{"id":10117,"date":"2026-04-15T07:29:37","date_gmt":"2026-04-15T10:29:37","guid":{"rendered":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/?page_id=10117"},"modified":"2026-04-15T07:30:06","modified_gmt":"2026-04-15T10:30:06","slug":"xiv-jornadas-referencias-bibliograficas","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/ebp.org.br\/sp\/jornadas\/xiv-jornadas-bem-feito-supereu\/xiv-jornadas-referencias-bibliograficas\/","title":{"rendered":"XIV JORNADAS &#8211; Refer\u00eancias bibliogr\u00e1ficas"},"content":{"rendered":"<section class=\"wpb-content-wrapper\"><p style=\"text-align: justify;\">[vc_row][vc_column][vc_single_image image=&#8221;10108&#8243;][vc_empty_space][vc_column_text]\n<p>A <strong>Comiss\u00e3o de Refer\u00eancias Bibliogr\u00e1ficas<\/strong> j\u00e1 come\u00e7ou a degustar o tema destas Jornadas: <em>Bem-feito, supereu!<\/em> Nada como um bom aperitivo para abrir nosso apetite\u2026 de saber! Para este boletim localizamos algumas cita\u00e7\u00f5es da convidada: Carolina Koretzky.<\/p>\n<p>As primeiras refer\u00eancias abordam o conceito do supereu em nossa \u00e9poca. Em seguida, um recorte do relato de passe da convidada, onde localiza-se no sujeito o empuxo superegoico frente ao enigma do desejo materno. Por fim, deixamos aqui a indica\u00e7\u00e3o de leitura de um caso apresentado por Carolina, <em>El historiador del detalle<\/em><a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\"><sup>[1]<\/sup><\/a>, onde \u00e9 poss\u00edvel acompanhar a localiza\u00e7\u00e3o do supereu materno e como a analista pode incluir o sublimat\u00f3rio do supereu, manejando-o.<\/p>\n<h3><span style=\"color: #ff9900;\">Contemporaneidade<\/span><\/h3>\n<blockquote><p>\u00c9 precisamente em torno da quest\u00e3o do supereu que esse coment\u00e1rio dos dois mitos culmina no final do Semin\u00e1rio XVIII, e Lacan retomar\u00e1 no in\u00edcio do Semin\u00e1rio XX, o supereu como imperativo de gozo. \u2018Qual \u00e9 a prescri\u00e7\u00e3o do supereu? Ela se origina precisamente nesse Pai original, mais do que m\u00edtico, nesse apelo como tal do gozo puro, isto \u00e9, \u00e0 n\u00e3o castra\u00e7\u00e3o\u2019 [Semin\u00e1rio XVIII]. O imperativo de gozo puro exige a n\u00e3o castra\u00e7\u00e3o, que obriga a gozar sem falta e a renovar sem cessar a satisfa\u00e7\u00e3o no desconhecimento da dimens\u00e3o da perda. Essa leitura de Lacan nos introduz \u00e0s consequ\u00eancias no social de um supereu que n\u00e3o \u00e9 mais pensado a partir da introje\u00e7\u00e3o parental \u2013 supereu simb\u00f3lico que andaria de m\u00e3os dadas com o ideal \u2013 mas um supereu ligado ao gozo que se alimenta da ren\u00fancia pulsional e que exige sempre mais<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\"><sup>[2]<\/sup><\/a>.<\/p><\/blockquote>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<blockquote><p>\u2018Gulodice\u2019 e \u2018ordem de ferro\u2019, eis duas formas do supereu na \u00e9poca da evapora\u00e7\u00e3o do Pai da tradi\u00e7\u00e3o. Lacan, em seu retorno e releitura de Freud, nos permite fazer face \u00e0s mudan\u00e7as do s\u00e9culo XXI. Assim, a demanda de certos sujeitos que v\u00eam hoje nos ver n\u00e3o \u00e9, sem d\u00favida, tanto a de afrouxar a press\u00e3o de sua aliena\u00e7\u00e3o ao desejo do Outro a fim de subjetivar a l\u00f3gica do que se articula neles \u00e0 sua revelia [\u2026]. Talvez esses sujeitos venham cada vez mais buscar um espa\u00e7o outro, um \u2018respiro\u2019, onde se abrigar de um Goza! que nunca satisfaz a sua fome<a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\"><sup>[3]<\/sup><\/a>.<\/p><\/blockquote>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<blockquote><p>No lugar da lei, uma ordem de ferro, como se a lei se opusesse \u00e0 ordem de ferro. Ou seja, tal como dizemos: \u2018O Deus que expulsamos pela porta entra pela janela\u2019, h\u00e1 algo dessa ordem. Uma vez expulso o pai simb\u00f3lico da tradi\u00e7\u00e3o, o regresso seria ainda mais feroz do que a lei desse pai expulso<a href=\"#_ftn4\" name=\"_ftnref4\"><sup>[4]<\/sup><\/a>.<\/p><\/blockquote>\n<h3><span style=\"color: #ff9900;\">Passe<\/span><\/h3>\n<blockquote><p>Eu percebi a ambiguidade nessa frase materna: \u2018Eu falei com voc\u00ea e voc\u00ea quis viver\u2019. Eu interpretava a frase em seu aspecto superegoico, at\u00e9 feroz. Eu n\u00e3o queria mais ter que querer viver, mas sim viver, sem esse esfor\u00e7o constante que me obrigava todas as noites a responder \u00e0 mesma pergunta: ent\u00e3o, esse dia foi ou n\u00e3o intensamente vivido?<a href=\"#_ftn5\" name=\"_ftnref5\"><sup>[5]<\/sup><\/a>.<\/p><\/blockquote>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<hr \/>\n<p><span style=\"font-size: 13px;\"><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\"><sup>[1]<\/sup><\/a>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 KORETZKY, C. El historiador del detalle. In: MILLER, J.-A. <em>La conversaci\u00f3n cl\u00ednica del UFORCA.<\/em> Olivos, AR: Grama. 2020. p.125-144.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 13px;\"><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\"><sup>[2]<\/sup><\/a>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 KORETZKY, C. Du nouage par le social. <em>Mental &#8211; Revue internationale de psychanalyse<\/em>. Eurof\u00e9d\u00e9ration de psychanalyse: Difpop\/Pollen, n\u00ba 50: Gourmandise du surmoi, p.67-72, Novembro, 2024. [tradu\u00e7\u00e3o nossa]<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 13px;\"><a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\"><sup>[3]<\/sup><\/a>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Idem. [tradu\u00e7\u00e3o nossa]<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 13px;\"><a href=\"#_ftnref4\" name=\"_ftn4\"><sup>[4]<\/sup><\/a>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 KORETZKY, C. Subjetividades Contempor\u00e1neas. In: <em>Psicoan\u00e1lisis Lacaniana<\/em>, 2026. Acesso em 30\/01\/2026. Dispon\u00edvel em: https:\/\/psicoanalisislacaniano.com\/2026\/01\/30\/ckoretzky-subjetividades-contemporaneas-20260130. [tradu\u00e7\u00e3o nossa]<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 13px;\"><a href=\"#_ftnref5\" name=\"_ftn5\"><sup>[5]<\/sup><\/a>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 KORETZKY, C. Partir\/chegadas (com coment\u00e1rios de J.-A. Miller). In: <em>Correio: Revista da Escola Brasileira de Psican\u00e1lise<\/em>. S\u00e3o Paulo: EBP, n.95, p.97-111, Outubro, 2025.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row]\n<\/section>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[vc_row][vc_column][vc_single_image image=&#8221;10108&#8243;][vc_empty_space][vc_column_text] A Comiss\u00e3o de Refer\u00eancias Bibliogr\u00e1ficas j\u00e1 come\u00e7ou a degustar o tema destas Jornadas: Bem-feito, supereu! 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