{"id":3808,"date":"2019-05-09T17:24:26","date_gmt":"2019-05-09T20:24:26","guid":{"rendered":"http:\/\/ebp.org.br\/sp\/?page_id=3808"},"modified":"2019-05-09T17:24:26","modified_gmt":"2019-05-09T20:24:26","slug":"argumento-ix-jornadas","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/jornadas\/ix-jornadas\/argumento-ix-jornadas\/","title":{"rendered":"Argumento &#8211; IX Jornadas"},"content":{"rendered":"<section class=\"wpb-content-wrapper\">[vc_row][vc_column][eikra-vc-text-title style=&#8221;style2&#8243; title=&#8221;Argumento&#8221;][\/eikra-vc-text-title][vc_column_text][ewf-headline title=&#8221;Argumento&#8221; style=&#8221;ewf-headline-style-4&#8243;][vc_column_text]\n<div class=\"page\" title=\"Page 1\">\n<div class=\"layoutArea\">\n<div class=\"column\">\n<h6>Daniela de Camargo Barros Affonso &#8211; EBP\/AMP<br \/>\nCoordena\u00e7\u00e3o da Comiss\u00e3o de Orienta\u00e7\u00e3o<\/h6>\n<figure id=\"attachment_3815\" aria-describedby=\"caption-attachment-3815\" style=\"width: 275px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-3815 size-full\" src=\"http:\/\/ebp.org.br\/sp\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/boletim_tracos_001_001.png\" alt=\"\" width=\"275\" height=\"275\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-3815\" class=\"wp-caption-text\">Instagram: @John.haymore<\/figcaption><\/figure>\n<p>Que o poeta tenha muito a dizer sobre a solid\u00e3o, disso n\u00e3o se duvida. E se, para o poeta, solid\u00e3o \u00e9 lava que cobre tudo, o que teria a psican\u00e1lise a dizer sobre ela?<\/p>\n<p>N\u00e3o se pode afirmar que a solid\u00e3o se configure propriamente como um conceito em Freud ou em Lacan, mas articula-se muitas vezes a importantes conceitos do ensino de ambos. As indica\u00e7\u00f5es que trataremos de extrair deste ensino ser\u00e3o as balizas para situar a solid\u00e3o, da qual muito ouvimos em nossa pr\u00e1tica cl\u00ednica, e explorar, fundamentalmente, de que maneira ela concerne o inconsciente.<\/p>\n<p>A solid\u00e3o de se que queixam tantos pacientes parece o substrato da \u00e9tica pr\u00f3pria do neoliberalismo em que h\u00e1 m\u00e1xima valoriza\u00e7\u00e3o do eu, na busca fren\u00e9tica da autossufici\u00eancia, da autorrealiza\u00e7\u00e3oe da autossupera\u00e7\u00e3o, levando ao que Laurent chama de paradoxos do individualismo democr\u00e1tico de massa<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a>. Lembremos de que, para Lacan, o discurso capitalista n\u00e3o estabelece la\u00e7o social.<\/p>\n<p>Em &#8220;Psicologia das massas e an\u00e1lise do eu&#8221; Freud afirma que, apesar de o indiv\u00edduo resultar das identifica\u00e7\u00f5es, ele pode, tamb\u00e9m, &#8220;elevar-se sobre elas, na medida em que possui um fragmento de independ\u00eancia e originalidade&#8221;<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\">[2]<\/a>. Ao retomar as ideias de Le Bon, op\u00f5e o comportamento do sujeito no grupo \u00e0quele em que est\u00e1 em &#8220;estado de isolamento&#8221;. Chega a dizer que as grandes descobertas no campo intelectual &#8220;s\u00f3 s\u00e3o poss\u00edveis ao indiv\u00edduo que trabalha em solid\u00e3o&#8221;<a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\">[3]<\/a>. Poder\u00edamos inferir da\u00ed algo como uma &#8220;\u00e9tica da solid\u00e3o&#8221;? Como distingui-la da solid\u00e3o do sujeito neoliberal, a da autossufici\u00eancia?<\/p>\n<p>A problem\u00e1tica da solid\u00e3o est\u00e1 presente em Freud desde &#8220;Introdu\u00e7\u00e3o ao narcisimo&#8221;<a href=\"#_ftn4\" name=\"_ftnref4\">[4]<\/a>, em que aborda a diferen\u00e7a entre a retirada da libido do mundo no parafr\u00eanico e no neur\u00f3tico. Se o primeiro o faz de maneira efetiva, o segundo suprime sua rela\u00e7\u00e3o com as pessoas e com o mundo apenas de forma aparente, mantendo-a na fantasia. At\u00e9 mesmo a solid\u00e3o do anacoreta, diz Freud, n\u00e3o implica dessexualiza\u00e7\u00e3o libidinal, mas mudan\u00e7a em seu modo de satisfa\u00e7\u00e3o, a sublima\u00e7\u00e3o. Haveria, assim, duas formas de solid\u00e3o: uma alojada na fantasia e outra em que os la\u00e7os sociais desaparecem por completo.<\/p>\n<p>Ainda no campo da psicose: se, no caso do parafr\u00eanico, pode-se falar de uma \u201csolid\u00e3o verdadeira\u201d, o que dizer da solid\u00e3o do paran\u00f3ico, que mant\u00e9m certa rela\u00e7\u00e3o com o Outro e transforma em del\u00edrio de persegui\u00e7\u00e3o a retirada da libido do mundo? Ou ainda, do isolamento do Outro pretendido pelo autista que, no entanto, tamb\u00e9m n\u00e3o est\u00e1 totalmente exilado da linguagem? Fabian Naparstek, no verbete &#8220;solid\u00e3o&#8221; de Scilicet <em>Um real para o s\u00e9culo XXI<a href=\"#_ftn5\" name=\"_ftnref5\"><strong>[5]<\/strong><\/a><\/em>, a chama de \u201csolid\u00e3o do louco\u201d, e a descreve como &#8220;liberdade insuport\u00e1vel a respeito do Outro&#8221;.<\/p>\n<p>\u00c9 tamb\u00e9m da dimens\u00e3o estrutural da solid\u00e3o que se trata na pr\u00f3pria constitui\u00e7\u00e3o do sujeito, resultado da experi\u00eancia de separa\u00e7\u00e3o ou de castra\u00e7\u00e3o. Podemos pens\u00e1-la essencialmente como simb\u00f3lica, na experi\u00eancia da presen\u00e7a ou aus\u00eancia. Lacan, ao retomar o jogo do carretel descrito por Freud, entende que o sujeito, ao usar a palavra para fazer aparecer e desaparecer o objeto, o destr\u00f3i como tal. O objeto \u00e9 requisitado quando ausente e sua aus\u00eancia \u00e9 evocada na presen\u00e7a. Assim, a rela\u00e7\u00e3o do sujeito \u00e9 com a falta do objeto. Diz Lacan: &#8220;(&#8230;) \u00e9 j\u00e1 na sua solid\u00e3o que o desejo do homenzinho se tornou o desejo de um outro, de um alter ego, que o domina e cujo objeto do desejo \u00e9, da\u00ed em diante, a sua pr\u00f3pria pena&#8221;<a href=\"#_ftn6\" name=\"_ftnref6\">[6]<\/a>. No <em>Semin\u00e1rio 11 <\/em>Lacan afirma que &#8220;n\u00e3o h\u00e1 <em>fort<\/em> sem <em>da<\/em>&#8220;<a href=\"#_ftn7\" name=\"_ftnref7\">[7]<\/a>. Nesse sentido, o sentimento de solid\u00e3o estaria ligado \u00e0 suposi\u00e7\u00e3o de que poderia haver uma presen\u00e7a ali onde algo est\u00e1 ausente.<\/p>\n<p>Essa solid\u00e3o estrutural e estruturante, como demonstra o jogo do <em>fort-da<\/em>, diz respeito \u00e0 pr\u00f3pria divis\u00e3o do sujeito, que o torna desejante ao ser introduzido no campo da linguagem. Tal solid\u00e3o, inerente \u00e0 constitui\u00e7\u00e3o subjetiva, em \u00faltima an\u00e1lise \u00e9 relativa \u00e0 impossibilidade de o sujeito fazer Um com o Outro.<\/p>\n<p>Quanto a esta solid\u00e3o estrutural, Naparstek observa seu car\u00e1ter insuport\u00e1vel, na medida em que prov\u00e9m do recha\u00e7o do Outro, fruto da necessidade de barr\u00e1-lo para a pr\u00f3pria exist\u00eancia do sujeito. Talvez aqui possamos acrescentar que Lacan, no <em>Semin\u00e1rio 10<\/em>, enfatiza que a maior ang\u00fastia do sujeito estaria na falta da aus\u00eancia: \u201cA possibilidade da aus\u00eancia, eis a seguran\u00e7a da presen\u00e7a\u201d<a href=\"#_ftn8\" name=\"_ftnref8\">[8]<\/a> .A ang\u00fastia da presen\u00e7a do objeto \u00e9, certamente, marca de nosso tempo, invadido por infinitos objetos que se imp\u00f5em ao sujeito. Dupla solid\u00e3o: a da imposi\u00e7\u00e3o da presen\u00e7a cujo efeito seria a deteriora\u00e7\u00e3o do la\u00e7o social, e a da necessidade da aus\u00eancia, geradora de um eu isolado e f\u00f3bico<a href=\"#_ftn9\" name=\"_ftnref9\">[9]<\/a>.<\/p>\n<p>\u00c9 importante destacar tamb\u00e9m a solid\u00e3o pr\u00f3pria do ato. Ela encontra seu paradigma em Lacan, no ato de funda\u00e7\u00e3o da Escola: &#8220;Fundo \u2013 t\u00e3o sozinho como sempre estive em minha rela\u00e7\u00e3o com a causa psicanal\u00edtica&#8230;&#8221;. O instante do ato \u00e9 sem Outro e deixa o sujeito na solid\u00e3o, ainda que o Outro permane\u00e7a em algum lugar de seu horizonte. Mas h\u00e1 aquele ato que implica uma ruptura definitiva, cuja consequ\u00eancia \u00e9 o desaparecimento inexor\u00e1vel do sujeito e do Outro: o ato suicida. Seria o ato suicida aquele que alcan\u00e7aria o paroxismo da solid\u00e3o?<\/p>\n<p>Na perspectiva n\u00e3o mais do sujeito e do Outro, mas do falasser e do gozo, abre-se outro campo inesgot\u00e1vel de investiga\u00e7\u00e3o. Quando o simb\u00f3lico perde o papel de preval\u00eancia, no \u00faltimo ensino de Lacan, a refer\u00eancia ao Um do gozo sobrev\u00e9m: <em>H\u00e1-Um<\/em>. \u00c9 da pr\u00f3pria ess\u00eancia do gozo seu car\u00e1ter aut\u00edstico e solit\u00e1rio. Seria cab\u00edvel falar na solid\u00e3o de um gozo em que haveria aus\u00eancia radical da alteridade? Seria do gozo feminino, aquele que vai al\u00e9m do gozo f\u00e1lico e coloca a mulher na posi\u00e7\u00e3o de \u201cn\u00e3o toda\u201d que se trataria? Como diferenciar a solid\u00e3o da posi\u00e7\u00e3o feminina da solid\u00e3o da posi\u00e7\u00e3o masculina? Este gozo n\u00e3o recoberto pelo gozo f\u00e1lico se expressa tamb\u00e9m em experi\u00eancias m\u00edsticas, de devasta\u00e7\u00e3o, e muitas vezes no final de uma an\u00e1lise. Qual solid\u00e3o o acompanha?<\/p>\n<p>Do final de an\u00e1lise h\u00e1 muito tamb\u00e9m a se dizer sobre a solid\u00e3o. Os relatos de passe trazem imenso material sobre a forma singular encontrada para suprir a aus\u00eancia da rela\u00e7\u00e3o sexual, e como o sinthoma passa a ordenar a subjetividade de cada um. Certamente, trata-se de outra solid\u00e3o, que n\u00e3o aquela de que se queixam os pacientes no in\u00edcio de uma an\u00e1lise. Como diferenci\u00e1-las?<\/p>\n<p>E como pensar a solid\u00e3o neste coletivo, a Escola de psican\u00e1lise? Miller ensina que \u201ca Escola \u00e9 a soma de solid\u00f5es subjetivas\u201d<a href=\"#_ftn10\" name=\"_ftnref10\">[10]<\/a>, onde os uns sozinhos se re\u00fanem em torno do \u201cum a mais\u201d: a causa anal\u00edtica. A pr\u00f3pria funda\u00e7\u00e3o da Escola sustenta-se, assim, numa l\u00f3gica coletiva que tem por base a solid\u00e3o subjetiva de cada um na sua rela\u00e7\u00e3o com a causa anal\u00edtica.<\/p>\n<p>Como se v\u00ea, s\u00e3o in\u00fameras as vertentes de pesquisa que se abrem no universo da solid\u00e3o. Melhor seria dizer solid\u00f5es, plural que se imp\u00f5e diante de todas as facetas aqui aludidas e outras tantas a se explorar. \u00c9 por isso que o convidamos, nestas Jornadas da EBP-SP, a, juntos, dan\u00e7armos na dan\u00e7a da solid\u00e3o.<\/p>\n<hr \/>\n<h6><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a>LAURENT, \u00c9, <em>O avesso da biopol\u00edtica. Uma escrita para o gozo<\/em>. Rio de Janeiro, Contra Capa, 2016, p. 13<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\">[2]<\/a>FREUD, S. (1921) \u201cPsicologia de grupo e a an\u00e1lise do eu\u201d. In: <em>Edi\u00e7\u00e3o Standard Brasileira das Obras Psicol\u00f3gicas Completas de Sigmund Freud<\/em>. Rio de Janeiro: Imago Editora Ltda., vol. XVIII, 1976, p. 163.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\">[3]<\/a> Ibidem, p. 108.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref4\" name=\"_ftn4\">[4]<\/a>Idem (1914), \u201cSobre o narcisismo: uma introdu\u00e7\u00e3o\u201d. In: Op. Cit., vol. XIV.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref5\" name=\"_ftn5\">[5]<\/a>Naparstek, Fabi\u00e1n. \u201cSolid\u00e3o\u201d. In: <em>Scilicet Um real para o s\u00e9culo XXI<\/em>. Ondina Machado, Vera L\u00facia Avelar Ribeiro (org). Belo Horizonte: Scriptum, 2014, p. 378.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref6\" name=\"_ftn6\">[6]<\/a>LACAN, J. \u201cFun\u00e7\u00e3o e campo da fala e da linguagem\u201d. In: <em>Escritos. <\/em>Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 1998, p. 320.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref7\" name=\"_ftn7\">[7]<\/a>Idem, <em>O semin\u00e1rio, livro 11: os quatro conceitos da psican\u00e1lise<\/em>. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 1990,p. 226<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref8\" name=\"_ftn8\">[8]<\/a>Idem,<em>O semin\u00e1rio, livro 10, a ang\u00fastia<\/em>. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2005,p. 64.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref9\" name=\"_ftn9\">[9]<\/a> LA SAGNA, Philippe. \u201cDo isolamento \u00e0 solid\u00e3o pela via da ironia\u201d. In: <em>Revista Curinga<\/em>, n\u00ba 44. EBP-MG, p. 73 a 78.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref10\" name=\"_ftn10\">[10]<\/a> MILLER, J.-A. \u201cTeoria de Turim: sobre o sujeito da Escola\u201d. In: <em>Op\u00e7\u00e3o Lacaniana online nova s\u00e9rie<\/em>. Ano 7, n\u00ba 21. Novembro 2016, p.6.<\/h6>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row]\n<\/section>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[vc_row][vc_column][eikra-vc-text-title style=&#8221;style2&#8243; title=&#8221;Argumento&#8221;][\/eikra-vc-text-title][vc_column_text][ewf-headline title=&#8221;Argumento&#8221; style=&#8221;ewf-headline-style-4&#8243;][vc_column_text] Daniela de Camargo Barros Affonso &#8211; EBP\/AMP Coordena\u00e7\u00e3o da Comiss\u00e3o de Orienta\u00e7\u00e3o Que o poeta tenha muito a dizer sobre a solid\u00e3o, disso n\u00e3o se duvida. E se, para o poeta, solid\u00e3o \u00e9 lava que cobre tudo, o que teria a psican\u00e1lise a dizer sobre ela? 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