{"id":5882,"date":"2021-08-11T16:14:15","date_gmt":"2021-08-11T19:14:15","guid":{"rendered":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/?page_id=5882"},"modified":"2021-08-11T16:14:15","modified_gmt":"2021-08-11T19:14:15","slug":"caixa-de-entrada","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/jornadas\/x-jornadas-psicanalise-em-ato\/caixa-de-entrada\/","title":{"rendered":"Caixa de Entrada"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_5883\" aria-describedby=\"caption-attachment-5883\" style=\"width: 953px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-5883\" src=\"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/caixa_de_entrada.png\" alt=\"Imagem: Pixabay\" width=\"953\" height=\"600\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-5883\" class=\"wp-caption-text\">Imagem: Pixabay<\/figcaption><\/figure>\n<p>Como alojar de uma boa maneira, por meio de nosso Boletim TRAVESSIAS, uma transfer\u00eancia de trabalho, recortando os ditos espalhados pelas redes? A ideia consiste em abrir um espa\u00e7o disposto \u00e0 inven\u00e7\u00e3o, de modo a tecer uma express\u00e3o de la\u00e7o entre o Boletim e a comunidade anal\u00edtica.<\/p>\n<p><strong>Caixa de entrada<\/strong> ter\u00e1 como finalidade garimpar do chat do Zoom, os conte\u00fados produzidos durante as atividades preparat\u00f3rias para as X Jornadas da EBP-SP \u2013 \u201cPsican\u00e1lise em ato\u201d, ali onde a palavra encontrou novas vias de circula\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s de um coment\u00e1rio, uma quest\u00e3o sustentada, uma inquieta\u00e7\u00e3o. Afinal, as palavras seguem sendo o alicerce primordial da inven\u00e7\u00e3o de Freud: o inconsciente participa!<\/p>\n<p>Um canal de comunica\u00e7\u00e3o aberto \u00e0 conting\u00eancia que, posteriormente, poder\u00e1 esclarecer sua utilidade e, talvez, algo sobre nossos tempos e sobre o la\u00e7o com o Outro no terreno do discurso anal\u00edtico.<\/p>\n<h6>Por Emelice Prado Bagnola (Associada ao CLIN-a)<\/h6>\n<hr \/>\n<h3><span style=\"color: #993300;\"><strong>06\/10\/2021<\/strong><\/span><strong><span style=\"color: #993300;\"> \u2013 Atividade preparat\u00f3ria das X Jornadas da EBP-SP &#8211; \u201cPsican\u00e1lise em ato\u201d<\/span> <\/strong><\/h3>\n<p><strong>Cynthia Gon\u00e7alves Gindro (Associada ao CLIN-a):<\/strong><\/p>\n<p>Agrade\u00e7o a atividade, e as \u00f3timas quest\u00f5es! Queria pedir, se poss\u00edvel, para desenvolver um pouco mais a ideia do ato falho como uma dimens\u00e3o do ato, se entendi bem. Achei interessante, e lembrei no chiste como j\u00e1 antecipava Freud. O chiste seria um ato falho do inconsciente, e Freud diz em\u00a0<em>A t\u00e9cnica dos chistes<\/em>: \u201cpara descobrir a t\u00e9cnica desse chiste devemos submet\u00ea-lo ao processo de redu\u00e7\u00e3o (&#8230;)\u201d, ou seja, a partir da leitura da sua obra e da releitura que Lacan prop\u00f5e poderia dizer que h\u00e1 no chiste todo um trabalho inconsciente do significante de condensar uma perturba\u00e7\u00e3o, e que nele comporta um efeito de vacila\u00e7\u00e3o da compreens\u00e3o, assim como no ato? Acho interessante pensar nessa perspectiva do\u00a0<em>Witz<\/em>, como essa tirada espirituosa sublinhada por Lacan, que existe como mensagem para estar em diferencia\u00e7\u00e3o com o c\u00f3digo, e nesse caso estaria tamb\u00e9m em flagrante viola\u00e7\u00e3o com ele.<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>Teresinha N. M. Prado (EBP\/AMP):<\/strong><\/p>\n<p>Pensando aqui na quest\u00e3o do escrito como forma de transmiss\u00e3o e do que Lacan destacou dos escritos dos m\u00edsticos, que de algum modo conseguem transmitir algo da sua solid\u00e3o no endere\u00e7amento \u00e0 falta no Outro, e me ocorreu que um AE, ao se endere\u00e7ar \u00e0 Escola, ensina por uma enuncia\u00e7\u00e3o que declara amor \u00e0 causa anal\u00edtica e com isto libera a Escola de um lugar de identifica\u00e7\u00e3o ao qual as forma\u00e7\u00f5es de grupo tendem a nos levar&#8230;<\/p>\n<p>Ao descompletar, o AE torna a Escola n\u00e3o &#8211; toda.<\/p>\n<hr \/>\n<h3><span style=\"color: #993300;\"><strong>01\/09\/2021 \u2013 Atividade preparat\u00f3ria das X Jornadas da EBP-SP \u201cPsican\u00e1lise em ato\u201d<\/strong><\/span><\/h3>\n<p><strong>Veridiana Marucio (EBP\/AMP):<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong>O social sempre mobiliza os afetos: seja o amor, o \u00f3dio, a ang\u00fastia ou a ignor\u00e2ncia. Isso me parece que faz com que se torne imposs\u00edvel uma teoria puramente l\u00f3gica e\/ou pragm\u00e1tica da pol\u00edtica. \u00c9 a partir das quest\u00f5es dos afetos e das paix\u00f5es que podemos dizer com Lacan que o Inconsciente \u00e9 a pol\u00edtica.<\/p>\n<hr \/>\n<h3><strong><span style=\"color: #993300;\">04\/08\/2021 &#8211; Atividade preparat\u00f3ria das X Jornadas da EBP-SP \u2013 \u201cPsican\u00e1lise em ato\u201d<\/span> <\/strong><\/h3>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><strong>Felipe Bier:<\/strong><\/p>\n<p>Ato anal\u00edtico e tempo: a urg\u00eancia subjetiva que precipita o encontro com o analista, ao contr\u00e1rio do amor de transfer\u00eancia que se desenrola numa an\u00e1lise, \u00e9 abrupto, e muitas vezes exigente na demanda por acolhimento. O estatuto deste encontro, trata-se de um amor real, transfer\u00eancia em ato e que, na posi\u00e7\u00e3o do analista, traduz-se em coragem, como sugere Lacan, no semin\u00e1rio 20: &#8220;N\u00e3o \u00e9 do defrontamento com este impasse, com essa impossibilidade de onde se define um real, que \u00e9 posto \u00e0 prova o amor? Do parceiro, o amor s\u00f3 pode realizar o que chamei, por uma esp\u00e9cie de poesia, a coragem, em vista deste destino fatal&#8221;, p.155. Seria poss\u00edvel falar em um amor em ato?<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>D\u00e9bora Garcia (Associada \u00e0 CLIPP):<\/strong><\/p>\n<p>O inconsciente no Semin\u00e1rio 11 \u00e9 tomado como trope\u00e7o, desfalecimento, rachadura, lapso, assim como o conjunto dos efeitos da fala sobre um sujeito, sendo o sujeito constitu\u00eddo pelos efeitos dos significantes. Ao n\u00e3o separar a presen\u00e7a do analista do conceito de inconsciente, e sim articular a presen\u00e7a do analista \u00e0 pr\u00f3pria manifesta\u00e7\u00e3o do inconsciente, Lacan nos mostra que \u00e9 preciso um analista para viabilizar a exist\u00eancia do inconsciente e as consequ\u00eancias de se render a ele.\u00a0A presen\u00e7a do analista, ent\u00e3o, articulada ao inconsciente permitiria ao analista seu ato? E ainda, a entrada em an\u00e1lise seria um efeito do ato anal\u00edtico?<\/p>\n<hr \/>\n<h3><strong><span style=\"color: #993300;\">30\/06\/2021 &#8211; Lan\u00e7amento das X Jornadas da EBP-SP &#8211; \u201cPsican\u00e1lise em ato\u201d<\/span> <\/strong><\/h3>\n<p><strong>Leandro Verzignassi Nunes (Associado ao CLIN-a):<\/strong><\/p>\n<p>No primeiro cap\u00edtulo do semin\u00e1rio 19, Lacan diz que o que est\u00e1 elidido (os tr\u00eas pontos) no t\u00edtulo deste semin\u00e1rio \u00e9 \u201cum dizer\u201d\u00a0e que este poderia exprimir-se na proposi\u00e7\u00e3o:\u00a0\u201cn\u00e3o existe rela\u00e7\u00e3o sexual\u201d.<\/p>\n<p>Poder\u00edamos pensar ent\u00e3o que a Psican\u00e1lise em ato parte dessa hi\u00e2ncia, desse lugar vazio, &#8230; ou pior?<\/p>\n<p>Poder\u00edamos tomar a pr\u00f3pria interpreta\u00e7\u00e3o como ato, considerando que ela \u00e9 da ordem do dizer do analista (e n\u00e3o dos ditos)?<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>Matheus Kunst:<\/strong><\/p>\n<p>Em um texto de Serge Andr\u00e9, intitulado \u201cAto e interpreta\u00e7\u00e3o\u201d, afirma-se que o grande interesse que Lacan teve no estudo da ret\u00f3rica foi o que, inicialmente, o conduziu na via do ato anal\u00edtico. Tanto a ret\u00f3rica da antiguidade, quanto a barroca, em especial a de Baltasar\u00a0Gracian, tiveram importante incid\u00eancia neste campo.\u00a0Lacan tamb\u00e9m n\u00e3o dissociava a ret\u00f3rica da dimens\u00e3o do estilo. Citando Andr\u00e9, \u201cTodos os que dele [Lacan] se aproximaram lembram a que ponto ele manejava a arte da pose, da m\u00edmica, da tonalidade discordante, da par\u00f3dia e mesmo da bufonaria [&#8230;] E \u00e9 no jogo de sua com\u00e9dia, no excesso aonde levava o parecer e a fic\u00e7\u00e3o, que devemos encontrar o poder do que ele chamou o ato do psicanalista\u201d. Tal passagem pode vir a sugerir uma reflex\u00e3o, portanto, no\u00a0\u00e2mbito dos preparativos das Jornadas EBP-SP acerca do que poderia ser uma dimens\u00e3o performativa da linguagem em jogo e que pode se expressar nas seguintes quest\u00f5es: estaria o desejo do analista, operador da pr\u00e1tica e que p\u00f5e a psican\u00e1lise em ato, necessariamente articulado a uma performance, ou melhor, a um uso ret\u00f3rico da linguagem? Ou a psican\u00e1lise em ato prescinde a ela?<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Como alojar de uma boa maneira, por meio de nosso Boletim TRAVESSIAS, uma transfer\u00eancia de trabalho, recortando os ditos espalhados pelas redes? A ideia consiste em abrir um espa\u00e7o disposto \u00e0 inven\u00e7\u00e3o, de modo a tecer uma express\u00e3o de la\u00e7o entre o Boletim e a comunidade anal\u00edtica. 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