.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref15\" name=\"_edn15\">[15]<\/a> LACAN, L. \u201cTelevis\u00e3o\u201d. <em>Op. cit.<\/em>, p.525.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref16\" name=\"_edn16\">[16]<\/a> MILLER, J-A. <em>Cl\u00ednica Ir\u00f4nica<\/em>. In Matemas I. Jorge Zahar. Rio de Janeiro. 1996. P.190.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref17\" name=\"_edn17\">[17]<\/a> LACAN, L. <em>O Semin\u00e1rio, livro 7: A \u00c9tica da psican\u00e1lise<\/em>. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1988, p.376.<\/h6>\n[\/vc_column_text][\/vc_column][vc_column width=&#8221;1\/2&#8243;][vc_single_image image=&#8221;9265&#8243; add_caption=&#8221;yes&#8221; alignment=&#8221;right&#8221;][\/vc_column][\/vc_row]\n<\/section>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[vc_row][vc_column][vc_single_image image=&#8221;8970&#8243;][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column width=&#8221;1\/2&#8243;][vc_column_text] ARGUMENTO R\u00f4mulo Ferreira da Silva AME da EBP\/AMP Coordenador da Comiss\u00e3o de Orienta\u00e7\u00e3o Na festa de encerramento das XI Jornadas da EBP-SP \u023a Verdade e o gozo que n\u00e3o mente, ocorrida em novembro de 2022, surgiu a proposta para as Jornadas de 2023. O tema? O riso! 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